segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Bike Report

Não pedalava há duas semanas por causa do mau tempo que tem estado aos fins-de-semana. Com os dias curtos, e trabalhando o dia todo, só posso pedalar aos fins-de-semana e nos feriados. Pedaladas durante o dia ou depois do trabalho, é para esquecer...
Assim sendo, já que ontem até estava Sol, decidi aproveitar e "à última da hora", decidi-me a ir pois já eram quase 11 horas. Fiquei limitada no tempo pois não podia demorar muito, tendo o filhote e a minha mãe em casa à minha espera para almoçar, mas pensei que era melhor do que nada... Assim sendo, lá fui dar uma voltita cheia de saudades da bicicleta.

Esta primeira foto que aqui deixo foi tirada a meio da volta, numa tentativa de mostrar a bicicleta e as minhas "novas unhas", arranjadinhas do Sábado (informação deveras importante...), sendo que tirei as luvas de ciclismo para o efeito, e sem imaginar o que se iria passar um pouco depois...
Apenas uma breve introdução para dizer que a primeira e única vez em que tinha sido mordida por um cão, foi quando tinha 5 anos. Valeu-me o meu pai na altura que me socorreu e ajudou a não ganhar medo nem raiva aos cães... Cresci assim sempre com grande ternura por animais e pelos cães em particular...
E vai daí que durante as minhas pedaladas, já tinha sido muitas vezes acompanhada (perseguida...) por cães a correr, a ladrar e por aí fora mas... nunca se tinha passado nada... Até ao dia de ontem em que fui perseguida por uns oito cães e em que um deles me conseguiu morder, estando eu a pedalar a cerca de 20/22 Km/hora e por cima das calças de inverno de ciclismo - que acho que foi o que me valeu...
Valeu-me também o meu pai, onde quer que esteja, com os seus sábios ensinamentos: não mostres medo aos cães. Se assim não fosse, creio que tudo isto teria sido bem pior...
Fiquei com a perna ferida da dentada que tenho estado a desinfectar... Até ver, não noto nenhuma alteração estranha, na ferida ou em mim. Por enquanto, não me transformei em Lobisomem :P
Nos entretantos, a minha cadela andava só atrás de mim mas já lhe disse que estava muito aborrecida com os seus amigos canídeos, pelo que não havia grandes conversas... Onde já se viu uma humana que cheira a cão, gato e periquito, ser mordida por um canino em fúria... 




sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Tinha deixado o filhote na Escola depois de termos saído de casa um pouco mais tarde do que é costume.
Assim, não houve tempo para irmos ao pão enquanto eu bebo um café e o filhote come mais qualquer coisa depois de ter tomado o pequeno-almoço em casa. Não sei se é da idade mas a verdade é que o apetite está em altas pelo que come muito mais do que era habitual.
Entrei com o filhote na Escola à procura do casaco de fato de treino esquecido a meio da semana e já procurado por mim, por ele e por pessoas da Escola. Nada feito. Ficou o pedido. Vão voltar a procurar.
Venho a sair e dou de caras com a Diretora de Turma, ainda bem - pensei eu - pois precisava mesmo de falar com a Professora. Foi tudo a correr mas para a semana vamos falar melhor. Tenho um filho inteligente e com bom aproveitamento mas que não consegue estar quieto nem calado nem com muita atenção... E se no 1.º Ciclo a Professora ia tolerando tudo isto, agora no 2.º Ciclo, com diversos professores, já não é bem assim, e eu compreendo que assim seja. Afinal, eu própria tenho consciência do filho que tenho e sei bem que não consegue estar "parado" muito, ou melhor, nenhum tempo...
Saio da Escola e o tempo está cada vez mais cinzento, na rua e na minha cabeça... 
Sento-me no carro e dou à chave para seguir viagem até ao trabalho.
Pelo caminho vou onde não ia há algum tempo tomar café e comprar pão. Ao lá chegar, uma tristeza imensa invadiu o meu corpo e a minha alma, por tudo e por nada...
Saio do carro, completamente absorta nos meus pensamentos, já chuviscava quando me apercebo que um senhor, velhote e de muletas, deixou cair os seus  boletins do Euromilhões, outros tantos papéis e dinheiro. Com o vento que estava, começou tudo a voar e eu voei a correr para o ajudar pois o senhor teria imensas dificuldades em se agachar.
Corri para cima dos boletins e dos papéis e apanhei logo a nota de 20€ que lhe dei imediatamente.
Salvaram-se os boletins preenchidos, os outros eram apenas papéis ao vento, sem nada e sem importância...
Talvez isto não tenha sido nem um minuto da minha vida mas passei de estar absorta e centrada no meu mundo para ajudar alguém e a verdade é que me fez bem desconcentrar de mim mesma...
O velhote fartou-se de agradecer e eu só pensava que o dinheiro poderia fazer-lhe mesmo falta. Imaginei a minha mãe sem ajudas e pensei no meu pai que já não tenho...
Contudo, o dia continua cinzento e feio, lá fora e na minha cabeça...

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Não sei o que escrever...

Falha-me a inspiração...
Posto isto, apraz-me dizer que também fomos ver a maior árvore de Natal que este ano está nas Caldas da Rainha.
Era de noite, estava (muito) frio mas... valeu a pena... E vale a pena não haver confusões imensas de trânsito e de gente como, suponho eu, aconteceria em Lisboa...
Assim, foi possível estacionar e tirar umas quantas fotos, dentro e fora da árvore...
O filhote delirou e eu que não ligo muito ao Natal, achei piada...
Na última foto, lá em baixo, sou eu, a preto e branco e de costas... Só porque... Só porque me apeteceu, não é por nenhum motivo em especial que a partilho aqui...
Gostei da fotografia e parece que só a ver-me ali de costas caí em mim e em como o meu cabelo está muito grande...
Enfim... coisas sem qualquer importância...

Aqui sou eu agachada a tirar fotos...

Aqui o filhote em pose para a foto, com a árvore lá atrás... 
Eu, a preto e branco, e de costas...



segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Rejuvenesci 10 anos, ena...

Não sei se o(a)s meus/minhas escasso(a)s leitores se recordam de ter partilhado aqui convosco, há cerca de duas semanas, que a aplicação ligada às máquinas do ginásio me dava a bela idade mé(r)dia de... 52 anos! "Só" mais 10 do que os que tenho na realidade...
E pior ainda, era a zona superior, do peito, ombros e braços, em que a idade biológica era de 64 anos (!!!).
Depois, na zona abdominal, a idade biológica correspondia exatamente à idade que tenho, 42 anos e nas pernas tinha a bela idade de 50 anos.

Eu há duas semanas atrás quando me iniciei nas máquinas:


Mas eis que tenho ido treinar com alguma frequência nas máquinas (três a quatro vezes por semana) e hoje até tive um novo teste de força para ver se já conseguia exercitar-me com mais carga e foi mesmo o que aconteceu...
A carga foi aumentada e a minha idade biológica "na coisa" desceu 10 anos... Portanto, agora tenho uma idade média que corresponde exatamente à real: 42 anos...
Contudo, na
 zona superior, do peito, ombros e braços, continuo fraquinha, rejuvenesci apenas 3 aninhos, passei de 64 anos para... 61...
Na zona abdominal, a idade biológica passou de 42 anos para 31, o que quer dizer que tenho uma linda barriguinha com menos 9 anos do que aqueles que tenho...
nas pernas, em que tinha a bela idade de 50 anos, tenho agora 35 anos... Uau... 
Estou então mais nova nas pernas e na barriga... No peito e braços é que estou uma verdadeira anciã, quiçá da placa e dos parafusos que carrego que me devem enferrujar esta zona toda...
Contudo, passadas duas semanas estou satisfeita com estes resultados... rejuvenescedores...
:D

Eu hoje, duas semanas depois do início dos treinos nas máquinas:


Acordei assim-assim

Acordei assim-assim depois de uma noite mal passada e mal dormida cujo início do sono foi interrompido pelo filhote que, assim de repente, se lembrou que se tinha esquecido dos trabalhos de casa de Português e que os fazia de manhã, antes da aula. 
Mas é que nem pensar, disse eu!
Toca a acordar do sono que mal tinha começado, a acender a luz, a ir buscar mochilas e cadernos, lápis e papéis.
E assim, às onze e tal da noite, ali estávamos os dois a ler e a fazer trabalhos sobre parte do livro de
Virginia Woolf , "A viúva e o papagaio". Ainda acabei eu a ler alto parte do livro e ali ficámos os dois de volta das leituras.
E assim sendo, como estava a dizer, acordei ensonada e cansada, depois de um fim de semana sem Sol e sem bicicleta. E como me custa não pedalar durante o fim de semana... É que agora com os dias curtos não o posso fazer noutro dia da semana, a não ser que seja feriado...
Ainda que não tenha pedalado durante sábado e domingo, na semana que passou 'fartei-me' de ir ao ginásio pois só não me exercitei num dia da semana. De resto, fui sempre à hora de almoço e à noite fui na sexta-feira que é quando estou mais liberta. E foi algo intenso. Na sexta-feira ao fim do dia, depois de uma semana de trabalho, corri na passadeira, fui um bocadinho para as máquinas, fiz uma aula com pesos e exercícios com o peso do próprio corpo e ainda o famigerado Cycling...
Escusado será dizer que ao serão estava algo "k.o." com tanto exercício de impacto profundo mas... soube bem...
Mas como estava a dizer, e nunca mais lá chego, acordei assim-assim, mas depois chego ao mundo virtual e deparo-me com fotografias e sentimentos de uma colega que perdeu o filho adolescente. Isso sim é um problema e o meu acordar assim-assim torna-se em nada num instante...

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

E do ginásio...

Pois que tenho ido mais vezes ao ginásio sim...
Desde que tive a consulta de Nutrição e que fiz a avaliação física, que não gostei dos resultados pelo que me tenho esforçado a exercitar-me mais e a comer menos... Mas... isto está tão difícil...
Assim, no decorrer desta semana, pedalei 100 Km no fim de semana e depois, durante a semana, já fui três vezes ao ginásio à hora de almoço e tenho corrido entre 5 a 10 minutos na passadeira de cada vez que vou.
Depois passei por algumas máquinas durante cerca de meia hora nos três dias em que fui, e num deles, depois do treino nas máquinas, ainda fiz uma aula de Body Balance...
Portanto, se pudesse ainda ia mais vezes e ficava mais tempo a exercitar-me, afinal, gosto mesmo muito do exercício físico porque me alivia a cabeça e o stress... Há quem tome medicação ou se embebede, eu... exercito-me... 
Enquanto faço aquilo não penso em mais nada nem me sinto com 42 anos...
E como à hora de almoço não há quase ninguém no ginásio e nos balneários, sabe ainda melhor estar por lá a exercitar-me...
Posto isto, hoje também conto ir exercitar-me nalgumas aulas mas... logo se vê...
E é isto...

Quando fui ver

Quando fui ver tudo passou diante dos olhos como num "rewind" dum filme mas que é afinal a minha vida.
Hoje acordei assim, podia-me ter dado para pior neste dia de São Martinho que esperei ser solarengo para confirmar a lenda mas afinal o dia está fresco, cinzento e triste.
O filhote levou um sumo e castanhas para a Escola para fazerem um magusto mas já ontem ao serão nos deliciámos com umas belas castanhas assadas. Adoro castanhas assadas, agora e desde que me lembro.
Lembro-me de mim com a idade do meu filho pois foi quando fiz 10 anos que recebi a minha primeira bicicleta de presente. Foi o delírio na altura e nunca imaginei que depois de 'velha' iria desatar a pedalar que nem uma maluca já que a dita bicicleta não se manteve na minha vida. Morava num ambiente urbano, pouco dado a vivências ao ar livre e por isso só reencontrei a bicicleta quando me mudei para o Oeste.
Mas como estava a dizer, é mesmo verdade, a vida passa num instante defronte dos olhos e acho que em segundos me vi com 10 anos a receber a bicicleta trazida pelo meu pai, enquanto explodia de felicidade, com 15 a mudar de Escola, com 18 a entrar na Faculdade, com 22 a sair da Faculdade, com 23 a começar a trabalhar, com 29 anos a viver junta, com 30 a entrar no quadro, com 31 a casar com papéis, com 32 a ser mãe, com 35 a mudar-me para o Oeste, com 36 a mudar do emprego de Lisboa para o Oeste, com 36 a perder 26 quilos num ano, com 38 a perder o meu pai, com 38 a ter uma queda brutal da bicicleta, com 38 a ser operada pela primeira vez com anestesia geral, com 38  a ganhar uma placa e parafusos, com 38 a fazer inúmeras sessões de Fisioterapia, com 41 a separar-me, com 42 a divorciar-me, com 42 a reencontrar-me a mim e ao mundo, com 42 a pensar para onde raios foram estes anos todos e a minha vida toda e o que posso ainda esperar da vida já que, supostamente, já vivi mais de metade da minha vida e estou em crer que ainda falta viver tanto e que o meu corpo (e alma) vai começar a não responder tanto como gostaria...
Hoje acordei assim... A pensar que o tempo voa. Que me exercito tanto e que é tão difícil perder peso. Que a vida é difícil. Que não sabemos como vai ser amanhã.
Que tenho um filho maravilhoso e saudável e muito teimoso e chatinho às vezes também...
Que tenho uma mãe a envelhecer a olhos vistos, no corpo e nos 'modos', nas reacções e ilações...
A sua pele que sempre foi lisa, "finalmente" aos 72 anos está a ficar cheia de rugas e, por vezes, olho para a minha mãe, e também penso para onde foi a sua vida, dura, logo com o embate de ficar sem mãe aos 15 anos...
A vida...

quarta-feira, 9 de novembro de 2016



All I need is a little time
To get behind this sun
And cast my weight
All I need is a peace of this mind
Then I can celebrate
All in all there's something to give
All in all there's something to do
All in all there's something to live
With you
All I need is a little sign
To get behind this sun
And cast this weight of mine
All I need is the place to find
And there I'll celebrate
All in all there's something to give
All in all there's something to do
All in all there's something to live
With you, with you
All I need