quinta-feira, 22 de junho de 2017

Como dizer isto sem parecer lamechas...

É que sinto a falta do meu pai. Bom, toda a gente que perdeu familiares queridos e próximos, sentirá a sua falta, é a vida.
Mas eu, para além da falta que o meu pai me faz, faz-me falta o meu pai porque era a única presença masculina 'isenta' que eu tinha na minha vida.
Não tenho irmãos (ou irmãs...), primos chegados (não nos damos por aí além...), avôs ou avós (que nunca tive...), padrinho, tio (tenho uma tia chegada e um 'meio' tio com quem não me dou...) ou qualquer outra presença masculina forte na família...
E por isso, há alturas em que, de facto, sinto muito a falta do meu pai e que foi uma tremenda injustiça ter partido assim... Para além de ser meu pai e de ser homem, era uma pessoa ponderada, vivida e muito sábio, tinha sempre algo a dizer ou que fazia pensar doutro ponto de vista.
Apesar de ter apenas a quarta Classe, não era nada inculto, nem limitado, nem de ir em conversas ou "rebanhos"...
Suponho que em vida não soube apreciar isto devidamente.
E assim, e sem querer parecer lamechas ou coitadinha, confesso que há alturas na vida duma pessoa, no caso, na minha, em que o meu pai me faz (muita) falta. Não posso simplesmente pegar no telefone e desabafar com ele ou pedir-lhe que venha até ao Oeste, ainda que fosse uma seca e não gostasse nada do clima e doutras coisas do Oeste que é algo que agora também compreendo...
Assim de repente vejo-me desprovida do meu pai e da sua masculinidade... "Resta-me" a feminilidade da minha tia e da minha mãe que às vezes acho que não me entendem muito bem...
Gostava que o meu pai estivesse aqui para ver todas as peripécias que acontecem na minha vida...
É... a vida...

Para o que me havia de dar...

Há algum tempo que não cozinhava algo... "diferente"... 
Trouxe umas massas coloridas de Veneza e também podia ter tirado fotos pois fi-las com 'Bacon' e anchovas, ainda inspirada pelas pastas de Veneza, mas acabei por não fotografar nada...
Mas ontem também me deu uma inspiração súbita, a propósito de nada, e, mais uma vez, fiz... massa... está difícil esquecer Veneza e tudo o que por lá comi e senti...
E por isso, e a pensar naquele 'ambiente', fiz esta esparguete com tomate cherry e atum que me soube pela vida. Não desfazendo, estava muito bom...
Refoguei três dentes de alho em azeite aos quais juntei o tomate cherry (metade da quantidade que costuma vir nas caixinhas).
Entretanto coloquei uma lata de atum e deixei refogar mais um pouco tapando a frigideira.
À parte já tinha cozido o esparguete e por fim juntei tudo na frigideira, acabando por envolver a massa com o alho, o tomate e o atum.
A casa ficou perfumada com este singelo prato e a minha boca e a minha alma deliciaram-se ao saborear algo que, uma vez mais, me transportou para longe, para fora daqui... 



quarta-feira, 21 de junho de 2017

terça-feira, 20 de junho de 2017

Pessoas

Pessoas que raramente falam comigo pessoal ou virtualmente e que depois enviam mensagens privadas com imagens, fotos e cenas de correntes e do partilha isto porque senão caem-te os dentes todos ou vamos partilhar esta merda para ajudar as pessoas-coitadinhas que passam fome ou que passam mal ou que têm dores de barriga e altas caganeiras se não se partilharem aquelas imagens e fotos.
A sério... Já chega... Nas últimas semanas tenho apagado muita gente do meu Facebook mas parece que não chega pois, de quando em vez, lá vem uma mensagem privada, a propósito de nada, nem se estou benzinho ou se o meu filho está bonzinho, nada.
Nem bom dia, nem boa tarde, é só mesmo toma lá e partilha isto imediatamente porque senão és uma herege anormal.
Eh pá, estou a perder a paciência para estas partilhas que não ajudam em nada ninguém e para os ajuntamentos de pessoas a dizer que sim às mesmas coisas e por aí adiante.
Haja paciência que a minha já é muito pouca...

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Mais patetices... (de Veneza, com Amor...)

Este era, geralmente, o meu pequeno-almoço no Hotel onde fiquei em Veneza.
Não conseguia resistir aos 'croissants', que nunca como no meu dia à dia porque me engordam mas que fazem parte do meu imaginário infantil e juvenil, e, de vez em quando, lá vinha um bocadinho de bolo, algo que também não costumo comer frequentemente e muito menos logo de manhã.
Neste dia, bebi um café com leite mas em todos os outros dias bebi um "tè", um chá...
Pensei que estes dias iam passar depressa e que não tardava nada estava de volta às minhas torradas de pão integral e ao chá verde ou preto pelo que não queria saber da linha em Veneza e tinha que me deliciar e aproveitar tudo o que via e... comia...
Mas isto tudo para dizer que as tonterias continuam, não me consigo esquecer de Veneza, e, duma forma muito pateta, por vezes dou por mim a abrir o saco onde guardo de recordação os mini sabonetes e as mini embalagens de gel de banho que trouxe, à "socapa", do Hotel, e inspiro o cheiro que está dentro do saco.
Eu sei, é demasiado parvo para ser verdade mas... fecho os olhos, cheiro o aroma dos sabonetes e de repente sou transportada para Veneza, para o Hotel e para os dias felizes que ali vivi...
Acredito que tudo isto passe mas, para já, as memórias são demasiado frescas e não há dia que passe, não há dia em que acorde de manhã e não pense em... Veneza...
Quando o aroma dos sabonetes fechados no saco passar, ficam as memórias gravadas na alma e no coração e as milhentas fotos tiradas...
Um dia quero lá voltar... Para saber se continuo apaixonada ou se irei sentir que já está tudo visto e que já ali estive... Duvido mas...


sexta-feira, 16 de junho de 2017

Eis como não me senti em Veneza... Estranha...

E eis o que acho cada vez mais do sítio onde vivo. 
A ruralidade a vir ao de cima num pequeno recanto algures no oeste... 
Nada que não soubesse antes, é só porque agora já não tenho os olhos tão... fechados...
Como costumo dizer, eu nem sou de cá, só estou a ver os carros a passarem... Não sou nem nunca quis ser...
Tenho pena de algumas pessoas. São pobres de espírito e certamente não têm vida própria... Aposto que se mordessem a língua, iriam morrer de tanto veneno que têm na dita... Disso e de tanto ressabiamento...

Em pleno Século XXI continua a causar confusão e dor de corno que uma mulher, depois do divórcio, siga com a sua própria vida, não morra miserável e, mais estranho ainda, tenha o seu emprego e que "não precise de nenhum homem" (isto no sentido muito lado e económico da coisa) para continuar a sua vida e conseguir manter a sua casa, o carro, pagar as contas e ainda ter um filho a cargo...
Ah, e pior ainda. É livre e faz o que quer e, imagine-se, vai (foi) viajar e não se vê o carro ou a cadela dentro de casa... Parece impossível!!!
Devia ficar em casa a engordar e a ficar desdentada enquanto carpia as dores dum divórcio e devia agir como se fosse uma pobre viúva e morrer para a vida. 
Devia, principalmente, não conseguir sobreviver após o divórcio...
Aquela velha estória de que as pessoas são condescendentes e gostam é de vítimas, confirma-se. Por isso, a TVI tem tanto sucesso com os dramalhões alheios.
Quando somos livres e arriscamos a viver... Ah, isso não pode ser. É crime (tentar) ser feliz...


The Doors - People Are Strange


People are strange when you're a stranger 
Faces look ugly when you're alone 
Women seem wicked when you're unwanted 
Streets are uneven, when you're down 
When you're strange 
Faces come out of the rain
When you're strange 
No one remembers your name 
When you're strange
When you're strange 
When you're strange 
People are strange when you're a stranger 
Faces look ugly when you're alone 
Women seem wicked when you're unwanted 
Streets are uneven when you're down 
When you're strange 
Faces come out of the rain
When you're strange 
No one remembers your name 
When you're strange
When you're strange 
When you're strange 
When you're strange 
Faces come out of the rain 
When you're strange 
No one remembers your name 
When you're strange
When you're strange 
When you're strange