quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

E sendo assim, lá fui eu...

Regressei ao trabalho e regressei ao ginásio.
No fundo regressei às minhas rotinas e já lhes estava a sentir a falta...
Começo agora a sentir a falta da bicicleta, quer dizer que nalguma parte estarei a melhorar "cá dentro"...
Sem grandes inspirações fiz os exercicíos e transpirei.
Ser flexível e 'equilibrada' tem muito que se lhe diga...
Mas fez-me muito bem ir exercitar-me dalguma forma. Mesmo sentindo-me um pouco "em baixo" obriguei-me a ir e na verdade gosto de o fazer, se não fosse ficaria a sentir-me bem "pior"...

(imagem via Pinterest)

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Desconcertantemente desconcertada

Não me recordo de ficar doente ou de ficar "de baixa".
Fiquei "de baixa" no último mês de gravidez e "that's it' em todos os anos de vida laboral que levo.
Não tenho nem tive febre mas apoderou-se de mim uma tosse, um nariz entupidos, umas dores no corpo e na cabeça que me arrastaram para o médico que prescreveu diversos medicamentos e alguns dias em casa.
Entretanto o meu pai regressou ao hospital e ontem, depois do filhote ficar na escola, voámos para Lisboa.
A dor de não saber o que me esperava levou-me a chorar pelo caminho.
Mas porque raios havemos de ter vergonha de chorar...?
Cabeça a mil.
Mãe dum lado para o outro. Pai que aguardava por exames.
Pela primeira vez prevariquei num hospital. Nada de grave, é certo, mas pela primeira vez fui contra as regras.
Troquei de cachecol com a minha mãe e com o autocolante que o cachecol da minha mãe tinha, foi-me permitido aceder à sala onde o meu pai aguardava pela sua vez.
O misto do desespero de não ver o meu pai há quase duas semanas e não saber bem o que esperar levou-me quase aos 40 anos de vida a cometer uma pequena infração nas regras hospitalares.
Não fiz mal a ninguém nem perturbei o funcionamento do hospital pelo que acho que passei despercebida.
Na verdade até 'gostei' de ver o meu pai, estava lúcido e a falar normalmente  mas é óbvio que não está bem. Tanto que não está que acabou por ficar novamente internado.
Não sei o que esperar.
Não sei o que nos espera.
Não sei o que espera o meu pai. Só sei que não espera boa coisa e que a minha cabeça anda a mil.
Por que raios é a vida humana assim?
Por que é que aqueles de quem  mais gostamos envelhecem e adoecem?
Por que é que temos que sofrer tanto mesmo sabendo que assim é a vida e que temos de seguir em frente em prole dos nossos filhos...?
A angústia cresce de dia para dia e se já não sou uma menina, sempre o serei no meu íntimo para o meu pai e para a minha mãe.
Perde-se a vontade de prosseguir.
Perde-se a vontade de sorrir.
Perde-se quase tudo e ganha-se quase nada.
Por que não pode o meu pai gozar a sua reforma de forma tranquila.
Por que teve o meu pai que sofrer tanto desde criança, começando pelo abandono da mãe aos 9 anos e passando pela vida difícil que teve entre madrastas, família e por aí fora.
Neste momento é-me difícil verbalizar qualquer coisa ou escrever algo inspirador neste blog... Não faço exercicío desde sexta-feira, nem no ginásio, nem ao ar livre.
Espero retomar os meus hábitos quando regressar ao trabalho daqui a uns dias.
Estou acordada desde as cinco da manhã e não houve programa deprimente nas manhãs ou nas tardes da televisão que me trouxesse o sono.
Vontade de vir à net: quase nenhuma.
Fechei fotos minhas do facebook numa tentativa de ficar na minha própria redoma, a sofrer sem saber o que nos reserva o futuro mas sei que isso não é solução.
Vale-me o meu filho com o seu brilho e brio, na Escola, na Música, no Futebol, na Natação e por aí fora.
Se não fosse mãe não faço ideia de como estaria neste momento. Provavelmente estaria num qualquer abismo à beira dum poço...
O meu filho é mesmo a minha luz, o meu guia, a minha inspiração, a minha força maior e final. Com o nome do avô, aquece-me o coração só de o sentir e cheirar.
Enche-me os olhos de lágrimas quando cá fora escuto que nem com três meses de aulas semanais de Música, que já está quase a tocar uma melodia, sem qualquer problema...
Só espero que o avô ainda o consiga ver um dia a tocar...
Desculpem, isto definitivamente não está lá muito bom...

domingo, 27 de janeiro de 2013

Que mais me irá acontecer

Não me recordo de estar ou de me sentir doente.
Pois este fim de semana, para além do tempo da treta, está a ser uma treta para mim porque desde ontem que tenho dores no corpo e na cabeça, que quando tusso parece que a caixa toráxica vai saltar e não me tem apetecido mexer.
Não é que o tempo também o permitisse mas este é o segundo fim de semana consecutivo que não pedalo.
Mesmo que hoje de manhã estivesse bom tempo, tinha tantas dores no corpo que não me conseguia levantar da cama.
Como já disse vária vezes, não estou a gostar nada deste início de 2013.
Tem acontecido de tudo um pouco e eu sinto-me como que a quebrar... Como se as minhas forças estivessem a baixar a guarda porque realmente não me lembro de estar com gripe, constipada ou que raio é isto.
Vá lá que o filhote melhorou. O meu pai nem por isso.
E eu para aqui ando.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

A dor maior

A dor maior não é realmente a patetice que escrevi aqui por baixo.
A dor maior é acabar de escrever o post que escrevi por baixo deste, falar com a minha mãe ao telefone e aperceber-me que o meu pai não está melhor. Isto sim é preocupante e não meia dúzia de quilos a mais.
A dor maior é perceber que o meu pai desmaiou em casa e que a minha mãe não tinha forças para o levantar e teve que ir à rua em busca de auxílio.
A dor maior é eu sentir-me inútil porque não estava lá para ajudar e porque estou longe como se estivesse a assistir a tudo numa qualquer bancada, sem nada poder fazer.
Foi uma quebra de tensão, "nada de especial", mas não deixo de o sentir como algo que está a invadir o meu pai.
Tenho pensamento tenebrosos e começo a chorar baixinho depois de ter desligado o telefone.
Neste momento custa-me mais do que em qualquer outro momento a distância. Uma distância que foi escolha minha e agora porque sou mãe nada posso fazer para não prejudicar o ser cujo bem estar depende de mim.
O eu-mãe sobrepõe-se ao eu filha mas estou a sofrer, talvez por antecipação, não sei bem...
Sinto-me e ando triste. Sei disso porque quando isto acontece carrego um peso nos olhos.
Esta distância ainda que curta está a mortificar-me. Saber que não estou ali ao lado para poder ajudar ou desenrascar mói-me a alma e o corpo.
E o que são seis quilos a mais perante toda esta tristeza.
Não estou a gostar mesmo nada deste início de 2013.
Não estou e "prontos"...

Da próxima vez que me disserem que eu posso comer tudo porque faço muito exercicío...

Terei que responder aquilo de que já desconfiava: que não é assim, que não é verdade, que não pode ser, que não posso comer "tudo" porque o meu corpo e o meu metabolismo são deveras preguiçosos...
Confesso também que com tanta pedalada para além do ginásio que me "desleixei" um pouco na alimentação no sentido de que nos últimos seis meses (mais ou menos) tenho comido mais quantidades, mais pão branco, mais queijinhos e chouricinhos, mais pastéizinhos de nata, mais isto e mais aquilo...
De cada vez que ando de bicicleta gasto sempre mais de 1000 calorias e achei que isso me dava uma espécie de impunidade contra o ganhar peso e/ou aumentar de peso. Para além disso, almoço quase sempre sandes porque não tenho tempo para mais porque vou ao ginásio...
Contudo, o olhar auto-crítico duma mulher não engana... Ainda achei que podia estar com "alucinações" ao achar que a minha coxa e glúteos andavam um pouco compostas mas afinal é mesmo verdade.
Hoje fiz avaliação no ginásio, algo que não sucedia há quase um ano. Para além disso, não me pesava desde o fim de agosto...
Fiquei chocada, enervada e irritada com o meu corpo. Tenho, para além do peso habitual e que manti durante tempo depois de ter emagrecido, não um, não dois, nem três ou quatro, mas sim seis quilos e cem gramas a mais...
6,100 Kgs a mais que decididamente estão instalados nas minhas coxas e glúteos porque é o que noto mais "volumoso" e confirmou-se com as medidas: as minhas coxas têm mais dez centímetros!!!
10 cms!!!
E como é que eu noto as coxas mais compostas? Estranhamente não é na roupa porque não a sinto mais apertada (!), noto nas fotos que tiro com a roupa de ciclismo, entenda-se os calções...
E aumentei quase 5% a massa gorda!!!
Portanto, não estou com alucinações nem manias da perseguição nem com visões distorcidas no espelho... Seis quilos são quase dez quilos e é tão fácil ganhar peso...!
Ah, corpo preguiçoso que nem indo ao ginásio praticamente todos os dias e pedalando ao fim de semana ficas quietinho no teu lugar.
Isto causou-me diversos pensamentos: como é isto possível já que eu não como como uma alarve, como é isto possível com o ginásio diário já que quando estive seis meses sem ir ao dito não engordei um quilo sequer e fazia exercicío apenas ao ar livre (caminhadas, corridas, pedaladas...), será isto de não fazer aulas mais intensas como fazia o cycling no ano passado?
Será do meu organismo que me avisa que realmente não posso parar de me exercitar senão facilmente e em muito pouco tempo ganho peso.
Fiquei nervosa quando vi o peso na balança.
Fiquei também triste porque esforço-me tanto, corro tanto dum lado para o outro para fazer exercicío e afinal ganhei peso, como seria se não fizesse exercicío algum...
Fiquei preocupada e estes seis quilos não me saem da cabeça nem das coxas e por isso só penso que tenho que os perder.
"Não se nota nada" é o comentário do marido e dos amigos mais próximos e realmente os meus braços e peito é só ossinhos mas eu é que sei como fiquei angustiada com este peso a mais. É como se fosse drogada e tivesse tido uma recaída qualquer...
Bem sei que não pedalei no fim de semana passado mas, caramba, tenho ido ao ginásio todos os dias...
Que sina  a minha que terei que pensar no meu peso para o resto da minha vida...
E posto isto lá fui para a passadeira e fazer um pouco de exercicíos diversos entre pranchas, abdominais e agachamentos...
Seis quilos a mais...
Dez centímetros a mais na coxa...
Cinco por cento de massa gorda a mais...
:-(
Como se isto tudo não bastasse, à hora de almoço ligaram da Escola e voei para apanhar o filhote. Tinha febre e tinha vomitado o almoço, tiveram que lhe vestir outras roupas...
Tadinho do meu filho. Passámos a tarde aninhados no sofá depois de bebermos chá e comermos torradas e agora parece-me melhor depois de ter tomado o Ben-u-ron...
Que raio de início de ano em que parece que tudo acontece...


(imagem da net)

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Não sei se é do tempo, mais um cliché

Não sei se é do (mau) tempo, não sei se é porque no outro dia quando saía do trabalho tinha um pneu furado e fiquei logo em stresses porque em dezoito anos de condução se mudei um pneu uma vez foi muito... E, claro, veio a ajuda masculina dos amigos que trocaram o pneu em cinco minutos e naquele momento senti mais um cliché, o das mulheres ficarem atrofiadas e precisarem sempre dum homem para lhes mudar a roda, argh...
Não sei se é da distância dos meus pais e por o meu pai estar doente.
Não sei se é por ter dias em que acho tudo um disparate pegado e que quase nada faz sentido.
Não sei se é por ter passado a receber menos e do meu ordenado sairem quase 50% do dito em impostos para encher o cú a gulosos.
Não sei se é por não andar de bicicleta há quase duas semanas.
Não sei se é de tudo isto e muito mais mas a verdade é que não tenho andado muito animada...
Ainda assim lá fui à hora de almoço ginasticar e é sempre bom quando se consegue fazer um bocadinho mais e melhor... Correu bem e foi divertido ainda que incompreensivelmente tivesse uma espécie de "bloqueio" com alguns exercicíos que implicavam movimentações nas mãos, tal e qual o que me acontece(u) no Body Combat e não tivesse conseguido fazer força com as mãos...
Que parvoíce...

(imagem via Pinterest)

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Cabeça vazia

A custo a minha cabeça fica vazia durante as aulas de Cycling.
Tento abstrair-me de tudo e concentrar-me apenas na música e no que estou a fazer.
Confirma-se que me sinto triste e pouco animada, o meu pai não me sai da cabeça.
Sem ninguém ter dito nada, sinto-me uma filha ausente com a distância e porque não podemos estar um fim de semana em pleno em Lisboa.
O filhote tem compromissos, atividades e festas de aniversário e custa-me "retirá-lo" da sua felicidade por causa de "coisas dos adultos"...
Mas como estava a dizer, durante as aulas entro noutra dimensão e esqueço (quase) tudo.
Pena durarem tão pouco tempo e ter de regressar rapidamente à vida real mas, ainda assim, saio de lá "melhor" do que quando entrei...
Não sei bem que mais escreva. Transpirei muito e não perdi o ritmo.
Amanhã é outro dia...

(imagem via Pinterest)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Acabou-se

E ontem foi o último episódio da Gabriela e eu parei para ver.
Gostei muito de ver e de acompanhar esta versão porque já não me lembrava bem da versão original, era muito pequena naquela altura e pergunto-me se quando o meu filho tiver a idade que eu tenho agora, se também vai haver um remake da novela...
Tudo se passava nos anos 20 mas acho que o "cerne da questão" se mantém mais que atual: política, religião, sexo, a sociedade, está tudo igual embora pareça que não...
Lamento se pareço radical mas se pensarmos bem, tirando alguns contornos, o fundo dos valores que aparecem na novela nos anos 20, continuam a existir nos nossos dias... O caso mais evidente é o da política. Viu-se como um jovem com ideias revolucionárias e inovadoras que era contra os "velhos do Restelo" (os Coronéis) passa a ser apoiado por estes assim que o seu adversário com poder morre e ele próprio se torna 'cúmplice' daqueles contra os quais lutava...
É a vida...
E muito mais haveria para dizer sobre a religião, os (falsos) moralismos, o sexo e a sociedade...
Esta novela não é só uma novela. É a vida, tal como ela é...
Acabou ontem da forma que se preconizava e só nisso às vezes a vida não é bem assim...


(retirado da net)

Há sempre uma primeira vez para tudo...

E eu como tenho tendência a rir quando fico nervosa, comecei a rir quando hoje fiz estes exercicíos com corda pela primeira vez...
É certo que já tinha visto a corda no ginásio.
Também é certo que já tinha visto pessoas a fazerem exercicíos com a corda.
E mais certo ainda é que nunca lhe liguei nenhuma. Era apenas uma corda que para ali estava e que bamboleava e que se ondulava quando lhe pegavam...
Como é que é possível estar no ginásio há ano e meio e ainda não ter feito exercicíos com a corda, nem TRX nem experimentado máquinas que existem para lá e que hoje também experimentei uma 'nova'... Pelo menos é nova na minha vida...
Bom, mas como estava a dizer hoje lá fui eu fazer com que a corda se movimentasse e como me estava a sentir tão desajeitada só tinha vontade de rir...
Mas depois olhava para os colegas de aula, e eram pessoas até menos em forma do que eu, e todos agitavam a corda sem problemas...
O problema deve ser mesmo da minha imaginação fértil porque sempre encarei a corda como um bicho adormecido que de repente parte aquilo tudo ao ser violentamente agitada por uma qualquer pessoa...
Imaginei-me a mim sem jeito e sem perceber nada a dar uma tal ondulação à corda que ela voava e saltava para fora do sítio onde devia estar...
Eu realmente às vezes parece que não existo... Mas pronto, constatei que a corda e os outros exercicíos são bons para exercitar a força que é um dos meus pontos fracos...
Antes disto tudo estive meia hora na passadeira mas não corri muito.
Creio que corri apenas 1,5 Km, xi, que mau...! Bom, é que me queixei de que me sentia algo cansada e então puseram-me a passadeira com elevação a 11% (!!!) e a uma velocidade de 7.0 Kms/hora.
Lá está, comecei a rir porque parecia que estava no programa "Vale Tudo" na parte do palco inclinado, é que era mesmo tal e qual...
Até o meu corpo tive de inclinar para a frente para me manter na passadeira...
Ía caindo da passadeira e saindo disparada do ginásio mas não... tal não aconteceu.
Entretanto reduzi a elevação para 10% (uau, que diferença...) e a velocidade para 6.5 Kms/hora e não é que transpirei que fartei e senti o meu coraçãozinho a bater...
Até pensei que só faltava ali a bicicleta para simular mesmo uma subida daquelas bem íngremes e difíceis em que até vou a menos de 6.5 Kms/hora... Às vezes vou apenas a 5.5 kms/hora :-(
Mas realmente, se calhar para treinar subidas na bike não preciso de correr na passadeira, preciso de inclinações gigantescas e andar (bem) depressa sobre elas...
 
 
 
(fotos da net)

domingo, 20 de janeiro de 2013

Podia ter ido de manhã...

Mas não fui.
Deixei-me ficar deitada a descansar e a dormir porque era o que o meu corpo pedia.
Podia ter ido andar de bicicleta porque de manhã não havia vento nem chuva, apenas um tempo fresco fechado, nada a que não esteja habituada, mas o meu corpo hoje não dava mais do que se dedicar à preguiça.
Quando me levantei ainda pensei que poderia ir mas depois fazia-se tarde e não fui.
Acho que o meu corpo está a precisar de descanso e a minha alma também.
Suponho que o facto de o meu pai estar doente me tem perturbado muito o espírito e deixa-me cansada mesmo sem fazer nada.
A distância mói a minha alma e dou voltas e reviravoltas na minha cabeça para amenizar esta dor.
Sinto-me a "quebrar", eu que nunca quebrei ou fiquei prostrada perante a vida.
Sinto os meus olhos cansados e tristes, quase a perder forças.
Agora chove torrencialmente e é impossível ir pedalar.
O filhote e o pai jogam um jogo na Playstation e eu fiz um bolo de Laranja que está quase pronto.
Bebi um chá de frutos vermelhos e deambulo pela blogoesfera, pelo facebook e pelo Pinterest à espera de algo que me leve ou distraia dos pensamentos sobre os meus pais...
O estado de espírito também se pode dever ao tempo deprimente que se faz sentir e por não ter feito exercicío durante o fim de semana, conto ir amanhã ao ginásio, algo que não é costume, o ir lá às segundas-feiras, dia em dou descanso ao corpo das pedaladas do fim-de-semana...
Enfim, melhores dias e ânimos virão.
Ainda me falta tratar das unhas e de preparar as roupas e os lanches para amanhã.
Vontade: nenhuma...
Hoje queria ser um gato enrolado em si mesmo a saborear o quentinho da casa e não pensar em nada...
 

sábado, 19 de janeiro de 2013

Precisava dum dia assim

E agradeço-o ao mau tempo.
Por causa do mau tempo e das ventanias enormes que se fazia sentir, estivémos sem eletricidade até meio da tarde.
Por causa do mau tempo não houve atividades do filhote e, consequentemente, foi possível ficar a preguiçar um pouco mais na cama durante a manhã.
Também não havia rede e por causa disso os telemóveis não funcionavam...
Por causa da falta de eletricidade dormitei a meio da manhã e a meio da tarde e "apenas" fiz o almoço.
Sem eletricidade não podia aspirar nem lavar roupa nem passar a ferro.
Mas o pior de tudo foi mesmo a falta do café matinal e à hora de almoço já me doía a cabeça por causa da falta de cafeína...
Por causa do mau tempo não me atrevi a pôr os pés na rua, "Deus me livre"!
E por causa do mau tempo era impossível ir correr ou andar de bicicleta.
E por causa disto tudo, tive um dia como não tinha há anos e que não é nada normal em mim: não saí de casa nem fiz exercicío.
Descansei, dormitei e quando finalmente a eletricidade voltou, voltou a dona de casa que há em mim. Com o fim de semana passado fora de casa por termos ido para Lisboa, a casa e as roupas precisavam duma volta e se tivesse ido andar de bicicleta lá se tinha ido a tarde toda e como não tenho empregadas domésticas, também não gosto que a casa comece a ficar desorganizada...
Confesso que ainda me passou pela cabeça ir a uma aula de cycling mas com tanto vento e chuva na rua, deixei-me ficar sossegada em casa porque não me apeteceu conduzir com um tempo tão mau...
Até parece que o tempo adivinhou que eu precisava duma pausa qualquer porque se tudo se mantivesse como normalmente, seria a corrida matinal do costume com as atividades do filhote, a corrida da tarde com a minha pedalada e pelo meio o stress de não ter as coisas organizadas em casa.
Agora é de noite e o vento continua mas já lavei muita roupa, sequei outra tanta e a outra aguarda pelo dia de amanhã que se espera melhor.
Quer dizer, eu assim o espero porque um dia sossegada em casa "está bom" para mim... Amanhã já sinto falta de ir pedalar e se a ventania continuar não há condições para o fazer...
:-(

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Treino "solo"

Chovia torrencialmente mas apeteceu-me ir até ao ginásio à hora de almoço...
Sabia que não havia aulas e que por isso iria ter que voltar ao treino que me tinha sido "passado" e que se calhar devia ter seguido mais vezes...
Enfim, lá fui para a passadeira como de costume e corri 4 Kms. Depois andei depressa e com a passadeira elevada mais 1 Km... Já escorria suor por todos os lados e fui para um colchão no chão. Nem fui buscar a minha folha de treinos porque ainda que não pegue nela há quase um ano porque vou sempre fazendo as aulas, sei tudo de cor...
Comecei por fazer pranchas 'diversas' e depois fiz abdominais...
Entretanto fui buscar dois pesos e fiz uns exercicíos para os braços mas que também servem aos glúteos e tudo em frente a um espelho. Não fugi do espelho.
A minha hora de (ter que) ir embora chegou, fiz os alongamentos e pirei-me para o balneário. E tudo sozinha porque não havia praticamente ninguém no ginásio. E soube-me bem. E gostei de treinar sozinha, estava mesmo a fazer-me falta...


(imagem via Pinterest)

Cliché

O meu pai teve alta ontem e saíu do hospital.
Ena, viva, yuppiiee...
Pois, mas não é bem assim...
O meu pai já era "doente" com a sua Diabetes e os problemas de coração mas... ia-se levando...
Agora o meu pai "está doente" e tem uma imensa medicação para tomar.
Espero, esperamos todos, que nada daquilo avance mas... está lá... E isso deixa-me preocupada, ansiosa e pensativa...
O cliché de que a vida continua e que tenho que pensar em mim e no meu filho neste momento não é suficiente...
Uma vez mais coloco em causa a minha mudança para o Oeste porque não estou próxima dos meus pais e não os posso ajudar como gostaria, nem que fosse só por estar presente ou por estarmos ali a uns escassos metros uns dos outros.
Para já não há nada de preocupante mas a ideia de que não estou lá para os ver e amparar desola-me um pouco...
Os fins de semana são cheios de atividades do filhote, afinal fomos criando 'raízes' no Oeste, e para irmos a Lisboa ou ele falta e é o último que deve ser "prejudicado" em relação a tudo o que se está a passar ou andamos sempre a correr e o tempo não rende nada...
Às vezes pergunto-me por que é a vida tão difícil... Bem sei que deveria agarrar-me ao cliché de que a vida segue em frente e que é no filhote que está o futuro mas chegámos ao ponto que eu temia, a de ter os meus pais envelhecidos e não estar próxima para os poder ajudar porque sou a única filha e não há mais família por perto que lhes valha...
A minha cabeça anda a mil e penso se 2013 será um bom ano ou um ano de (mais) mudanças...
Se pondero em voltar para Lisboa...? Sim, por vezes isso passa-me pela cabeça mas como acho que o filhote seria 'prejudicado' com mudanças de Escola e de amigos e de atividades, fico na minha e nada faço para que isso aconteça...
Às vezes até parece que estou a viver a milhares de quilómetros dos meus pais, num outro qualquer país...
É duro optar ou pensar que a vida continua e que devo seguir com as minhas coisas.
Às vezes parece-me que o (meu) mundo está todo ao contrário em várias 'facetas' da minha vida...
Às vezes sei que devo agradecer por tudo que tenho, pelo filho maravilhoso que tenho no meu caminho mas às vezes faltam-me as forças para ter ânimo e conseguir 'gerir' tantas coisas ao mesmo tempo...

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Inspirada, ou talvez não...

Lá fui vestida de preto. Vestida de preto nunca me comprometo e faço os exercicíos mais à vontade, não sei bem porquê. Talvez porque se note menos a transpiração.
E depois em relação às roupas do ginásio, é como as roupas do dia à dia.
Tem dias...
E há dias em que adoro vestir-me de preto na rua e, já agora, no ginásio também...
Levei umas calças de corrida mas não faz mal, pelo menos absorvem a transpiração que não se vê e é isso que me interessa. E uma blusa de alsas também preta. E uma blusa de manga comprida preta porque antes do início da aula estava com frio...
E hoje já não me "custou" tanto ver-me no espelho, mesmo com as marcas de bronzeado, os braços musculados, os ossos do peito de fora, as coxas e o rabo compostos (se calhar compostos na minha cabeça, enfim...) e de rabo de cavalo. É só "problemas" (onde não existem certamente...).
Durante a aula pairava na minha cabeça o desejo de fazer estas aulas ao fim do dia...
Mas depois os dias ficam maiores e nos dias destas aulas eu quero é ir andar de bicicleta ao fim do dia... Mas também, enquanto os dias não estão maiores, podia ir às aulas e depois deixava de ir...
Argh... Que confusão que vai na minha cabeça...
E tudo com coisas sem importância...
Nunca pensei que gerir um horário de aulas de ginásio se tornasse tão "complicado" para mim e para a minha vida... Até porque a minha ideia era ir apenas uma vez por semana ao final do dia... Ou duas...
Eu até precisava era de ganhar força para as minhas pedaladas e por isso já nem sei se o Cycling ajuda ou se deveria trabalhar mais nas máquinas ou fazer o Body Pump para me puxar as forças que não tenho lá muito...
E o Body Combat, gostava de voltar a experimentar para ver se tinha mesmo falta de jeito ou se com as aulas ía começar a dar pontapés imaginários bem dados e socos no ar...
E o Zumba, também deve ser giro. É dançante e eu adoro dançar... E de certeza que me ia fazer lembrar as velhinhas aulas de aeróbica que tive nos anos 90...
Credo, a minha cabeça parece a da menina do filme do Exorcista a andar à roda já sem saber bem o que fazer, ou não fazer com o horário das aulas a pairarem na minha mente...
Se calhar fico mas é como tenho estado até aqui...
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(imagem da net)

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

E o ginásio hoje foi...

 E à hora de almoço lá fui eu.
Espelho meu, espelho meu, haverá quem se exercite tanto à hora de almoço como eu...
Bom, e assim sendo foi assim:
 
 Corri os 4 Kms do costume na passadeira. Vá lá que hoje a coisa melhorou.
E hoje, no tempo que tenho antes da aula, lá se fizeram os 4 Kms em vinte e cinco minutos, é um tempo da treta eu sei, mas transpirei que me fartei e também falei bastante enquanto corria...
 
 
 
Depois na aula, entre vários exercicío, eis que chega a Pranchinha queriducha da titia. E eu que sempre fiz este exercicío sem grandes problemas, hoje estava a modos que com pouca força. Nem percebi por que é que o meu corpo não estava nos píncaros a fazer o exercicío que está aqui por baixo. Às tantas coloquei os joelhos no chão e senti-me como uma iniciante, buáááá...
 
 
 
 E foi com esta sensação, a da imagem aqui por baixo, que fiquei ao fazer a Pranchita aqui de cima... Que foi o que me aconteceu quando voltei a fazer exercicío e ainda tinha em cima mais 26 quilos...
Dias, devem ser dias... Pelo sim, pelo não, insisto e persisto...
E depois aconteceu-me uma coisa espetacular que foi o de não conseguir tirar o elástico do cabelo que me prendia o cabelo. De repente parecia que tinha ali um motivo rasta pendurado no cabelo. Perdi tanto tempo com aquilo que só me valeu a ajuda duma colega de balneário que tinha uma preciosa tesoura consigo. O elástico só saíu sendo cortado e cortando um pedacito do meu cabelo, buááá outra vez...
:-(
Nunca tal me tinha acontecido. Fitas elásticas presas ao cabelo...
(imagens via Pinterest)

Pedalar em Lisboa pela primeira vez...

Quando nos mudámos para o Oeste, andar de bicicleta não fazia parte da minha vida.
E talvez por isso senti-me quase como uma criança ao 'experimentar' ir andar de bicicleta pelos sítios que sempre conheci da minha vida do dia à dia mas de carro e a pé...
Realmente a bicicleta é algo que se torna parte de nós. Foi o que senti ao irmos num fim de semana para Lisboa, essencialmente por causa do meu pai estar hospitalizado e, ainda assim, levarmos as bicicletas e houve tempo para tudo. De manhã pedalou-se e à tarde ía ao hospital ver o meu pai...
Mas como estava a dizer, foi com alguma ansiedade que saí a pedalar da casa dos meus pais rumo a Lisboa...
Estas pedaladas foram todas de estrada, pelo alcatrão. Não houve BTT e no primeiro dia senti um medo enorme ao pedalar pela estrada por causa dos carros que passavam a velocidades estonteantes quase "rentes" a nós. Nunca tinha tido esta sensação porque no Oeste as pessoas são mais calmas a conduzir e porque não há tanto trânsito. Ali senti medo de ser atropelada e só pensava que se caísse da bicicleta por algum motivo, não haveria tempo para nada...
Bom, mas lá continuámos e quando passámos no Parque das Nações não havia trânsito mas havia mesmo muita gente a correr e a caminhar e algumas pessoas a pedalar. Pelo sítio em si não é adequado para pedaladas a fundo porque senão aí corremos nós o risco de atropelarmos alguém. Ali é bom para se ir e ver as vistas mas em ritmo de passeio e isso eu já não "consigo" pelo que foi algo enfadonho percorrer toda a zona da Expo, duma ponta à outra, por aqueles caminhos. Valeu pelas vistas que adoro mas para treinar não é realmente o local mais indicado...
No sábado pedalámos quase 40 quilómetros e no domingo foram 50 quilómetros.
Infelizmente Lisboa não está feita para pedalar ainda que os caminhos sejam quase todos a direito...
Existem ciclovias, aliás, foi a minha primeira vez numa ciclovia, mas depressa acabam e depois parece que se fica perdido entre ir em cima do passeio ou ter a estrada logo ali...
De qualquer forma foi agradável e ao segundo dia o trânsito já não me fez confusão.
Ainda assim acho que pedalar no meio da lama, dos troncos, de pedra e de areia é bem menos perigoso do que pedalar numa cidade ou à volta dela...
Mas foi muito engraçado ir a sítios onde ía só de carro como as Docas...
Chegar lá a pedalar e percorrer todo o caminho junto ao rio Tejo foi muito engraçado apesar do vento, da chuva e do frio. No final pensei porque raios tinha sido tão sedentária durante tantos anos e que afinal ir de casa (dos meus pais e do mesmo sítio onde morávamos antes...) até às Docas pela zona ribeirinha é possível...
Suponho agora que de cada vez que formos a Lisboa, se houver tempo, lá vamos nós com as bicicletas atrás...
 
 
- fotos retiradas -

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Xi, que animação...

Bem, que grande animação durante a aula de Cycling...
Estou a falar de mim mesma, pois está claro...
Ninguém tinha "culpa" de nada, eram cá coisas minhas...
Hoje não deu para me abstrair e os pensamentos sobre a vida, as mudanças para o Oeste, o meu pai no Hospital e as novas tabelas de IRS assolavam-me a cabeça e o corpo e por causa disso raramente ou nunca sorri mas pedalei que me fartei com carga e com ritmo mas sempre a olhar o 'horizonte' e o 'infinito'...
Entrei muda e saí calada e realmente constato agora que estava deveras enjoada.
Então andaste muito de bicicleta no fim de semana?
Hum, hum - foi a resposta - e acenei afirmativamente com a cabeça e meti-me ao caminho comigo mesma sem sair do mesmo sítio na bike do cycling...
Ena, que simpática que eu estava...
Ainda assim pensei que gostaria de fazer estas aulas e as de Body Balance ao fim do dia mas... e tempo... e as novas tabelas do IRS que não me permitem perceber qual vai ser o meu salário nos próximos tempos...?
Pensei também que não sou nenhuma atleta de competição, então porque faço exercicío seis vezes por semana...? Porque gosto mesmo muito de fazer exercicío é a resposta certa...
Que se for ao Cycling às sextas ao serão que depois também vou andar de bicicleta no sábado e no domingo e não consigo deixar de me "culpabilizar" pelas ausências em relação ao filhote sendo eu uma mãe mais que presente em tudo e mais alguma coisa.
Olhem, isto hoje está semi xéxé, pelo que o que aqui está escrito está assim um pouco aparvalhado.
Tal como a parvoíce de ter passado a aula de trombas e no final ter uma vontade descomunal de me rir mas como tinha estado o tempo todo de má cara achei que parecia mal "descambar" e desatar a rir no final...
Não imaginam o que tive que me conter para não desatar a rir que nem uma tótó enquanto fazia os alongamentos...
 
(imagem via Pinterest)

Porque não consigo colocar fotos no blog que estejam no computador...?

Sim, é que as que estão na internet, no Pinterest e por aí fora consigo colocá-las mas já carregar as que estão no computador não consigo.
:-(
Queria colocar umas fotos da pedalada deste fim de semana por Lisboa...
Se alguém me souber ajudar, agradeço...
:-)

Primeiro era assim

Quando comecei a (re)andar de bicicleta estava a meio do meu processo de emagrecimento e achei que seria uma boa ajuda para perder peso e fi-lo "por piada".
Tendo em conta o meio físico e geográfico que me rodeia, esse início deu-se logo numa espécie de BTT...
Nesse dia pedalei 14 quilómetros e pareceu-me uma distância enorme, quase avassaladora. Fiquei feliz por ter conseguido pedalar tantos quilómetros e fiquei com vontade de continuar.
E continuei. Tal como continuava o meu emagrecimento.
Depois passei para os 18/20 quilómetros e achava assim uma coisa espetacular, conseguir pedalar tanto...
Entretanto as pedaladas continuaram e depressa comecei a fazer 25/30 quilómetros e de cada vez que fazia mais quilómetros ficava eu também mais feliz e 'satisfeita'...
Entretanto comecei a pedalar com regularidade e os 35/40 quilómetros instalaram-se de mansinho e sem qualquer dificuldade mas, ainda assim, já achava muito conseguir fazer 40 quilómetros e nesta distância comecei a tentar fazer tudo em menos tempo.
Estabilizei nos 40 quilómetros e o meu objetivo passou a ser fazê-los cada vez mais depressa e por caminhos mais técnicos e mais difíceis...
Só que 'entretanto' fiz uma prova de BTT com 50 kms e foram os meus primeiros 50 quilómetros numa prova e o 'gostinho' ficou...
Entretanto tenho treinado sempre entre os 45 e os 55 quilómetros e pergunto-me se um dia conseguirei pedalar, sem qualquer dificuldade, distâncias superiores, como 60 ou 70 quilómetros.
Agora estes 60 / 70 ou 80 quilómetros parecem-me como me pareciam os 40 quilómetros quando eu pedalava 20 quilómetros só que eu não tenho muito tempo para grandes treinos e treinar distâncias maiores implica um tempo maior de treino que eu não tenho por causa da minha vida pessoal...
Não tenho tempo durante a semana nem ao fim de semana para estar ausente durante cinco ou seis horas a pedalar. Adoraria mas tenho a minha casa e o meu filho para cuidar entre outros imensos assuntos e "coisas".
Contudo, como queremos sempre progredir e evoluir, será que um dia conseguirei pedalar tantos quilómetros de forma mais rápida e sem dificuldades como passei a fazer os 40/50 Kms...
Sinceramente não sei...
Não queria estagnar mas tenho receio que a falta de tempo não me permita treinar realmente grandes distâncias...
Vamos ver... Para já só me inscrevo em provas até 50/55 Kms... Porque esses quilómetros eu sei que sou capaz de os fazer 'de seguida'.
Já 60, 70 ou 80 kms não sei porque nem nunca os fiz...

domingo, 13 de janeiro de 2013

No meio disto tudo...

No meio disto tudo o meu ânimo não está nos píncaros... Nem lá perto.
Foi um fim de semana passado em Lisboa por causa do meu pai que continua hospitalizado. Felizmente está muito melhor, estando sempre levantado e já sem qualquer tipo de intubação mas, ainda assim, quando lá cheguei pela primeira vez e saí do elevador, vi logo que era o meu pai a caminhar, de costas, pelo corredor.
E doeu.
E custou.
Constatar que o meu pai não é mais uma espécie de super-homem dilacera o coração duma filha única que, a bem dizer, sempre foi "a menina dos papás"...
Tenho momentos no hospital que se 'caísse' sobre a cama do meu pai, estando ele sentado numa cadeira fora dela, eu adormeceria imediatamente. Quando lá estou sou invadida dum sono imenso que não consigo explicar e passo todo o tempo a bocejar e a lacrimejar...
Não vou agora escrever muito porque as emoções estão à flor da pele.
Dói-me quase tudo e, ainda assim, levámos as bicicletas e pedalámos no sábado e hoje mas nem isso me animou... Não foi BTT, foi alcatrão, foi uma pedalada de estrada feita com bicicletas de BTT e a pensar se seríamos atropelados a qualquer momento mas isto fica para outro post.
Eu agora só vinha aqui mesmo dizer que me sinto angustiada ainda que saiba dos clichés do costume, que a vida continua, que o meu pai está a melhorar, que o que importa é o meu filho, que o que importa é a nossa vida e por aí fora mas... assim a distância aumenta ainda mais a minha dor e a minha ansiedade.
Saber que não posso pegar no carro ou entrar no metro e estar meia hora depois no Hospital fragiliza-me... E a minha mãe que fica sozinha... Pelos vistos nem tem dormido, só conseguiu descansar tendo a casa cheia de nós e de duas bicicletas gigantescas às quais acresceu o esforço físico de as levar e trazer diversas vezes para cima e para baixo dum segundo andar sem elevador...
Hoje estou num mix de emoções e como sofro dum velho cliché que é o de "ninguém me compreende" ou a variante "ninguém me ouve" porque passo a minha vida a ouvir os outros fica aqui o desabafo.
Na vinda para cá, noite caída, chorei baixinho enquanto olhava pela janela e as lágrimas me caiam pela cara abaixo.
Hoje não queria ter vindo embora, queria ficar... E hoje eu gostaria de uma vez mais não ter dúvidas sobre esta nossa mudança para o Oeste, mas tenho...

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Fixei um ponto

Mas não, (ainda) não fiz a posição que está nesta foto, fiz outra que era também complicada em termos de equilíbrio, força e flexibilidade.
Qualquer coisa como estar apoiada apenas num pé/perna que por sua vez estava entrelaçada na outra perna e por sua vez conseguir unir os braços fazendo com que as pontas dos dedos de ambas as mãos se tocassem estando os braços esticados, 'em pé', por cima da cabeça...
Isto dito assim parece muito fácil mas garanto que não é e até eu fiquei surpresa comigo mesma.
Só o consegui fazer porque fixei um ponto imaginário e infinito no espelho e com isso concentrei-me, não desviei a atenção nem por um milésimo de segundo e, consequentemente, não caí, não me desiquilibrei nem perdi as forças...
Realmente é tudo uma questão da mente (que lindo verso...!).
Hoje a aula estava cheia e transpirei muito... Estava deveras concentrada e dei por mim a pensar que seria bom não perder o ritmo nem estas aulas para conseguir que o meu corpo faça cada vez mais coisas que antes nunca tinha feito, nem mesmo quando era uma jovem adulta esbelta...
Com o passar do tempo e das aulas sinto-me também a 'relaxar' mais o que é também meio caminho andado para que o corpo trabalhe melhor neste tipo de exercicíos...

imagem via Pinterest

Parece que vou conhecer uma (T)tábua diferente da de passar a ferro...

Parece que lá para maio vou conhecer o suprasumo das provas de BTT em vários aspetos, tantos que as incrições (cerca de 700) encerraram pouco tempo depois da abertura das mesmas...
Será a (minha) primeira vez nesta prova.
Será a (minha) primeira vez que irei a uma prova tão distante de casa...
Não conheço Tábua nem a zona "circundante". Para mim era uma cidade que ficaria mesmo muito longe e não sei bem onde...
A única tábua que conheço é a de passar a ferro e não gosto mesmo nada dela...
Seja o que Deus quiser...
Até lá vou-me preparando ou fazendo por isso...
Mas lá que vai ser uma grande aventura, vai...
 
 

Fora de pé

Ontem, pela primeira vez desde que anda na Natação, o filhote foi fazer a aula na piscina grande, "sem pé"...
E nós da bancadas assistíamos a tudo com a emoção de quem está a ver um filho a crescer, a evoluir e a não ter medos...
Até aqui as aulas têm sido na piscina pequena e foi com surpresa que constatei que o filhote não teve qualquer medo ou problema em ir para a piscina grande...
Até aos três anos andámos na Natação para bebés e depois na Creche, entre os três e os cinco anos, o filhote tinha Natação mas realmente não há nada como se ir "individualmente" para as aulas na Piscina...
O filhote começou estas aulas em novembro e a evolução tem sido notável... Para já tem aulas uma vez por semana mas se quiser ir mais vezes, é só "dizer" e eu gostava que ele gostasse a sério da Natação...
Mas ontem... ontem ficará para sempre na memória... os saltos, os mergulhos para dentro duma água sem 'fundo'... tudo foi surpreendente...

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Lentidão

Não corria vai para umas três semanas, nem no ginásio, nem na rua...
E talvez por causa disso hoje não estava em grande forma na passadeira... Também não gosto muito de correr, é certo, e talvez por causa disso comecei a sentir-me rapidamente enfadada...
Costumo correr 4 quilómetros antes da aula começar e hoje aguentei apenas uns miseráveis 2 quilómetros, quer dizer que isto vai de mal a pior...
Andei mais 1 quilómetro numa velocidade rápida e com a passadeira elevada a cerca de 4%. Isto também me fez transpirar muito e perguntar porque raios sou tão 'má' a correr...
:-(
É que também sou muito teimosinha, 'graças a Deus' e irrita-me quando não faço bem as "coisas"...
Se estou em forma porque raios não corro mais...?
Bom, adiante...
Depois fui para a aula que é puxada e pensei que não iria aguentar nada daquilo já que nesta semana a minha forma física não parece estar lá muito boazita...
Afinal até fiz tudo bem, sem dificuldades e com energia. Saltei, pulei, agachei, corri e tudo sem problemas.
Hoje também não tive problemas a ver-me ao espelho durante a aula e lá estavam os meus braços (como é possível se ando de manga comprida desde outubro) marcados pelo bronzeado de ciclista... Conservo ainda a marca da manga curta, uns braços semi dourados e umas mãos brancas...
Caramba, será que isto nunca vai desaparecer...?
Não sei que mais escreva hoje...
Talvez daqui a nada escreva mais qualquer coisita...
O meu pai continua internado mas felizmente parece estar a melhorar... Assim o esperamos...
 

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Era para não ir mas ainda bem que fui

Há anos que não me lembro de ter dores de cabeça ou tonturas e assim passei toda a manhã.
Suponho que seja algo causado também pelos "nervos" de ter o meu pai hospitalizado. Tenho falado com ele e parece-me sereno, cansado, muito cansado a falar mas tranquilo...
Está a fazer exames mas come e toma banho sozinho o que só por si já é bom, dentro do possível...
Ainda assim anseio pelo fim de semana para poder ir disparada rumo a Lisboa, para estar junto da minha mãe e ir ver o meu pai...
Mas como estava a dizer, tendo passado a manhã cheia de tonturas, chegando quase a andar aos ziguezagues no trabalho, não sabia bem se iria ou não ao ginásio e acabei por ir. E ainda bem...
Fazer a aula de Cycling soube-me mesmo bem e instantaneamente as dores de cabeça e as tonturas parecem ter passado à medida que avançava na aula. Até pensava que não iria fazer nada de jeito por estar semi cansada mas afinal a aula correu muito bem e foi feita com muita energia...
Só pensava que gostava de fazer mais do que uma aula destas uma vez por semana mas não tem sido possível...
Durante as aulas de Cycling parece que não penso em mais nada a não ser concentrar-me nos exercicíos e dar o melhor de mim...
Ali pedalo ao ritmo da música, transpiro que me farto e talvez porque não me estou a ver ao espelho faço tudo de forma descontraída...
Enfim... 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Limbo

Às vezes ficamos num limbo qualquer entre a esperança e uma espécie de angústia.
Estar longe deixa-me mais racional mas menos tranquila.
Ontem ao fim do dia, altura em que falei pela primeira vez com a minha mãe, diz-me que tinha acabado de chegar a casa, do hospital...
O meu pai ficou internado com o coração muito fraquinho e estas palavras ditas pela minha mãe, cópia do que os médicos tinham referido, feriram-me muito cá dentro e comecei a chorar mas como a minha mãe também chorava tentei ser forte e contive-me...
À hora de jantar liguei ao meu pai que estava a jantar, bom sinal, pensei eu. Quer dizer que não está "tão mal" porque está consciente, a comer e a falar...
Precisa de dormir que é coisa que não sabe o que é vai para semanas por causa do coração...
E neste momento quem tem o coração apertado sou eu.
Estou aqui neste limbo de esperança de que vai melhorar e ficar bem (dentro do possível) com a ajuda dos médicos e carrego uns olhos pesados na ânsia de quem está a 100 kms do hospital e que assim de repente não pode ir às visitas e voltar num instante, com um filhote na Escola que tem que prosseguir o seu dia à dia e sofrer o menos possível ou perceber seja o que for...
Às vezes olhando à distância parece que gostaríamos que a nossa vida parasse em determinado momento porque o tempo urge e às vezes é cruel.
Não posso pedir que o tempo pare porque tenho um filho, o meu filho, que é o mais importante mas gostava que algures no tempo lá atrás ele tivesse ficado suspenso, naquela parte em que o pai e a mãe não tinham doenças nem mazelas, naquela parte em que tinham todas as forças e mais algumas, naquela parte em que eu era apenas a filha, sem preocupações ou chatices da vida de adulto.
Esta vida de adulto às vezes é uma merda e eu fico perdida nos meus pensamentos enquanto constato que tenho quase 40 anos e que passei a ser mãe e mulher e muito pouco filha...
Às vezes tenho saudades do quão feliz e despreocupada era enquanto filha.
Às vezes pergunto-me se esta distância que tanto me fez crescer, tornar adulta e tão menos mimada, não 'chegará'...
Às vezes pergunto-me ainda porque fraquejo tanto quando por momentos deixo de ser mãe, mulher e sou um bocadinho filha...
 

Moleza...

Ontem fui treinar mas como 'cá dentro' não estava muito bem, a pedalada não correu tão bem como de costume. Quer dizer, não fui tão rápida como costumo ser e isso às tantas começou a irritar-me.
Às vezes não sei porque exijo tanto de mim mesma mas a verdade é que se sinto que as minhas prestações a pedalar diminuem por qualquer instante, começo a ficar ainda mais "stressada"... E depois é tipo bola de neve, uma pessoa já não está muito bem, sente que o seu desempenho também não está a ser dos melhores e às tantas parece que começo a atrofiar...
Ainda por cima, tal como é "típico" ao domingo de manhã, passaram inúmeras pessoas a pedalar e chegando a um certo sítio tive que ouvir um comentário, sem malícia, mas ao qual respondi de forma agressiva e pouco simpática porque estava sem paciência.
"Então, não tem treinado muito, pois não?", pergunta-me alguém, daquelas pessoas que passam por nós a pedalar, que encontramos em maratonas e por aí fora....
Constanto agora que aquilo foi só conversa e que ninguém me estava a 'cobrar' nada mas eu entrei logo em parafuso e respondi de trombas que "havia dias e dias...!".
Mentalmente achava que me estavam a "acusar" de ser mais lenta e não estava a gostar daquilo...
Ontem até parecia que toda a gente passava por mim e que eu ficava sempre para trás...
Às tantas até já dizia à minha amiga das pedaladas que não esperasse por mim tal era o atrofio mental e físico que estava a sentir...
Preocupações com a vida inundavam a minha cabeça e por isso não estava com a pica toda, lamento imenso...
Isto agora até me leva a pensar se fiz bem em inscrever-me numa maratona que se realiza daqui a uns meses e que é muito 'famosa'... Entre um par de botas novas duma cor que não tinha ou inscrever-me nessa dita maratona com direito a almoço a à blusa da prova, optei pela segunda opção... Isto deve provar e comprovar que estou mesmo 'viciada' e "apanhadinha do clima" no que à bicicleta diz respeito...
Há uns tempos era impensável não comprar roupa ou botas novas em prole de inscrições em provas, materiais, roupas e calçado de ciclismo e por aí fora...
Bom, mas como estava a dizer, a pedalada de ontem foi um pouco lenta pelo que foram 44 quilómetros pedalados em três horas (!!!) com uma altimetria jeitosa de 1092 metros... Calorias...? Quase 2000 que foram à vida...

sábado, 5 de janeiro de 2013

Pedalada xéxé

Quer dizer, a pedalada de hoje à tarde não foi xéxé, nunca o poderia ser, uma pedalada nunca é xéxé...
Só que quem estava um pouco xéxé era eu e por momentos achei que isso me faria perder um pouco as forças e ser mais lenta, não aguentar tanto nas subidas mas... lá fui, ou melhor, lá fomos as duas...
Estava um dia muito bom com Sol e sem vento, diria mesmo que estava um tempo demasiado ameno para o início de janeiro, mais parecia que estávamos em meados de março...
Mas, como dizia, para além de estar xéxé, estava com umas dores de cabeça descomunais, suponho que pela noite muito mal passada e mal dormida...
Há muito que não tínhamos mazelas noturnas ou doutro tipo com o filhote e esta noite isso aconteceu... O filhote acordou, e sem que nada o fizesse prever, vomitou várias vezes na cama pelo que às tantas da manhã andávamos em "mudanças" de roupas, de camas e por aí fora... E eu sou daquelas pessoas que precisa de dormir para estar bem... Ora uma noite mal dormida e interrompida com vómitos que me dão vómitos (tadinho do meu filho...) só podia dar num dia xéxé e com menos energia... 
O filhote entretanto melhorou mas, pelo sim pelo não, não foi às atividades que teria hoje.
Bom, mas de tarde lá fui então dar uma voltinha... Foi quase do mesmo do costume mas o que importa é pedalar porque cada vez mais me sinto próxima da bicicleta e do ar livre e a distanciar-me do ginásio mas isso fica para outro post...
Pedalámos 36 quilómetros ainda com alguma lama dos dias anteriores. Ainda assim hoje fomos um pouco mais rápidas e assim sendo foram feitos em duas horas, gastaram cerca de 1300 calorias e a altimetria foi de 605 mt...
Cheguei a casa não tão xéxé depois de levar com o Sol, de ter tomado café pelo caminho...

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Pela primeira vez participei numa corrida...

Vejo agora que acabei por nunca falar deste assunto que me deixou tão feliz e surpreendida...
Há sempre uma primeira vez para tudo e eu que não tenho, nem nunca tive, grande jeito para corridas até porque é algo de que nunca gostei (gosto) lá muito, dei por mim a participar numa prova de estafetas...
Foi muito bom ter uma equipa e na verdade até foi bom correr e à chuva ainda por cima...
A distância para cada membro da equipa não foi muita mas para quem não está habituado a treinar a correr com frequência foi deveras desafiador conseguir fazer todo o percurso (difícil...) sem nunca parar...
Eu cá ando assim, numa de experimentar o que a vida nos pode oferecer e foi com uma sensação de 'dever cumprido' que terminámos a prova.
Quanto a mim foi a minha primeira vez em diversos 'aspetos': correr um percurso tão difícil sem parar, eu sei que 2 quilómetros é muito pouco mas na minha cabeça pareceram-me quase uns 60 Kms de BTT pelo que foi algo atingido e conseguido com esforço...
Foi também a primeira vez que participei numa prova de corridas já que só tenho ido a maratonas de BTT e foi a primeira vez numa prova de equipa, de estafetas...
Confesso que agora ficou uma espécie de "bichinho" cá dentro e só penso em treinar mais a correr para além dos 4-5 kms habituais na passadeira do ginásio...
 Aliás, penso em correr um pouco mas ao ar livre, tal como acontece com a bicicleta...
Mas... e tempo...? É claro que quando tenho tempo ao fim de semana vou e pego na bicicleta, não "me dá" para ir correr mas... já ando com uns "planos" na minha cabeça para a hora de almoço... É que aqui no Oeste temos o privilégio de termos muito ar livre próximo de nós, inclusive dos locais de trabalho, e ando cá a pensar que se poderia ir caminhar e/ou correr na hora do almoço...
Prefiro mil vezes fazer isso ao ar livre do que estar 'fechada' no ginásio o que me leva até ponderar em deixar o mesmo, pelo menos durantes os meses de Primavera/Verão...
 
 
- foto retirada -

90...

E se ontem estava feliz com o passar de 86 para 88 seguidores numa tarde, constato agora de manhã que vamos em 90 seguidores...
Obrigada, a sério...
:-)

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Há um ano era impensável fazer quase isto tudo...

E hoje em dia quase que faço.
Falta o quase porque assim de repente o meu corpo não ganhou uma flexibilidade descomunal mas para lá caminha, o que muito me agrada porque estou mais equilibrada, dobro-me e chego mais longe do que chegava em adolescente ou jovem adulta...
Hoje fiz praticamente todos os exercicíos que estão nesta foto que encontrei no Pinterest (à exceção da espragata) e não correu nada mal, pelo contrário...
Surpreendi-me a mim mesma ao conseguir colocar os cotovelos na posição que está aqui na foto do lado esquerdo, a segunda a contar de cima (a senhora com a roupa azul escura parece-me, com a perna esticada no colchão e os cotovelos no chão)...
Aliás, fui a única da aula a conseguir fazê-lo e por isso fiquei admirada comigo, com o meu corpo e onde ele chegou um ano depois de ter começado a fazer esta aula inteira...
Como queremos sempre mais, e eu como adoro os exercicíos, gostaria de poder fazer esta aula mais do que uma vez por semana mas atualmente e no contexto da minha vida é o que tem sido possível...
Como costumo dizer, melhor que nada...
 

88

Bom, hoje no espaço de menos de vinte minutos o blog conta com mais dois seguidores!
Passou dos 86 para os 88 seguidores, viva, e isto aconteceu há pouco!
Que bom, gosto que gostem das patetices que escrevo e em dias como o de hoje que estou com a pica toda a escrever ainda melhor!
Obrigada a todos e desculpem-me por não andar a visitar-vos ultimamente mas acreditem que vos leio...

Botas brancas

Vi umas singelas botas brancas à venda, em saldos. Coisa simples, nada de especial. A qualidade também não deve ser muita a ver pela sapataria e pelo preço a que estão a ser vendidas...
Contudo, não me saem da cabeça por causa do modelo. Do modelo e da cor, são brancas... E só por acaso há cerca de um mês comprei uma camisola bem gira na H&M que é... branca... E de repente imaginei-me toda de preto com a camisola e as botas... brancas... Combinavam mesmo bem...
E não fosse um pequeno detalhe, acho que já as tinha ido buscar...
Têm um salto um pouco elevado para mim e, na verdade, não fosse a espécie de ditadura em que vivemos porque os pensamentos dos outros são sempre críticos, usava-as sem problema caso estivesse na Suécia ou na Finlândia...
Custa-me mesmo não "poder"usar saltos mais altos mas estou com dúvidas relativamente às botas...
Mas por que é que tenho que me importar com a média, com os padrões "normais" e não andar para aí nas núvens...
São coisas da minha cabeça, é certo, mas... realmente não é usual ver pessoas de si já altas a andarem de saltos (muito) altos...

Gostava tanto de ir...

Até porque dois dos meus sonhos ciclísticos são ir a Fátima e a Santiago de Compostela...
E agora surgiu a Benção dos Ciclistas e confesso que gostava mesmo muito de ir...
Contudo, há que pensar e planear como tal seria possível tendo em conta o filhote, quem poderia ir também, a família e os filhos de quem poderia ir e por aí fora...
Posto isto, ainda não sei se será possível ir mas lá que gostava muito, gostava...
 E ir de bicicleta de casa até Fátima... Não é ir até lá com a bike no carro e depois ir apenas à Benção...
O sonho é mesmo ir de bicicleta até Fátima...
:-)
 

Miss Baguette

Às vezes ocorrem-me coisas que me apetecem escrever e nem sei bem porquê porque não têm interesse algum.
Hoje de manhã na minha compra matinal do pão espetacular que adoro dei por mim a pensar que a funcionária do pão bem me podia chamar de Miss Baguette porque enquanto pedia o pão repeti várias vezes a palavra "baguette". Ocorreu-me, como se pudesse ler pensamentos, que quem estava atrás do balcão pensaria que eu só queria baguettes, "xiça"!
Pois agora dê-me uma daquelas baguettes maiores que estão em promoção.
Agora quero uma baguette daquelas médias que é o tamanho ideal para sandes rápidas à hora de almoço quando vou ao ginásio.
E por fim dê-me duas baguettes integrais num saco e outra sozinha noutro saco.
Bolas, que complicação. Tanta baguette e agora as integrais ainda por cima em número diferente nuns sacos e noutros...
Pois, é que umas são para amanhã e outra é para matar a gula a meio da manhã...
Entretanto saí e dirigi-me ao carro com um saco cheio de baguettes, sobressaindo uma bem grande.
Miss Baguette, she's the one...

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Às vezes penso em não escrever nada

Às vezes penso em não escrever nada porque não me apetece ou porque sinto que me estou a repetir ou por isto ou por aquilo mas a verdade é que o que torna cada blog único é precisamente o seu conteúdo, a forma como é escrito e apresentado e, acima de tudo, a liberdade de expressão que um blog permite ter. O Facebook é giro e tal mas não 'permite' que se escreva tanto e de forma tão "livre" e por isso, e depois destas reflexões patetas no primeiro dia do ano, aqui vai mais um post.
Bom Ano Novo 2013.
Este ano não estou particularmente 'virada' para as festas e por isso não me manifestei muito aqui nem no facebook. É mesmo o que sinto, ou seja, não sinto grande 'efusividade' e por isso foram mais uns dias para estar com a família e comer mais do que é suposto e costume do que outra coisa qualquer... O tempo passa a correr e o tempo tem-me tornado numa pessoa mais frontal e realista e também menos "lamechas"...
Pronto, mas para já chega disto tudo.
E vai daí então que no Domingo à tarde fui pedalar sozinha uns 34 quilómetros feitos em duas horas que gastaram cerca de 1300 calorias.
E hoje... Hoje, dia de Ano Novo, à tarde fui dar uma volta com a minha amiga das pedaladas.
Ah, e tal, vamos só desentorpecer as pernas, nem vamos tão longe e vamos pelo alcatrão para não sujarmos as bikes que de tão lavadinhas até brilham...
Só que...
Só que o tempo, o caminho e a conversa foram passando e quando demos por nós fomos até onde costumamos ir mas realmente sempre por alcatrão com longas subidas...
Soube tão bem começar assim o ano com 35 kms feitos em duas horas e dez minutos que gastaram 1400 calorias...
Que bem que soube o vento calmo e o sol leve na cara e no corpo...
Pedalar é mesmo um vício, parece que não tem explicação e só quem gosta de andar de bicicleta consegue compreender este sentimento que leva duas mulheres, mães e 'donas de casa' "prendadas" sairem de bicicleta na tarde do primeiro dia do ano deixando em casa os maridos e o filhos...
Pelo caminho ríamos com esta situação e dizíamos que quem nos visse diria que éramos malucas ou que "coitadas" não tínhamos família mas... nada disso...
Apenas organizamos tudo por forma a que seja feito devidamente e com tempo...
E se duas horas da nossa vida nos deixam tão bem dispostas e de bem com a vida e o mundo, valerão certamente muito mais a pena do que ficar em casa com uma espécie de neura...
:D