segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Participámos na maratona Oeste-Lisboa / Lisboa-Oeste

Ontem foi dia de maratona. Quando vamos a Lisboa para estarmos com a nossa família é sempre assim. Saímos cedo de casa e o dia parece que não rende nada porque, para além das visitas e das refeições ora na casa duns, ora no restaurante com outros, fazemos sempre um pequeno desvio para fazer algumas compras em lojas que não nos estão à mão no Oeste.
Posto isto lá vamos nós às catedrais do consumo e aos 'shoppings' e a verdade é que cada vez mais me sinto distante da confusão e do bulicio citadino. Eu que sempre fui tão "urbana" sinto-me agora quase uma 'ousider', uma investigadora a olhar para estes comportamentos e aglomerados das cidades. Sinto-me agora a viver num meio mais rural, mais aberto, sem prédios e sem trânsito, sem fumo, sem chaminés e, principalmente, sem filas e sem aglomerados de gente por todo o lado, principalmente nas lojas e nas superficíes comerciais.
Eu que adoro compras ontem fartei-me e já me faziam confusão os encontrões, o tentar passar à frente, o "chico-espertismo" de algumas pessoas, as filas para pagar com gente que não acabava nunca e, principalmente, o ar frenético e o ritmo acelerado e de encontrões presentes no 'shopping' por onde andámos. 
Não fosse eu querer mesmo ver coisas nalgumas lojas e tinha desistido de tudo até porque no Oeste há lojas alternativas, de outras marcas e acho que a continuar assim "desisto" de irmos às compras quando formos a Lisboa visitar a nossa família.
De qualquer forma, as comprinhas, e algumas em saldo ainda por cima, quase compensaram as confusões por que passámos mas quando saímos do parque do 'shopping' respirámos de alívio. Felizmente o filhote tinha ficado com os avós e não foi sujeito ao 'stress' de andarmos de um lado para o outro.
À noite, e chegados a casa, mais parecia que tínhamos percorrido uma maratona, até o filhote adormeceu pelo caminho e não acordou mais até hoje de manhã.
E parece também que com o passar do tempo estas idas e vindas me custam menos, não fico tão "afectada" e a remoer se devia estar lá, se os meus pais ficam lá e eu estou cá. Penso que assim é a vida, que os filhos têm que voar, que agora me sabe mil vezes melhor ir e estar ao sítio onde sempre morei, que agora os encontros com os meus pais são vividos com muito mais intensidade, que o meu filho nunca se esquece dos avós e que esta é a vida que escolhemos...

2 comentários:

kombi disse...

adimra essa confusão que referes, por aqui os shoppings andam super vazios, comparada com outros tempos, então em dia de semana, uiii só eu e algumas pessoas mais de idade, maravilha para fazer compras em hipermercados, tudo arrumadinho, tudo nas calmas.

Algures no Oeste disse...

KOMBI: Acredita que havia realmente muita gente. Talvez por ser Domingo. Se calhar, como dizes, de semana está tudo tranquilo...
:))
Beijinhos.