terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Eis o que se tem passado...

Sinto, e acho, que tenho andado a procrastinar em muitas coisas...
No blog - acho sempre que mais logo ou amanhã vou ter uma ideia melhor para vir aqui escrever qualquer coisita...
No trabalho - nunca fui assim e sinto que, ou o volume de trabalho aumentou consideravelmente, ou ando a adiar o que já podia estar feito ontem...
No peso - penso em tomar medidas mas depois parece-me que nada resulta ou que até já nem perdi quase 30 quilos e que não percebo nada disto... Apesar dos cuidados com a alimentação, excedo-me sempre nalgum momento nalgumas quantidades... 
No ginásio - apesar de fazer exercício físico com regularidade, parece que quase nada já é eficaz, no sentido de me motivar ou sentir progressos seja no que for... Ando lá há cinco anos e meio... Até já devia era eu própria ser "treinadora"...
Na bicicleta - Tenho-me 'relaxado' com a bicicleta. Não tenho pedalado. Não tem dado. A minha mãe está doente. O filhote tem testes. Tenho roupa para lavar. Tenho o almoço para fazer. Estão à minha espera para jantar, para lanchar, para passar a ferro, para por a mesa. Eu sei lá. (Quase) tudo tem servido de desculpa para não ir pedalar hoje. E depois, depois quando o faço, custa-me e estou ainda mais lenta do que é costume...
A minha vida - as semanas, os meses e os anos passam e continuo sempre a achar que tenho coisas para modificar e alterar, que só estão nas minhas mãos. E continuo sempre a achar que fica para logo, para depois, para amanhã. E depois vejo pessoas a ficarem doentes e a morrer. E penso que tenho que mudar tudo e viver a vida e os dias e os anos que passam a uma velocidade galopante. Depois penso que logo ou amanhã vai ser diferente. Mas depois é tudo igual. Acho que não fiz nada. E o que poderia fazer para mudar - penso eu...
Todos os dias acordo a pensar que passou mais um dia e quando acordo de manhã uma mixórdia de sensações amontoam-se em mim e começo a procrastinar novamente... E volta tudo ao mesmo. And so on...
Creio que preciso de um curso de gestão de procrastinação ou, melhor ainda, um curso de gestão de mixórdias de sentimentos do que se passou, do que se passa e do que se poderá vir a passar.
A vida é realmente hoje. E se eu fosse muito rica e a minha vida fosse um filme, era agora que eu embarcava num avião para ir refletir sobre a minha vida numa praia qualquer cheia de Sol e calor.
Mas... novamente procrastino... Tenho que trabalhar, tenho que ganhar dinheiro, não há tempo agora.
Fica para depois...


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017


Do que precisava agora...(?)

De praia.
De mar.
De areia.
De água salgada.
Da bicicleta.
Está Sol lá fora e eu aqui fechada entre quatro paredes a trabalhar. E sim, eu quero continuar a trabalhar e a ter trabalho porque aí sou mesmo uma "afortunada". 
É só porque me custa não pedalar há algum tempo e, consequentemente, não apanhar Sol a.. pedalar... E, já agora, juntando o útil ao agradável, o ideal era mesmo ir até à praia, até ao mar, a pedalar...
Raios e coriscos que hoje pareço uma idiota a andar, tais são as dores que tenho nos pés dumas botas novas que comprei. É que são o n.º 41 e, muito provavelmente, deviam ser biqueira larga e... não são...


terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Neste dia...

Neste dia, mais ou menos por volta desta hora, mas há quatro anos atrás, dava conta de que tinha perdido o meu pai... 
Não há como o esquecer, não é possível, pois muitas são as vezes em que penso no meu pai e em como me "daria jeito" que ele cá estivesse para poder falar com ele e partilhar as coisas que se vão passando na minha vida e sobre as quais 'precisava' dum apoio, duma visão masculina, sábia e quase filosófica.
Ainda que o meu pai tivesse apenas a 4.ª Classe, era tudo menos uma pessoa limitada... Era um homem sábio e sabedor, conhecedor, vivido e é dele que guardo muitas memórias em relação à vida e ao ser humano... Tantas coisas que me disse e que eu na altura passava adiante por considerar aquilo tudo uma grande chatice, do género: "Lá vem ele com as suas filosofias e discursos que nunca mais acabam"...
Mas tinha razão. Tinha razão em tudo o que dizia. Eu é que na minha imaturidade e egocentrismo não entendia mas era nada... Mas agora entendo...
Fica uma canção para o meu pai. Também dizia que o Carlos do Carmo se estava a tornar muito vaidoso e tinha razão, mas gostava dele na mesma.
E o meu pai era um homem da cidade, sempre trabalhou e andou por Lisboa e não queria outra coisa. Foi com estranheza que me viu mudar para o Oeste, pouco ou nada gostava de cá vir, abominava o clima e as praias do Oeste e repetia incessantemente: "Lisboa é que tem tudo, isto aqui não tem nada nem se passa nada, e o clima é horrível"...
E tem (tinha) razão...
Com o passar dos anos apercebo-me que o clima do Oeste é pavoroso quanto ao frio e à humidade, nunca tanto tremi de frio na minha vida como aqui, nunca usei tantos gorros e cachecóis como aqui, e tudo é pequeno, tudo se vê e percorre num instante, tudo fecha cedo, não há quase nada...
Valem as paisagens, o sossego e as boas condições para viver para nós e para a educação e vivência do filhote...
Sinto-te muito a falta, pai...

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Há um ano atrás, neste dia...

Para alguma coisa há-de servir o Facebook que hoje de manhã bem cedo me relembrou desta grande aventura a pedalar que tive com a minha amiga das pedaladas, há um ano atrás.
Era dia de Carnaval e ao invés de nos mascararmos, acordámos bem cedo, colocámos as bicicletas no carro e fomos até à Nazaré de onde partimos, rumo à Praia do Osso da Baleia.
O percurso foi feito por ciclovias mas foi algo duro porque estava muito frio e choveu durante a maior parte do tempo, fazendo com que o dia estivesse sempre escuro e deprimente
Pedalámos quase 130 km nas bikes de btt, não avistando quase ninguém durante a viagem o que tornou tudo ainda mais... 'assustador...
Só depois de chegarmos a casa é que nos apercebemos e descobrimos que em 1987 tinha havido um crime muito violento naquela praia do Osso da Baleia em que cinco pessoas foram assassinadas. Ainda bem que quando lá chegámos não sabíamos nada disto pois com a chuva, o frio, o tempo escuro e carregado e o facto de não se vislumbrar vivalma ainda podiam contribuir para... nos despacharmos mais depressa...
Foi uma grande aventura, daquelas que são inesquecíveis e que ficam para sempre na memória.
Foi também a primeira vez que senti a morte bem de perto com o que nos aconteceu logo no início e que transcrevo aqui do 'post' da altura:

"Logo no início apanhámos um valente susto pois estávamos paradas numa curva, a tirar alguma roupa e a comer qualquer coisa, quando no piso escorregadio uma carrinha se despistou na curva e veio embater na placa de cimento que separava a ciclovia da estrada de alcatrão e, na verdade, foi a nossa salvação... Se não fosse aquela espécie de muro, tínhamos sido colhidas naquele momento e creio que não restaria muito de nós ou das bicicletas...

Quando se deu o impacto, é que demos um salto e recuámos com as bicicletas mas o susto foi tão grande que a pulsação acelerou e bloqueámos ao ponto de nem termos visto ou anotado a matrícula. É que fosse quem fosse, nem se dignou a parar para perguntar se estávamos bem. Embateu com tal brutalidade e acelerou a uma velocidade incrível..."


A minha bicicleta numa pausa para o lanche no Farol de São Pedro de Moel.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Poucas e (não muito) boas a quem possa (não) interessar...

No início da semana tive consulta na Nutricionista e, "alvíssaras", uau, ena, perdi 1 quilo... Podia ser mais, até porque na semana anterior fui todos os dias ao ginásio mas este meu corpo e este meu metabolismo são deveras lentos.
Ganhei massa muscular e perdi  mais de 1 quilo de massa gorda mas... o peso está muito difícil de perder...
Comecei realmente a não petiscar o pão com manteiga e outras pequenas coisas que têm mesmo que ser, senão, ainda mais difícil é ver-me livre destes 10 quilos que quero (e preciso) perder...

Ontem a minha mãe teve consulta no Hospital, foi uma espécie de consulta de "rotina", pós alta e estava tudo mais ou menos. Contudo, foram marcadas mais consultas e muitos mais exames e análises... Vejo-me assim a cuidar da minha mãe, enquanto vejo o meu filho a ficar mais independente e liberto e, felizmente, nunca foi uma criança com problemas de saúde...
Creio que começo agora a faltar mais ao trabalho por causa do acompanhamento à minha mãe do que alguma vez faltei para ir com o filhote a consultas... É a vida...
Nesta mesma consulta com a minha mãe, pergunta a médica se eu sou filha ou neta da minha mãe... Sempre achei que a minha mãe parecia mais nova, e eu também, mas daí a parecer neta da minha mãe vai alguma distância...

Por fim, depois duma tarde no Hospital entre consultas e marcações de exames e análises, quando cheguei a casa, ainda que já fosse quase o fim da tarde, deu-me cá umas ganas e tive que pegar na bicicleta e ir pedalar um bocadinho, mesmo sabendo que ia escurecer...
Coloquei as luzes e aí fui eu, sozinha, a pedalar contra o vento e a ver o Sol a desaparecer ao longe... Foi uma volta de pouco mais de uma hora, pedalei apenas 20 Km e cheguei a casa já com o escuro e as luzes da bicicleta ligadas mas... soube-me pela vida...
Até gosto de pedalar de noite, não fossem os receios por não ser tão seguro e acho que o faria muitas mais vezes...
Se calhar, estou agora a pensar, se conseguir sair 'cedo' do trabalho, mesmo a escurecer, ainda consigo dar uma pequena volta de uma hora ou assim... Melhor do que nada porque estas pedaladas têm andado muito em baixo...



terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Só me ocorre dizer: que tristeza...

Não sei o que se passa, ou passou, porque nem sequer conheço os intervenientes e, mesmo que os conhecesse, nunca ninguém sabe ao certo o que se passa, ou passou, numa relação entre duas pessoas, num namoro ou num casamento que falhou.
Independentemente de tudo o que possa ser verdade ou mentira, para haver um divórcio, antes teve que haver um casamento e planos para uma vida em conjunto. E acho que, quando alguém se casa, não programa ou planeia um dia divorciar-se, independentemente do rumo que tudo toma.
Sendo assim, e desde que me divorciei, que fiquei como que mais atenta e sensível a estas questões e por isso acho todo este processo que envolve duas figuras públicas, ou mesmo que ninguém as conhecesse de parte alguma, lamentável...
Tantas idas a tribunal, tanta exposição, tanto lavar de roupa suja entre duas pessoas que um dia partilharam uma vida, uma casa, um amor e, 'por fim', os filhos...
Acho tudo isto deveras triste, principalmente havendo filhos pelo meio, o que pensarão eles daqueles dois adultos que, "só por acaso", são os seus pais...
E os envolvidos... nem imagino o que possam estar a sentir ou a passar, ou pelo menos uma das partes, seja ela qual for, com o desgaste que processos destes acarretam, em termos psicológicos, de tempo e de tantas coisas mais... Não há sossego algum, paz ou compreensão...
Os filhos vivem em sobressalto certamente...
Que tristeza chegar-se a um ponto destes, ter que resolver a vida privada em público, nos tribunais, com tanta gente envolvida e com tantas notícias a proliferar na imprensa...
Que tristeza...