quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

O que faz o (meu) coração bater...

O que poderá fazer o (meu) coração bater...
Numa busca rápida nas minhas memórias, sentimentos e fotografias, numa imensidão de palpitações e batimentos cardíacos ao longo de 43 anos e uns meses, foi difícil escolher meia dúzia de fotos que exemplificassem o que tem feito o meu coração bater nos últimos tempos...

O meu coração bate quando...

Quando pedalo o meu coração bate forte e feliz, pela sensação de liberdade, pelo apaziguamento da minha alma e pelo esforço que faço nalguma subida mais íngreme ou nalgum trilho mais técnico...
Seja como for, o meu coração bate de felicidade quando pedalo...



O meu coração bate quando bebo um singelo café numa qualquer esplanada à hora de almoço do meu dia de trabalho, enquanto apanho sol e saboreio um pouco um silêncio e a minha própria companhia.



 O meu coração bate quando leio um livro de que gosto muito ou quando releio um livro, há muito esquecido nas prateleiras, e o prazer de o devorar avidamente mantém-se porque quero saber o que vai acontecer a seguir...



O meu coração bate quando me delicio com um bom petisco, um bom jantar, e bate ainda mais quando saboreio tranquilamente um bolo de chocolate maravilhoso que, "ainda por cima", foi feito para mim pelas mãos de alguém que me é muito querido. Nunca ninguém tinha feito um bolo de chocolate para mim...



O meu coração bate quando encontro um novo Amor depois de uma separação e de um divórcio cujos motivos agora não vêem ao caso. Seja como for, uma separação e um divórcio, com filhos, é algo que nunca é fácil e dói. O coração bateu de dor aquando de todo o 'processo' mas entretanto rejubila e volta a bater de felicidade por ter encontrado o Amor, a amizade, a dedicação e o companheirismo duma forma muito pouco provável e quando não se estava à procura de nada disso.
O meu coração voltou a bater mais forte ao dar e ao receber mimos...





O meu coração bate por uma viagem.
O meu coração bateu muito forte com a ida a Veneza.
O meu coração dilatou de felicidade com a viagem e a estadia em Veneza.
Foram dias inesquecíveis...



E o meu coração bate forte desde que soube que não estava sozinha, desde que soube que carregava o meu filho no ventre. 
Desde esse dia, o meu coração nunca mais foi o mesmo. 
Passou a bater forte e feio pelo Amor, pela dor, pelas ralações, pela felicidade, pelo inexplicável que é o sentimento de ser mãe.
O meu coração bate forte quando me arrelio, grito e ralho.
O meu coração bate ainda mais forte quando dou e recebo um beijinho, um abraço e vejo o meu filho crescer a um ritmo estonteante.




No fim disto tudo, e de muito mais que haveria para dizer, o meu coração tem batido tanto e tão forte que agora parece estar a bater mal.
Não é nada comprovado ou grave mas o meu coração está a bater muito abaixo do que era expectável, como se eu fosse uma pessoa idosa ou uma atleta de alta competição...
Seja como for, nada de alarmes. Há-de estar tudo bem.
Venham os exames e as análises.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Um sismo e uma morte, no mesmo dia

Não sou dada a estas coisas ou a este tipo de 'posts' mas...
A morte da Dolores O' Riordan mexeu comigo. Comprei cds dos Cranberries na minha longínqua adolescência e a sua morte repentina relembra-me quão frágil e vulnerável é a nossa vida... e como uma música, ou outra, nos pode marcar para todo o sempre... 
A música que aqui deixo, ficou para sempre na minha cabeça, e coração...

E ontem foi também o dia em que pela primeira vez senti um sismo de forma intensa. Mas disso, já toda a gente falou...
Estava sentada na secretária do meu trabalho, na altura sozinha no gabinete, e de repente sinto a cadeira e a mesa a tremer. Olhei em frente e vi papéis e dossiers a abanar.
Senti mesmo uma espécie de abanão e senti vontade de ir para debaixo da mesa... Naqueles segundos lembrei-me da minha tara com sismos...
É que há quem tenha a pancada das doenças ou medo de alguns bichos, já eu tenho a pancada e o pavor dum qualquer sismo mas enfim, afinal, e ainda bem, não foi nada...


terça-feira, 9 de janeiro de 2018

(Re)leituras...

Releituras com surpresas lá dentro... o talão de compra envelhecido de 25/11/2002 (!!!) e bilhetes de ingresso no Pavilhão do Conhecimento datados de 26/02/2011, tinha o filhote 4 anos e meio...
Ainda bem que não perdi o hábito de guardar bilhetes para serem marcadores de livros... e do tempo que passa...
E que bom é reler "A Praia Roubada" de Joanne Harris... 
Guardo em casa outros livros de Joanne Harris, todos comprados há muitos anos, numa época em que era uma ávida leitora e em que comprava livros frequentemente...
Entretanto o meu cérebro 'pifou' um pouco mas aos poucos vou regressando às leituras...
Guardo do  livro "Chocolate" a melhor memória e lembrança, sentindo até os cheiros e os aromas, e o vento que soprava, muito mais do que o filme...





domingo, 7 de janeiro de 2018

Hoje foi dia de arrumar a árvore e os enfeites de Natal.
Pode parecer estranho mas gosto de arrumar tudo no dia de Reis ou lá perto e isso para mim simboliza o início duma nova etapa.
As festas acabaram, estamos num novo Ano e os dias começam, muito discretamente, a serem ligeiramente maiores...
O filhote ajudou-me nas arrumações e acabei a aspirar tudo novamente pois ontem já tinha sido dia de limpezas cá por casa.
Com o vento e o frio que está lá fora, resta-me ir fazer um chá quente que aconchega o corpo e a alma.
Desde que aderi a cozinhar numa placa de indução, há alguns meses, que cozinhar é tão mais simples e rápido...
O único senão é que a maior parte dos tachos, frigideiras e afins não estão preparados para a placa de indução e funcionam apenas nas placas de Vitrocerâmica... e isto encarece bastante o preço de tachos e companhia Lda...
Mas vale muito a pena. Estou uma fã acérrima da rapidez, funcionalidade, higiene e limpeza da placa de indução.
E do forno novo também... mas acho que está na hora do meu chá das 5...

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Já está ou tudo passa

São frases 'cliché' ou que se ouvem constantemente pela vida fora mas a verdade é que, realmente, já está, o Natal e Ano Novo já passaram e, como tal, tudo passa.
Passaram as festas, as férias, o andar para cá e para lá e num abrir e fechar de olhos, estamos, ou estou, em 2018...
Não tenho vindo muito aqui por alguma falta de vontade, de preguiça e duma inércia que se apoderou de mim que terei que contrariar neste novo ano.
Desta vez não fiz grandes planos ou estabeleci metas ou pedidos e desejos para 2018, ainda que tenha em mente algumas coisas essenciais que quero fazer, mudar, alterar, tentar e por aí fora.
Também não fiz grandes balanços ou comparações ainda que, inevitavelmente, pense que 2017 foi (muito) melhor do que 2016.
Ainda assim, 2017 foi o ano em que menos pedalei nestes últimos anos desde que... pedalo...
Hoje é o dia de regressar às rotinas e por isso ainda estou para aqui numa espécie de acordar e de aceitar que já não posso acordar tarde e de que o despertador voltou a tocar de manhã, que já não me posso virar para o lado e aninhar-me na cama e ficar a dormir mais um bocadinho.
O outro cliché é o de que o tempo passa a correr e que tudo passa realmente (muito) depressa.
Vai daí que o que se passa é que quero e vou vivendo os dias, as horas e os momentos.
E ainda que tenha alguns propósitos ou 'objetivos' ou que isto ou aquilo acontecesse ou mudasse, vou andando por aqui e o resto, logo se vê.
Feliz 2018.
The best is yet to come, tchim-tchim...



sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Não me lembro...

Não me lembro de ter ido à estreia de um filme.
É provável que o tenha feito nos idos vinte e tal anos mas na minha vida mais recente, nos trintas e nos quarentas, não me recordo de o ter feito...
E vai daí que ontem foi o dia.
Dia de assistir a mais um filme da saga Star Wars: "Star Wars: Episódio VIII - Os Últimos Jedi"  e também gostei mais do filme do que estava à espera...
Vimos o filme de forma tranquila.
Não sei bem que mais poderei dizer pois não sou uma fã ou seguidora acérrima da saga mas a verdade é que o filme conseguiu cativar-me e prender ao ecrã.
Mais uma vez, o envelhecimento de alguns intérpretes e personagens, salta à vista...
É a vida... até nos filmes...










Let's look at the Trailer...

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Ah... as famigeradas aulas de Cycling...

Sempre gostei das aulas de Cycling.
Bom, há alturas em que preciso de me afastar mas cá no fundo, "deep down", eu sei que é como se fosse um vicio. Tento afastar-me e ignorar mas... gosto mesmo daquilo...
Nas aulas de Cycling transpiro muito mais do que é costume, ouço música alta, pedalo sem sair do mesmo lugar mas com carga e intensidade, entro no ritmo e quase que me sinto a dançar na bicicleta...
Pois bem, desde junho que não ia a uma aula de Cycling e vai daí que estava cheia de saudades daquele frenesim.
O mais estranho é que ainda que não o fizesse desde junho, e tendo em conta que não me tenho exercitado com a frequência com que o fazia, tanto a pedalar na rua como no ginásio, e que ganhei peso, estranhei sentir-me 'em forma' e a conseguir entrar bem no ritmo e a acompanhar a aula como se tivesse feito tudo isto nestes meses...
Foi como se tivesse um bichinho adormecido em mim e que de repente acordou e se sentiu feliz por ali estar a fazer tudo aquilo novamente...
Também gosto da música alta e dos ritmos que me fazem querer pedalar mais e com mais carga.
Com a música alta sinto-me alheada de quase tudo e não penso em nada, esvazio a minha cabeça e só pedalo...
Ah... como sabe bem voltar a transpirar intensamente e pedalar ao som da música...
Nota: post escrito há três semanas que são as semanas a que já tenho ido às aulas de Cycling... Sabe tão bem...