quinta-feira, 21 de junho de 2018

Mais um filme, cheio de maresia.

À Deriva - Adrift (2018) é um filme baseado em factos verídicos que ocorreram em 1983.
Confesso que nunca tinha ouvido falar desta história, ou do filme e que não tinha prestado muita atenção ao cartaz quando o vi exposto no cinema onde é costume ir.
Vai daí que por insistência do P. lá fomos e saí de lá com muitos pensamentos e 'dissertações mentais' sobre o filme e a vida...
Achava que era mais um filme sobre naufrágios ou tempestades, como aqueles filmes com vulcões, mais tempestades, maremotos, terramotos e tantos outros fenómenos da natureza que não se conseguem controlar, mas afinal foi uma boa surpresa.
Ainda que existam uma tempestade e um naufrágio no filme, o facto do filme se passar no presente que alterna com o passado faz-nos ficar sempre a pensar no que vai acontecer a seguir e como é possível ter-se tanta força e resiliência quando se trata de... sobreviver...
No final então, senti-me mesmo surpreendida ainda que "desconfiasse" do que se estava a passar.
Quando começa uma parte do filme em modo narrativa, e surgem as pessoas em quem o filme se inspirou, senti-me a 'quebrar' e a ficar emocionada com o filme, apesar dos ruídos de algumas pessoas irritantes que se encontravam também a assistir, é que não paravam quietas e não se calavam. Será que esta gente não sabe estar numa sala de cinema?!
Mas adiante.
Vale muito a pena ver este filme e fazer e lutar por aquilo de que gostamos.
E nunca desistir...
A necessidade leva-nos ao limite...
O que é afinal a vida, a eterna pergunta, e o que vale a pena fazer, seguir ou sonhar.
Dei por mim a pensar como irei aguentar mais 20 anos de papéis, teclados e burocracias.
Não sei mas... é a vida...






Foto dos 'verdadeiros' heróis do filme, em quem a história foi inspirada: 
Tami Oldham Ashcraft and Richard Sharp.


Let's look at the Trailer: À DERIVA | Trailer Oficial Legendado (Portugal)

 

quarta-feira, 20 de junho de 2018

A perfeita anormal

A perfeita anormal devo ser eu porque, muito honestamente, não consigo vibrar com o futebol...
Desde miúda que nunca liguei ao futebol, aos jogadores e por aí fora.
Nunca me babei ou suspirei por jogadores de futebol, fosse na adolescência, em adulta ou agora que começo a ficar cota.
Lembro-me conhecer raparigas que algures entre os 17/18 anos e os 23/25 anos, iam assistir a treinos de futebol e eu pensava: mas que perda de tempo ou a variante "que seca, tenho mais que fazer"...
E vai daí que acompanho o meu filho nos treinos e jogos de futebol, desde os 4 anos, mas com o seu crescimento passei a assistir só aos jogos e mesmo assim, às vezes não percebo nada do que se está a passar, para além do óbvio.
Sendo assim, é com espanto e sentido-me uma perfeita anormal, que dou por mim a não vibrar, a não colocar cachecóis e bandeiras dentro e fora de casa, a não atualizar a minha foto do Facebook com motivos nacionais ou clubísticos, não faço patuscadas em casa, nem vejo televisão ou bebo cervejas enquanto decorrem jogos de futebol, da equipa de que "sou" ou da seleção nacional.
A sério, podem até ameaçar-me ou chamar-me parva mas não consigo mesmo sentir seja o que for por um jogo de futebol.
Quando vejo reportagens na televisão com as pessoas todas entusiasmadas, pintadas, a rir, eufóricas, aos saltos, a buzinar os carros, e a fazerem muitas outras coisas, é com estranheza que olho para aquilo tudo porque me sinto completamente imune e indiferente ao mundo futebolístico.
Talvez tenha vindo doutro planeta ou aterrado há pouco tempo e não me lembre mas o futebol não me faz sentir nada.
Há dois anos fui ver um jogo no estádio do 'meu' clube (Sporting), pela primeira vez, e aí sim, achei piada e vibrei mas mais pela massa humana e por todo aquele fenómeno do que propriamente pelo jogo em si.
Se repetiria? Sim, claro, não sou tacanha e fechada ao ponto de me recusar a ir um estádio ou a ver um jogo em que não entre o meu filho mas esta loucura com jogos, mundiais e campeonatos, não é para mim...

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Como já passou um ano...

Dou conta que há um ano atrás andava por Veneza.
Realmente, passa tudo a correr...
Há um ano andava a calcorrear Veneza com Sol e bom tempo e agora aqui estou, com chuva, mau tempo e pelo Oeste...
Ainda que tenha partilhado algumas fotos aqui no blog e outras tantas no Facebook, há muitas mais fotografias que não partilhei em lado nenhum e hoje apeteceu-me fazer uma espécie de "colectânea resumo" referente ao que por lá se comia, e bebia.
Também não está aqui tudo mas deixo algumas fotos do café, de montras, de pizzas e de alguns petiscos que por lá se provaram. A fotografia dum gelado não ficou nada de jeito, com grande pena minha...
Todas estas fotos foram tiradas por mim e não têm qualquer filtro ou tratamento. 
Reduzi o seu tamanho para não ficarem muito 'pesadas' aqui no 'post'.
Como é bom recordar...




Neste caso, o prato também era comestível e de facto, foi todo à vida...










terça-feira, 29 de maio de 2018

Só Sol

Sabem aquela sensação de quando o Sol parece atravessar a pele e provoca quase uma espécie de arrepio em que nos sentimos a absorver a energia que vem daí (mas sem ser o Sol a escaldar, obviamente...)?
É disso que sinto falta.
Sinto muita falta de absorver raios solares e este tempo não está a ajudar nada...
Sinto a falta de sair da água salgada e sentir o corpo a secar com o Sol.
Estamos no fim de maio e está de chuva e sinto frio. Pior ainda, estou a usar botas...
Sol, sinto-te a falta, onde andas tu...?

(fotografias da net, não são da minha autoria...).





segunda-feira, 28 de maio de 2018

Voltei a ouvir esta música num filme visto recentemente no cinema, A Quiet Place, mas depressa me ficou no ouvido, como que tendo algo de encantador.
Puxei pela memória e na verdade já a conhecia doutro filme - Eat Pray Love - e por isso não me era completamente estranha.
Nessa mesma noite ouvi-a em modo 'loop' e continua a ser agradável de ouvir.
Fica o 'registo'...




= Neil Young - Harvest Moon =




Come a little bit closer
Hear what I have to say
Just like children sleepin'
We could dream this night away.

But there's a full moon risin'
Let's go dancin' in the light
We know where the music's playin'
Let's go out and feel the night.

Because I'm still in love with you
I want to see you dance again
Because I'm still in love with you
On this harvest moon.

When we were strangers
I watched you from afar
When we were lovers
I loved you with all my heart.

But now it's gettin' late
And the moon is climbin' high
I want to celebrate
See it shinin' in your eye.

Because I'm still in love with you
I want to see you dance again
Because I'm still in love with you
On this harvest moon 

Because I'm still in love with you
I want to see you dance again
Because I'm still in love with you
On this harvest moon

Fé, ou talvez não

Conversa entre mãe e filho a propósito da Nossa Senhora de Fátima.
E de repente do alto dos 11 anos ouço o seguinte:
Sabes mãe, é que tu já pediste tanto a Nossa Senhora de Fátima para resolver aquilo e há tantos anos, e nada aconteceu, por isso, eu não acredito em Deus nem na Nossa Senhora.
E eu... eu fiquei com cara de quem não teve resposta. 
Embora não seja uma católica fervorosa, tenho a minha fé, à minha maneira, tendo ido já, cheia de fé ou do que lhe quiserem chamar, a pedalar até Fátima sob um frio imenso, das duas vezes que fui.
Contudo, fiquei a pensar na resposta do filhote...
De facto, há muitos anos que "aquilo" não se resolve ou nada acontece.
Não é nada de grave, são umas coisas nossas, minhas, enfim...

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Happy...

Nada como uma volta de bicicleta para animar.

Parece propositado, mas não foi... :) 
Depois de uma passagem por caminhos cheios de mato, a bicicleta saiu de lá assim. 
A bicicleta parecia transformada em roçadora de mato porque os trilhos estavam quase fechados, mas eis que esta linda florzinha surge colocada na suspensão, como que de propósito, mas não...