quinta-feira, 3 de agosto de 2017

É só de mim...

É só de mim que sou... "esquisita" com algumas coisas ou qual é a necessidade das pessoas "virem para cima de nós" em filas do supermercado, filas para os transportes, filas para o atendimento seja onde for e não há cá distinções entre públicos e privados - valham-nos as senhas, senão, o ajuntamento ainda seria pior, em sítios onde só consegue estar uma pessoa a ser atendida e por aí fora.
Vejamos. Eu estava na minha hora de almoço e apeteceu-me beber um café numa qualquer esplanada, nada de especial. Essa mesma esplanada não tem atendimento às mesas e o sítio onde atendem é feito através duma espécie de "guichet" onde só cabe uma pessoa de cada vez para interagir com quem atende.
Ora bem, eu tinha pedido o café, estava a pagar e a aguardar pelo troco quando, ao mesmo tempo, uma senhora se coloca ao meu lado e pede um café.
Isto não é nada de mais e já sei que são as minhas "esquisitices cordiais" a falar mais alto mas, caramba, porque raios a senhora em causa não foi para trás de mim, para esperar pela sua vez como-seria-de-esperar, ou aguardou um pouco sem se "meter" no "meu atendimento" em que era notável que o "processo" não estava ainda concluído, e teve que se meter ali bem ao meu lado, quase coladinha a mim, sendo que eu não sou propriamente pequenita...
Estas cenas acontecem-me frequentemente e pergunto-me como seria se eu fosse pequenita... É que sendo assim tão grande, as pessoas metem-se na mesma em cima de mim e o busílis da questão é que depois, como 80% do mundo é mais pequeno do que eu, quem se mete em cima de mim ou ao lado, eu vejo tudo e todos cá de cima. Mais um bocadinho e agarrava as pessoas que (me) fazem isto debaixo do braço.
Sou incapaz de me meter ou tentar passar à frente seja de quem for, onde for e, principalmente quando os outros ainda estão a ser atendidos...
Picuinhas ou ter educação, eis a questão... Eu cá vou continuar a ser cordial e a manter-me à espera pela minha vez.
Estou em crer que num destes dias faço uso do meu tamanho para pôr no sítio quem se atrever a colar-se ao meu lado ou a tentar pôr-se à minha frente quando eu estiver a ser atendida, seja lá onde for...
Será que há por aí mais alguém que pense como eu ou que pense nestas "questões"...? É que às vezes acho que é mais um dos sinais de que vim doutro planeta...

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Quem dá mais...

A écharpe custou a módica quantia de... 1€... 
Tinha marcado o preço de 5€ na etiqueta mas agora com os saldos ficou a custar tão somente 1€ e como achei que tinha umas cores giras e que até combinava com algumas roupas minhas, trouxe aquele pedaço de tecido que achei bem engraçado... 
Dá um ar leve e juvenil aqui à quarentona de 43 anos...
:D



terça-feira, 1 de agosto de 2017

Não diria melhor...

Nos últimos dias tenho tentado praticar o desapego nalgumas coisas, principalmente no que à minha casa diz respeito.
É incrível a quantidade de coisas que se guardam e que se vão acumulando ao longo dos anos...
Sinto que nalgumas coisas mais parece que parei algures no tempo e dali não saí, quase que  me recusando a mexer...
Fiquei estarrecida com algumas coisas que "encontrei" e é por isso que ando a interiorizar a prática do desapego, principalmente em relação às coisas... Não há nada como o mais simples, em menor volume e espaço, já o meu pai o dizia, quanto menos coisas, melhor, e é mesmo verdade...
Isto agora foi quase uma espécie de choque para que não se volte a repetir nunca mais...
Interiorizo que afinal ainda há esperança no futuro, no mundo, em mim e em parte da minha vida que achava já não ter "resolução possível"...
Decidi arriscar e ir em frente mesmo sentindo algum medo, medo esse que me fez ficar 'parada' durante muitos anos...
E se estou a conseguir 'desapegar-me' e "fechar a porta, mudar o disco, limpar a casa e sacudir a poeira", é porque alguém me 'deu a mão', sozinha não o estava a conseguir...
Deste-me a mão, estás a puxar-me do "buraco onde me enfiei", a ajudar-me a "arrumar as coisas e as ideias", e isso, isso nunca esquecerei nem terei como agradecer Pedro...
💘💙💘





terça-feira, 25 de julho de 2017

Teen Blog...

Longe vão os tempos em que tive um "Babyblog"... 
Foram tempos trabalhosos pois cuidar de um bebé não é fácil mas por estes dias acho que devia criar uma espécie de "Teen Blog"...
As atitudes e reações do meu filho à beira de completar 11 anos, deixam-me muitas vezes surpreendida e à beira dum ataque de nervos...
Para onde foi o meu bebé, rezingão é certo, mas que podia ser "dominado", salvo seja...
Quase com 11 anos, está a crescer a olhos vistos e esta espécie de... "independência" começa a... "fazer-me confusão"... 
Tem amigos, o que é bom, mas parece querer muito a sua companhia.
Dá-me respostas 'tortas' e tem sempre argumentos e "contra ataca" aquilo que lhe digo ou mando fazer...
Tudo isto torna-se quase exasperante porque eu não quero o meu filho só para mim, contudo, não estava à espera deste "grito do Ipiranga" tão cedo...
Depois penso em muitos aspetos à nossa volta, penso em mim como pessoa e como mãe, penso na separação, no divórcio, no pai, nas pessoas que estão nas nossas vidas...
O meu filho sempre foi algo 'rebelde' e nada resignado, como a mãe foi em criança, adolescente e até em adulta, mas agora esses traços têm estado a ficar mais... vincados...
Às tantas pergunto-me se é dele, da idade, se "faz parte", se é, ou foi, da separação, se é de mim e por aí fora...
Depois leio estas "coisas" e parece que aquilo que refiro, está tudo lá...
Fico muitas vezes cansada e triste com as suas reações.
Fico muitas vezes alegre e feliz com a sua companhia e a sua meiguice, com as suas conversas pois é uma criança conversadora, que tem sempre assunto e que gosta de... conversar...
Quando penso que tudo foi tão rápido e no que lá vai... Sei que já passou e já foi mas penso muitas vezes como seria a nossa vida, fechados num prédio, algures num apartamento nos arredores de Lisboa ao invés de estarmos aqui pelo Oeste quase rural...

Foto tirada no dia em que o filhote completou 3 meses.

Não está a falar de mim mas podia...

Quem vem e atravessa o rio
Junto à serra do Pilar
Vê um velho casario
Que se estende ate ao mar
Quem te vê ao vir da ponte
És cascata, são-joanina
Erigida sobre o monte
No meio da neblina.
Por ruelas e calçadas
Da Ribeira até à Foz
Por pedras sujas e gastas
E lampiões tristes e sós.
E esse teu ar grave e sério
Num rosto de cantaria
Que nos oculta o mistério
Dessa luz bela e sombria
Ver-te assim abandonada
Nesse timbre pardacento
Nesse teu jeito fechado
De quem mói um sentimento
E é sempre a primeira vez
Em cada regresso a casa
Rever-te nessa altivez
De milhafre ferido na asa

("Porto Sentido" - Rui Veloso)

domingo, 23 de julho de 2017

Quando estendo roupa, gosto de a ver a apanhar o vento que a faz revirar e dançar de uma forma estranha e desnivelada.
Fico muitas vezes atrás do vidro da porta da cozinha, que me permite ver a roupa estendida a esvoaçar ao vento.
De certa forma sinto uma pontinha de inveja da roupa. Também queria estar estendida a levar com o vento para me levar e apaziguar as milhentas ideias e pensamentos que fervilham e pululam dentro da minha cabeça.
Se há coisa que tento interiorizar, é que tenho que aproveitar todos os momentos no presente porque um dia mais tarde vou-me lembrar deles e pensar que os devia ter aproveitado melhor na altura.
A agitação na minha cabeça sobrepõe-se muitas vezes ao que se está a passar na hora e tento dizer basta, e tudo tem melhorado.
Apercebo-me também que tudo parecia estar bem para toda a gente enquanto eu fazia o que queriam ou que esperavam de mim por assim ter habituado essas pessoas. A partir do momento em que comecei a tentar viver mais a minha vida e não estar tão disponível e resignada e a viver num canto à espera que acenassem por mim, tudo parece ter mudado. Passei a não ser a boa pessoa que era, e sou, disso tenho a certeza...
O vento continua a bater nas janelas e eleva a roupa que acaba por se embrulhar nas cordas do estendal...
Não tarda nada a roupa está toda seca e pronta para apanhar, dobrar e passar. Poderei também estender a roupa que estava a lavar na máquina e tudo isto faz-me abstrair do que me rodeia.
Está vento sim, neste Oeste fresco para onde me mudei há 8 anos e em que desde então a minha vida nunca mais foi a mesma... nem eu...

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Por aí

Estava muito vento de manhã quando saí de casa e por isso, quando saí do trabalho à hora de almoço, achei que ainda ia estar fresco mas afinal a temperatura amena ajudava a atenuar o efeito do vento mais fresco...
O vento continuava a soprar mas o ar já não era tão frio pelo que acabei por andar de manga curta enquanto carregava o blusão num braço e a mala no outro (braço).
E o que é que isto interessa...? Pois, nada, acho eu... A não ser que me apeteceu fazer uma pausa à hora de almoço, andar mais a pé do que é costume e pensar um pouco na vida, sozinha.
Vida essa que nem sempre é simples ou fácil ou descomplicada.
Há dias assim, em que damos conta que o tempo galopa freneticamente e passa por nós como se fôssemos mais uma pequena peça insignificante do puzzle que parece não encaixar em parte alguma.
De repente, há coisas a não baterem certo e as certezas começam a tornar-se incertas.
Tenho 43 anos e nunca me imaginei nesta idade pois com 20 ou 30 anos, as pessoas de 40 parecem ser quase idosas e velhas aos nossos olhos, pelo menos eu pensava assim, e agora aqui estou, a pensar na vida, em mim, nas pessoas e nas circunstâncias que me rodeiam...
Era bom que o vento fresco do Oeste apaziguasse e levasse alguns dos pensamentos que teimam em permanecer ou vir à tona nestes momentos de solidão propositada.
Era só o vento e o café, eu, os meus pensamentos, e o meu corpo de 43 anos... Afinal, somos transportados por ele, não é, o nosso corpo que nos carrega e move dum lado para o outro...
O vento frio continua pelo Oeste, pode ser que leve com ele e desapareça com alguns dos pensamentos que persistem e insistem...
Depois, depois não sei...
Sou eu com 43 anos...


segunda-feira, 17 de julho de 2017

Aqui estou com a prenda dos 10 anos, quando tudo era muito mais simples... Lembro-me do meu pai chegar com a bicicleta e de ficar extasiada...
Tive uma infância muito feliz e cheia de coisas boas.
Hoje, ao completar 43 anos, não sei bem o que dizer.
Já passei por tantas coisas e cá estou...
Não me sinto com 43 anos... não pareço ter 43 anos...
Enfim... parabéns para mim...

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Coisas sem importância...

Às vezes gostava de acreditar piamente nestas patetices... É que até dão algum conforto e 'desculpam' quase tudo o que tem corrido menos bem. No artigo fala nos últimos 10 anos e acho que até bate certo, talvez incida mais sobre 7 ou 8 anos, que foi quando vim para o Oeste. Há muita coisa que mudou e correu bem mas há outras tantas coisas que nem por isso.
Ainda para mais, fala nos "cancerianos", vulgo, pessoas do signo de Caranguejo, como eu, e diz que é no dia 17/07 que: "todos sentiremos que, dia após dia, a tensão diminui e começamos a retomar o equilíbrio emocional, perdido nos últimos dias."
Era bom que assim fosse pois até é o meu dia de anos e tudo... 
Era bom que no dia em que faço 43 (!!!) anos que decorressem mudanças profundas e que tudo ficasse mais... 'positivo'... 
Estou cansada de algumas coisas e nem acredito bem que vou fazer 43 anos... 
Sinto que está tudo a passar depressa demais e que não me sinto nada com 43 anos...
"Lua deste domingo encerra ciclo maldito, um dos piores dos últimos 10 anos:
Neste domingo, dia 16, em torno das 16h20, a Lua começa a encerrar o difícil ciclo de lunação que começou no último dia 23 de junho. Este foi, sem sombra de dúvidas, um dos piores ciclos que passamos nos últimos 10 anos.
A crise se instalou na vida de todos, no entanto, arianos, cancerianos, librianos e capricornianos foram os mais atingidos por essa tsunami energética. Podemos começar, a partir deste dia 16, a nos despedir com entusiasmo dessa tensa energia.
Porém, ela ainda pode estar muito forte neste dia, em que a Lua se une a Urano e recebe um tenso aspecto de Marte. Conforme ela transita pelos outros signos e já no dia 17, segunda-feira, quando ela entra no signo de Touro, todos sentiremos que, dia após dia, a tensão diminui e começamos a retomar o equilíbrio emocional, perdido nos últimos dias.
Os signos mais atingidos, que passaram por intensas dificuldades na saúde, no trabalho e principalmente nos relacionamentos, poderão sentir o alívio da tensão e muitas situações de estresse, sentimentos negativos de separação e dificuldades emocionais ficando para trás.
Retirado daqui."