segunda-feira, 16 de julho de 2012

A poucas horas...

A poucas horas e já estou de pijama vestido.
O telemóvel está a carregar.
A casa está cheia com as pessoas e os animais mais importantes da minha vida.
Fui às compras.
Fiz dois bolos.
Estendi o lençol do banho à hora de almoço num ginásio quase vazio.
Sinto-me cansada sem estar cansada. Queria sentir-me mais cansada e dormir pacifica e profundamente.
A poucas horas não estou angustiada nem depremida mas sinto e acho que merecia umas férias com sol, água, praia e muito mar sem ter que me mexer ou fazer muito.
A energia dura e perdura e por causa disso pouco durmo mas cá dentro sei que há um cansaço latente das rotinas, da vida do dia à dia, dos problemas, do que ter que pensar, da vida que não tem sido dura nem má para mim mas também não me permite dizer que nasci com o rabito virado para a lua...
E é essa mesma vida que me tem vindo a tornar mais dura e menos benevolente e paciente.
É esta vida que me faz pensar que ela própria muitas vezes não é o que desejamos ou imaginamos.
Tenho pena de já não me deixar comover ou enternecer como antigamente.
Tenho pena de não acreditar em quase nada ou em quase ninguém.
Tenho pena que quase aos 40 anos esteja assim tão desiludida e quase áspera e com pouca vontade de (sor)rir...
Tenho pena, muita pena mas já não tenho pena nem paciência para certas e determinadas coisas e atitudes.
Tenho pena mas estou a deixar de acreditar...
Tenho pena mas a poucas horas é isto que sinto e que dói...

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