segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

E no meio disto tudo, ainda sou ma(e)drasta...

Pois é, com mudanças de blogs e afins, raramente ou nunca falo de mim como madrasta ou do meu enteado.
E com o passar dos anos é bom sentir que tudo segue o seu caminho dentro da normalidade.
É bom ainda sentir e saber que o nosso enteado prefere passar parte das férias de Natal connosco do que ir de férias com a sua "outra" família...
Sinto-me 'aconchegada' no meu papel de madrasta quando vejo que o meu enteado quer ficar comigo e com o mano nas férias já que o pai estará a trabalhar e só estará connosco ao fim do dia e ao serão. É sinal de que se sente seguro e confortável connosco e comigo, afinal estará a maior parte do tempo comigo e com o mano, e não com o pai.
E posto isto, acho que os contos de fadas deviam ser actualizados. Mas porque é que as madrastas são sempre as más da fita e vistas como tal?! Os tempos estão a mudar... Até o provérbio "Para madrasta já o nome lhe basta" está em desuso...
Por favor, imaginários infantis e contadores de estórias, arranjem umas madrastas modernas e boas. Já viram a "catefrada" de famosas (e giras que se farta ainda por cima) que são madrastas...? Catarina Furtado, Bárbara Guimarães, Diana Chaves, Margarida Pinto Correia e tantas outras que agora não me lembro...

2 comentários:

Maariah disse...

Não podia deixar de comentar este post. E de assinalar que, utilizando as tuas palavras, "tudo segue o caminho normal".

Concordo contigo, os contos de fadas deviam de ser actualizados.

Presumo que muita gente assuma que és a mãe do teu enteado. Como fazes? Quer dizes, não vamos andar a apregoar que "ei, esta criança é minha enteada", mas este fim-de-semana passou-se uma coisa que eu não sei se agi bem.

Estava numa loja (sapataria) com a Daisy e as meninas meteram-se com ela, dirigindo-se a mim como mãe dela. Ela olhava para mim e ria. Quando saímos ela disse: "Elas pensavam que eras minha mãe, mas não és. És o quê?"

Eu fui apanhada de surpresa e fiquei sem saber o que responder. acabei por dizer, que se ela quissesse dizer que eu não era a mãe que o podia fazer, afinal é verdade. "Podes dizer que eu sou a Maariah" disse-lhe.

Algures no Oeste disse...

MAARIAH: Desde pequeno que o meu enteado passa muitas vezes por meu filho. No início ficava quase "aflita" ou achava piada, neste momento nem sei bem. Como ele é mais crescido chama-me sempre pelo nome e reparo que há quem olhe com estranheza por pensarem que é meu filho e tendo o mais pequeno a chamar-me de mãe.
Há uns anos disse-lhe para me chamar tia, a brincar, mas sempre me chamou pelo nome, sendo que muitas vezes se enganou e me chamou mãe. O meu filho não foi o primeiro a chamar-me mãe...
Como dizes, tudo segue o percurso "normal" com tranquilidade...
Um grande beijinho.