quarta-feira, 4 de maio de 2011

Once upon a time...

Era uma vez uma avó que só o era pelos laços biológicos. Avó no verdadeiro sentido do termo nunca o foi porque só a conheci aos 15 anos e depois disso vi-a no máximo mais quatro ou cinco vezes já em adulta.
Essa avó deixou o seu filho, o meu pai, ainda criança, juntamente com a irmã, mais criança ainda, deixou o marido também e partiu.
Durante anos ouvi esta estória e o sítio onde se instalou passou a ser como que assim um local "mítico"... Quando se falava daquela terra associava-se imediatamente ao local onde morava (e mora, suponho eu) a dita avó com a sua nova família...
E isto tudo para dizer que quem havia de me dizer a mim que, tantos anos depois, um dia iria tantas vezes ao tal sítio onde a minha pseudo avó mora... Por motivos de trabalho desloco-me várias vezes a essa terra onde ela e a sua família estarão instaladas.
É inevitável. Lembro-me dela assim que entro naquela 'terra' e ela não faz a mínima ideia de que a neta desconhecida por ali anda tantas e tantas vezes. Tenho a certeza que se me encontrasse na rua não faria a mínima ideia de quem eu sou e, na verdade, acho que também não me lembro assim tão bem da sua cara...

1 comentário:

Cris disse...

São sempre muito tristes essas histórias de vida...

Não consigo conceber como alguém consegue abandonar os filhos e nunca mais saber deles...

E seguir outra vida... outra família...

Nem há palavras :-(

É muito normal que te lembres sempre que lá vais, o local fica sempre marcado.

Beijo grande.