quinta-feira, 26 de julho de 2012

Com a pica toda...

Pois que afinal o furo no pneu da bicicleta não era bem um furo, foi um esvaziar, um azar, qualquer coisa, porque no dia a seguir percebeu-se que o pneu afinal estava bom.
Pois que ontem eu estava do género não aguento mais e não consigo mesmo deixar a bicicleta e vai daí que chegada a casa depois de um dia extenuante e stressante de trabalho, equipei-me, peguei na bicicleta e fui mas fui de forma muito mais rápida do que o habitual...
Sentia-me inspirada e cheia de energia e ainda que fosse de cavas e estivesse o vento fresco do costume, a verdade é que transpirei pelas descidas, retas e subidas no meio mato.
Apraz-me chegar perto do elemento água e é aí que até ganho mais forças e quando a avisto começo a pedalar com mais energia.
Ontem vi menos gente do que de costume a pedalar e não consigo explicar a sensação revigorante que é levar com o vento na cara e no corpo e acelerar e perceber que se está a pedalar acima da média do costume...
Tenho que fazer isto mais vezes porque no fim sabe também muito melhor do que se tivesse ido num ritmo mais lento.
O chegar à praia é mesmo o culminar do corpo, da alma e das vistas e o regresso custa menos ainda...
Foram 35 quilómetros pedalados com muito vento de frente, com uma altimetria de 500 metros, feitos em 1h40 mns, nada mau, bati os meus recordes pessoais, inclusive na média de velocidade por hora, e isso deu-me um gozo tremendo que não consigo explicar...
Lá se foram 1100 calorias...
Foi a primeira vez que pedalei 35 kms, com diversas subidas, 90% BTT, 10% estrada de alcatrão, de forma tão rápida. Quando cheguei a casa apetecia-me celebrar...
Definitivamente, por muito que queira dar férias à bicicleta, (já) não consigo...
Suponho que isso queira dizer que é algo que já está 'intrinseco' em mim... Até porque passo os dias, salvo seja, a pesquisar bicicletas na esperança de que um destes dias seja possível fazer uma espécie de 'upgrade' e trocar a minha bicicleta por outra já bem melhor...

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