terça-feira, 7 de agosto de 2018

"Robert Redford anunciou o fim da sua carreira como ator aos 81 anos."

Não posso crer que Robert Redford já tem 81 anos mas também, que idade poderia ter, não é...
Ao ler as notícias da manhã deparo-me com este artigo que dá conta do final da carreira de ator de Robert Redford e lembrei-me logo de um dos filmes de que gostei mais ao longo da minha parca vida cinematográfica: "Out of Africa".
Vi o filme pela primeira vez quando ainda era uma miúda que nada entendia da vida.
Vi mais tarde e fui vendo até chegar o dia em que pensei que gostaria de ir a África por causa do filme e outras coisas mais...
Nunca me esqueci da célebre frase "I had a farm in Africa (...)"... e eu, ainda que nunca tivesse tido uma farm in Africa, nem os meus pais e sem ter qualquer ligação a África, o filme sempre despertou em mim um sentimento de liberdade, de força de vontade e de resiliência que perduraram ao longo do tempo.
O espaço infinito, o Sol, as cores, os aromas que não senti, o romantismo, o poder escrever e imaginar histórias, fizeram-me também imaginar que podia fechar os olhos e sentir tudo isto, só por ver um filme e ouvir a sua banda sonora.
Espero, muito sinceramente, também um dia qualquer da minha vida sobrevoar ou ir a África nem que seja em sonhos...







segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Coisas à gato

Assim fica difícil sair de casa de manhã...
Queria fazer a cama e este menino, que aparece de vez em quando lá em casa para comer um bocadinho de fiambre, adormeceu profundamente... 
Coisas à gato, portanto, já que quem estava incomodada por ter que acordar o Senhor Gato era eu, ainda que tivesse que sair para ir trabalhar...
Depois estas posições melosas também não ajudam nada já que uma pessoa derrete-se toda a olhar e fica com pena de acordar o gato e tal e coiso...
Estou em crer que temos ali um amigo pois já passou duas ou três noites lá por casa.
Deita-se no sofá, dorme a noite toda e de manhã lá vai ele à sua vida, mal se notando a sua presença, a não ser por causa dum pelo, ou outro... mas nada de desarrumações, objectos destruídos ou arranhados ou xixi pela casa fora...
Bem bom...


quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Qualidade de vida...

Sair do trabalho, ir dar uma voltita na bicicleta e por fim, ver o mar.
A meio lancha-se e trocam-se dois dedos, ou mais, de conversa.
No regresso não se pensa nas horas que já são.
Pensa-se apenas em pedalar até porque, estranhamente, nã
o estava frio no lusco fusco do fim da tarde, o que é quase estranho neste Oeste friorento...
Chegar a casa quase às nove da noite com a alma revigorada pela pedalada e por tudo o que se viu e sentiu pelo caminho é de facto um privilégio. 
E o melhor de tudo, é que é de graça.
De facto, a liberdade não tem preço...




terça-feira, 31 de julho de 2018

Slide...

Por estes dias, aquando duma ida à casa da minha mãe, deu-me para ir vasculhar nas antiguidades que estão lá por casa e vai daí que fiz esta grande redescoberta: a máquina de projetar slides que conta já, mais coisa, menos coisa, com 25 anos, como é possível... 
Lembro-me muito bem do meu pai chegar a casa todo entusiasmado com a máquina e eu, por arrasto, e na parvoíce dos meus 18-19 anos, e como adorava fotografia, fui na onda.
O ritual de retirar o quadro grande da parede para podermos projetar os slides, era algo quase épico mas que nos (re)unia e era muito engraçado.
A excitação maior foi ver projetadas as fotos, quer dizer, os slides das férias, no caso, em agosto de 1993, na Costa da Caparica, como 'atesta' a etiqueta produzida por mim e colada na caixinha de slides, como se pode ver aqui numa das fotos.
Eu era assim, muito metódica e organizada, e muito cuidadosa com tudo para nada se estragar. A prova é de que a máquina e as caixinhas com os slides estão devidamente arrumados, organizados e quase intactos.
Foi com alguma pena e tristeza que constatei que a máquina funciona mas a luz do projetor está fundida, o que não permitiu que se vissem os slides.
O meu filho nunca tinha visto uma máquina de projetar slides e não sabia o que eram slides, vai daí que perguntou logo o que eram slides...
Lá lhe expliquei, ficou muito curioso, ajudou-me a ligar a máquina e a colocar os slides de forma a serem projetados pelo que foi algo frustrante quando constatámos que a luz estava fundida...
Agosto de 1993, Costa da Caparica... Belos tempos... 
Tinha 19 anos e zero quilos a mais apesar de enfardar que nem um javali e comer tudo o que me apetecia.
Não andava de bicicleta e faltava ainda um ano para ter carta de condução.
Tinha passado para o 2.º Ano da Faculdade e tinha uma vida leve e airosa.




segunda-feira, 30 de julho de 2018

Em sentido contrário, era o título do post.

Ia escrever um 'post' a dizer que ultimamente andava em sentido contrário, no sentido de ir muitas mais vezes a Lisboa, como se fosse uma turista, e que numa dessas idas, fomos visitar a experiência do Pilar 7 da Ponte 25 de abril, que desconhecia.
E fica então a nota de que vale muito a pena, pelas vistas, pela panorâmica e pela história, da ponte e da cidade.
No final, houve lugar a uma visita virtual que achei muito interessante e realista, era como se andasse eu realmente a visitar a Ponte lá em cima e cá mais abaixo, a ver as vistas, por dentro e por fora.
Ficam algumas fotografias mas o cerne da questão nos 'entretantos' é que... é que me sinto livre e que adoro passear e voltar a Lisboa.
Sinto-me livre quando conheço e reconheço cantos e recantos e quando vou e me levam a conhecer sítios diferentes.
Sinto-me livre quando me mostram outra perspetiva e, principalmente, que é possível, que basta querer, que a inércia não leva a lado nenhum e que o tempo de ter os olhos semi fechados, começa a esvair-se...
Free and happy...












sexta-feira, 27 de julho de 2018

Talvez lá para os 15...

Há umas semanas, numa das voltas que demos por Lisboa (sim, agora tenho, ou melhor, temos, ido mais vezes a Lisboa...), acabámos o serão e a entrada na 'night' no Bairro Alto, depois de umas voltas pelo Chiado e pela Baixa.
Quando era jovem e vivia em Lisboa, nunca me deu para sair muito à noite e menos ainda para ir para o Bairro Alto.
Agora, passados tantos anos sobre a minha juventude e a minha vida por Lisboa, olho para tudo com outro olhar, um olhar intrigado numa mistura de memórias e de querer observar as alterações que Lisboa tem sofrido.
Bem, mas já me estou a dispersar...
Isto tudo apenas para dizer que nessa noite, passava um pouco da meia-noite, entrámos num bar irlandês, muito animado e cheio de música.
Com grande pena nossa, e duma forma muito simpática, dizem-nos que não podemos ficar porque a partir das onze horas não é permitida a entrada a menores de... 15 ou 16 anos...
Contra argumento dizendo que o meu filho tem 12 anos e que sou a mãe, a sua responsável, como que a dizer que só queríamos dar a conhecer aquele ambiente ao garoto mas sem qualquer malícia ou maleita, porque, obviamente, não íamos para nos enfrascar que eu até nem aprecio as bebidas alcóolicas.
Queríamos tão somente beber uma Cola ou uma Frize, ouvir música e ver toda aquela gente.
Enfim, pediram-nos desculpa mas como já tinham sido multados por lá estarem miúdos fora de horas, não podia mesmo ser.
Eu não fazia ideia de que se passava este tipo de coisas... Também não me lembro de sair por ali e muito menos à noite.
Saímos e entretanto, noutra rua, entrámos noutro bar e desta vez ninguém disse nada e foi possível sentar e beber uma Cola.
Não conhecia o Cusek Bar mas achei graça a esta espécie de mural no balcão do bar e vai daí que tirei esta foto pela piada e porque também eu adoro bifanas...