quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Duas semanas...

Foi há duas semanas que o meu marido apareceu, por volta desta hora, à porta do meu gabinete no trabalho...
Era o dia dos namorados mas eu sabia que ele não estaria ali à porta para me oferecer um ramos de flores e se não tivesse acontecido algo extremamente grave porque tinha ido trabalhar para... Lisboa... 
Estava eu ao telefone, em trabalho, e tinha a porta do gabinete encostada. Notei que estavam umas "sombras" do lado de fora da porta, à minha espera, e pensei cá para comigo que a agitação laboral não parava, tipo, mas que coisa, assim não consigo despachar tudo o que requer a minha concentração e 'isolamento'...
Quando pousei o telefone, a porta abriu-se e vi que era o meu marido...
Não foi preciso falar nem dizer mais nada, nem dar informações ou indicações.
Levei as mãos à boca, em ato de desespero, e sussurrei baixinho "não pode ser..." mas era...
Arrumei as minhas coisas e saímos. Na altura nem chorei muito, só não queria falar sobre o que tinha acontecido, quase não tive reação, não sabia como reagir nem o que fazer...
Faz hoje duas semanas que por esta hora estava a sair do Oeste rumo a Lisboa, com a cabeça a mil...
Duas semanas passaram e não houve dia em que não pensasse no meu pai, tenho sonhado com ele (aconteceu na noite da madrugada em que faleceu, noutros dias e até esta noite...), e ainda não consegui não vestir uma peça de roupa que não tenha preto.
Sempre gostei de usar preto nas roupas do meu dia à dia mas noto agora que (ainda) não consegui mudar as cores, alternando entre umas calças ou uma camisola pretas conjugadas com uma peça doutra cor...
Não me tem apetecido falar muito sobre o que sinto com outras pessoas e por isso venho aqui para o blog 'descarregar' o que me vai na alma.
Escrever sim, falar não tanto... E ainda que eu saiba que a vida continua, preciso dalguma forma de mandar cá para fora os meus pensamentos e sentimentos...
Até me imaginei numa consulta de Psicologia e a nem saber por onde começar e a nem me apetecer dizer nada...
Enfim, isto pode parecer repetitivo mas tem mesmo que ser...

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

O apelo... da estrada...

O filhote melhorou da febre e ficou bem na Escola, pelo menos até ver... Ontem o médico achou que era uma gripe "normal" e nem lhe receitou mais nada...
Mas hoje, chegada a casa da Escola, e depois dumas limpezas em casa feitas a meias com a minha mãe, senti um "apelo" que raramente ou nunca sinto: ir andar de bicicleta mas apenas pela estrada, pelo alcatrão...
Sempre fiz BTT e só andei mesmo pelo alcatrão num fim de semana em que fomos a Lisboa pelo que assim sendo, hoje foi a terceira vez que pedalei na estrada e não no meio do mato, e sempre com uma bicicleta de BTT porque não tenho de estrada...
Foi a terceira vez que selecionei 'Cycling' no 'Sports Tracker' ao invés de selecionar 'Mountain Biking', e isto em cerca de centena e meia de 'workouts' desde o início de 2012 creio que é significativo...
Bom, mas adiante... 
Precisava de desanuviar a minha cabeça e de não ter que falar com ninguém pelo que assim sendo, mesmo com muito vento e frio, lá fui eu... 
Enquanto pedalo não penso em mais nada ou pelo menos tento não o fazer... 
Penso muitas vezes no meu pai, parece que ainda ouço a sua voz e ocorrem-me diversos pensamentos sobre momentos que passámos juntos, episódios da minha infância, da minha adolescência e da minha vida já em adulta... Nestes instantes também penso que ainda está lá por Lisboa, que isto tudo foi um equívoco, que não é possível que o meu pai, o meu pai que sempre conheci e que sempre cuidou de mim, que não 'exista' mais, que aquela "figura" não vai dizer mais nada, que não lhe posso telefonar nem vai dizer mais vezes ao neto que lhe vai comprar um gelado...
Depois vejo outros "pais" da idade do meu e lembro-me que o meu já não existe e que se calhar não "aproveitei bem" o meu próprio pai...
E o dar-me para andar de bicicicleta como forma de desanuviar e servir como uma terapia é quase um "contra senso" porque o meu pai não ligava nenhuma nem achava muita piada a que eu andasse para aí a pedalar... 
Mas é que enquanto faço isto não tenho que falar com ninguém e hoje só apetecia mesmo era ir mas pelo alcatrão... Hoje não me queria sujar a mim nem à bike e por isso pedalei até Peniche, um sítio que adoro, principalmente no Verão com as praias, os restaurantes, as feiras, a ida para as Berlengas, enfim... 
E ainda passei as vistas no Baleal mas o vento era tanto que quase me levava a mim e à bicicleta...
Mas pouco parei, cheguei, tirei algumas fotos e vim embora...




terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Ideias na tola

Bom, acho que é normal quando acontece algo que cause um impacto muito forte na nossa vida começarmos a (re)pensar e a ponderar uma série de coisas...
A forma como encaramos a vida, a forma como nos relacionamos com os outros, perceber quem é realmente nosso amigo nos momentos menos bons, dar valor ou importância ao que realmente importa e não ligar a coisas menos importantes e por aí fora...
Ponderar  horários, correrias e rotinas tem sido algo que me assola o pensamento.
Tenho comido mais do que devia e do que é habitual e para algo completamente desinteressante e sem qualquer importância, só penso em cortar o cabelo... Está frio, gosto dele comprido mas parece que dos "nervos" ou lá o que é isto, que ficou sem volume e 'agarrado' à cabeça... Por muito que o lave e seque com o secador e lhe dê laca para dar volume, ali fica ele agarradinho ao cimo da  minha cabeça...
É isso e os papos nos olhos e olheiras. Nunca tive nada disto mas agora tenho...
E o tempo que está gelado e que não ajuda nada.
E o meu filho, que ontem fui buscá-lo à Escola e que hoje ficou em casa porque a febre continua e daqui a nada vamos ao médico...
Bom, assim de repente, queria muito ter paz de espírito e transportar-nos para um calor tropical porque nunca como este ano estive tão farta do frio, do Inverno e dos dias curtos...
Mas o cabelo... Mas depois tenho medo de me 'arrepender'. Sei que crescerá mas como gosto tanto de cabelos compridos tenho realmente receio mas apetece-me cortá-lo como que para me renovar a mim mesma...

A pensar...

A pensar se vou, ou não, a esta Maratona...
Ainda está tudo muito "fresco" e não sei bem se teria forças e capacidades psicológicas para uma prova que, segundo consta, é algo dura e, 'ainda por cima', faz parte da Taça de Portugal... 
Claro que eu sou uma mera praticante de BTT, que adora pedalar, não me considero uma 'atleta' e muito menos sou federada seja lá do que for mas acho que a prova teria piada pelo percurso e para conhecer caminhos e trilhos novos...
E depois aqui no cartaz tem a indicação de 40 Kms mas na página da organização afinal são indicados 47 Kms... Mas não faz mal, tenho treinado essa distância com a minha amiga das pedaladas..."Antigamente" é que só pedalava 30/35 Kms... Agora já estou nos 40/45/50/55 Kms...
Enfim, na inscrição até oferecem o 'jersey' que é engraçado mas depois há estas 'discriminações' para as mulheres no BTT que só me dá é vontade de ir e fazer tudo e mais alguma coisa:

"Eh pá", não gosto nada destas "coisas"...


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Para algo diferente e sem qualquer interesse ou patrocínio...

É só para dizer que este tira gorduras tem estado em promoção no Pingo Doce e que essa promoção acaba hoje. 
Acho que custava 3,99€ e tem estado a 1,99€ e a maravilha das maravilhas é que também dá para limpar bicicletas... Aqui não se vê mas atrás da embalagem, entre diversos sítios para limpar, está uma bicicleta...
E na verdade, ontem enquanto o maridão lavava a imensa lama da bike, usou este produto e via-se a 'gordura' a 'escorrer' da bike...
Enfim... Post muito interessante este...


Febre...

Na sexta-feira passada ligaram-me à hora de almoço para ir buscar o filhote porque estava com febre...
Lá fui a correr buscá-lo e ficou a tarde toda muito "mole", com febre e tosse mesmo tendo tomado o ben-u-ron do costume...
No fim de semana nem saiu de casa para as atividades nem para lado nenhum porque a febre continuou, a tosse também e a falta de apetite era notória... Só a falta de apetite para jogar na Playstation é que não era pouca mas como estava doente jogou mais do que o 'habitual'...
Hoje de manhã fui levar o filhote à Escola, não havia sinais de febre mas... à hora de almoço o telemóvel tocou e era novamente da Escola, que o filhote tinha febre e estava mal disposto...
Lá fui eu a correr tendo antes ido comprar um peito de frango para lhe fazer uma canja, ou melhor, a minha mãe quis fazer a canja...
Agora o filhote parece estar melhor... e eu... cá estou...

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Hoje também fui andar de bicicleta mas...


Mas não foi a mesma coisa...
Estava Sol e frio, não havia vento e era um dia bom para pedalar mas não sei se me cansei um pouco da tarde de ontem, se era por me sentir mais "em baixo" mas a pedalada de hoje não correu tão bem... 
Senti-me cansada e desgastada e as subidas não foram feitas com a mesma força e energia...
Não sei, parece que hoje os pensamentos sobre o meu pai eram mais intensos...
Ainda assim tomámos café e comemos um chocolate 'a meias', eu e a minha amiga das pedaladas que é tão mais veloz do que eu mas que tem 'paciência' para 'esperar' por mim em dias como o de hoje... Em dias em que estou mais desanimada e em que isso afeta a minha velocidade e a minha prestação nas subidas...
Que bem que me sabem as descidas quase perigosas, as valas, os buracos, a areia, a lama, os troncos, as folhas, os obstáculos inesperados, o ter que me desviar sem ter tempo para pensar muito, o levar com um imenso vento frio e pedaços de arbustos na cara (protegida pelo capacete e pelos óculos de BTT), como que a darem-me safanões para acordar e perceber que realmente o meu pai não está lá em Lisboa na vidinha dele, à distância de um telefonema ou duma hora de viagem...
Contorno os troncos caídos no chão, inclino o meu corpo e a bike, levanto-me do selim para não cair em valetas e buracos cheios de pedras, e pergunto-me se também conseguirei contornar a dor e a ausência de uma das pessoas  mais importantes da minha vida...
Os pés estão gelados da água enlameada duma quase lagoa atravessada na bicicleta. Não caí, menos mal... Há uns tempos atrás era queda na certa... Agora já nem me lembro de cair, não sei se por ter outra bike, se por já não ser assim tão inexperiente... E espero sinceramente que o mesmo aconteça na minha vida, que consiga passar e ultrapassar os obstáculos sem cair no fundo...
Que fique suja, que fique cheia de lama, que doa se cair ou se der um solavanco mais agitado duma qualquer pedra ou tronco caído no chão mas que daqui a nada também a minha alma fique lavada e revigorada tal como fica o meu corpo depois de chegada a casa e dum banho quente e a escaldar que lava e leva a lama e o pó...
Mas hoje estava realmente lenta... "Coitada" da minha amiga que teria feito esta pedalada em menos uma hora para aí do que o tempo que levámos...
Mesmo tendo tantas subidas, fazer 50kms em quatro horas "é dose"...

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Vá-se lá perceber...

Vá-se lá perceber que não vou ao ginásio há quase duas semanas e que ando 'melhor' na bicicleta do que quando faço exercício quase diário à hora de almoço... Se calhar tenho de aprender a gerir melhor o meu esforço e os meus treinos e a conhecer o meu corpo e as suas capacidades...
É que em dias, por exemplo, como o de hoje, em que fui tirada de casa pela minha amiga das pedaladas para irmos fazer um treino semi curto em quilómetros (para aí uns 25 Kms...) mas intenso em subidas e com umas condições meteorológicas muito pouco favoráveis (estava uma ventania enorme e um frio gélido (contudo retirei o gorro no final da primeira subida íngreme...), geralmente sentia-me fraca e fazia as subidas de forma muito lenta e por vezes com a bike na mão...
Desta feita fiquei surpreendida comigo mesma... Para já por a minha amiga me ter conseguido 'tirar' de casa', depois porque o vento era tanto que nem sei como não voámos com as bikes e depois porque fiz as subidas sem ficar quase sem fôlego e sem sentir uma dificuldade enorme como costumo sentir... Não sei se a suspensão nova ajudou ou se foi por ter o meu corpo mais folgado do exercício físico...
Havia lamas e 'riachos' de água por quase todo o caminho e às tantas deu para rir um pouco (não me lembro de 'rir' de há uma semana para cá) porque só encontrámos uma pessoa a pedalar e realmente o tempo estava péssimo e comentámos que devíamos ser realmente doidas por andarmos de bicicleta nestas condições...
Soube bem... Ainda falei do meu pai mas agora é que são elas... É de noite e com ela vem a ansiedade, os pensamentos e as lembranças... É difícil adormecer...

- fotos retiradas -

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

No dia em que fez uma semana...

Ontem fui andar de bicicleta...
Estava num misto de tristeza por ter passado uma semana mas o Sol abriu e já que tinha estado a manhã toda na cama a dormitar, achei que se por lá continuasse que estaria a caminho duma qualquer espiral deprimente e 'obscura'...
Quando me levantei tomei um banho e senti-me melhor. Equipei-me e em género infantil queria muito experimentar o novo "brinquedo", um GPS da Garmin que comprámos usado e que foi descontinuado (já não se fabricam mais iguais) mas que está em excelente estado e que assim nos foi vendido por um preço ainda melhor... 
Fiz o registo no My Garmin e lá fui em silêncio e sozinha .. 
Estranhamente até foi a minha mãe que incentivou a ir, é que a minha mãe, à semelhança do meu pai, nunca achou grande piada a este desporto. Na cabeça dos meus pais eu era uma adulta à beira dos quarenta que mais parecia ter dez anos para andar para aí a pedalar no meio do mato...
 Suponho que a minha mãe percebeu que ontem eu estava lá "no fundo" e por isso disse num tom terno e meigo "que eu gostava tanto de andar de bicicleta, porque não vais dar uma volta, filha...?".
E eu fui, antes que batesse mesmo no fundo...
Estou a agarrar-me à bicicleta para não me agarrar a medicamentos da treta que causam dependência e deixam as pessoas quase sem vontade de se mexerem e prostradas...
Foi uma pedalada silenciosa e solitária, com os pensamentos na vida e no meu pai... E na minha mãe... É dela que tenho que cuidar agora...
Só me abstraía destes pensamentos quando olhava para o GPS porque não estou habituada a "ele" e tinha que ver bem o que diziam os menús... 
Não preciso de mapas para os sítios por onde ando mas ver a altimetria "em direto" e uma série doutros dados foi mesmo um momento de distração para a minha cabeça...
No fim o regresso e o anoitecer... E começa a ansiedade com o anoitecer...

- fotos retiradas -

Uma semana...

Faz hoje uma semana que por esta hora lhe dizíamos adeus do sítio de onde não mais voltará. Entre choros e abraços, entre amigos e família, dissemos adeus em silêncio...
Nesta semana chorei muito, principalmente à noite que é quando fico mais ansiosa e me ocorrem pensamentos diversos... Lembro-me muito do meu pai e de acontecimentos da nossa vida.
Das férias em criança, das conversas, dos 'conflitos' da treta que tínhamos porque éramos muitos iguais no feitio... Mesmo fisicamente éramos parecidos. Quando colegas minhas da Escola ou da Faculdade o conheciam diziam que eu era o meu pai de cabelos compridos...
Por agora quando ainda encontro pessoas que me dão "os sentimentos", não choro... Não sei, parece que hão-de estar enganados, do género, estão-me a dizer aquilo mas não é real, não deve ser do meu pai que estão a falar ou estão a falar doutra coisa qualquer...
Depois à noite em casa choro baixinho porque durante o dia tenho andado com a minha mãe a tratar dos pormenores burocráticos, o que vale é que pelo Oeste não há filas de gente nem confusões no atendimento...
Sinto que tenho momentos, ora estou bem, ora estou menos bem...
Sei que o tempo passa e queria muito que passasse depressa porque de facto quando anoitece fico deveras angustiada.
Queria que os dias já fossem maiores e desta vez não era só para andar de bicicleta, era também para não começar a ficar nervosa...

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Pensava que ia aliviando

Pensava que à medida que os dias passam que as 'coisas' iam amenizando, iam aliviando de certa forma mas na verdade não o sinto.
Não me sinto de rastos mas também não me sinto bem.
Passei a olhar para a maior parte das coisas e das pessoas de forma diferente.
Continuo a pensar na bicicleta mas ontem adormeci a tarde toda enroscada no sofá e hoje tem estado tanto frio e um céu cinzento que só o pensamento de ter de trocar de roupas  dá-me calafrios.
Não me apetece ir ao ginásio porque 'barulho', gente e "interação" com várias pessoas está fora de questão.
Ainda hoje de manhã fomos ver duma peça nova para a minha bicicleta e isso dá-me algum alento mas tirando isso, não sei bem, sinto uma tristeza nunca antes sentida.
A minha mãe parece estar "bem", dentro do possível, quer cozinhar e tratar da roupa.
Depois penso no meu peso. Não ando tanto por estes dias, não vou ao ginásio, não ando de bicicleta, não me apetece correr nem caminhar, tenho comido mais do que devia, a  minha mãe cozinha comidas mais calóricas das que eu costumo fazer e só me apetece é comer doces, hoje comi um bolo do Algarve e que bem que me soube aquela bomba calórica...
Mas caramba, acredito que daqui a uns dias tudo 'normalizará'... E não é por uma semana ou duas que vou ganhar novamente um peso 'imensurável'.
No meio disto tudo, das coisas que mais me custou, foi ontem o meu filho ter-me perguntado se o avô tinha morrido porque um amigo lhe tinha dito isso numa das atividades.
Eu fiquei gelada e sem saber como reagir. Não lhe o tinha ainda dito. Também sei que não se deve ocultar nada e que devemos dizer a verdade mas ainda não tinha tido coragem e quando o meu filho me pergunta se o avô morreu, primeiro fiquei em silêncio e depois disse que sim, que agora o avô estava com o Jesus e que era uma estrelinha no céu a olhar por nós.
E eu não esperava esta reação do meu filho, começou a chorar desalmadamente e eu agarrei-me a ele também a chorar...
Passados uns minutos agarrou-se novamente a mim e disse que estava triste pelo avô...
Não pensei que a reação fosse tão forte porque não convivia com o avô diariamente...
Foi duro e dura é a vida.
Pode ser agora do impacto mas é nestes momentos que realmente percebemos quem são os nossos amigos e aqueles que o não são tanto assim...
Passei a olhar as pessoas na rua e no facebook com outros olhos... Estou a fartar-me do facebook...
Com a morte do meu pai tornei a falar com familiares com os quais não tinha contato há anos e estou a 'gostar'... Sinto-me mais mulher, mais madura. Mandei para trás das costas desavenças familiares parvas e agora não quero perder novamente estes laços, principalmentes os de sangue...
Apetecia-me ir para terras quentes e com praia. Este tempo frio, enevoado e chuvoso é mais que deprimente e a mim não me anima nada...
Estou assim como que a repensar em toda a minha vida e em tudo e todos que dela fazem parte...
A bicicleta está sempre presente e deve ser das poucas coisas que ainda me faz sentir uma alegria quase infantil. O ir comprar uma suspensão nova que ajuda não sei bem o quê nas subidas, o ter ficado com um GPS Garmin em segunda mão mas em ótimo estado deixa-me assim contente, vá-se lá saber porquê...
Continuo muitas vezes a pensar que isto foi tudo um engano e que o meu pai vai aparecer e falar comigo a qualquer momento...

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Peguei na bicicleta...

Tive um impulso esta tarde e fui andar de bicicleta.
Estava frio e o céu estava carregado dum cinzento escuro mas como a minha mãe estava acompanhada pelo meu marido, peguei na bicicleta e fui...
Fui, literalmente, afogar as mágoas. Não encontrei mais ninguém a pedalar pelo caminho nem a correr, nem a caminhar, nem nada.
Só eu e a bicicleta e os meus pensamentos.
Não sinto raiva pelo que aconteceu, só pergunto porquê... Só sinto saudades.
Enquanto pedalava só pensava no meu pai e em como nem achava muita piada a este meu passatempo.
Às tantas parei num café, também completamente vazio, sentei-me, bebi um café, olhei a areia e o mar, pensei que nunca mais ali levaria o meu pai.
Pensei que os caminhos desertos e o café vazio pareciam fazer parte duma encenação em que tudo ficou assim especialmente para mim.
Como se o Universo soubesse que não me apetece falar com ninguém e tivesse colocado à minha disposição um imenso caminho e um café completamente vazios de gente para que eu não tivesse que falar com ninguém...
Enquanto bebericava o meu café a minha cabeça e os meus pensamentos não paravam, não consigo parar de pensar no meu pai.
Olhei para a bicicleta e pensei como era possível que uma máquina se tornasse por instantes numa espécie de melhor amiga, companheira leal e fiel, que nada me cobra ou exige, recebedora dos meus pensamentos, ouvinte dedicada de tudo o que se passava na minha cabeça enquanto pedalava...
Às vezes acho que isto não é real mas suponho que faça parte do luto...
Às vezes acho que como estava algumas semanas sem estar com os meus pais por agora morarmos longe, que isto não é real, que ele está lá em casa, que vai lá estar quando eu lá voltar...
Depois caio em mim e recordo que a minha mãe está connosco e que o meu pai não irá voltar, que teve uma vida sofrida e que merecia ter vivido melhor...
Enfim...

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Quando cai a noite

Desde que isto aconteceu que não gosto nada quando cai a noite...
Não consigo explicar mas fico ansiosa e muito triste.
De dia ando bem, saio, vou às compras, dou voltas, cozinho e só nao fui andar de bicicleta porque o tempo hoje esteve horroroso mas quando começa a anoitecer, ui... É cá uma angústia que nem consigo explicar bem...
Claro que durante o dia se encontro alguém que me faz falar sobre o assunto fico logo um pouco perturbada mas é à noite que bate a tristeza.
O meu pai não me sai da cabeça e só penso que nunca mais o verei, que nunca mais sentirei o seu cheiro ou ouvirei a sua voz... Que o neto não o vai conhecer nem lembrar-se dele.
Desculpem-me esta conversa tão deprimente mas na verdade não me apetece falar com quase ninguém e muito menos sobre o que sinto. Apetece-me escrever. Apetece-me guardar em pensamentos o que me lembro do meu pai.
Vejo-o muitas vezes na minha cabeça, lembro-me dele e por vezes começo a chorar...
O mais estranho disto tudo é que na noite em que o meu pai partiu eu sonhei com ele e com a minha mãe. O meu pai estava já bastante debilitado da doença e no meu sonho o meu pai já se mexia e andava 'normalmente'... Mal imaginava eu o que se estava a passar...
Tenho tratado de tudo para que o meu filho não se aperceba de nada e quero que siga a sua vida 'normal' mas cá dentro bate esta dor e esta angústia, principalmente à noite. Queria que não anoitecesse, queria saltar da tarde para de manhã...
Queria que isto não tivésse acontecido.
Sinto-me demasiado nova para perder o pai.
Sinto o meu pai demasiado novo para partir.
Sinto a minha mãe demasiado nova para ficar sem o seu marido, o seu amigo, o seu companheiro de mais de quarenta anos.
Sinto o meu filho demasiado novo para ficar sem o avô de quem herdou o nome...
Sei que devo regressar às rotinas mas não me apetece falar com ninguém. Não é por mal. É só mesmo o que sinto...

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Adeus pai...

O dia dos namorados levou-te de forma tranquila.
Já estavas a sofrer tanto por isso vou acreditar que quando rezei e acendi uma vela por ti em Fátima neste passado domingo que Nossa Senhora decidiu amenizar a tua dor e levar-te.
A morte é a única coisa certa que temos quando nascemos mas é também a única coisa que é muito difícil de entender e de sentir.
Vou pensar que o meu pai sempre me disse que a vida era assim, que tínhamos que seguir a nossa vida, que era assim mesmo.
Vou pensar que por agora não consigo chorar mais, que te vi partir para a terra de onde não mais voltarás.
Vou sofrer como nunca sofri.
Dói muito, não acredito que a vida levou o meu pai, o mesmo que sempre cuidou que eu tivesse tudo e que nada me faltasse. O mesmo que me deu vida e que me educou com valores e de forma honesta.
O meu pai sempre disse que eu tinha que estudar para ser independente fosse de quem fosse e assim o fiz e assim o sou, independente seja de quem for...
Sinto que mais uma parte da minha infância partiu. Sinto-me cada vez menos menina.
A menina do papá ficou sem o seu pai.
A minha mãe ficou sem o seu amigo, o seu marido, o seu companheiro e agora é nela que tenho que pensar. A minha mãe ficou "sozinha".
Eu fiquei com um vazio e um buraco na minha vida e no meu coração e na minha alma.
Não sei o que se segue.
Não sei por que é a vida tão dura.
Acho que não te abracei o suficiente pai nem disse o quanto gostava de ti apesar das nossas 'turras' e 'conflitos'.
Adeus pai...

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Estava tudo ótimo até que...



Afinal não deu para me exercitar na segunda-feira nem ontem...
E hoje lá fui eu cheia de energia para o ginásio. Estive na passadeira que coloquei muito inclinada para subir, subir e subir...
Fartei-me da passadeira e fui buscar dois pesos, de 4 Kgs cada um, e fui fazer uns exercicíos de pernas, em pé, e outros para os braços.
Entretanto começou a aula e também estava tudo ótimo até que... até que surgiram os agachamentos e "oh meu Deus!!!", tive vontade de gritar com as dores que me deram aqui no músculo da perna cujo nome não sabia e que aprendi agora ao pesquisar no google: diz nesta imagem que é o vasto intermédio, vasto lateral e reto femoral (chinês para mim...). Bom, o meu sorriso ficou imediatamente amarelo tais eram as dores...
Tive que dizer que as dores deviam ser de ter andado muito de bicicleta no fim de semana porque tinha sido realmente muito...
Não disse mais nada mas de facto foi mesmo uma espécie de limite e talvez por isso os músculos ainda não 'repousaram' o suficiente. Se calhar foi mesmo melhor não ter feito exercicío nos dois dias após a ida a Fátima porque estes músculos acusaram dor e uma dor muito forte...
Talvez o Body Balance ajude entretanto a alongar melhor e a levar ao lugar duma forma mais 'repousante' todos os músculos...
Notei hoje que a "barriga das pernas" das duas pernas está cheia de nódoas negras...
 
(imagem da net)

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Mas será possível

Mas será possível que depois da 'estopada' de ontem que hoje, ainda que com algumas leves dores nalguns sítios do corpo, esteja cheia de energia...?
Não fui à hora de almoço ao ginásio, é certo, porque outros valores se levantaram, nomedamente ir dar um jeito no cabelo, cortar pontas a custo porque o cabelo neste momento pode ser considerado enorme mas não páro de pensar que logo bem podia ir a uma aula de Cycling...
:O
Ainda não sei se o farei ou não mas a ideia só por si agrada-me... O pior é pensar nas imensas roupas nossas do dia de ontem que estão ainda por lavar...
Bom, quando chegar a casa logo vejo mas lá que estou cheia de energia, estou...

Empenada e constipada mas feliz

Voltarei mais tarde com um relato mais detalhado porque agora só me ocorre dizer que hoje estou assim para o empenado e constipado mas também muito feliz, muito mais leve e 'desprendida'...
Superei-me a mim mesma, não sei se pelo objetivo que já tinha em mente há algum tempo, se pela companhia, se pela minha fé mas a verdade é que pedalei pela primeira vez na minha vida muitos mais quilómetros do que alguma vez imaginei ser possível...
Fomos do Oeste para Fátima em BTT, não foi em estrada, eu volto a repetir, ok...? Foi em BTT o que significa caminhos muito duros, muitas pedras, areia, obstáculos, lama, água, já para não falar do imenso frio, da geada, da chuva gelada e do vento gélido que nos acompanhou no fim da viagem durante mais de 20 quilómetros...
Isto é algo inexplicável e que ficará como um marco na minha vida...
Conseguir pedalar 85 quilómetros é agora o meu recorde pessoal e acho que para o conseguir, em BTT (não sei se já o tinha referido...), foi mesmo pela força e pela inspiração de querer muito chegar a Fátima, e chegámos, quase em hipotermia, mas chegámos...
Passar por parte dos percursos dos Caminhos de Fátima transportou a minha alma para pensamentos muito mais profundos e apaziguou-me o espírito...
Mas como digo, volto em breve com um relato mais detalhado e longo. Mesmo que ninguém esteja interessado em ler eu quero e tenho que guardar nalgum sítio, para além da minha memória, o relato do dia de ontem...

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Sou só eu que deixo a gravar este programa diariamente...

Serei a única pessoa que vê e grava diariamente este programa que dá no Canal "A Bola TV"...?
É verdade, é um programa com cerca de meia hora com uma Personal Trainer que dá todos os dias de manhã e eu programo as gravações semanalmente para não perder nenhum programa...
:D
Mas não, quando o vejo não estou a fazer os mesmos exercicíos. Estou alapada no sofá a absorver a informação e a tirar ideias para, eventualmente, as colocar em prática no ginásio...
Em cada dia são feitos exercicíos diferentes e acho que já aprendi mais TRX com a senhora do que no "meu" ginásio...
 Até podia fazer aquilo em casa mas nunca me deu para isso...
Também fico com ideias dos outfits desportivos e dos ténnis que a treinadora usa mas ela é patrocinada pela Adidas e eu sou patrocinada pelo dinheiro do meu bolso...
Enfim...
À hora de almoço não fui ao ginásio, fui prevaricar às compras e agora estou para aqui a moer se logo me apetecerá ir ao Cycling, ou não... É que se estiverem para lá com carnavalices eu não tenho paciência... Só quero fazer a aula, os exercicíos e "prontos"...! Já não tenho pachorra para o Carnaval...
 

Como num filme

Pela primeira vez na vida aqui da miss organizada e preocupada perdeu-se o ticket do parque de estacionamento dum qualquer 'shopping' algures no Oeste.
Nunca tal me tinha acontecido e sozinha "ainda por cima".
Primeiro fiquei cheia de calores.
Depois percorri os caminhos e lojas por onde tinha andado.
Depois falei com um segurança que me encaminhou para a receção/segurança do parque.
Os meus nervos aumentaram.
Chego lá com um ar afogueado e preocupado e dizem-me que excecionalmente me vão abrir a cancela do parque.
Pá, é que excecionalmente eu também perdi o ticket do parque e vou a parques destes para aí há uns vinte anos, tem que haver sempre uma primeira vez para tudo...?
Acho que deve ter caído do meu bolso onde ficou juntamente com o telemóvel... Só pode...
A minha cabeça realmente não anda bem...
Em compensação comprei umas botas quase brancas que não devem prestar para nada a ver pelo preço mas que servem para combinar com uma camisola branca, nem que seja só duas ou três vezes...
Encontrei o número 41 nas botas o que é logo motivo de felicidade.
As minhas odisseias em busca de calçado davam um filme realmente. Encontrar sapatos e botas de que goste e que me fiquem bem nos parâmetros que estipulei e no meu tamanho, é deveras complicado...

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Very good

Às vezes parece que me estou a repetir por estar a escrever um post de cada vez que faço este tipo de exercicíos... Ainda por cima, é sempre a mesma conversa do costume, que é que bem que sabe constatar que o corpo está mais flexível e equilibrado, que parece que se mexem e trabalham todos os músculuzinhos escondidos no nosso corpo e que mesmo sem grandes agitações ou movimentações, uma pessoa farta-se de transpirar...
E que depois se pensa que era bom fazer estas aulas mais vezes por semana.
E que penso incessantemente em voltar ao cycling ao fim do dia e que depois nunca dá jeito.
E que depois do cycling podia fazer outra aula qualquer, eu sei lá...! Penso em tanta coisa e em nada ao mesmo tempo... Penso que não ando a treinar nada de jeito tendo em conta o "patamar" a que já cheguei. Sinto-me inquieta e a ir ao ginásio como vai quem só vai quase por ir e não é isso que eu pretendo ou preciso...
E que estou a stressar por não pedalar há tanto tempo. Quase três semanas está a parecer-me uma eternidade, malvados dias curtos que não me permitem chegar a casa e ir pedalar...

(imagem via Pinterest)

Aproximam-se muitos quilómetros...

Aproximam-se muitos quilómetros pela frente, muitos mais do que alguma vez pedalei 'de seguida', e eu não ando de bicicleta há quase três semanas...
Também não tenho feito muito Cycling no ginásio pelo que todos estes quilómetros vão ser feitos, não a pensar na velocidade, na distância, no tempo ou nas dificuldades que vão surgir pelo caminho mas sim na minha fé, em algo muito íntimo meu...
É algo que sempre quis fazer de bicicleta e porque me apazigua lá ir.
Vai ser algo novo e diferente, feito em grupo e desta vez não seremos apenas dois ou três a pedalar, seremos bem mais, por isso vamos ver como correrá.
Tenho fé e esperança de que vai correr bem e que me vai apaziguar.
Vou fazê-lo por mim porque é algo de muito meu mas entretanto já diversas pessoas me pediram para o fazer também por elas e por isso em Fátima também rezarei e irei acender velas pela família e pelos amigos...
Desde adolescente que gosto de ir e que vou a Fátima. Nunca o fiz a pé, foi sempre de autocarro ou de carro...
Como comecei a andar de bicicleta, pensei sempre que um dia gostaria de ir até lá assim e vai agora concretizar-se pelo que espero que seja algo realmente bom no meio de tantas coisas menos boas que têm acontecido desde o início do ano...
O meu pensamento estará sempre com o meu pai e só queria que ele voltasse a ter parte das forças que entretanto perdeu...
Na verdade, gostava de fazer este caminho com um Voto de Silêncio mas talvez os meus companheiros do pedal não achassem muito... 'simpático'...
Uma coisa de cada vez e eu quero é lá chegar, sã e salva... E tenho Fé de que isso irá acontecer...


 

Custa

Pela primeira vez desde que o filhote tem festas e desfiles de Carnaval eu não vou estar lá para o ver.
Este ano não vai dar para estar lá durante uma manhã ou uma tarde inteira porque estou cheia de trabalho, porque estive de baixa, porque tirei um dia de férias em janeiro e porque não dava jeito estar agora a tirar mais dias de férias senão daqui a pouco não tenho quase nenhuns...
Custa-me mesmo muito não estar presente porque sou uma mãe mais que presente mas conversei com o filhote sobre isto e expliquei-lhe que não ía poder estar lá para o ver e ele pareceu-me compreender...
Espero que para o ano seja diferente mas este ano estão a acontecer muitas coisas ao mesmo tempo e tenho que fazer uma espécie de "seleção" em relação aos tempos e disponibilidades.
Lembrei-me também de mim, de quando era miúda e andava na Escola, e de que os meus pais nunca foram ver nenhum desfile ou festa durante o dia na escola porque tinham que trabalhar, e trabalhavam mesmo muito. Íam às reuniões e a tudo o que fosse importante mas festas durante o dia nunca deu para irem e eu não fiquei "traumatizada" com isso...
Claro que estou aqui a remoer o facto de não estar lá para o ver, como aconteceu nos anos anteriores, mas realmente não há tempo....
A minha vida tornou-se numa correria e tenho pena de não ir ver o filhote porque não estará lá mais ninguém da família para o ver...
 

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Devia realmente fazer isto mais vezes por semana

Realmente devia fazer cycling mais vezes por semana...
Isto de ser só uma vez por semana não está com nada...
E depois não tenho andado de bicicleta, quer dizer, g'anda neura...
Neste fim de semana como fomos para Lisboa, não levámos as bicicletas e eis que no domingo fomos correr. Eu não gosto nada de correr e sem forças como estava, foram corridos uns míseros 6,5 Kms em 50 minutos, credo, que lentidão!!!
E depois no final foi algo cómico porque quem fuma mais que muito é o pai lá de casa, quem não vai ao ginásio é o pai lá de casa, quem passa semanas sem pedalar ou correr é o pai lá de casa e no final da nossa corrida adivinhem quem tossiu que se fartou tendo até uns lamirés de vómitos...?! Pois, não foi o pai lá de casa, fui eu. Eu que vou ao ginásio praticamente todos os dias, eu que não fumo, eu que sempre vou pedalando ao fim de semana...
Assim se vê como a minha resistência para correr é praticamente nula. Até parece que o meu corpo não foi mesmo desenhado para correr, 'credo'...!
Bem, mas como estava a dizer, gosto mesmo muito de fazer as aulas de Cycling e uma vez por semana não está com nada mas também onde vou arranjar tempo para ir ao final do dia, argh!!!
Transpirei que me fartei, o costume portanto...
De resto, tudo na mesma...


(imagem da net)


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Força nas canetas

Bom, nunca fui uma pessoa dada a grandes forças e mesmo com todo o processo de emagrecimento e o imenso exercicío que passei a fazer, força foi algo que nunca ganhei muito. Isto deve-se certamente ao tipo de exercicíos que tenho feito e leva-me muitas vezes a pensar que se calhar não estou a treinar "bem" como deveria tendo em conta os meus propósitos que são os de ganhar, precisamente, força para a bicicleta...
Parece que só passado mais de um ano de andar no ginásio é que ando a experimentar novos exercicíos que têm mexido comigo porque no dia a seguir tenho dores no corpo. Para além disso, nunca tinha feito a maior parte deles que "puxam" à força e à tonificação. São exercicíos em máquinas e noutros aparelhos que são quase "chinês" para mim e aí noto as minhas fragilidades...
Ah, estou muito em forma e tal e afinal vai-se a ver e a força vê-se por um canudo...
Força de pernas e força de braços ou força para suster o meu próprio corpo é algo que realmente me falta. E ali naqueles momentos sinto-me completamente fora de forma porque para além da falta de força física que é algo meu, também não ando com a energia e com as forças 'psicológicas' em alta... A dor dentro de mim perturba e afeta o meu desempenho. De repente fico a parecer que não estou em forma, que os exercicíos me custam mais, sinto-me insegura, sinto-me como se tivesse novamente mais trinta quilos em cima...
Veêm ao de cima uma série de inseguranças e assim sendo pareço uma parva sem forças...
Suponho que isto se note porque também têm "puxado" mais por mim, algo que não acontecia muito até aqui em que entrava muda e saía calada do ginásio e agora incentivam-me a fazer exercicíos de força...
Enfim, devo andar com uma cara bestialmente triste e cansada...
E hoje fiz um exercícío parecido com o da foto. Claro que esta não sou eu, nem lá perto... O meu corpo não é parecido nem deve lá chegar mas enfim, sou o que sou...
O peso nem era muito mas as minhas pernas todas elas abanavam com o esforço...


(imagem via Pinterest)

Curto circuito

Sinto que a minha cabeça está prestes a fazer um qualquer curto circuito.
Até aqui nunca fez. Teve momentos menos bons, uns mais confusos do que outros mas sempre fui uma 'mocinha' sempre 'normal', dentro do possível.
Neste momento está a acontecer tanta coisa ao mesmo tempo que francamente a minha cabeça nem sabe bem para onde se virar ou em que pensar...
Tanto penso numa coisa como noutra.
Tanto penso que vou ao ginásio à hora de almoço como vou ao fim do dia mas depois já não vou ao fim da tarde porque me "custa" sair de casa à noite, "custa-me" 'deixar' o meu filho.
Parvoíces, eu sei, mas ando vulnerável e não tenho andado de bicicleta.
Neste fim de semana fomos para os meus pais porque o meu pai não está melhor e isto está a pôr-me doida...
Estar longe e não o poder apoiar a ele ou à minha mãe deixa-me bastante angustiada.
E vai daí que tenho mesmo a cabeça a mil e suponho que o que me mantém sã é mesmo o meu filho, o exercicío e o meu trabalho ainda que por vezes também ele seja de dar em doida...
E tanto me apetece falar muito sobre o que vai cá dentro como não me apetece falar de nada.
Tanto penso em como vou deixar a bike como penso que não a quero deixar.
Penso em tudo e penso em nada.
Tenho olheiras. Dói-me o coração e a alma.
Definitivamente a minha infância acabou, como se ainda existisse quase aos 40 anos, mas eu achava que sim...
Cresce. Tudo o que tu eras, tudo o que foi, já lá vai, não há volta a dar.
A minha infância acabou e só espero com isso não me tornar numa pessoa cinzenta e desiludida com  a vida.
Por que raios têm de sofrer aqueles que mais amamos.
É a vida, já sei.
Só que nos últimos anos não me lembro assim da vida me ter 'proporcionado' grandes alegrias. Também não me deu grandes tristezas mas também não tem sido um mar de rosas...
 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Tentando manter a sanidade mental

Os dias passam e tento escrever alguma coisa de jeito mas não sai nada porque no fundo de mim não estou, 'obviamente', bem com tudo o que se está a passar ao meu redor com o meu pai...
Tento manter a sanidade mental fazendo, dentro do possível, aquilo de que gosto e mantendo as minhas rotinas. E por causa disso, e apesar de tudo, não me esqueci que engordei seis quilos assim sem mais nem menos... Não me esqueci que o meu corpo é uma máquina pavorosa que engorda mesmo fazendo tanto exercicío e aqueles seis quilos não me saem da cabeça (nem do corpo) e só penso que são quase dez quilos, que não pode ser... É que podiam ser músculos e tal mas não, aumentou mesmo a massa gorda, aumentaram os centímetros nas coxas e diminuíu a percentagem de água...
:-(
Posto isto, não baixei os braços. Voltei a comedir-me na alimentação e hoje fui ao ginásio à hora de almoço. Estive quase meia hora na passadeira e depois experimentei algo que nunca tinha feito: Jump...
Primeiro estava com receio, eu e os meus receios de fazer 'coisas novas', mas depois saltei para cima do trampolim e já não custou nada.
Na verdade comecei a rir-me sozinha em cima do trampolim e frente ao espelho porque da minha cabeça tinham sido varridos os fantasmas de que aquilo se partiria com os saltos devido ao meu peso (!!!) e que iria bater com a cabeça no teto ao dar pulos por causa da minha altura acima da média...
Ah, eu realmente às vezes 'crio' com cada "filme" na minha cabeça que mais valia escrever livros ou parvoíces diversas...
Vejam só que sempre pensei que ia bater com a cabeça no teto a fazer Jump... Tal seria o impulso que teria que dar nos meus saltos...
De qualquer forma, e por causa dos seis quilos, pensei e acho que estou decidida a regressar às aulas de fim de tarde duas vezes por semana por forma a não interferir com a Escola e as atividades do filhote...
Preciso de aulas completas e mais longas de Cycling porque à hora de almoço são muito curtas e isso já não é suficiente para mim e para as minhas capacidades...
E no ano passado era o que eu fazia, ía duas vezes por semana fazer Cycling ao fim do dia e foi a altura da minha vida em que tive o rabo mais magrinho de sempre... Tenho fotos de costas na bike que o comprovam...

(imagem da net)