quinta-feira, 7 de julho de 2011

Dúvida existencial e ambiental

Na maratona passei por uma situação daquelas que vemos na televisão aquando das provas de ciclismo que foi o abastecimento de água.
Ainda que eu e o maridão não estivéssemos em competição e sem ligar a tempos, optámos por não parar para beber a dita água e vai daí que vindo eu duma super descida, agarro a garrafinha de água pela mão e continuo a pedalar enquanto bebo e me refresco.
Entretanto vamos desembocar numa descida enorme, cheia de pedras, trocos e outros "empecilhos" a uma bicicleta e eu de garrafinha de água numa mão...
Desatei a rir com a minha crise existencial naquele momento entre o atirar a garrafa para o chão, a poluir e a sujar o meio ambiente e poder cair a cada segundo que passava no percurso.
Às tantas imaginei-me num filme pois em segundos eu dava solavancos com a bicicleta, tentava controlá-la só com uma mão devido aos meus pruridos em atirar a garrafa pelo ar e a água foi saltando literalmente para fora da garrafa tais eram os solavancos do percurso.
Finalmente, e constantando que poderia dar um valente trambolhão a qualquer momento devido ao facto de segurar a bicicleta apenas com uma mão no caminho inóspito por onde seguia, decidi-me, ainda que cheia de sentimentos de culpa, a atirar com a garrafa para o meio do chão e das árvores.
Detesto, odeio atirar coisas para o chão e depositar lixo fora dos sítios devidos mas naquele caso era a minha segurança que estava em causa. Depois de tantos tremeliques e a água a saltar com a trepidação da pedalada, a garrafa teve mesmo que saltar borda fora.
Desculpa ambiente mas foi mesmo para eu não me espalhar ao comprido.
E entretanto vou rindo com esta cena quase patética de mim e dos meus princípios ambientais que quase puseram em causa a minha 'estabilidade' na bicicleta :O

- foto retirada:
Ó p'ra ela a vir por ali abaixo - mais um pouco e era o trambolhão total!

Ah!ah!ah!ah! Estou farta de rir com isto!!!

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