quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Já estou a ressacar...

E o que é que isto quer dizer?! Quer dizer que ontem e hoje à hora de almoço não fui ao ginásio e que ontem também não fui correr e prevejo que hoje também não seja possível... Só consegui caminhar um pouco depois do jantar e hoje nem isso vai ser possível...
Como se não bastasse, também prevejo mais quatro ou cinco dias sem poder ir caminhar depressa e/ou correr no parque. Resta-me ir ao ginásio à hora de almoço e talvez caminhar um pouco depois do jantar...
Acho que já estou a entrar em stress com a "falta" de exercicío e de pensar que nos dias que se avizinham não terei oportunidade para me exercitar tanto como habitualmente.
Argh...

Antes e depois, e é isto...

Pronto, podia dizer muita coisa mas as fotos falam por si...
Acho que ontem foi o último dia em que calcei sandálias. Este ano o tempo fresco chegou mesmo mais cedo e já se sente a brisa que paira pelo Oeste, sempre mais fria...

- fotos retiradas -

Ó mãe, o seu filhote diz palavrões...

E pronto, ficamos assim sem saber o que dizer quando nos dizem que já por mais de uma vez que o nosso filho diz palavrões e dos mais "elaborados", com todas as letras e que rimam com alho (socorro!!!).
Não sei onde os ouve/ouviu porque em casa não dizemos palavrões. Connosco nunca os disse, é sempre educado, e pedi para ralharem com ele já que tem a noção do que diz porque quando disseram que iam buscar a pimenta para pôr na língua ficou muito afltito...
Nem 4 anos tem e já tem comportamentos diferentes na Escola e em casa...?
Ai a minha vida...

E as calças de montar ao seu lugar

Há tempos referi o facto de vestir umas calças que tinham um modelo do estilo das de montar, mas que as estava a usar com sandálias e que até eram um pouco 'quentes'.
Como o tempo refrescou, agora sim, estão vestidas "como deve ser", com botas de 'cano alto', uma blusa tipo túnica (mas justa) por cima, uma écharpe que já sabe bem, e um casaco não muito quente por cima. Sinto-me tão diferente nas escolhas de roupa que faço e sinto-me tão bem com isso. Estou diferente no estilo bem como no gancho que trago no cabelo e nas pulseiras mas gosto tanto de me ver assim. Há anos que queria poder vestir-me assim e agora "finalmente", posso, e é mesmo tipo "yes, I can", ainda que não vista um 36 ou um 38 ou mesmo um 40, eh, eh...
As calças e o casaco são da H&M, a blusa/túnica e a écharpe são da Lefties, as botas da Seaside e o gancho e as bijuterias duma loja local... Não tenho foto mas apeteceu-me escrever isto...

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Vão reduzir-me o ordenado? Fabulástico!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Estou possessa. Tão possessa que hoje a minha caminhada nocturna foi feita em modo acelerado e cheguei a casa a transpirar até porque a noite está amena.
Então passámos o jantar em silêncio para ouvir os Senhores Ministros e só me ocorre dizer que tristeza!!! Lamento imenso se vou chocar alguém mas então eu farto-me de trabalhar, desconto para tudo e mais alguma coisa e vão cortar no meu ordenado?! Então e aqueles que nada fazem e que recebem subsídios para tudo e mais alguma coisa?! Não ouvi os senhores ministros falarem em cortes nesse tipo de apoio!
Mas que m***** é esta?! Estou  fartinha de serem sempre os funcionários públicos a pagarem as favas e a crise!
Depois disto já avisei o meu filho que é muito provável que não venha a ter mais irmãos e que tenho pena do país e dos tempos em que vivemos...

Soltinhas da silva, um mês e compras para ele que isto de ser rapaz dá cabo da roupa

Tenho andado a pensar que falta apenas um mês para o 4.º aniversário do meu filho e a única certeza é a de que nesse dia tirei um dia de férias. Ao contrário do ano passado, este ano irei levar o bolo e os sumos à creche e participar nos parabéns.
No ano passado não quis estar a faltar no novo trabalho porque o filhote andava constantemente doente, o que me obrigava a faltar, e levei o bolo logo de manhã. Em casa ao serão comemorámos com outro mas acho que agora está numa idade em que já liga muito aos amiguinhos e não tanto aos adultos...
A outra "questão" é que começo agora a aperceber-me do que é isto de ser mãe dum rapazola em termos de roupa. De um momento para o outro deixou tudo de servir e o que serve ou está rasgado, ou tem um buraco ou está prestes a rasgar-se tais são as brincadeiras em que anda!
Dou por mim a preparar a roupa na véspera, e agora que deixou de vestir calções e bermudas tive que procurar as imensas calças, e quase nada serve e as que vai vestindo têm rasganços :S
Por causa disso hoje comprei-lhe dois pares de calças, que não precisam de cinto já que na creche não "pode" usar, e espero que ainda durem um tempinho...

Pai, sabes onde estou?

E pareço uma criança a telefonar ao meu pai só para dizer que estou ali, em trabalho, no sítio onde mora a sua mãe, minha avó, com a qual não há a mínima relação e que não faz ideia de que eu agora vou tantas vezes ao sítio onde mora e que sempre foi falado como um sítio distante e "mítico"...
Por norma falo ao telefone em 95% das vezes com a minha mãe mas de vez em quando telefono ao meu pai, como nos dias de hoje, como se fosse uma espécie de 'código' que só nós entendemos porque nunca imaginámos que um dia eu iria tantas vezes áquele sítio e que isso até chega a ser irónico.
Tantas experiências novas neste ano de mudanças. Até estas viagens em trabalho são novas para mim e hoje o papel que desempenhei foi completamente novo na minha vida. Tão novo que até me senti esquesita. Digamos que noutra área foi uma espécie de programa dos Ídolos e desta vez não era eu que estava a ser avaliada como tantas vezes fui... Foi uma sensação estranha esta a de estar a avaliar qualquer coisa ou alguém.
E "pior", uma sala enorme não me assustou.
Ainda que não esteja curada a 100%, é como se as minhas pseudo fobias sociais estivessem a morrer dentro de mim. Deixei de corar na maior parte das situações, deixei de me sentir desconfortável em diversas ocasiões sociais, deixei de me sentir uma 'outsider' em novos ambientes, deixei de me sentir constrangida com uma série de situações sociais e a prova é a de que estabeleço conversações com estranhos... E tudo isto porque estou muito mais confiante também...
(desculpem-me a minha ausência mas o trabalho tem sido alucinante...!).

terça-feira, 28 de setembro de 2010

400 grs to go...

É verdade minhas amigas. Aqui a chata desta vossa amiga ainda tinha que vir falar do peso e logo com um título destes que quer dizer que faltam 400 gramas para chegar aos 20 quilos perdidos, algo inimaginável e julgado impossível. Aqui está a prova de que com força de vontade, esforço, preserverança e dedicação tudo se consegue e que o segredo está na nossa cabeça e o poder está no nosso cérebro e no controlo do corpo e não em medicações duvidosas e tratamentos rápidos, caríssimos e no mínimo estranhos... Sem exercicío físico tudo isto teria sido impossível, portanto, só acredito em perdas de peso saudáveis e equilibradas com muito desporto e trabalho. Não deixei de comer nada (a não ser o pão 'branco', fiambre de porco, salgados e folhados) e nem deixei de fazer as refeições com a minha família.
Agora sim, agora tenho legitimidade para falar de perda de peso, de força, de ter quilos a mais, de tudo por o que passei. Mereço palmas e agradeço principal e especialmente ao meu marido pelo apoio, incentivo, pela disponibilidade em fazer desporto comigo e em me incentivar a fazê-lo, e até por ser "inspector" algumas vezes em relação à minha alimentação...
Pesei-me hoje no ginásio e de há duas semanas para cá que perdi quase 2 quilos o que perfaz um total de 19,600 quilos que foram à vida. Entendo agora porque é que a roupa comprada há um mês também já me cai.
Fiquei eufórica quando vi os números na balança e nunca me senti tão bem comigo e com o meu corpo como agora. Até podia ser a mulher mais feia do mundo mas como me sinto bem até tenho outro ar...
Para a Nutricionista (e para a minha mãe e para o meu esposo) atingi o peso "ideal" para o meu corpo. Mas como se calhar ganhei o vício/pancada de perder peso, para mim ainda iam mais 5 quilos à vida e que devem estar todinhos no rabo e na coxa. Resta-me fazer as análises que a Nutricionista passou para ver se está tudo bem e depois vermos se "posso" avançar com a perda de mais 5 quilos ou se mantenho o peso que agora atingi.

Há dois anos atrás...

Eu estava assim. Esta foto é de 21/09/2008. Como disse, nunca fui gorda no verdadeiro sentido do termo e/ou obesa. Fui enchendo e fiquei 'forte' como se pode ver por esta foto em que quase não me reconheço, tão desengonçada e sem graça. Como me pude descuidar tanto comigo mesma...
O meu filho ia fazer 2 anos e estávamos num parque com o mano que tinha 9 anos na altura. Há outra foto deste sítio em que estou de costas e em que é notório o meu rabo e os meus braços com gorduras a mais...
Aqui tenho barriga e vestia assim umas coisas com "500 anos" porque não gostava de me ver com nada e andava desmoralizada mas também não parava de comer nem fazia exercicío...

- foto retirada -

Qualquer dia vou trabalhar assim, bip, bip

Dá para acreditar que quando tenho que ir dum lado ao outro, no meu trabalho, ando sempre a... correr! É verdade, seja urgente ou menos urgente, quando tenho que me deslocar dentro do meu local de trabalho, faço-o sempre a correr, não consigo evitar, pareço possuída pelo movimento e ainda que esteja de saltos, como hoje, e faça barulho, lá vou eu a correr! Isto também deve ajudar a queimar calorias mas nem faço de propósito, é como se o meu corpo pedisse e só soubesse andar rápidamente...
:O

Ó mãe, tem que trazer uma almofada...

E eu não estava a perceber o porquê deste pedido uma vez que já não dormem a sesta na Sala do filhote.
Ah, afinal é para estarem 'deitados' no chão a ver filmes ao fim do dia, antes da chegada dos pais. Assim cada um senta-se ou deita-se em cima da sua almofada.
Achava eu que ia ser complicado encontrar uma almofada 'diferente' mas entrei numa daquelas lojas que têm de tudo, trouxe de lá uma carteira pirósó-cor-de-rosa (e não era chinesa, uau!) 'et voilá', almofadas de vários animais e o filhote escolheu a do elefante.
Ficou todo feliz e ontem já ficou na creche com o seu nome, claro está... :)

Costumava deixá-lo na creche e ia beber café

Desde que nos mudámos para cá que, geralmente, deixo o filhote na creche e depois tomo café no caminho para o trabalho.
Como ultimamente o café ao pé de casa tem estado aberto de manhã, estaciono lá o carro, o filhote fica lá dentro e eu venho com a chávena para rua e ali bebo o café ao pé do filhote.
Hoje o café estava fechado e ao passarmos perto dum supermercado que tem café, eis que o filhote 'insiste' para lá irmos e assim foi. Foi a primeira vez que fui com o meu filho de manhã, numa semana de trabalho e creche, tomar café e de repente o meu filho pareceu-me muito crescido e a fazer-me imensa companhia.
Já sabia que ia querer algo e claro que a escolha recaíu sobre 'brownies' e sobre 'donuts' cor-de-rosa, brancos e cheios de cor. Fui dizendo que de manhã faziam mal e por instantes achei que ia haver uma birra em pleno supermercado mas lá acalmou quando, a contra gosto meu, pedi um 'donuts' "normal" (se é que um 'donuts' será alguma vez um bolo normal...) e assim o foi comendo enquanto eu bebia o meu café matinal. Seguimos para o carro e para creche com ele ainda a comer o 'donuts' e estava tão feliz que lá pensei eu que mais uma vez a vida de mãe me dá ensinamentos. Bolos de manhã, que horror. Donuts e salgados, nem pensar. E pronto. E agora aqui estou eu a dar um donuts ao meu filho, sendo que só lhe o dei porque antes em casa já tinha bebido o leite com a imensa papa do costume....
Gostei desta manhã, gostei da companhia do meu filho.
Claro que cheguei atrasada ao trabalho mas como dizia a outra, isso agora não interessa nada...

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Queixo-me dos Glúteos...

Quem me tem acompanhado nesta luta para emagrecer sabe que eu sempre me tenho "queixado" do triângulo 'coxa-anca-rabo'. Parece então que ficaram para o fim e só agora estão a 'desaparecer'. Sinto-o na roupa porque tenho calças compradas há um mês que "de repente" ficaram mais largas nessa zona, sinto-o nos meus cintos, ainda que na cintura, pois um já não me serve pelo motivo contrário de há um ano atrás: não tem mais buracos para apertar e fica-me largo, e os outros estão no último buraco.
E sinto-o porque já por duas vezes me disseram/perguntaram se eu queria que o meu rabito desaparecesse porque estava a deixar de se ver nas calças e hoje no ginásio à hora de almoço uma treinadora disse que se notava bastante o meu emagrecimento (não me via há uns tempos).
Em contrapartida, não sei se do emagrecimento, se duns supostos "nervos", ontem deu-me uma 'tremideira' e desiquilibrei-me. Nada de grave nem me doeu nada, só me desiquilibrei e, por vezes, quando preparo o 'biberon' ao filhote acontece algo estranho que é não conseguir acertar com a colher cheia de papa dentro do 'biberon'. Estarei a ficar senil antes do tempo? Isto não acontece sempre mas não sei se lhe deverei alguma importância por não conseguir controlar os meus dedos/acção...
Que saudades da minha médica de família... Esta perda de peso foi e está a ser controlada, sem maluqueiras e/ou medicação, mas fica-se sempre a pensar, certo...? Afinal, o meu corpo tem levado um rombo de exercicío físico e deixou de contar com 18 quilos...

Nunca pensei que um dia me ia rir com o Manuel de Oliveira

Ontem no telejornal, num excerto duma entrevista que deu, perguntam-lhe/dizem-lhe que tinha feito filmes mudos. A resposta/comentário foi "fiz porque não havia som".
Muito bom, fartei-me de rir!!! Impressionante a lucidez e o sentido de humor de Manuel de Oliveira aos 102 anos!
E ainda disse que agora não havia pilhas que lhe valessem (a propósito de terem faltado as do microfone). E lá em casa também desatámos a rir com a ironia implícita no comentário!

Mas como é que arrefeceu tanto e tão de repente...

Ontem quando nos levantámos o termómetro na rua marcava 17º e realmente sentia-se o ar fresco e o vento... Fui correr já com uma camisola por cima da blusa de cavas...
Ao entardecer também notei que estava mais fresco e a porta da cozinha que está sempre aberta pois dá para o páteo, teve que ser fechada para que não estivesse tanto frio. Para além disso, anoitece muito mais cedo. Às oito da noite já é mesmo de noite e só penso que no Verão, a essa hora, estava eu a chegar a casa dos meus 'joggings' e o Sol ainda brilhava.
Hoje de manhã o termómetro marcava apenas 15º e pensei cá para comigo que este ano o tempo fresco parece ter chegado mais cedo, coincidindo pontualmente com o início do Outono.
Continuo de manga curta e de sandálias mas com um casaco vestido e acho que tenho que ir procurar sapatos e botas (viva!!!) para esta estação...
Já o filhote deixou os calções e tem vestido calças, ainda que com t-shirts e um casaco que despe na escolinha (na creche está sempre mais quentinho), e ténnis com meias...
E não sei porquê, este ano parece que o tempo mais fresco chegou para ficar...

Há dias de manhã em que...

Há dias de manhã em que acordo e penso que vou desistir de tudo. Que estou cansada. Estou cansada de emagrecer, estou cansada da mudança ainda inacabada, que quero voltar para Lisboa, que tenho saudades do sítio onde morei durante 35 anos, que tenho saudades dos meus pais e que, por sinal, o meu pai faz anos hoje, estou cansada do trabalho, estou cansada das desilusões parvas que algumas pessoas me têm dado.
Acordo e penso que não me vou mexer. Vou ficar apenas enrolada em mim, prostrada na cama, sem abrir as janelas e sem ter que pensar em nada.
Mas depois uma força levanta-me. Olho para o meu filho ainda a dormir. Olho a minha amiga canina lá fora, os gatos que dormiram comigo, ouço literalmente os pássaros a chilrear. E nesse espaço de tempo o cansaço foi-se e as ideias de deixar o Oeste também ainda que, e sempre o admiti, me sinta sozinha às vezes e sinta a falta dos meus pais.
Penso no previlégio que é ter trabalho e tão perto de casa.
Penso no meu filho e ele é realmente a minha força maior. Nunca lhe poderia retirar abruptamente a alegria e a felicidade de andar na creche onde está, de lhe retirar os amigos e, sobretudo, de lhe retirar a ele, a mim e ao pai a paz e o espaço que temos no Oeste...
E deve ser por isso que as ideias de prostração se vão e, felizmente, acabam por não (me) vencer...

domingo, 26 de setembro de 2010

O craque da bola

Esta foto parece ter um efeito especial mas garanto que não. Consegui 'apanhar' o filhote em plena acção com a bola e realmente a fotografia inteira ficou muito engraçada.
Ao contrário do irmão que nunca "puxou" para jogar à bola, o meu filho adora bolas desde bebé e adora jogar com elas.
Por causa disto, às vezes brinco com o assunto futebol e vou dizendo que como detesto futebol, ainda me sai um filho bom de bola que é para eu morder a língua e ter que ir levá-lo a treinos, assistir a jogos, ainda estar a torcer pelo seu hipotético clube e dizer 'mal da minha vida'...
Geralmente acontecem estas ironias na vida, portanto vou aguardar que o meu filho cresça e depois logo vejo se realmente terei que morder a língua, ou não...

- foto retirada -

Hoje foi dia de jogging matinal

E que bem que me soube. Quase estive para não ir mas quando o maridão chegou da sua pedalada na bicicleta, eu já estava equipada e foi ele a chegar e eu a ir.
O filhote já estava 'despachado' pelo que assim custou menos a ir... E era a única pessoa, para variar, a correr e a caminhar no parque com a minha amiga canina. Hoje decidi fazer algo novo que já devia ter começado a fazer há imenso tempo que foi subir 120 degraus e, consequentemente, descê-los... Cheguei ao cimo, diga-se de passagem que é uma escadaria muito inclinada, com a pulsação acelerada e quase "sem" respirar, tal foi o esforço que fiz. Mas como é que eu não me lembrei disto antes?! Não só faz bem como é óptimo para o rabito e as coxas! Portanto, entre subidas e descidas, foram 240 degraus, fora os quase 4 quilómetros em que corri e andei depressa.
Sinto-me... Revigorada e entendo agora que o exercicío nunca mais poderá deixar de fazer parte da minha vida. Faz-me falta e faz-me sentir bem comigo e com o mundo...

sábado, 25 de setembro de 2010

Inveja da que se estava a aviar à tua frente, coisa feia

Que descalabro é estar numa fila para pagar unicamente uma almofada para a creche do filhote e de repente a pessoa, vulgo mulher, que estava à minha frente pega numa carteira igual à da foto e a empregada diz que estava em promoção, que era 2,90€, ela leva-a e quando é a minha vez de pagar, pego numa igual porque achei o máximo ser cor-de-rosa...
A alternativa era um cinzento prateado e conforme as empregadas iam colocando as carteiras junto à caixa de pagamento, elas iam desaparecendo...
Mas que grande "nóia", mais um objecto piroso-ó-cor-de-rosa! Este blog futilizou de vez :O

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Eh pá, vim agora da rua com o blusão à Madonna

Pareço uma criancinha com um brinquedo novo.
Ah e tal, como hoje não fiz nada, deixa-me cá ir caminhar um pouco depois do jantar com a minha amiga canina.
Ah e tal, mas está fresquinho, não sei o que vestir por cima da camisa de manga curta que, por sinal, também foi uma aquisição recente, justa e cintada ao corpo e era também uma peça de roupa que não vestia devido às gordurinhas (as camisas, pois está claro).
Ah e tal, deixa cá ver no roupeiro...
Eh pá, que chatice. Não me ocorre mais nada e assim de repente o blusão à Madonna está assim a modos que a olhar para mim, ainda com a etiqueta pendurada.
Eh pá, é isto mesmo, quem diria que não ia vestir outra coisa...
Vesti-o, tirei a etiqueta e aí fui eu. Só faltavam as botas mas como ainda ando de sandálias, também serviram. Realmente senti-me uma espécie de "pop star" e a ver pelo facto de que nem um vizinho me reconheceu enquanto trocava dois dedos de conversa com a minha outra vizinha holandesa, devo ficar com outro ar, nem que seja um ar aparvalhado por causa de tanta baba com o blusão. E aqui pelo blog já devem deitar o blusão e a Madonna pelos olhos.
Bem, mas gastei umas míseras 173 calorias e senti-me tão aconchegadinha com o blusão que até estava com medo que lhe acontecesse algo...

Já disse que adoro as brumas e o nevoeiro de manhã... (e porque hoje estamos numa de Natureza)

Já que hoje estou mais dedicada à natureza, e porque de manhã estava um nevoeiro caído misturado com algumas abertas de Sol, que envolvia grande parte da paisagem, vou falar do nevoeiro e da neblina.
Devo dizer que depois de deixar o filhote na creche, a visão daquela espécie de bruma a envolver a paisagem que se deparava à minha frente, era soberba, encantada e com um encantamento mágico.
E uma das coisas que adoro no sítio onde moramos, é precisamente a paisagem que fica com o nevoeiro e que parece envolta numa espécie de brumas do Oeste, para não serem de Avalon.
Há uns tempos também falei disso aqui  e ainda que me sinta repetitiva, não podia deixar de o dizer novamente...
 
(foto da net)

É possível falar com a Natureza...?

Eis algo que eu também nunca tinha feito na vida, contemplar, admirar, pensar e 'falar' com a Natureza que me rodeia. Isto acontece durante as minhas caminhadas rápidas e corridas no parque em que dou por mim a observar como é maravilhosa a paisagem que me rodeia e como tem um efeito calmante sobre mim...
Como estamos em silêncio e tenho a sorte de ter um espaço imenso só para mim, consigo ouvir todos os ruídos, todos os pássaros, o vento e o som das árvores, tal como já tinha escrito aqui.
Não consigo explicar mas o som da afinidade do vento com as árvores encanta-me e é como se chamasse por mim ou é como se falasse comigo...
A juntar a tudo isto, tenho a minha cadela comigo, a minha amiga e companheira, que me é leal e que eu sei que nunca me irá desiludir ao contrário de muitas pessoas que me rodeiam...
Durante aquela meia hora/quarenta minutos sinto-me em sintonia com o ar livre que me rodeia e que me diz que vamos estar alguns meses sem nos encontrarmos ao fim do dia porque às sete e pouco da tarde, já sinto e vejo a penumbra do sol a pôr-se e a ir embora... É como se estivesse também a chegar ao fim de uma das caminhadas da minha vida, a perda de peso e o encontro comigo mesma e com o mundo que me rodeia...

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O blusão à Madonna, "eis-o"!

A excitação com o blusão era tanta que chegada a casa, nem tirei a etiqueta e fui a correr vesti-lo novamente para ver como ficava, ainda que a seguir fosse correr.
Isto é a piroseira total mas não resisti... Não me entendam mal nem pensem que me estou a exibir ou a armada em qualquer coisa. É uma questão de partilha porque para terem uma ideia, quando saí da loja telefonei à minha mãe a contar do blusão...
Coisas de mulheres, portanto...

- fotos retiradas -

Um blusão à Madonna!!! (ou este blog virou fútil de vez!)

Estou aqui extasiada com mais uma futilidade! Eu realmente o melhor que tenho a fazer é ir sempre ao ginásio todos os dias à hora de almoço porque senão entro em divagações (des)necessárias...
Então entro numa loja, para ver o que há na nova coleccção já que hoje começa o Outono, e dou de caras com um blusão como sempre quis?!
Sabem aquelas peças de roupa que gostamos muito mas que depois nunca encontramos à venda e/ou não nos serve?! Pois foi isso mesmo que aconteceu! Sempre gostei do modelo deste tipo de blusão e apesar de haver em três cores eu só poderia usar e trazer o meu adorado e estimado preto!!!
E de quem é que me lembrei?! Da minha querida e adorada Madonna na sua Confessions Tour porque usou um blusão semelhante, como o que está nesta foto mas o que comprei é um pouco diferente.
O que importa é que o blusão é preto, justo e cintado, portanto vai no seguimento dos tais blazers que eu dizia que me faziam falta no guarda roupa.
E aprendam uma coisa minhas amigas.A roupa mais justa ainda nos faz mais magras! Ena, descobri a pólvora, hein...! É que com o blusão vestido, parece que perdi mais 10 quilos! Preto, justo e cheio de fechos e apetrechos, dá um ar nem sei... Tipo ultra moderno e 'vamp' ao mesmo tempo.
A empregada da loja é que me deve ter achado completamente maluquinha porque lhe disse exactamente o que aqui digo, que sempre quis muito um blusão daqueles e que me fazia lembrar a Madonna que adoro :O

Ele chegou e eu até já tinha saudades...

Chegou esta noite às 4h09mns e eu já tinha saudades dele... Estou a falar do Outono, uma estação que eu achei deprimente durante anos, mais concretamente até ao famigerado ano de 2006, quando o Outono me trouxe o meu filho... A partir daí descobri outros encantos nesta estação da queda da folha e das mudanças e agora até gosto do ar fresco que chega no Outono e só penso (estou mesmo a ficar fútil) nas roupas diferentes que vou poder vestir nesta época... Portanto, bem vindo Outono... Agora vou ali começar a pensar no aniversário do meu filho, para além das roupas, dos vestidos, das saias, dos collants e dos sapatos e botas, e em como já vai fazer 4 anos...!

Outra coisa fútilzinha que descobri com a perda de peso em relação às roupas...

É que para ter um 'look' mais 'casual' não é preciso andar desarranjada nem com um ar 'fanfarrão'. Quer dizer, não é que antes andasse mal vestida e/ou mal arranjada mas não me sentia tão leve e 'airosa' como agora.
Actualmente, quando visto roupas mais à vontade, sinto-me bem e com um ar arranjado na mesma, como por exemplo esta túnica, que eu acho tão gira, e umas simples calças de ganga...

- foto retirada -

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

E que ganhámos nós das rifas...

O que se vê na foto mais um spray que já me apressei a esconder. Neve amarela diz o rótulo. Pelo sim, pelo não, antes que o filhote descubra as maravilhas de carregar e espalhar o spray pela casa toda, antes mesmo da chegada do Inverno e do Natal, já o guardei longe do seu olhar.
De resto, uma tigela gira, boa para fazer saladas, e uma vela grande para nos iluminar...

Vai uma rifa ou isto é para os apanhados?

Ainda que um dia tenha que voltar a Lisboa, este ano, esta mudança e esta vivência no e do Oeste ficará para sempre na minha memória porque tem sido um ano intenso, de muitas mudanças, físicas, psicológicas e emocionais. Tem sido um ano de muitas aprendizagens e de muitas coisas novas na minha vida...
Pela primeira vez na minha vida, ajudei a fazer bandeirinhas como as que estão na foto deste post... Nada de especial, nada trabalhoso. Só não pensei que um dia o fizesse. Foi a minha primeira vez a recortar e a aparar bandeirinhas para serem penduradas ao vento e foi a minha primeira vez a participar na organização de um aprovisionamento para ser sorteado nas rifas da quermesse...
E porque o fiz? Porque calhou. Porque não me importei de ajudar. Porque quis matar a suposta solidão que às vezes sinto.
Agora com o que eu não contava, e que no momento em que me foram buscar para tal perguntava se seria para algum programa de apanhados, foi quando me "puxaram" para ir ajudar na quermesse e a vender as rifas por trás do balcão. Podia ter recusado mas talvez pela experiência e talvez pelos laivos de solidão que sinto de vez em quando, deixei-me ir na corrente ainda que completamente apavorada por ir segurar num cesto cheio de rifas, contá-las, interagir com um público e receber o dinheiro para o pagamento das mesmas.
E por estranho que pareça, correu muito bem e fartei-me de vender rifas. Tive velhotas a dizer que gostavam muito de mim, sem me conhecerem de parte alguma, crianças e até alguns velhos babados a armarem-se em engraçados para o meu lado (socorro!).
A minha vizinha holandesa e os seus amigos que vieram, precisamente, da Holanda e outros da Tailândia, fartaram-se de comprar rifas graças a mim, riram, ficavam extasiados quando saía um número e assim desenrolaram mais de 100 rifas!!!
Só pensava que se tratava duma nova vivência, duma quase experiência sociológica e psicológica no meu trajecto individual.
Sinto depois destas experiências que andei fechada durante todos estes anos e que afinal até gosto do que achava não ser capaz de fazer e/ou de não gostar, como aquelas pessoas que se fecham e que dizem mal de tudo e de todos e que depois de experimentar, não querem outra coisa. Como o Prior no "Chocolate" da Joanne Harris, sabem. Não gostava e tal, que horror o chocolate, e depois afinal comeu os chocolates quase todos...
Como digo, até posso ter que voltar para Lisboa, não sei o futuro, mas ninguém me tira esta lição de vida que tem sido esta grande mudança a tantos níveis...

Conversas um bocado à frente

Sabes mãe, ontem o X deu um beijinho na boca à Y.
Ah sim?
Foi e eu depois disse que eram casados.
Foi? Ah está bem...
Já para não referir o facto de no fim-de-semana reparar nos filmes e nas pessoas que se beijavam na boca mas foi um reparo maroto... Então e nós que nos cumprimentamos com um beijinho na boca, hein... Qualquer dia está a dizer-me que não quer ou que os amigos estão a ver e tal...
Ou eu estou a ficar quadrada ou então estas conversas são muito à frente para a idade... Então têm 4 anos, alguns ainda nem isso como o meu filho, e falam em beijos na boca, em namorados, em casamentos, em bigodes fora do sítio...
Habitua-te Algures, habitua-te...

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Já cá faltava(m) a(s) foto(s) da prova...

Com que então pensavam que eu já me tinha calado com este assunto, não é verdade... Pois enganaram-se e aqui está um dos posts previstos e que nunca mais o colocava aqui.
Eis-me no início da prova. É por isso que a mão está fora do guiador, porque acenei à minha vizinha holandesa que batia palminhas e gritava o meu nome enquanto eu passava. Até pareço uma vedeta, e farto-me de rir com esta foto...
Aqui ainda ia feliz porque não imaginava o que me esperava nos 35 Kms seguintes...
:D
Já a que está por baixo foi antes do início da prova e estávamos parados à espera que soasse a partida.
E pronto, tenho uma estória para contar quando for velha...

- fotos retiradas -

O meu filho...

Fala o tempo todo o que me leva a crer que será um grande conversador quando crescer.
Fala muito e fica irritado se alguém não lhe presta atenção e/ou começa outra conversa.
Fala e conversa desde manhã até, literalmente, adormecer.
Repara em tudo, faz observações e perguntas e nunca mas nunca se cala. Nunca existem momentos de silêncio entre nós e aqui não saíu definitivamente a mim que sempre fui calada, introspectiva e metida comigo mesma.
O meu filho tem sempre conversa e assunto. A mãe nem sempre. O pai constantemente, seja em que situação ou ocasião for. É como se tivessem o dom da palavra e eu mais o da escrita.
O meu filho lembra-se de tudo e de todos. E enquanto damos pequenos passeios depois do jantar, vai sempre conversando e dizendo coisas mas coisas com lógica e sentido, coisas nada parvas ou aparvalhadas como aqui há dias em que me perguntou pelos bigodes e eu não queria crer no que estava a ouvir. Por fim, disse-me que o amigo X é que lhe tinha dito que nós, não percebi bem se as senhoras, se os crescidos no geral, tínhamos "bigodes". Relevei, não dei importância e 'passou-lhe'. Felizmente as suas conversas, as suas ideias, são bem mais interessantes do que estas parvoíces de supostos bigodes e afins.
Cá por casa, e não me armando em moralista ou puritana, não me recordo que tenha ouvido falar em bigodes. Se ouvir falar em alguma coisa, será pelos nomes correctos, verdadeiros e pela lógica de existirem, porquê e onde.
Decidi antes de nascer que lhe diria sempre tudo, que lhe explicaria sempre tudo, ainda que por vezes pudesse ser duro o que terá para ouvir.
É que a mim "ocultaram-me" quase tudo, principalmente, o que era menos bom, e eu cresci a achar que o mundo era cor-de-rosa e que a maldade dos outros não existia. Devo a isso o facto de ficar tão afectada e perturbada com alguns acontecimentos, sem importância, que ocorreram (e ocorrem) na minha vida na relação que tenho e crio com os outros.
O meu filho é um conversador, às vezes vê o horroroso Ben 10 mas não vai dizer palavrões às velhotas que estão no café. É que o meu filho foi repreendido por ver o Ben 10 pela mãe dum menino escandalizada por o meu filho ver tais bonecos mas esqueceu-se, e foi só um pormenor de certeza, que o seu filho pode não ver o Ben 10 mas vai dizer palavrões às velhotas que estão na esplanada...
E pronto. Como estou sem sono, apeteceu-me falar do meu filho...

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Mas adorei estes vestidos, será que me ficariam bem...

Nunca pensei dizer isto mas estou deserta que chegue o tempo mais fresco... Para renovar o guarda-roupa e para usar saias e supostamente vestidos com collants... E botas, quero muito botas e das que não tive no ano passado: de 'cano alto'...
E há tantos vestidos aqui e eu nunca lá comprei nada... Há aqui e noutras lojas, claro. Estes foram os que me saltaram assim de repente à vista e de mais fácil acesso e visibilidade na net...
:O

Tenho um blazer azul escuro da Zara...

Tenho um blazer azul escuro da Zara, cintado e supostamente justo, que comprei, inacreditavelmente, há uns bons treze ou quinze anos (!!!), já nem sei bem...
Usei-o enquanto tive peso a mais mas não o conseguia abotoar...
Uso-o agora e os botões podiam estar mais longe para que abotoassem de forma mais justa e fizessem com que o casaco me ficasse mais justo ao corpo e me 'favorecesse' mais... Nunca pensei que um dia este velho blazer, que até parece semi novo, me fosse estar largo e quisesse muito casacos e blazers curtos e cintados e justos ao corpo.
Com o emagrecimento descobri também que já (quase) não tenho 'complexos' em andar com o "rabo de fora" e que a roupa justa favorece muito mais as formas do que a larga... Portanto, quando o tempo refrescar, aí está algo que terei que renovar no meu guarda roupa: casacos e blazers mais justos, como por exemplo, este da foto, simples mas tal e qual como quero, daqui...

Porque é que as pessoas magras não são gordas?

Não sei se alguém viu no Sábado ao serão, na RTP2, um documentário cujo título é precisamente o que está neste post?...
Fiquei deveras impressionada com o estudo apresentado e com os diversos depoimentos de investigadores e geneticistas sobre as questões do peso.
O que me ficou a "martelar" e impressionou foi o facto de referirem que o nosso corpo acha que tem um peso ideal (seja ele magro ou gordo) e vai sempre lutar para ter esse peso ainda que se lute contra ele... Claro que se falou nas questões genéticas e nas crianças com excesso de peso que terão sempre uma maior tendência para engordar e eu fiquei cheia de 'medo' que o meu corpo queira voltar ao peso que teve durante dez/onze anos.
O que me alivia no meio disto tudo é que nasci e fui uma criança e jovem adulta magra e escanzelada que só engordou porque deixou de fazer exercicío físico e passou a estar sentada quase o dia todo... Basta ver que o meu filho também é (e sempre foi) muito magro, genes herdados de mim e principalmente do pai.
Quanto aos antecedentes, os meus pais sempre foram magros até aos 40 e tal anos em que começaram a engordar e em que apareceu a Diabetes e é dela que tenho medo. Da Diabetes e de o meu corpo achar que o seu peso certo é o tal que eu tinha, os tais mais 18 quilos que entretanto perdi...
E por isso está mesmo visto que não posso parar nunca com o exercicío e que eu pertenço ao grupo que tem que se controlar e esforçar para não comer determinados alimentos ainda que já não tenha fome, enquanto que há um grupo de pessoas, os magros naturalmente, que ainda por cima não têm vontade de comer o que não se deve e/ou podem comer de tudo que não engordam nunca (o meu marido, por exemplo...).

Hoje estive... c'a neura...

E como diz a minha grande amiga S., que às vezes parece-me ser a única pessoa ao cimo da terra que me entende e compreende, há mais pessoas que nos querem ver para baixo do que para cima, e com o passar do tempo não podia concordar mais.
Hoje foi dia de neura mas acho que já passou e em vez de me deixar cair no abismo dos pensamentos menos bons e agarrar-me a tonterias sem importância, aqui estou, "pronta para outra", com o espírito para cima, a agarrar-me ao que realmente importa, e com roupas giras como se quer para ajudar o ânimo...
Às vezes realmente mais parece que tenho 10 e não 36 anos, sou 'afectada' por coisas que, como se costuma dizer, "não interessam nem ao menino Jesus"... Como é possível ser mãe há quase 4 anos, ter quase 40, e entre outras coisas, ficar 'afectada' porque um grupo de crianças veio fazer queixa do meu filho, que lhes estava a atirar pauzinhos e bichos (!) quando antes um desses meninos lhe tinha batido. Estão-me a ver com este tamanho e idade a responder como se tivesse 5 anos, algo do género: "... mas antes o XY bateu no meu filho!". E pronto... Adiante que é melhor...
Adiante e deixa-me cá recompor...

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Fashion corrida/caminhada rápida no parque

Para animar, eis-me no fim de uma corrida/caminhada no parque. Ando tão pirosa que até as roupas que visto para fazer exercicío são "pensadas" ao detalhe, sempre com cores e modelitos a combinar... E adoro ter roupas de desporto, que podem ser giras e nada "pinguças", acho eu... Esta magnífica blusa branca custou 2 Euros (!!!) na Lefties!!!
:D
Pena que vem aí o fresco e adeus blusas de alças e de cavas.
Não sei se dá para reparar na parte de cima do braço, quase junto ao ombro, em que a pele está mais clara?... É assim que eu estou, com bronzeado à ciclista. Entre os joelhos e esta parte do braço estou mais clara do que no resto do corpo... 

- foto retirada -

A birra continua, a chuva está na rua!!!

Agora pareço uma sindicalista a falar mas como se não bastasse andar a semana toda de calças para tapar as minhas feridas horrorosas e nódoas negras nas pernas, hoje como achei que estava tudo melhor, vim de leggings e... está cinzento, mais fresco e de chuva!!!
Blargh!!!
Eu sei que é sexta-feira mas isto hoje não está a correr propriamente bem...
E com isto tudo não dei seguimento aos posts que tenho em draft nem consegui ainda ver os vossos comentários e os blogs...!!!

Acordei...

Muito mal disposta. Hoje quem acordou a fazer birras fui eu e estava tão enervada que até me faltou a voz. Coitadinho do meu filho que levou comigo a levantar a voz quando ele, coitado, se estava a portar tão bem a beber o leite e depois a vestir a roupa... Até parecia que me entendia... Nunca resmungou ou fez fitas. Hoje a "fiteira" fui eu e agora estou aqui a sentir-me mal com isso...
Desculpem-me mas nem vi os vossos comentários nem os blogs, tal é o stress que tenho logo de manhã no trabalho.
Acho que há dias em que acordo a pensar que não aguento tantas coisas ao mesmo tempo, ser mãe, dona de casa, trabalhar, emagrecer (sim, dá trabalho perder peso), e ter que pensar e fazer tudo quase sozinha, sem ninguém que me alivie nalgumas coisas, é dose. E em dias como hoje acho que vou rebentar porque também tenho direito a isso, porque não sou uma super mulher e porque tudo tem limites. Em dias como os de hoje queria não ter que fazer ou pensar em nada, estou a ficar cansada, acho eu...
E o coitado do meu filho é que levou comigo logo de manhã... E ainda sorria enquanto eu tomava café ao pé de casa e ele sentado dentro do carro enquanto eu estava lá ao pé dele com a chávena na mão...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Tenho tantos posts em mente que nem sei por onde começar...

- Bronzeado e momento Baronesa Karen Von Blixen,
- Conversas da minha mãe ao telefone,
- Quero um casaco curto e justo,
- Ver o Ben Ten ou dizer palavrões (agora escolha),
- A fazer algo pela primeira vez (sociabilidades do Oeste),
- A minha foto na partida da maratona, a minha foto durante a maratona que ninguém "pediu" para colocar. Buááááaááá, vou ali para um canto amuar!
Lol!
:P
Não sei mesmo por onde começar...

Estar (mais) magra apela ao consumismo...

Uau, resisti à hora de almoço em 'açambarcar' mais umas calças... Isto duma pessoa ter menos peso apela ao consumismo de roupas, e de que maneira, ui, ui!!! Olhamos para isto e para aquilo e pensamos, ou pelo menos eu penso, eh pá, ainda não tenho nada daquela cor ou olha que bem que isto ficava com o não sei quê que está em casa...
E vai daí que hoje à hora de almoço, experimentei umas calças acabadinhas de chegar à loja que me faziam parecer magrinha. Sabem o que é olharmo-nos no espelho do vestiário e acharmos as nossas pernas incrivelmente magrinhas como não achávamos há mais de uma década?... Foi assim que eu me senti... Para além disso, as roupas daquela marca, quanto a mim, são feitas em tamanhos mais pequenos e ao experimentar o meu número aconteceu o que eu previa, serviram em altura, em largura e na cintura estavam largas...
Mas... consegui resistir e não as trouxe... É que este mês já adquiri dois pares de calças que, só por acaso, até são para o quando o tempo refrescar e duas blusas... Já chega portanto...

Chateiam-me as manhãs assim...

Acabada de acordar, levanto-me e vou olhar pela janela para o páteo. Primeiro reparo na neblina que me encanta, depois aterro o meu olhar no chão e para além dos habituais 'presentes' diários da nossa querida amiga canina, hoje também havia papelinhos e bonecos destruídos e muitas batatas roídas, provenientes de um balde que não acautelámos e deixámos ali, à vista e a jeito de ser atacado.
Perdi a conta ao número de batatas espalhadas e tentei não me irritar mas como já estava atrasada, acabei por 'stressar' e não tive tempo para limpar fosse o que fosse.
Quando íamos para o carro até o filhote reparou na confusão que reinava no chão.
Ficou roupa estendida. Logo tenho que a apanhar e posteriormente passar a ferro.
Não deixei nada a jeito para o jantar e já não sei o que cozinhar tal como hoje de manha não sabia o que vestir e isso também me irritou.
Enervei-me quando cheguei à creche, mais que atrasada, e apercebo-me que me esqueci em casa do saco com uns calções lavados para juntar à muda de roupa que ontem foi usada graças a um descuido do filhote com o chichi.
E pronto. Comecei o dia stressada e cansada e não gosto nada...

As Vindimas...

À semelhança do ano passado, o meu filho foi às Vindimas. Só este ano no CD que veio da Creche com fotos das actividades do ano lectivo passado, "pude" ver como tinha sido, e lá estava ele com os amiguinhos a pegar em cachos de Uva, a comer Uvas e todos muito animados...
Claro que agora ainda contou mais coisas do que no ano passado e eu acho muito pedagógicos e divertidos estes passeios e o dar a conhecer o que se passa na região onde agora vivemos...
Tal como a mãezinha, não gosta dos caroços e disse-me que os tirou... E como mãe precavida, o filhote foi de ténnis e meias para não vir de lá com os pés todos sujos e cheios de terra...
:D

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Acho que às vezes a minha idade mental também não corresponde à cronológica

Tenho a sensação às vezes que digo coisas que mais parecem não ser de alguém com a minha idade. Ou sou eu que tenho um lado parvo, ou um lado infantil ou então algumas pessoas da minha idade ficaram muito cinzentas...
Isto leva-me a pensar que o melhor é estar calada e adoptar uma postura muito séria, muito à fato cinzento (boring) e muito de senhora...
Eu também sei que já ninguém me pode ouvir falar da bicicleta e da maratona e da queda e não sei que mais. Mas é que aqui, pelo menos, sei que estou a falar maioritariamente "para o ar" e no Facebook onde estão as pessoas que eu conheço, muitas delas do meu antigo trabalho e que nada sabem de mim há mais de um ano, e ninguém fez um reles comentário ao facto de ter lá posto que tinha participado na maratona e de estar mais magra, mas adiante...
Vim aqui desabafar que estou farta de rir com uma foto que me tiraram na maratona. É que não só estou a sorrir como tenho a mão fora da bicicleta e pareço estar a pousar para a fotografia. Ora isto tem uma razão de ser e aqui entra a minha infantilidade nas conversas porque disse que me estava a rir porque mal sabia eu o que me esperava a seguir, se soubesse não me ria tanto e a mão fora do guiador foi porque disse um adeus efusivo à única pessoa minha conhecida que foi gritar pelo meu nome enquanto eu passava, a minha vizinha holandesa que mal me conhece. E volto a dizer, a minha vizinha holandesa que mal me conhece foi a única pessoa que conheço que me foi dizer adeus e dizer "força" enquanto eu passava a pedalar.
E pronto. E era isto que queria vir aqui dizer. Que me rio de mim própria, das minhas fotografias, do seu enquadramento em relação ao que se passava à volta e às minhas caras e poses...
:D

Nódoas negras...

Não sabia que as nódoas negras demoravam dois ou três dias a darem um ar da sua graça... Hoje à hora de almoço no ginásio, e com uns leggings vestidos, constatei que proliferavam pelas minhas pernas como cogumelos (não que alguma vez tenha tido cogumelos nas pernas mas adiante, eh!eh!)... Entretanto e ao tomar duche, vejo que a minha coxa tem uma nódoa negra horrorosa, uma bola enorme, completamente roxa e no sítio onde bati no chão...
As nódoas negras das pernas são cinzentas e a parte 'arranhada' mantém-se mas esta da coxa é mesmo horrososa... E tudo graças à valente queda que dei... Ah pois é. Não tive (tenho) dores e tal. Estou bem. E vai-se a ver uns dias depois é só mazelas no corpo, mais parece que andei na guerra...
Para além disso, a Nutricionista disse-me que convinha o corpo repousar 18 horas entre exercicíos. Ora se acabei de correr ontem às 19h30, é fazer as contas. Hoje às 13h00 quando comecei o treino no ginásio tinham passado 17 horas. Pronto, menos mal...

Lembram-se de o meu cão correr à minha frente ou pensava que depois de Domingo me ia reformar...

Pois é, eu achava que depois deste Domingo me ia "reformar" no sentido de abrandar o ritmo, tipo cheguei ao meu objectivo, já tenho uma estória para contar, superei-me a mim mesma, agora vou meter a bicicleta e as correrias no saco e 'apenas' vou calma e tranquilamente ao ginásio à hora de almoço...
Pois é, enganei-me redondamente...
Na segunda-feira apesar de não ter dores no corpo (!) não fiz qualquer exercicío para dar uma pausa ao meu corpo...
Ontem... Ontem fui ao ginásio à hora de almoço e chegada a casa, ao fim do dia, o meu corpo pedia mais e gritava cá dentro para eu ir caminhar depressa e correr no parque... E assim foi. Equipei-me, peguei na minha garrafa desportiva cheia de água, pequei na cadela e aí fomos nós... E o mais curioso estava para acontecer pois se até aqui era ela que corria à minha frente, eu ontem parecia "possuída" e corri muito mais tempo do que andei e sempre à frente da minha cadela.... Estava cheia de energia e com vontade de correr e isto durou quase 40 minutos...
Parece que não há volta a dar. Por muito que eu me queira "reformar", acho que só o mau tempo e os dias curtos vão fazer com que abrande o ritmo porque, até ver, e duma forma inexplicável, sinto algo cá dentro que me puxa e dá vontade de exercitar, como se fosse um vício... E assim "com'ássim", antes viciada em Desporto do que em comida como era 'antigamente'... Nesses tempos de gula, a minha satisfação era pensar que ia comer um 'croissant', um gelado, pão à fartazana, ou um salgado... Agora é pensar que vou correr, que vou andar, que vou pedalar e por aí adiante o que é bem mais saudável e benéfico...

(e não é que ontem estava vestida exactamente assim e com estas mesmas cores?!)

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Não quero parecer obsecada com o meu peso...

Mas tenho receio de estar a ficar apesar de estar tudo a decorrer com a normalidade prevista...
É que achava que do rombo físico que foi pedalar 40 quilómetros, neste Domingo, e de tudo o que transpirei e me esforcei, que teria perdido para aí um quilo na prova...
Hoje à hora de almoço pesei-me no ginásio e comparativamente com há uma semana atrás, perdi umas míseras 600 gramas... Ainda por cima não me excedo na alimentação. Não deixei de comer mas também não como "porcarias".
Ai que metabolismo lento...
A boa notícia é que assim perfaço um total de 18 quilos perdidos e de acordo com a Nutricionista, faltam apenas 2 quilos para chegar ao peso "ideal". Quanto a mim, ainda lhe juntava menos 5 quilos, ou seja, para mim ainda faltam, ou faltariam, perder 7 quilos.
À minha volta toda a gente, incluindo as treinadoras no ginásio, me diz(em) para eu não emagrecer mais e eu começo a ter receio de estar a ficar com a cara "chupada" ou 'esquesita' mas não me parece... Já os glúteos bem que podiam estar "chupados" que eu não importava nada...
Para a minha mãe, neste momento, sou a Kate Moss nos seus piores momentos de anorexia (até tenho um post sobre este assunto em draft). O que um olhar de mãe é capaz de ver... Ou neste caso, imaginar...

E finalmente o avental foi estreado

Há umas semanas comprei ao filhote o avental do Panda e nesta vida de correrias do dia-á-dia da casa para o trabalho e do trabalho para casa, ainda não tinha havido oportunidade do filhote estrear o dito, ainda que o tivesse usado 'brevemente' numa louça que foi lavada com o pai...
Assim, neste fim-de-semana prometi-lhe que iríamos fazer um doce e que precisava imensamente da sua ajuda pelo que teria que usar o avental...
E assim foi... Ficou tão feliz que nem imaginam, não só por usar o avental mas também porque me ajudou com as colheres de açúcar e a mexer tudo...

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

E as bicicletas na cabeça do meu filho...

Obviamente que o filhote não foi connosco e na impossibilidade física da bisavó o levar ao sítio do evento, não viu os pais partirem (mais de 700 pessoas a andar de bicicleta, sendo que apenas 19 delas eram mulheres...) e não nos viu chegar à meta, com grande pena minha...
No entanto, depois do fim da prova, fomos a casa tomar banho para depois seguirmos para o almoço convívio ainda da prova, e apesar do filhote já ter almoçado, foi connosco. Desde que nasceu que sinto que tenho e que gosto de o levar a todas as vivências que ao pai e à mãe dizem respeito... E assim não se calou mais, a dizer que quando fosse grande também entrava nas corridas de bicicletas como o pai e a mãe.
E às tantas digo eu em tom de brincadeira: pois é filho, o pai e a mãe não vão à tua escolinha contar estórias mas tens dois pais radicais (!!!) e se quiserem ainda vamos lá nas bicicletas (!!!).
Bom, agora espero que tenha esquecido esta parte...
:D

(foto da net)

Caí, tal como acontece na vida de vez em quando (fotos não aconselháveis a pessoas sensíveis...)

Pois é, nem tudo são rosas e para além da vontade de desistir quase no fim (ou seja, ao fim de pedalar quase 33 Kms) dei um valente trambolhão da bicicleta. Nem sei como foi mas, numa descida cheia de pedras, em segundos estavam eu e a bicicleta no chão... Fiquei com o cotovelo arranhado, as costas magoadas, mas o pior foi a minha perna... Deitou sangue aquando da queda, e depois do banho parece uma perna que foi atacada por um bando de gatos assanhados...
Naqueles segundos da queda acho que perdi a noção da realidade porque comecei a chorar compulsivamente e só dizia parvoíces do género grandes reflexões sobre a minha vida como por exemplo, sou uma desgraçadinha e para que é que estava ali a pedalar tanto e blá, blá... Acho que um estalo tinha-me feito bem mas... adiante!
Mas tal como os tombos da vida, depressa me levantei, com a ajuda do meu marido, e prossegui. Podia ter desistido mas a força do meu marido e a minha teimosia não deixaram... Foram 40 Kms mas não foi como ir de Torres Vedras a Lisboa na auto-estrada. Foram 40 Kms na mesma zona, às voltas, mas por caminhos realmente difíceis, cheios de surpresas, inclinações, buracos, areias, lamas, pedras, subidas inclinadas, descidas ainda mais inclinadas.
Depois disto chego à conclusão que deveria ter tido um lado da vida mais desportivo quando era mais nova. Tinha-me feito tão bem entrar em competições, fazer provas, dar tombos valentes e a seguir levantar-me... E se eu tivesse agora 20 anos, iria empenhar-me mais na bicicleta e no BTT. Como tenho quase 40, vou andando e fazendo o que posso...
Dores não tenho. Apenas uma sensação boa indescritível e uma dose de auto-confiança que não consigo explicar. Apesar de tudo, de todas as contrariedades, do cansaço imenso, de quase deitar os pulmões e o coração pela boca, cheguei à meta...

- fotos retiradas -

domingo, 12 de setembro de 2010

Até onde aguenta o nosso, no caso, o meu corpo...

Lembram-se deste post mistério, em que tinha referido o facto de ter feito uma inscrição...?
Pois bem, não foi na escola, nem na Faculdade, nem em aulas de dança ou noutra prática desportiva qualquer, foi nesta prova de BTT que decorreu hoje e que está aqui na foto.
Fiz 40 Kms e quis desistir quase no fim. O meu marido não deixou e o título deste post também poderia ser "O Amor é..." ao que eu acrescentaria: "O Amor é conseguirmos andar muito mais depressa de bicicleta, termos muito mais força e resistência, e deixarmos passar uma data de gente à nossa frente só para que ela não desista e para ter companhia durante o percurso, ainda que isso tenha implicado serem quase os últimos a chegar quando ele podia ser dos primeiros...".
E foi isso que aconteceu.
Tenho vários posts em mente sobre este assunto, sobre o que senti, como foi participar pela primeira vez num evento destes e com tantas dificuldades no percurso, sendo que eu e o meu marido somos, ou éramos, alheios ao mundo do ciclismo mais "a sério". E que eu sou uma amadora na bicicleta que anda a pedalar há apenas 5 meses, que trabalho, sou mãe, dona de casa e ali fui eu pelo meio de matos e trilhos inclinados, subidas, descidas, lama, areia e sei lá que mais...

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A sandes do almoço tinha menos um bocadinho assim...

Enquanto o filhote bebia o leite antes de adormecer, eu preparava o pão integral com cereais para o meu almoço do dia seguinte com o tomate do costume, alface e um queijo fresco magro.
Eis que acabado de beber o leite me diz que quer um pouco do meu pão... "Avisei-o" que podia não gostar muito mas ainda assim quis comer. Lá tive que partir um pedaço da sandes mas quando o filhote viu a alface e o tomate lá no meio pediu para os retirar bem como o queijo fresco de que tanto gosta. Comeu um bocadinho do pão e disse "não quero mais".
Pois, estava-se mesmo a ver que ia dar nisto e quem acabou por comer o pedaço da sandes fui eu!!! Mas pronto, tratando-se de comida a pedido, não lhe consigo dizer que não, a não ser que me esteja a pedir uma grande "porcaria"...

Custou-me ouvi-lo dizer que o Y não o deixava jogar...

Ontem durante a nossa caminhada, depois do jantar, pergunta-me o filhote se amanhã (hoje) podia levar a bola cor-de-laranja para a escola.
Disse-lhe que se calhar era melhor não (ainda que saiba que no recreio jogam à bola) porque a podia perder e/ou podiam não gostar de mais bolas na escolinha.
Mas eis que me diz algo que me partiu o coração, o coração de mãe pois está claro.
Mas mãe, o Y leva sempre uma bola e não me deixa jogar.
Perguntei porque é que isso acontecia e a resposta foi um não sei mas que o Y não o deixava jogar.
Isto custou-me muito cá dentro porque sei o quanto o meu filho gosta de jogar à bola e por causa disso disse-lhe que poderia levar a bola porque não quero o meu filho privado de algo que goste e só de imaginar esta "exclusão" cruel entre crianças tão pequenas, fiquei dorida cá por dentro principalmente porque o meu filho é forte, teimoso e maroto. Afinal os fortes e marotos também são "derrotados" de vez em quando na selva social infantil...
E hoje de manhã, sem mais conversas, não se esqueceu e foi buscar a bola. Levou-a debaixo do braço e eu deixei. Deixei para que possa jogar e ainda que perca a bola, não faz mal...
Já me 'bastou' a cadela ter roído e destruído uma bola que lhe comprei, com tanto carinho, para levarmos para a praia e ele ter ficado desolado quando viu a bola aos pedaços pelo páteo... Também eu fiquei chateada com isto. Com isto e com a exclusão do menino da sua sala e a minha vontade (infantil) foi dizer-lhe para também não deixar o menino jogar....

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Não pensei que fosses tão...

E chega um dia na nossa vida em que ouvimos esta frase.
Numa conversa sem importância fala-se de idades e eu já sabia que dentro daquele "grupo" era a mais velha.
E as idades chegam à conversa.
Constato que afinal sou realmente mais velha e dez anos é a diferença até que me perguntam a idade.
Para quem tem 25 ou 26 anos, é compreensível que ache que ter mais de 30 já é uma grande diferença e vai daí que quando eu disse que tinha 36 anos ninguém acreditou e surgiram as frases que se dizem às pessoas mais velhas.
Não pareces nada.
Não pensei que fosses tão... (silêncio constrangedor)...
E eu disse, velha!!!
Pois é, mas sou, vou a caminho dos 40 e não pareço ter 36 anos mas tenho. E viva o ano de 1974, o ano das revoluções.
Isto leva-me a pensar que a minha idade mental deve corresponder ao físico que não aparenta ter 36 anos, mãe dum filho, madrasta doutro, casada, dona-de-casa, em suma, uma senhora, uma mãe, mas uma senhora maluca que corre e anda de bicicleta como se não houvesse amanhã.
Há uns anos atrás eu era a mais nova. Agora vou sendo a mais velha... O tempo passa demasiado depressa....

Ontem caí...

Ontem caí da bicicleta e não dei grande importância porque não me magooei... Foi uma queda tonta, numa subida numa estrada de terra em que o pneu pisou chão que afinal era areia. Desiquilibrei-me, caí para o lado, para uma vala de terra ainda por cima, e depois levei com a bicicleta em cima de mim,
Claro que não foi grave, apenas fiquei com os cotovelos arranhados e uma das pernas cheia de terra, ervas secas e os leggings todos sujos.
Depressa me levantei mas dei por mim a pensar o porquê de tanta teimosia naquela subida inclinada e difícil e o porquê de tantas correrias. É certo que tenho emagrecido, e muito, à custa de todos estes esforços, mas agora estou a chegar a um ponto em que me pergunto se não devia estar sossegada e passar mais tempo com o meu filho ao invés de andar nestas pedaladas loucas.
É como se houvesse um tempo para tudo, e ao fim deste ano de perda de peso, sinto que vou entrar noutra fase, noutra mudança, esperando sempre que não seja a de voltar a ganhar o peso que perdi até porque, mais que não seja à hora de almoço, irei ao ginásio sempre que me for possível... E no Inverno isso será muito importante para me exercitar...

Na bicicleta grande

Quando cheguei da minha pedalada, o filhote quis sentar-se na minha bicicleta e assim se percebeu que, apesar de estar alto, para a minha bicicleta ainda está muito pequenino! Foi sentado no selim mas agarrado à minha cintura enquanto eu levava a bicicleta e os seus pés não chegavam aos pedais.
Até houve um momento em que quase nos desiquilibrávamos mas ficou sempre agarradinho a mim...
Isto leva-me a pensar que o tempo e os dias passam tão depressa que quase sempre tenho a sensação que não lhe dou a devida atenção e isso anda a angustiar-me...
Custa-me que fique quase dez horas na Creche mas não é possível que assim não seja.
Custa-me chegar à Creche por volta das 18h30 e só lá estar o meu filho e mais quatro ou cinco crianças...

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A constante do tomate

Com as mudanças dos hábitos alimentares, as saladas passaram a ser uma constante na minha alimentação. Não é que antes não fizesse ou não comesse saladas mas agora são consumidas diariamente, depois da refeição, tal como recomendou a Nutricionista.
É óbvio que existem diversos legumes com que se podem fazer saladas mas o meu preferido e que eu não dispenso é mesmo o tomate! Se há um dia em que falta tomate em casa, fico quase em desespero pois não só o como na salada ou 'sozinho', apenas temperado com sal, azeite e vinagre de sidra, e também faz parte integrante das sandes que levo para o meu almoço nos dias em que faço ginástica nesse intervalo. Claro que estas sandes são sempre feitas com pão integral ou com cereais, mas levam sempre duas ou três rodelas de tomate, uma folha de alface e as alternativas são o atum ou duas fatias de fiambre de perú ou um queijo fresco magro, ou delícias com maionese 'light' (sim, posso comer uma colher de chá de maioneste mas da 'light') e por aí fora. Como dá para perceber, a variedade existe e por isso não enjoo com as minhas sandes à hora de almoço, acompanhadas sempre dum Compal Light que tem apenas 69 calorias (por embalagem de 330 mls) e que é super saboroso (para mim, claro...). E garanto que com isto não fico com fome ou ataques de gulodice...
Mas voltando ao tomate, não fiz de propósito nem o como por causa disso, mas alegra-me saber que, entre outros benefícios, reduz o envelhecimento da pele...

Até fiquei ansiosa e nervosa

Bem, mas que episódio foi aquele de ontem da Anatomia de Grey?! Até eu fiquei nervosa e ansiosa com o que se estava a passar!!! E o fim do episódio?! E agora?! É que não sei mesmo o que se vai passar e acreditem que enquanto via o episódio quase que sentia a ansiedade de estar naquela situação porque nunca se sabe quando é que entra um maluco qualquer no sítio onde trabalhamos e desata a fazer o mesmo. E era só nisto que eu pensava, e se acontecesse o mesmo no meu trabalho :|
Estou deserta que chegue a próxima semana para saber como fica tudo...
(afinal Elsa tive que falar no mesmo assunto, eh!eh!).

Ouch...

Bem, eu hoje estou toda partida... Há muito tempo que isto não me acontecia mas tenho o corpo dorido e já ontem ao serão estava meio "abananada" tal foi o ritmo frenético com que andei cerca de quarenta minutos  de bicicleta...
A juntar à 'agressividade' das pedaladas tive as várias subidas que treinei e que arrisquei a fazer, indo no fim do percurso para estradas de terra e subidas tão inclinadas que a própria bicicleta se "levantou" e saíu do chão e eu comecei a rir apesar de quase me 'estatelar' no chão... Deve ser uma espécie de bebedeira desportiva, não sei... :D
Faço isto sozinha porque não tenho companhia e porque eu e o maridão não o podemos fazer em conjunto já que alguém tem que ficar a tomar conta do filhote... Na verdade sinto-me livre por o fazer sozinha e nem me importo muito, a única diferença é que não ando por caminhos mais solitários... Mas por vezes sinto-me completamente maluca por andar a pedalar num frenesim imenso e sendo a única pessoa (mulher) a fazê-lo no sítio onde moramos... O que pensarão as pessoas quando me veêm passar...
Isto entranha-se e vicia, creio que deve ser da adrenalina e de tudo o que é libertado do corpo e da alma, e apesar do corpo dorido, a recompensa é olhar-me ao espelho e achar-me magra, principalmente em dias como o de hoje em que visto roupas quase justas ao corpo e constato que não tenho barriga e que as formas estão nos glúteos...
Nem quero pensar quando chegarem os dias curtos e o Inverno porque não vou poder andar de bicicleta nem correr ao fim do dia como agora...

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Não sei se estou a gostar destas conversas logo no início do ano

Mas deu-me vontade de rir quando me diz que na escolinha havia o X com a cabeça pequenina e o X com a cabeça grande, sendo que X = ao nome do filhote.
Por segundos tive 4 anos e comecei a rir e imaginei mentalmente que o X da cabeça grande não poderia ser o meu filho, tão esguio e magro e sem ser cabeçudo (vejam só onde já iam os meus pensamentos...). E vai daí que perguntei.
Então mas quem é que disse isso?
Foi o Y da sala não sei quantos.
Então e quem é o X da cabeça grande?
É o X da sala não sei quantos n.º 2.
E quem é o X da cabeça pequenina?
Sou eu!
Aqui tive que me ausentar para me rir sozinha!!! Mas que coisa!!! São tão pequeninos e já têm parvoíces destas!!! Como se não bastasse a confusão nos ténnis e afins, agora há os cabeçudos e os que têm a cabeça pequenina...
Só espero que isto não "piore" senão não sei bem o que fazer...

Filho esquesito com os sapatos

Tivémos uma manhã 'stressada' devido às diferentes escolhas no calçado por parte da mãe e por parte do filho.
Deixo a roupa e os sapatos preparados de véspera e pois que hoje de manhã berrou por todos os lados porque não queria aqueles ténnis mas sim outros que, só por acaso, estão mais que velhos e roçados e são para usar por ali perto de casa.
Passamos aos ténnis n.º 2 e também não os quis porque o não sei quantos da sua sala não o deixa jogar à bola se tiver aqueles calçados.
Por esta altura eu já deitava fumos pelos ouvidos...
Passemos então aos ténnis n.º 3 que, só por acaso, ainda estão grandes e eu a avisar que se jogar à bola na creche o mais certo é acabar a chinelar mas pronto, como qualquer bom filho que se preze, a minha mãe é uma chata (eu) e não sabe o que diz (também eu).
Entretanto, enquanto o vestia, diz-me que o não sei quantos n.º 2 disse que eu, o pai, a avó X e os avós Y são porcos.
Ora eu que me devia rir fiquei possessa!!! O meu filho não costuma mentir e para estar a dizer aquilo é porque deve ter sido verdade. Eu sei que sou adulta mas passei-me cá dentro!!!
Depois, chegados à creche e depois de ter assoado o filhote várias vezes no percurso casa-creche, queria deixar-lhe um lenço de papel no bolso dos calções.
Qual quê. Eu não quero o lenço!!! Ok... Então fica no bolso do casaco, se precisares vais lá buscá-lo.
Eu não quero!!! E tira o lenço do bolso e dá-me.
Bolas!!! Saí da creche já cansada mentalmente... É que há dias de manhã em que é preciso uma paciência, uma diplomacia e um "jogo de cintura" que uma pessoa chega ao trabalho onde tem que recorrer a estas mesmas características já cansada...

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

No meio duma conversa conta-me que chamou por mim...

Estávamos já em casa a conversar quando o filhote me diz que no páteo da creche caíu da bicicleta que lá têm e que arranhou o queixo, os joelhos e que se aleijou (nada disto estava visível...) e que por isso começou a chorar e que tinha gritado por mim, pela mãe.
"Oh pá", quando me disse isto, até me arrepiei só de o imaginar magoado e a chamar por mim...
Disse-lhe que estava longe no trabalho e que por isso não tinha ouvido mas que, de certeza, a X e a Y tinham cuidado dele, ao que me disse que sim e que depois passou...
Imagino sempre o meu filho 'desligado' e independente porque raramente ou nunca chorou pelos pais mas claro que nem quatro anos tem e por isso mesmo me doeu muito cá dentro ouvi-lo dizer-me estas coisas... Quando há dor é pela mãe que chama...
E há coisas que vou notando nele, é maroto e teimoso mas sinto-o frontal e confiante, ao contrário de um ou outro amiguinho do sítio onde moramos, que até palavrões dizem, são descarados, teimosos mas depois não se "chegam à frente" nalgumas coisas como, tão simplesmente, andar de bicicleta ou fazer festas a um cão...

Quando ao Domingo me dá a "depressão" da segunda-feira...

Muitas vezes ao Domingo começo a ficar "triste" por pensar que o fim-de-semana passou a correr e que no outro dia é segunda-feira e que afinal podia ter feito mais isto ou aquilo com o filhote e que já vou trabalhar e é tudo a correr...
Ontem quando vi uma reportagem na SIC, depois do jantar, com dois desempregados, sendo que um deles era um ex Director Geral que ganhava imenso dinheiro, dei por mim a pensar que realmente posso ter estas neuras mas, felizmente, tenho trabalho...
Não quero imaginar nem pensar no que seria se ficasse desempregada, deve ser muito penoso, horroroso e difícil...
Ali estava aquele fulano, habituado a imensas 'mordomias', com uma vida pessoal desfeita e sem rendimentos, sendo que ainda mantém (ou mantinha), um carrão topo de gama do tempo de quando era Director...
Acho que em vez de neuras de fim de Domingo, vou mas é pensar que bom que é que vou trabalhar e agarrar-me ao pensamento que é estar a fazer tudo para que o meu filho tenha uma vida melhor e se orgulhe da mãe...

Great expectations

Os anos passam e apesar de dizer sempre a mim mesma que a maior parte das pessoas nos acaba por desiludir, duma maneira ou doutra, seja porque eu própria crio grandes expectativas ou porque as pessoas nos 'magoam', mas a verdade é que vou sempre 'caindo' no mesmo erro que é o de me dar, abrir e achar que os outros têm a mesma boa vontade do que eu...
Os anos e o tempo passam e vou tendo sempre desilusões com gestos e atitudes por parte de algumas pessoas, muitas das vezes nem as percebo, e isto não me deveria afectar mas acaba sempre por interferir nos meus pensamentos porque parece que a vida e as amizades são como esta foto que aqui está, cheia de gente e muito preenchida e depois, com o passar dos anos, acontece como na foto do "America's next top model" em que à medida que as concorrentes vão saindo, desaparecem da foto do grupo. Sinto o mesmo na minha "foto" de amizades, há pessoas que pura e simplesmente vão desaparecendo e vão ficando apenas aquelas pessoas que realmente interessam e, por vezes, temos agradáveis surpresas vindas de quem menos se espera...

domingo, 5 de setembro de 2010

Hoje foi dia...

Foi dia de andar de bicicleta mas não no "estilo" que está nesta foto, muito pelo contrário... Aqui está uma versão doce, calma e tranquila de andar de bicicleta e a minha versão é rápida, agressiva, feita com objectivos: o objectivo de ter resistência a fazer subidas íngremes e o objectivo de tonificar e moldar as minhas pernas e os glúteos...
Como não temos tido visitas ou ajudas, as saídas de bicicleta têm sido alternadas entre mim e o meu marido, sendo que não temos possibilidade de andarmos os dois ao mesmo tempo, mas até nisso "perdi o medo" e mandei-me para a frente. Tinha duas hipóteses, ou ficava sentada à espera de ter visitas no fim-de-semana que pudessem ficar com o filhote enquanto nós não íamos andar, o que tem sido raro desde as férias, ou ía sozinha mas andava de bicicleta na mesma. Optei pela segunda hipótese e cada vez me sinto mais confiante e 'brusca' nos meus passeios solitários de bicicleta... Hoje até fiz um percurso diferente, muito mais difícil, mas consegui fazer as subidas para as quais me tinha proposto arriscar e não imaginam a sensação de auto confiança que isso provoca, depois de ter 'superado' esses caminhos.
E como é que eu, que ando tão dedicada a tantas piroseiras com ganchos, pulseiras, colares e afins, nunca me tinha lembrado - ai esta cabecinha... - de atar o cabelo com uma fita para o ter justo à cabeça e preso por baixo do capacete?! Aliviou-me imensamente no gesto piroso de estar a andar de bicicleta e sempre a sacudir o cabelo dos ombros e da cara, o que também tinha implicações no meu ritmo e rendimento... Como é possível só hoje ter pensado nisto?!
Dah para mim!!!

Ninguém diria que esta blusa...

Ninguém diria que esta blusa custou a módica quantia de 5,90€ na Lefties! À falta duma Zara por perto, vou espreitando o que a sua "congénere" tem, numas vezes coisas giras, noutras nem por isso. É preciso saber escolher porque a qualidade nem sempre é a melhor, sendo que algumas peças até têm fios 'de fora' mas para os fins-de-semana e dias menos formais, acho que se podem encontrar blusas e camisas muito giras a preços acessíveis.
Também têm roupa de criança mas nunca lá comprei nada para o filhote porque não achei piada a nada...
Trouxe este modelo em castanho mas havia de outras cores, é de algodão e acho que favorece a silhueta, sendo que com esta blusa e por ficar tão justa ao corpo, me sinto um pouco "extraterrestre" devido à minha fisionomia (lol!)... Mas gosto da blusa e gosto de me ver com ela que é o mais importante...
:D

- foto retirada -

sábado, 4 de setembro de 2010

A imaginação e os artefactos à mão do meu filho, fatiota completa

Os nossos filhos deixam-nos, por norma, de boca aberta ou de queixo caído quando fazem algo diferente e hoje foi assim que eu fiquei quando dou de caras com tudo o que está na fotografia.
Antes de estar tudo, estavam apenas algumas peças, nomeadamente a roupa para o filhote vestir depois do banho que estava dobrada: a blusa, as cuecas e os calções. Estava tudo dobrado num montinho e quando dou de caras com este quase boneco, tive que tirar fotos...
Pois bem, no sítio da cabeça colocou um dos seus carros preferidos.
Nos braços, os termómetros que estão num cesto, e nas pernas, numa a escova e o pente, noutra, o meu creme das mãos e o "seu" bepanthene.
E pronto, e assim temos mais uma obra de arte, à semelhança do desenho que fez de mim, a sua mãe, com os originais e inesquecíveis braços extra a sairem da cabeça, no caso, da minha...

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Efeitos de um rebuçado...

É incrível o que uma pequena coisa pode provocar numa criança, no caso o meu filho.
Há um velhote aqui no Oeste, com mais de 80 anos, que é super ágil e simpático e que dá sempre um rebuçado do Dr. Bayard ao filhote (lá está a questão de os outros lhe darem guloseimas...).
Eis que deixa cair o rebuçado da boca, cai no chão do café e parte-se em dois. Obviamente que não o ia deixar apanhar o rebuçado para o voltar a pôr na boca. Bem, não estão bem a ver o 'filme'... Apanhou uma metade do rebuçado e fechou uma mão com isto lá dentro. Fez tanta força a apertar a mão que eu e o pai tivemos dificuldades em abri-la. Para além disso, gritou tanto mas tanto que eu não sei como consegui manter-me calma e não desatar a ralhar ou até dar-lhe uma palmadita no seu rabito magro...
Gritou, chorou e esperneou ao meu colo por causa do rebuçado. Toda a gente a olhar para nós mas não quis saber, era só o que faltava! Comer coisas que cairam ao chão é algo que está fora de questão e ele podia gritar com todas as forças do mundo que não me ia fazer mudar de ideias ainda que todo o mundo também olhasse para mim com ar de censura.
Escusado será dizer que passados cinco minutos a birra e o ataque de mau feitio passaram...