sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

A tornar-se repetitivo

Saímos bem de casa.
Conversas diversas sobre a creche e os amiguinhos. Está tudo bem.
Chegados à creche começa o "martírio". O agarramento a mim, o choro, as lágrimas, os berros pela mãe. A mãe que tem que ser firme (e eu sei disso) para o filhote sentir que aquela situação não se pode prolongar eternamente. Que a vida é a mãe e o pai vão trabalhar, e ele, o nosso filho, tem que ficar na creche. Eu sei que tenho que ser firme mas o meu coração derrete com tantos berros. Com pais e mães a deixarem as suas crias, tal como eu, mas em que não há berros e choros.
Várias pessoas de volta do meu filho, várias Auxiliares e Educadoras, todas genuínamente preocupadas e a apaparicar o meu filho.
Mas por fim tive mesmo que me vir embora. Já estava atrasada e já estávamos nisto há quase dez minutos. Ficou ao colo da sua educadora mas ainda assim conseguiu puxar-me pelo casaco e não me largar as mãos, e chorava e gritava.
Saí porta fora, desvairada, dores lancinantes no coração e na alma mas realmente a vida tem que ser assim. É duro, frio e cruel mas realmente o filhote tem que ficar na creche e eu tenho que vir trabalhar. Não há mas nem meios mas porque não há avós, primos ou tios para apaparicar e ficarem com o filhote e como não me saíu o Euromilhões, tenho efectivamente que trabalhar. Ponto final, parágrafo.
Ainda bem que é sexta-feira...

2 comentários:

mamã da princesa disse...

E isto podia ser escrito por mim!
Por cá, nás últimas semanas, é exactamente assim... ó vida!

A sorte é que amanhã ficamos em casa...

Beijinhos e bom fim de semana

Maraffaada disse...

Cá por casa há "filme" é à hora do acordar... Desde o "Deixa-me dormir +" ao "quero estar de férias" passando pelo "larga-me/ não quero ir para a escola/ estou muito cansada/etc"... São fases, Ana, também já as tive dessas no infantário... Força!