segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Francamente Algures, a não deixares passar à frente uma velhinha...?!

À medida que nos sentimos bem connosco, aumenta também a confiança, a auto-confiança, a auto-estima, o amor próprio, o saber ver as situações com outros olhos e é isso que me tem acontecido neste processo imenso de crescimento e de aprendizagem, de independência, com as mudanças de vida e, principalmente, com as mudanças no meu corpo.
Como dizia, e com razão, um anúncio de leite muito antigo: "se eu não gostar de mim, quem gostará?" e essa tem passado a ser a minha máxima, tentando sempre equilibrar tudo e não me tornar numa egoísta convencida de meia tigela.
E isto tudo para dizer que hoje de manhã lá estava eu a tomar o meu café do costume. É um ritual que faz com que o meu dia comece bem e gosto de ir áquele sítio onde aproveito e compro o pão quentinho que saíu da fornada da madrugada.
Uma pessoa foi atendida à minha frente enquanto chega uma "vélhinha" que eu já conheço de vista dali e que já me apercebi que está ali para tomar o pequeno-almoço, sem compromissos posteriores. Em suma, tem tempo, coisa que me falta bastante e que por isso é um bem que me é muito precioso.
Chega a minha vez de ser atendida e a dita "vélhinha" pede para ser atendida à minha frente. Pois espantem-se e chamem-me nomes mas... não deixei! Disse-lhe que lamentava mas que estava cheia de pressa porque tinha que ir trabalhar mas cá por dentro dizia-lhe que aguenta aí os cavalos porque não está a "morrer" e tem todo o tempo do mundo para esperar ao contrário de mim que tenho horários a cumprir...
Acho que as empregadas me olharam em sinal de compreensão mas a querida vélhinha não se calou a resmungar. Ignorei-a e quando me voltou a falar (chiça, não suporto que achem que velhice é um posto!) voltei a referir que ia trabalhar e aqui já com vontade de soletrar T-R-A-B-A-L-H-A-R...
Lamento se pareci cruel mas não era nada urgente e isto remonta às minhas memórias de infância em que a minha mãe saía do trabalho às seis e tal da tarde, cansada, sem tempo e sem ajudas algumas, e eu ia com ela às compras. E quem é que estava nas mercearias áquela hora?! As pessoas que estavam em casa reformadas e que poderiam ter ido às compras durante o dia...
Bem sei que não sei como serei eu quando for velha, e/ou se lá chegarei, mas agora eu estou primeiro. Passei anos a deixar "quase toda a gente" a "passar-me" à frente, por isto ou por aquilo, e agora...
Chega!!! Principalmente quando não é nada urgente...

3 comentários:

Cris disse...

Mas é que estás coberta de razão!!

Eu respeito imenso os mais velhos, mas quando vejo que os mesmos merecem. Nesse caso, a velhinha sabe-a toda lol e vale-se da sua condição para passar à frente - 'tá mal!!

Eu também desatino com isso... e teria feito o mesmo que tu.

Beijocas.

kombi disse...

olha eu ainda me sinto mais cruel, é com grávidas algumas ainda mal se nota a barriga mas lá estão " olhéee eu tou grávida" só para passarem á frente....bolas eu já estive grávida 3 vezes, a última perdi o bebé e NUNCA senti que tinha que passar á frente de NINGUÈM.....as mentalidades estão muito estranhas..eu sinto-me estranha :O

mamã da princesa disse...

Mas qual era a pressa da "velhota"?!
Fizes-te muito bem... ainda se fosse um simples cafezinho que podia ser tirado ao mesmo tempo que o teu...

Beijinhos grandes