terça-feira, 3 de julho de 2012

Núvens...


Quando era miúda, para aí com 5/6/7 anos recordo-me de olhar para as núvens e para os cortinados e de neles conseguir ver e visualizar 'coisas', pessoas e objetos... Isto acontecia-me frequentemente e estava sempre a ver 'coisas' nas núvens...
Recordo-me também da minha mãe comentar isto com a minha professora da primária e dela referir que isto acontecia nas crianças que tinham uma imaginação muito fértil.
Ontem fui dar com o filhote deitado na rua da casa, mãos e braços atrás da cabeça, e a olhar para o céu. Não fiz notar a minha presença e ouvi-o a falar, a "apontar" para as núvens e a dizer que eram um barco e um pirata e uma lua e não parava de 'identificar' objetos nas núvens...
E eu... eu vi nele tanto de mim que quase desatava a choramingar com a felicidade que senti por ver nele tanto do que fui em criança...
Quando se levantou viu-me e sorriu, abraçámo-nos e tal como nos filmes, ficámos um bocadinho os dois a olhar para o céu e para as núvens...
Vi nelas que o meu filho é mesmo o que de melhor a vida me deu.
Venha quem vier.
Tenha as desilusões que tenha.
Faça 5 ou 100 kms de bicicleta.
Esteja zangada com o mundo e o mundo zangado comigo.
Pessoas vão e veêm, casas e carros também.
Esteja eu magra ou com peso a mais.
Esteja eu feliz ou infeliz.
A única certeza que tenho desta vida é que o meu filho é "meu" e que por ele faço tudo. Que é o meu melhor 'projeto' e que é um desafio diário dar-lhe uma boa educação e formação.
Venha quem vier, o meu filho é o grande e único amor da minha vida e só por ele farei qualquer 'sacrifício'... O resto é uma quase paisagem onde percorro a minha vida...

(imagem da net)

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