segunda-feira, 7 de maio de 2012

De quando em vez gosto de ir à Igreja onde o meu filho foi batizado...

Não sou propriamente uma pessoa religiosa.
Os meus pais também não o foram. No entanto, mais pela minha mãe, há um lado católico em mim que fui batizada mas que, de livre vontade aos 6 anos de idade, decidi que não queria ir para a catequese, e os meus pais não me obrigaram a ir...
Cresci com a minha fé, íntima e pessoal, nunca fui de ir à missa mas vou sem problemas e gosto de ir a Fátima.
O filhote foi batizado no Oeste, ainda nem pensávamos em nos mudar, no dia em que fez 2 anos. E desde esse dia que gosto de entrar na Igreja onde decorreu o seu batismo.
Na semana passada, num qualquer dia de neura e de desilusão com a vida e as suas  voltas, entrei na Igreja vazia, que tinha uma luz ténue e que ficava iluminada quando o Sol dava um ar da sua graça...
Ali sózinha reflecti e perdi-me nos meus pensamentos. Só eu, Deus e o Santo que dá nome à Igreja.
Ali sózinha desatei num pranto e chorei que me 'fartei' e fez-me bem... Parece que 'lavei' uma parte da alma...
Depois de tantas perguntas chego a casa, ligo a televisão e a notícia que surge é a de uma menina cujo corpo foi encontrado na praia depois de ter sido levada pelo mar há uns dias. A avó também tinha falecido ao tentar ajudá-la.
E de repente os meus pensamentos perante Deus e o Santo que dá nome à Igreja pareceram-me pequeninos, demasiado pequeninos e ridículos perante aquele cenário... São coisas muito minhas e muito importantes para mim mas, felizmente, a minha família está entre nós e com saúde e o meu filho é uma criança normal e saudável...
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