quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Apanhadas e comidas do chão...

Estas maçãs vieram para casa no bolso traseiro da minha camisola de ciclismo.
Foram apanhadas do chão, no meio de pomares abandonados, quase no fim de uma pedalada matinal intensa.
Que confusão que me faz a imensa fruta caída no chão, alguma já podre, outra em ótimo estado e ali estão aquelas peças de fruta, sem que ninguém faça nada delas, ninguém as apanha, ninguém as vende, ninguém as troca, ninguém as come, ninguém faz doce, tartes ou bolos com as maçãs e os marmelos que inundam o chão.
Cansadas, transpiradas e a precisar de algum açúcar, eu e a minha amiga das pedaladas parámos as bicicletas e apanhámos as maçãs do chão, cobertas de terra e de lama. Foram limpas com um lenço de papel e souberam-nos pela vida, tal era a fome que tínhamos.
As maçãs eram doces e sumarentas e por isso comemos duas e trouxemos mais duas para casa ao invés de ficarem ali a apodrecer.
Isto até me faz pensar que com o rumo que o nosso país está a levar, muito provavelmente daqui a uns tempos as pessoas estarão nos campos semi abandonados a apanharem tudo o que puderem para se alimentarem...
Eu e a minha amiga das pedaladas costumamos fazer isto para aproveitar o ar livre, para usufruir do que o campo nos dá, para nos "abastecermos" do que a natureza propicia, para alimentarmos o nosso corpo e darmos-lhe a energia de que precisa para chegarmos a casa e isto é tão simples e sabe tão bem... Naquele ponto estamos com tanta necessidade de nos 'abastecermos' que as maçãs, as amoras ou os pêssegos que "roubamos" ao chão sabem tão bem como se fossem o melhor pitéu das nossas vidas...
E por isso hoje fizémos 40 kms pelo mato fora, em 2h40mns que gastaram cerca de 1690 calorias. Quanto à altimetria foi de 725/718 (Ascent/Descent).
Maravilha...
 
 

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