quinta-feira, 18 de maio de 2017

Fiz uma trança...

Fiz uma coisa tão simples como uma trança, pois agora o cabelo está comprido, e ninguém imagina o que me custou fazê-la... O movimento de levar os braços lá atrás, mais especificamente o braço direito com sua placa & parafusos, não me permitiu fazer uma trança muito bem feita ou "direitinha"... Parecia que estava a enrolar não sei bem o quê e custou-me bastante a fazer a trança...
Achei que ficou giro mas vamos ver se tenho braço para continuar a entrançar o meu próprio cabelo...
Aqui estou numa pedalada tranquila do fim-de-semana...


quarta-feira, 17 de maio de 2017

Não sei bem por onde começar...

A não ser por dizer que ontem tive que tomar uma das, senão mesmo a mais difícil decisão da minha vida. Não só me fez sentir uma péssima pessoa como, pela primeira vez na vida, me vi confrontada com uma decisão que tinha que ser tomada sozinha.
Ali estava eu sozinha a ter que decidir se deixava prolongar o sofrimento pela velhice do meu querido Merlin ou se optava por o adormecer para sempre...
O Merlin já tinha dado sinais de que não estava muito bem, mas entretanto recuperou e foi-se aguentando andando lá por casa tranquilamente.
Contudo, desde esta sexta-feira passada que piorou de repente. Já não se aguentava em pé, "desmanchava-se" todo a andar, já não ia à caixinha fazer as suas necessidades, e tive que o deitar numa mantinha, com água por perto pois já mal se levantava, e só comia fiambre que eu lhe dava à boca...
Dei por mim a limpar-lhe o rabinho com toalhitas e a tê-lo ao colo, enrolado numa mantinha enquanto me olhava como que a dizer-me que estava cansado dos anos que carregava e da vida cheia que tinha tido...
De Domingo para segunda-feira, não sei como conseguiu mas levantou-se e foi ter comigo à cama, como era habitual, e eu lá o peguei ao colo, pois não conseguia saltar como antes, e deitei-o ao meu lado, tapado com os lençóis para o aquecer e confortar...
Na segunda-feira de manhã, embrulhei-o numa mantinha, e depois de ter deixado o filhote na Escola, lá fomos a caminho da clínica veterinária, estando já muito debilitado e fraco.
Enquanto esperávamos que a clínica abrisse, deitado ao meu colo como se de um bebé se tratasse, voltou a olhar-me com um ar terno, de paz e como que de agradecimento...
O seu estado agravou-se e ontem teve que ser tomada a decisão que me fez sentir a pior pessoa do mundo. Depois de quase dezassete anos de companhia, o meu gato Merlin estava a desistir da vida e por isso teve que ser adormecido, para não mais sofrer...
Dei-lhe um beijinho, pedi desculpas, despedi-me dele e vim embora a chorar com a dor de ir perder o meu amigo...
Agora descansa de forma tranquila, depois de uma vida cheia e feliz, depois de ter passado por tantas coisas e de ser um marco na nossa vida, afinal foram quase 17 anos de companhia fiel, leal e meiga...
A Morgana já tinha partido há uns anos, agora foi a vez do Merlin.
Estou em crer que um dia nos voltaremos a encontrar...
Até sempre Merlin...
28/10/2000 - 16/05/2017.



Merlin e Morgana - em 2004/2005 na casa perto de Lisboa.

Merlin e eu aqui no Oeste - 18/03/2017.

Merlin já "em baixo" neste fim de semana em que o seu estado se agravou - 13/05/2017.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

A luta continua e o nome já foi para a rua

Com esta cena do divórcio, foi-se o apelido que tinha e pelo qual me tornei "conhecida" na minha vida profissional, principalmente no Oeste.
Sempre disse que se um dia me casasse, não adotaria o apelido do marido, mas afinal caí nessa esparrela.
Sempre usei o nome do meu pai lá pelo meio, nunca o deixei, em sua homenagem e porque aquele sim, era (e é) o meu apelido verdadeiro, da carne, dos genes, dos antecedentes, da família, do sangue que corre nas veias. Contudo, claro, para abreviar, muitas vezes era tratada pelo nome próprio e pelo apelido extra do casamento.
Desde que nos separámos que retirei o nome na utilização do dia à dia, na assinatura do e-mail do trabalho, no Facebook, em inscrições em provas de BTT e por aí fora. No entanto, oficialmente, o nome permanecia lá, colado a mim, como uma espécie de maldição pois nunca me identifiquei com aquele nome e depois de já nada termos a ver um com o outro, ainda pior...
Só em setembro, quando decorreu o divórcio me vi livre, formalmente, do raio do apelido. 
No entanto, no meu trabalho proliferam os telefonemas e e-mails a tratar-me pelo nome próprio e por aquele apelido que um dia usei e que não usarei mais... 
Há que ter muita paciência pois, formalmente, não me vou pôr a explicar que já não tenho aquele apelido e tal... O que é que isto interessa a quem nos contacta profissionalmente...? Pois... Nada! Senão, ainda corria o risco de parecer uma pessoa ressabiada e não é esse o caso. É tão somente porque, de facto, aquele nome já não consta no meu.
Internamente, no sítio onde trabalho, quando ainda me tratam assim, brinco e digo que aquela pessoa já não existe. 
E já não existe mesmo. Com o apelido, foi também embora muito de mim, do que era e já não sou.
Não consigo explicar ao certo mas a verdade é que estou e me tornei numa pessoa diferente... 
Os e-mails continuam a cair com a indicação de "Ex.ma. Senhora Algures da Silva" mas a verdade é que agora sou, tão somente, a "Ex.ma. Senhora Algures no Oeste", como sempre fui, e serei...
O sangue que me corre nas veias, e que transporta o meu apelido, é mais forte do que um qualquer apelido de penduricalho usado em tempos só porque sim...

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Fora do habitual...

Hoje já várias pessoas "se meteram comigo" no meu trabalho por ter vindo trabalhar com a camisa e os ténis que estão nesta foto, com umas calças de ganga...
Nada disto é habitual ou usual em mim e por isso compreendo a estranheza das minhas colegas ao fazerem comentários diversos, tais como: que estou mais baixa (pois, com os sneakers fico mais baixa - se é que tal é possível... - porque habitualmente uso botas ou calçado com um pequeno salto.), que estou muito desportiva (pois, acho que uso sempre roupas e calçado com um ar semi formal...), que trago calças de ganga (algo que raramente ou nunca trago vestido para o trabalho), e o mais incrível, que trago ténis, e logo uns tão giros com uma cor tão... gira...
Pois hoje apeteceu-me vir assim ainda que já me tenha vestido desta forma nos fins-de-semana... 
A diferença é que nos dias de descanso não vesti o 'blazer' com que hoje 'compus' a indumentária mas a verdade é que até fica bem gira esta conjugação dos 'sneakers' com a camisa e o 'blazer'...
Tudo estaria perfeito se não fosse o raio da conjuntivite que trago comigo já há quase quatro dias e que levou a ter que ir ao médico tal é o vermelhão nos olhos... Enfim, mas agora já parece que tudo está a melhorar...


quarta-feira, 26 de abril de 2017

Do 25 de Abril... E da minha vida...

"Esta é a madrugada que eu esperava
0 dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo."

(Poema de Sophia de Mello Breyner)

Liberdade pai, onde quer que estejas. 
A véspera do dia 25 de abril lembra-me muito o meu pai e os valores que me transmitiu, e a minha vida feliz enquanto filha...

Faltam aqui no Oeste as comemorações e as sandes e saladas de couratos bem apuradinhas com alho e vinagre, com que cresci quando vivíamos nos arredores de Lisboa e quando, perto da meia-noite do dia 25, se ouviam foguetes e música alta nas ruas..
Liberdade...

E aos poucos a minha vida ganha rumo, segurança e liberdade.
Aos poucos vejo-me livre e liberta de medos, receios e complexos infundados.
Falta (muito) pouco para que a revolução chegue à minha vida e que com ela traga a liberdade de que a minha alma tanto precisa...

Salgueiro Maia - Fotografia de Alfredo Cunha

Ofereço-me para Corretora Ortográfica do Facebook

Eu não sou a dona da língua Portuguesa e nem sequer tenho formação ou cursos na área das Línguas mas desde sempre que me irritam os erros ortográficos...
Numa vez ou outra, certamente que também os dou (erros ortográficos) mas esta panóplia de erros ortográficos, gramaticais, de pontuação e de tamanhos de letra que proliferam, principalmente, pelo Facebook, deixam-me com os cabelos em pé!!!
Só me apetece ir lá comentar a corrigir tudo!!!
É com cada pontapé na gramática e com cada cavalgadura na nossa língua que até fico com vontade de vomitar!!!


Marzia é  bonito, deve ser um misto de mar com azia, não sei... Ou então, é a abreviatura de Maria com outra coisa qualquer terminada em "ia"...
Creio que "maresia" era a palavra que procuravam mas... nunca fiando...



Ora bem, queriar também é interessante, deve ser um misto de queria e já não querem com um verbo qualquer a terminar em "ar". Se calhar, "criar" era a palavra certa...


quinta-feira, 20 de abril de 2017

Reuniões da Escola do meu filho

E tudo o que me ocorre é que algum pai ou alguma mãe vai ficar com a minha caneta porque se esqueceu de levar a sua, ou algum objeto que escreva, ou "whatever"..,
Se há coisa que me complica o sistema é eu ter tudo organizado, chegar cedo para ser das primeiras pessoas a falar com a Diretora de Turma, ter uma caneta a jeito para assinar tudo o que é preciso, e depois, pessoas que às vezes nem "bom dia" dizem, viram-se para mim e dizem num ar bafiento: "Ah, empresta-me a sua caneta?...".
Claro que a minha vontade é armar-me em miúda de 10 anos e dizer com uma cara muito feia: "Não, não empresto!!! É minha e só minha!!! Trouxesse a sua!!! Feio(a)!!!". E depois ainda, deitar a língua de fora...! Mas não, interiorizo isto tudo, e acedo a emprestar o raio da caneta...
Mas a razão disto tudo é simples. Eu que levo sempre canetas, estou escaldada de me pedirem as canetas emprestadas e depois não me as devolvem ou, o mais caricato ainda, é eu voltar a precisar da caneta e depois eu é que tenho que pedir a caneta de volta, quase a medo, como se ainda eu é que estivesse a dever algum favor a quem emprestei a caneta!!!
Bolas, as notas do filhote já as sei de cor, a reunião é só para formalizar o conhecimento das mesmas e ter mais algumas informações e eu já só penso é numa maneira de ninguém topar que sou organizadinha e que tenho canetas.
Bah!!! Orientem-se!!!

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Coisas que eu não sei se acontecem às outras pessoas enquanto pedalam...

Coisas que eu não sei se acontecem às outras pessoas enquanto pedalam: um pau enfiar-se pelo cimo do capacete... por pouco não me deu cabo do pouco cérebro e neurónios que restam, hahaha. 
Ou será que foi um ataque índio...
Olha, podia servir para pau das selfies... 
Local: numa descida inclinada, cheia de silvas e declives...