quarta-feira, 27 de março de 2013

Rotinas

Hoje não me apeteceu ir tomar café ao sítio onde vou todos os dias...
Ontem preparei o saco do ginásio para hoje mas de manhã decidi que não me apetecia lá ir.
Portanto, hoje foi dia de alterar rotinas. Também o dia de hoje estava marcado de férias mas como o trabalho é tanto decidi vir trabalhar...
Imprevisível, eu hoje... Não é costume... Sou 'certinha' quase como um relógio em tudo a que me dedico e de que gosto... Só assim se explica que seja uma das 'sobreviventes' a ir ao ginásio à hora de almoço há quase dois anos... Já vi tanta gente passar por lá e não voltar mais, já vi aulas a abarrotar de gente e aulas vazias, que realmente nos dias em que não está lá ninguém quase que me sinto um 'robot' pontual, dedicado e assíduo...
Hoje não foi um desses dias...
Hoje mudei quase tudo, portanto, se algum psicopata decidisse vir atrás de mim tendo 'controlado' previamente todos os meus passos, hoje não seria um bom dia para "psicopatar"...
:D

terça-feira, 26 de março de 2013

Eu corro, salto, danço, dou cambalhotas, salto à corda...

Bom, estava a ironizar um pouco no título deste post mas não tanto assim porque pensando bem eu faço tudo aquilo que refiro e ainda mais...
O meu "problema" é efetivamente decidir-me pelo que gosto mais já que gosto de quase tudo, e agora até duma aula de Zumba gostei mas isso fica para outro post...
Serei também a 'neird' do ginásio da hora de almoço. Pois não sei. Só sei que fui a única presente hoje para a aula...
Estavam mais algumas pessoas (muito poucas...) no ginásio mas não costumam fazer a aula e ainda que me tivesse sido dito que a aula podia ser feita só comigo, e ainda que preferisse fazer Cycling a qualquer outra coisa, achei que seria algo 'constrangedor' e resignei-me a fazer aquilo de que menos gosto: correr na passadeira...! Primeiro andei depressa 500 mts, depois corri 3 kms de seguida e por fim mais 500 mts com a passadeira elevada a 9%.
Prossegui no meu treino solitário entre pranchas, agachamentos e abdominais e transpirei que me fartei...
Chegou a hora de ter que vir embora e alonguei...
Treinar sozinha não é mau mas nada se compara às aulas... E por que toda a gente decidiu ir embora de férias ou não ir ao ginásio porque estava a chover, tive que me resignar em não ter aula...
Só pensava que "esta gente" não vai ao ginásio porque está mau tempo?!
Caramba, fartinha de pedalar em condições atmosféricas iguais ou piores estou eu!!! Como podia deixar de ir fazer exercicío num sítio completamente protegido e sem chuva a cair em cima das pessoas...!
Isto hoje foi mesmo um treino algo xoné...
Mas tenho que relatar a minha zumbó-experiência...
:D
 

As minhas noites são piores do que os meus dias

As minhas noites não têm sido nada pacíficas...
Há umas melhores do que outras mas o descanso tem sido quase nenhum...
Ora sonho com o meu pai, ora sonho muitas outras coisas, ora acordo de hora a hora, ora sonho com situações e sítios em que o meu pai esteve mas aí nem o vejo, sinto aquelas situações e aqueles locais como se eu própria fosse o meu pai a sentir tudo aquilo.
Isto começa a ser bastante "weird" para mim e qualquer dia quem está completamente "weird" sou eu com a falta de sossego noturno e do respetivo descanso. Por vezes acordo a chorar e depois de realmente acordada choro ainda mais...
Como se costuma dizer, o meu reino por uma noite de sono tranquila e sossegada...
Qualquer dia até tenho medo de ir dormir porque sei que estou menos tranquila a dormir do que acordada...
Qualquer dia isto parece um filme de terror onde não quero estar nem sentir nada...
Sono tranquilo procura-se...
Ah, e para "melhorar", recebo o recibo do vencimento com a indicação das faltas por 'falecimento de familiar em 1.º grau' e conforme o documento cai no meu e-mail, começa a dar no rádio esta música de que gosto tanto mas que é tão mas tão triste... Tive que sair da 'minha' sala e ir tomar um café...
:|

Freddy Krueger

segunda-feira, 25 de março de 2013

Precisava assim de algo...

Ultimamente não me tenho sentido muito 'segura' em relação à bicicleta. Não sei porquê, são parvoíces que nos passam pela cabeça... Tanto que tenho achado o meu lado 'competitivo' muito em baixo e até com algum receio das provas em que me inscrevi nesta Primavera...
Vai daí que acho que o passeio a que fui ontem, de inauguração dum novo percurso no Centro de BTT Pia do Urso na Batalha, foi uma ótima oportunidade para me testar a mim mesma.
Era apenas um passeio, não era uma prova, não havia classificações nem contabilizações de tempos mas eu senti-me em prova comigo mesma...
E ainda que o nível de dificuldade fosse moderado e o percurso tivesse apenas 27 kms, fiquei muito satisfeita quando constatei que o realizei em 1h50 quando o previsto é ser feito entre 2h00 e 3h30 e, melhor ainda, tive uma média de velocidade de cerca de 15,5 kms/hora o que em BTT e a pedalar por sítios cheios de troncos, alguns obstáculos e muita lama, é algo de bom, pelo menos para mim e para os meus tempos...
Isto foi um passeio mas para mim foi uma prova. A prova de que precisava para me sentir segura e confiante e foi assim que realizei todo o percurso, sem hesitações ou medos quando me deparava com poças enormes cheias de água e lama e com os sapatos de encaixe "ainda por cima"... É que não os costumo usar, ando sempre a pedalar com ténnis 'normais' de corrida...
Pedalei sempre sem ter dúvidas e pedalei sempre cheia de força. Acho que pela primeira vez tiveram que se desviar para eu passar numa subida... (!!!).
E realmente passei por muita gente.
Acho que também pela primeira vez senti-me 'rápida' e fazer este passeio foi mesmo uma espécie de preparação para as provas que entretanto chegarão...
Depois do percurso concluído fica a sensação de que se conseguiu, que foi bom, que houve uma descarga grande de adrenalina e de endorfinas, fica uma sensação de 'leveza' que nos apazigua o corpo e a alma...
Por fim o banho e uma bela duma bifana e um pastel de nata no Bar do Centro de BTT...
O regresso a casa em paz e ao mesmo tempo a sentir-me quase elétrica e cheia de energia...








- algumas fotos foram retiradas -

sexta-feira, 22 de março de 2013

'Tá difícil...

Hoje está difícil...
Ânimo, pouco...
Paciência, quase nenhuma.
Vontade de ficar prostada, muita.
Empenho no trabalho, quase nenhum.
Vontade de sorrir, praticamente inexistente.
Vontade de 'desaparecer' e ficar sozinha, muita.
Vontade de 'prosseguir', quase nenhuma.
Arrasto-me...
Vontade de me enrolar e deitar-me numa cama, muita.
Mais logo isto passará certamente. Vou experimentar uma aula nova no ginásio que irá contribuir para uma melhoria deste ânimo, ou pelo menos assim o espero...
 

quinta-feira, 21 de março de 2013

Curto circuito, zzzztttt...

Que dizer...
Mais uma aula, mais flexibilidade e exercicíos novos.
É bom fazer algo diferente para ver se há progressões no nosso corpo, e talvez também na nossa alma... Tento e acho que estou a conseguir fazer mais coisas mas se 'paramos' para refletir, ui, que a minha cabeça entra em curto circuito...
Zzzzzzttttt e aí vêm mil e um pensamentos à cabeça, como num flash rápido que passa num filme, e de repente a minha expressão facial muda e o meu corpo contrai-se, vacila, inibe-se, desiste, prostra-se no colchão quando na verdade ele faz tudo e ainda mais do que é pedido para fazer...
Sou chamada à 'atenção' pela minha 'desistência'...
Reorganizo os pensamentos tristes que cracharam a minha mente e corpo.
Acordo e prossigo, esticando-me e aguentando-me em pé sem vacilar ou cair e pensando assim de repente em tudo o que já consegui e atingi: a perda de peso, a sua manutenção, a evolução nos exercicíos e a progressão na bicicleta, a educação do meu filho, a mudança de casa, de terra, de trabalho, de amigos, de Lisboa para o Oeste, a perda do meu pai, tanta coisa que mais parece que dava um filme...
O exercicío que está nesta fotografia é um dos que mais gozo me dá fazer. É dos que mais me alivia a tensão e liberta a coluna de pressões, é o deixar-me ir... Não fico assim bonita como a 'menina' da fotografia porque estou com o cabelo apanhado durante as aulas mas... isso não interessa nada...
 
(imagem via Pinterest)

Fecha-se uma porta, abre-se uma janela...

Realmente eu tenho comigo a maior preciosidade da minha vida, venha quem vier, o meu filho...
Não, não tinha, nem nunca tive dúvidas sobre isso.
Nunca as tive desde o momento em que descobri que ele estava dentro de mim,
no início de março de 2006...
E também nunca tive dúvidas relativamente ao nome que lhe iria dar:
o nome do meu pai, o seu avô paterno...
E ainda bem que o fiz, é algo que perdurá para sempre e será sempre uma homenagem ao meu pai, mesmo nunca tendo previsto que o meu filho iria ficar sem este avô tão cedo...
Por estes dias houve reunião na Escola, sobre a avaliação e não podia ter ficado mais orgulhosa e preenchida ao saber que o meu filho, mais uma vez, teve uma excelente avaliação não só na parte escolar como também nas atividades extra curriculares...
O meu filho é o melhor do meu mundo mas às vezes não tenho paciência nenhuma para ele ou para as suas "coisas" mas suponho que isto acontece a todas as mães que estão mais que presentes e que tudo acompanham na educação e no crescimento dos seus filhos...
Sou mãe mas não sou perfeita.
Sou a mãe que entra no supermercado toda suja de lama, depois duma pedalada, com o cabelo desalinhado e apanhado, em que muitas outras mães, com um ar bem mais "cândido" do que o meu estão reunidas e sentadas a comer, a tomar café, provavelmente a falar da vida dos outros e me olham num misto de 'esta é doida' ou 'esta não tem mais nada para fazer' ou sei lá mais o quê...
Sou a mãe que ri e que faz parvoíces como se tivesse cinco anos...
Sou a mãe que faz BTT e que incentiva o filho a fazer o mesmo...
Enfim... Sou o que calhou na rifa...

- foto retirada -


quarta-feira, 20 de março de 2013

Roupas e trapos...

Não sei o que se passa comigo porque parece que só me apetece e só tenho vontade é de ver e de comprar roupas de fitness e de ciclismo e o mesmo se passa com o calçado... Por mim era só trazer ténnis e sapatos de encaixe, sacos e acessórios e sei lá mais o quê...
Perco-me a ver blusas e roupas 'desportivas'.
Sim, desportivas mas para usar no ginásio ou na bicicleta, não é roupas desportivas para ir à rua ao fim de semana fazer "show" e não dar o devido uso às roupas...
É mesmo 'estranho' porque nem sinto vontade de comprar roupas 'normais' para usar no dia à dia...
E como agora parece vou (finalmente) experimentar uma aula de Zumba ("e seja o que Deus quiser...") ainda mais penso nos 'outfits' pseudo dançantes... Como fiz aeróbica durante alguns anos nos famigerados anos 90 em que a dita estava na moda, suponho que o Zumba seja uma versão atualizada das velhinhas aulas de aeróbica... Se assim for, irei gostar porque adorava as músicas e dançar... Vamos ver se ainda me equilibro e apanho os passos...
:O


Fim do dia

Ontem ao fim do dia, chegada do trabalho, (ainda) fui pedalar...
O Sol estava mesmo a desaparecer mas só precisei de "ligar" as luzes passada uma meia hora da pedalada... Constatei que a iluminação não é lá grande coisa, não vejo quase nada no mato pelo que o melhor, mesmo correndo o risco de ser atropelada ou outra coisa qualquer, é ir pelo alcatrão...
Ou então sou eu que estou a ficar velha e caquética e esquesita e a ver menos bem porque o treme-treme da luz que imana da bicicleta no chão áspero e irregular, com troncos, pedras, ervas e pinhas caídas no chão, estava-me a dar dores de cabeça...
É bom pedalar mas às vezes parece que me irrito com isto e com as minhas 'prestações' ou então, para além de estar a ficar velha e caquética como já tinha dito ali em cima, estou também a ficar repetitiva ('chiça!'), estou a constatar que nunca hei-de ser uma grande atleta. Que não tenho um grande kit de pernas e que por isso não irei desatar a vencer provas e muito menos a fazer disso a minha vida.
Gosto de pedalar sim, mas para quê criar expetativas tontas para provas em que sei que não sou ulta veloz nem domino acérrimamente as técnicas todas do BTT...
Isto ontem não foi uma boa pedalada. Acho que foi também de ser dia do pai e de me estar só a lembrar do meu e de como já "não existe".
E depois veio e instalou-se a neura, de mansinho como quem não quer a coisa. E desatei a embirrar com a bicicleta e, principalmente, comigo mesma e com as minhas capacidades...
Que não tenho 'unhas' nem o kit de pernas suficientes e necessários para ser uma grande pedaladora de BTT.
Tenho prazer, paixão e gosto por pedalar. Tenho resistência e capacidades aeróbicas. Mas não tenho grande rapidez, avidez ou agilidades suficientes para ser mega rápida. E neste momento irrita-me pensar em rapidezes, avidezes ou ter que ser mais rápida ou pensar que em grupo sou sempre a que fico para trás. Sou sempre a gaja que nas subidas se 'vai abaixo' e pedala muito mais devagar do que qualquer outro mesmo sendo a única a ir frequentemente ao ginásio e a esforçar-me que nem uma danada.
Sou sempre a tipa que hesita em valas e descidas vertiginosas.
Sou sempre a fulana que fica atrás de toda a gente.
Se calhar o melhor é mandar a bike à m**** e ficar sossegadinha no meu canto. Se calhar não tenho jeito para pedalar e insisto e persisto em algo para o qual afinal se calhar não tenho mesmo jeito. Sinto muitas das vezes que não tenho jeito nenhum para andar de bicicleta.
Por muito que treine e me esforce as subidas são sempre um papão, fazem-me sempre ficar com os bofes de fora, fazem-me transpirar, fazem-se ser lenta que nem um caracol, fazem-me sempre ser a última das pessoas com quem pedalo, a minha amiga, o meu marido, os nossos amigos do pedalanço e, quiçá, até um qualquer caracol ranhoso e baboso que vá também a subir...
E tem dias que isso me farta.
Sou a única que faz cycling e sou sempre a mesma a ficar para trás.
Damn the bike...!

terça-feira, 19 de março de 2013

Devia realmente fazer isto mais vezes

Hoje transpirei que me fartei. A música era intensa e obrigou-me a pedalar de forma intensa. Às tantas eu própria me obriguei a mim mesma a pedalar de forma quase frenética e com carga na bicicleta porque me lembrei que era dia do Pai e que não me queria lembrar disso nem que já não tinha (tenho) o MEU pai...
Éramos poucas pessoas na aula mas em momento algum fui "corrigida", não sei se por fazer tudo bem, se por demonstrar, mesmo que inconscientemente, estar com cara de 'raiva' enquanto pedalava...
Só sei que hoje o suor escorria da cabeça, da cara, dos ombros, dos braços, de todo o lado... As gotas de suor caíam constantemente sobre a toalha como uma chuvinha tosca que chega e se vai instalando devagarinho...
Cheguei ao trabalho com o ar mais esgazeado do mundo mas... que se lixe...
Devia fazer Cycling realmente mais vezes por semana. É mesmo do que gosto. Dá-me gozo pedalar com música e mais ainda por o conseguir fazer de forma intensa sem desistir, sem me sentar no selim com ar de quem não aguenta ou não dá mais...
Náááá, era só o que faltava... Então fartinha de pedalar ao frio, à chuva e nas piores condições atmosférias e às vezes até físicas e agora não aguentava 45 minutos duma pedalada intensa numa bicicleta que não sai do mesmo lugar, onde não caio ou escorrego e com música ainda por cima...

(imagem via Pinterest)

Dia do Pai...

Só  me ocorre dizer que, quem puder, aproveite bem o seu pai porque eu já não tenho o meu e ainda que ele não ligasse ao Dia do Pai ou a aniversários, sinto que parece que não houve tempo no tempo e que deveria ter 'aproveitado' mais o meu próprio pai...
Hoje não tenho a quem telefonar a desejar um bom dia do pai e é por isso que só me ocorre dizer que a vida é demasiado curta para problemas e conflitos da treta.
O melhor que temos a fazer é aproveitarmo-nos bem uns aos aos outros e a quem amamos e viver e aproveitar o que a vida nos dá...
Só agora estou a aprender e a apreender isso porque creio ter estado demasiado fechada em mim, no meu mundo e perante a vida e por isso nada 'recebia' nem permitia que a vida 'me desse' o que podia aproveitar melhor...
Só assim se 'explica' que me sinta verdadeiramente a viver quase aos 40 anos...
A prática de BTT, as idas ao ginásio, o experimentar coisas novas, as saídas, os passeios, as convivências pelo Oeste... É tudo intenso e é tudo mais do que alguma vez "tive"...
Neste dia não estou em baixo mas também não estou "em cima", apenas estou...
Estou com saudades do meu pai e não quero crer que não o verei jamais...

segunda-feira, 18 de março de 2013

Algures no Oeste algures no norte de Portugal...

Este fim de semana não houve bike nem muita mexa, quer dizer, houve belos passeios e algumas caminhadas que não "chegaram" para eliminar as calorias consumidas durante estes dois dias...
Muitos quilómetros depois chegámos a uma parte no norte do país e soube mais que bem... Foi um passeio em família e talvez por isso foi diferente do habitual.
Não deu para pedalar nem para correr mas deu para comer e conhecer sítios lindíssimos que não conhecíamos... O filhote delirou e nós também...
Estas fotos são um mini-mini resumo do que vimos porque agora estou no trabalho e não tenho tempo para mais mas depois coloco mais fotografias porque vale a pena...
Contudo, a bicicleta não sai da cabeça e a tantos metros de altitude acima do nível do mar, só pensava que ali seria ótimo para pedalar, não só pelas paisagens, mas também pelo treino e pelas capacidades aeróbicas e respiratórias que aqueles locais dão...
Hoje estava 'boa' para estar em casa a repousar destes dois dias agitados mas como não me saíu o Euromilhões, cá estou a trabalhar e a pensar que tenho que ir ao ginásio à hora de almoço porque não aguento mais tempo "quieta" e com tanta comida ingerida ainda por cima...
A quietude, a paz e o silêncio destas terras transmitiram-me alguma tranquilidade que preciso e busco nos últimos tempos...
Quero (queremos) muito voltar mas, de preferência, com a(s) bicicleta(s) atrás...

 - fotos retiradas -


180

Este fim-de-semana não houve bike...
Contudo, não sei se já o tinha referido por aqui, há outras máquinas que gosto de conduzir, nomeadamente carros...
E vai daí que neste fim de semana o meu pé pesou e levou-me a conduzir pela auto estrada a 180 kms/hora que foi o mais rápido que alguma vez conduzi...
Adoro conduzir, "prontos", e quando nos passam para as mãos um carro mais que potente e seguro, eh pá, nem se dá conta da velocidade a que se vai... Aliás, eu podia ir na viagem, como ía, sossegadinha e sentadinha a ver as paisagens mas a minha inquietação não me permite estar quieta e ir passivamente a ver os outros carros a passarem. Parecia uma criança: 'posso' conduzir agora, posso....? vá lá... E assim foi... E assim foram para aí uns 300 kms...
Claro que isto não seria possível no meu singelo carro que já vai a caminho dum qualquer museu e que explodiria se fosse obrigado a ir a 180 kms/hora...
Conduzi a esta velocidade porque ía em segurança. Como é óbvio não sou inconsciente e só o fiz porque o carro o permite e porque a estrada estava livre...
De resto, foi sempre a 140/150, ok, às vezes 160 e 170 kms/hora... E só posso dizer que é algo assim que nem sei explicar...
Olhem, é o vento na cara da bicicleta e a segurança e a condução a 180 kms/hora...
Espero não ter sido multada nem que agora venham atrás de mim para me multarem...

sexta-feira, 15 de março de 2013

Tempo...

Hoje estou num dia em que não estou "bem"...
Não sei bem, às vezes parece-me que continuei a minha vida como se nada se tivesse passado mas passou...
Segui com as minhas rotinas e com a minha vida mas é como se estivesse a ignorar tudo o que se passou ao tentar não "pensar" muito nisso e falar ainda menos...
Sinto que precisava de mandar cá para fora nem sei bem o quê porque estou como que a 'ocultar' a minha dor, o sofrimento de ter perdido o meu pai...
Aquela conversa de que é o rumo natural da vida, que os pais 'devem' ir à nossa frente ou que a partir de agora o meu pai só iria sofrer ainda mais com a doença e, por arrasto, a minha mãe com o trabalho que iria ter não 'serve' de desculpa nem diminui o que se sente...
Só que quando é connosco dói sempre, e muito...
Parece que não é real e eu tenho dias e sinto-me como diz nesta frase, às vezes estou calma, outras vezes parece que vou rebentar mas por dentro porque para fora não sai nada...
Acho que ainda não parei realmente para pensar em tudo o que se passou sendo que o meu pai, imagens de si e da sua vida, veem-me constantemente à cabeça.
Lembro-me também da última vez que vi o meu pai. Já doente, já debilitado, sentado na cama, a dormitar...
Como é possível o ser humano tornar-se tão frágil, tão débil, ser tudo tão rápido e a vida nos levar aqueles que amamos, aqueles que também nasceram, cresceram, viveram, e nos deram a vida...
O meu pai teve uma vida pouco 'facilitada', a começar pelo abandono da mãe cerca dos seus 10 anos e convenhamos que isto nos anos 50 não era fácil nem as madrastas eram 'boazinhas' como são (sou...) agora...
E é por isso que às vezes me custa ainda mais o seu sofrimento e a sua partida. Achei que merecia e que devia ter uma velhice tranquila e com boa qualidade de vida. Pelos vistos enganei-me...
 
(via Pinterest)

quinta-feira, 14 de março de 2013

Cada vez sabe melhor...

Cada vez me sabe melhor fazer esta aula e este tipo de exercicíos...
É claro que há umas partes em que não 'atino' muito mas isso é teimosia minha...
É que 'de resto' gosto mesmo de constatar que o meu corpo está a progredir no sentido de cada vez fazer melhor os exercicíos e de ir ultrapassando as dificuldades que cada um deles proporciona...
Dá-me mais gozo conseguir melhorar porque, mesmo em jovem, sempre tive dificuldades em alongar, em me "esticar", em ser mais flexível e equilibrada...
E depois, devido ao meu tamanho, acho que é ainda mais compensatório conseguir tudo isto porque não sou propriamente uma 'pluma'...
Dá-me muito gozo e prazer ir melhorando cada vez mais e só faço esta aula uma vez por semana, imagine-se se a fizesse duas ou três...
Durante as aulas lá vem a bicicleta à cabeça e se o facto de estar a conseguir equilibrar-me mais se também vai ajudar a melhor pedalar...
 
(imagem via Pinterest)

A minha primeira pedalada semi noturna e equipada...

Bom, aqui há uma semana e tal fui andar de bicicleta ao fim do dia mas entretanto a noite chegou e senti-me algo insegura sem qualquer equipamento para eu ver e para ser vista...
Entretanto o desejo de pedalar enquanto os dias maiores não chegam aumentou pelo que lá fomos adquirir o material para colocar na bike e em mim para dar uma voltinha quando chego do trabalho, algo que rende apenas uma hora para aí e cerca de 20 Kms... É tão pouco para mim mas enfim, é melhor do que nada...
Lá se colocou a luz à frente da bicicleta, a vermelha na parte de trás e ainda outra vermelha na minha blusa...
De início não foi preciso ligar as luzes mas a meio do caminho sim... Fui apenas por alcatrão porque sozinha e a escurecer não me ia aventurar pelo mato isolado e escuro...
 De qualquer forma, gostei mesmo muito. A luz da frente não ilumina quase nada mas serve para 'desenrascar', não é para grandes pedaladas e por isso serve (vamos ver durante quanto tempo...).
Gosto da noite, nem sei bem porquê... Apesar dos riscos do trânsito, mesmo não sendo muito, gosto do ar e do vento de quando anoitece... Só tenho pena de ter ido sozinha porque pode, eventualmente, tornar-se algo perigoso em sítios mais isolados, nunca se sabe...
Ainda assim cheguei a casa transpirada e muito feliz desta pedalada no lusco fusco. Não encontrei mais ninguém pelo caminho pelo que pensei que realmente sou doidivanas ao meter-me nestas aventuras, e sozinha ainda por cima...
 

Passou um mês...

Era também uma quinta-feira e foi logo de madrugada mas eu só soube de tudo ao final da manhã...
Sinto que o tempo me escapa entre os dedos, que passa demasiado rápido...
Os meus dias tornaram-me mais calmos e pensativos.
As minhas noites tornaram-se tormentas entre noites mal dormidas e noites cheias de sonhos agitados...
Tem dias em que quero muito falar disto. Tem outros que nem por isso e por isso quando me abordam ou iniciam uma conversa sobre este assunto, eu desvio e começo a falar noutras coisas.
Tem dias em que choro baixinho, sozinha e à noite.
Tem dias em que acho que é tudo mentira...
Tem dias em que nem sei o que dizer, sentir ou pensar...
Tem dias em que penso que a vida é demasiado valiosa e curta para nos importarmos ou chatearmos com o que não interessa.
A vida passa num ápice e num instante estamos aqui e de repente vamos embora e tudo acaba e que por isso para quê andarmos a enervarmo-nos ou a pensar em coisas menos boas...
Passou um mês e há dias em que dói como o caraças a ausência do meu pai...
Não sei bem que mais diga...

quarta-feira, 13 de março de 2013

Treino da hora de almoço...

Lá fui eu ao ginásio à hora de almoço a ver se animava...
Vai daí que corri uns míseros 2 kms em cerca de 17 mns com a passadeira elevada 0,5% (ena, tanto...).
Depois fiz outro tipo de exercicíos, entre eles alguns com pesos para os braços mas o melhor estava para vir com o TRX... Não costumo fazer TRX, não faz parte das minhas rotinas, só o fiz uma ou duas vezes e hoje, caramba, num exercicío parecido com o da foto ía tendo um treco porque não tinha força para fazer a flexão para voltar para cima e descoordenei-me com os elásticos e lá comecei eu a sentir-me uma espécie de 'inútil' sem força nenhuma...
Entretanto fiz algo que não fazia há anos, acho eu, que foi saltar à corda... E senti que era um bom exercicío, senti logo a caixa toráxica como que a abrir e só pensava em mim em miúda e em como me fartei de saltar à corda. Nessa altura nem reparava ou sabia que a caixa toráxica existia ou que saltar à corda era um bom exercicío físico. Saltar à corda era apenas uma brincadeira divertida, feita a solo ou em grupo e isso é que eu gostava de entrar e sair da corda quando os outros a faziam saltar...
Bom, acho que vou mas é dedicar-me a saltar à corda em casa quando der porque senti mesmo que era uma excelente maneira de ganhar força e forma...
Foi um treino curto mas foi o que se arranjou...
 

(fotos da net)

Acordei exatamente assim...

Hoje não estou propriamente "animada"... Talvez tenha sido da chuvada que apanhei de manhã a levar o filhote para a Escola, talvez seja da própria vida...
Tenho colocado muita coisa em dúvida, tenho mandado outras tantas para trás das costas, tenho perdido a paciência para lamechices sem importância e estou num misto entre assumir que (ainda) estou de luto e de que a vida continua.
Nem me consigo explicar bem. É assim uma mistura de pensar que aconteceu algo brutal e violento do ponto de vista emocional mas que (acho) não estou maluca nem deprimida mas que também não sinto grandes animosidades ou alegrias, que estou mais fria e algo 'insensível' ao que não interessa nem importa...
É um misto de tenho que continuar a fazer as minhas coisas mas ao mesmo tempo parece que estou mais 'lenta' e 'despistada' que, calma, uma coisa de cada vez...
Continuo a inscrever-me em maratonas e passeios de BTT mas o que vale é que são lá para a Primavera porque neste momento acho e sinto que o meu interior competitivo está mesmo lá no fundo, muito fraquinho e sem grandes vontades de 'vencer'...
Por isso, vou achar que realmente tudo acontece por uma razão.
Nunca pensei ficar sem pai sem sequer ter eu ainda 40 anos, nunca pensei que o meu filho perdesse o avô antes dos 75/80 anos mas aconteceu e foi-se embora sem sequer ter 70 anos...
E pronto, era isto. Enfim, vai-se 'andando' com a cabeça entre as orelhas...
 

terça-feira, 12 de março de 2013

Gosto tanto disto...!

Então porque é que só o faço uma vez por semana?!
Snif, snif... Isto sou eu a 'chorar' por não arranjar tempo para conseguir ir às aulas ao final do dia e a pensar que, brevemente, no final do mês, os dias irão aumentar pelo que já sei que acabo por ir pedalar e não ir ao ginásio...
É que gosto mesmo do Cycling...
E tendo em conta 'aquilo' que ando de bicicleta, esta aula faz-se 'com uma perna às costas'... Transpiro sempre muito, é certo, mas o esforço físico não me custa assim muito e até coloco (bastante) carga na bike...
Hoje durante a aula só pensava que ali acelerava e tal mas que não precisava de mudar mudanças nem mexer em mais nada, nem inclinar o corpo ou fazer força com os braços...
Tenho os braços 'semi musculados' à conta do BTT e não de treinos no ginásio...
Enfim, espero no próximo inverno conseguir ir ao Cycling ao final do dia...
:O

(imagem via Pinterest)

A fazer 'pendant' ou... sapateado...

Bom, comprei estas botas nos saldos já há quase dois meses...
Por incrível que pareça ainda não as tinha estreado e hoje lembrei-me delas e da minha camisola de lã branca também comprada nos saldos...
Entretanto deram-me um relógio branco 'et voilá!', hoje achei que tudo ía ficar a fazer pendant...
Contudo, ao ir para o trabalho vieram-me ideias parvas à cabeça, nomeadamente, que me sentia um pouco estranha por não estar habituada a usar esta cor em sapatos e que com o pequeno salto que me faz ficar (ainda) maior, podia desatar a fazer sapateado...
De repente senti-me muito parva com estas botas e a achar que ia entrar num qualquer espetáculo de sapateado a bater com os pés no chão e a dançar tipo os Riverdance...
Enfim, pois cá estou, mais perto do céu e mais longe do chão mas sem fazer sapateado...
 

- fotos retiradas -
 
ADENDA: vou fazer como os blogs famosos...
Ora bem:

Botas: super saldos da popularucha loja de calçado MaryPaz...
Meias pretas: DIM...
Camisola Branca de lã e blusa preta de algodão (básica) e calças pretas: H&M...
Relógio: Ice...
Verniz: super baratucho, 1,5€ (!!!) - mais barato do que os vernizes ranhosos das lojas dos chineses e estes compro-os numa loja de produtos de estética num 'shopping', da Golden Rose nesta cor (a 206)...

Eh pá, espetacular, estou contente com esta minha listagem. Constato agora a anotar isto que é tudo baratinho e até 'fashion' ao mesmo tempo... Definitivamente acho que não é preciso balúrdios para se andar com uma indumentária que não é "má" e 'demodé' de todo...

segunda-feira, 11 de março de 2013

Em vez de comprar roupas e sapatos para mim...

Em vez de comprar roupas e sapatos para mim, fico bem mais feliz ao percorrer os corredores da Decathlon e com a cabeça a andar à roda com muitas das coisas que vejo...
Claro que a minha preferência vai para a parte das bicicletas mas não fico indiferente à roupa de fitness por causa do ginásio, principalmente a que absorve a transpiração e que faz com que o suor malvado não se note nas roupas... Mas essa parte fica para outro post com as fantásticas blusas de alças que comprei sempre a pensar na chuvada que cai do cimo da minha cabeça até aos pés nas aulas de Cycling.
Adiante...
O que agora me trouxe aqui foram os novos 'equipamentos' para a minha linda menina: um novo selim que bem precisava e luzinhas para pedalar ao fim do dia.
O meu selim estava a modos que para o escavacado. Confortável mas definitivamente a desfazer-se... E, confesso, aqui vem a parte "materialistico-cislistica", sempre quis ter um selim desta marca... Por acaso agora preferia que não tivesse 'laivos' de cor-de-rosinha mas como estava em promoção, era mesmo de aproveitar...
E depois as luzinhas para a bicicleta, não é verdade, uma para a frente e a encarnada, que também pisca, para a parte de trás da bicicleta... Só tinha pedalado ao fim do dia/semi noite para aí umas duas ou três vezes mas agora desta última vez fiquei com a sensação que, para além de ver, precisava de "ser vista" em termos de segurança já que ao andarmos na estrada, nada nos 'mostrava' muito e senti-me um pouco insegura em relação aos carros...
Assim, enquanto a hora não adianta e está um lusco fusco até para aí às sete e pouco, já posso ir pedalar um pouco quando saio do trabalho, mesmo sem ser uma grande volta, com alguma 'segurança' e visibilidade.
Pena esta chuva e este tempo pavorosos... Está-se mesmo a ver que se calhar hoje nem vai dar para estrear os novos equipamentos com este tempinho da treta...
Realmente, porque é que não pensei nisto antes... Bem sei que não é a mesma coisa e que não é tão seguro mas sempre dá para pedalar um bocadinho que seja. Cansei de esperar pelos dias maiores e pelo fim de semana para apenas poder pedalar nessa altura...

 - fotos retiradas -


Xexé...

Neste fim de semana voltámos a casa dos meus pais, onde nunca mais tínhamos ido desde que tudo aconteceu...
Por acaso pensava que a reação da minha mãe seria bem pior mas, na verdade, entrou em casa sem 'sobressaltos' ou afins...
Eu também...
Pensei que ía custar mais mas, na verdade, o que custou foi a noite... Pensei muito no meu pai e, claro, ao olhar em volta a todos os cantos da casa, existem memórias, lembranças e constantes "lembretes" do que foi a sua vida, a vida dos meus pais, a nossa vida...
Fotografias, pequenos apontamentos, livros, cds, filmes, vinhos, os seus óculos, coisas do dia do pai... Está tudo lá em casa... E agora o meu pai não está na rua ou no café com os amigos...
Agora o meu pai não volta mais para casa... Já não vai tocar à campaínha como fazia...
E com tudo isto e ainda que tivéssemos ido às compras, senti-me realmente 'xéxé'... Ainda hoje o estou...
Agora a minha mãe ficou por lá e nós viémos para o Oeste e parece que falta "algo" cá em casa...
Mas em breve a minha mãe regressará ao Oeste por isso vou pensar que o tempo passa depressa...
 

sexta-feira, 8 de março de 2013

Dia... da mulher...

É um dia como os outros e se continua a existir é porque as mulheres também ainda continuam a ser alvo de descriminações...
Ocorre-me dizer que, por exemplo, são muito poucas as mulheres a praticarem BTT. Basta ver nas provas e maratonas a percentagem de atletas femininos e de atletas masculinos...
Ou então as mulheres que praticam BTT não se dão ao trabalho de irem a provas porque como sabem que são menos, que as classificações também são alvo dum olhar mais crítico e intenso...
É claro que em duzentos homens ninguém está para se chatear a ver os tempos e as classificações de duzentos fulanos, já em dez ou vinte mulheres a estória é outra.
É tão mais fácil ler e ver os tempos e os lugares de meia dúzia de "gajas" e por isso, pelo menos falo por mim, ainda que não ligue a isso porque não sou atleta no verdadeiro sentido do termo, ainda que agora até tenha 'equipa' mas é algo 'amador' e sem obrigações e compromissos, participo em maratonas pelo convivío e para conhecer novos caminhos e trilhos, fico sempre um pouco 'nervosa' com as classificações e com a minha prestação. Contudo, penso sempre que o mais importante é não desistir e chegar ao fim...
Mulheres, peguem nas bicicletas e saiam para as ruas a pedalar.
Começa-se devagarinho como quem não quer a coisa e depois vai-se querendo sempre 'mais'... Daí ao BTT é um instante mas bem sei que também é preciso ter as condições geográficas e físicas para o fazer... Se eu morasse em Lisboa como "antigamente", provavelmente continuava sem andar de bicicleta ou se o fizesse, talvez pedalasse apenas pelo alcatrão e por ciclovias, não sei bem...
No Oeste temos logo à porta de casa caminhos, trilhos e percursos rurais, no meio do mato e no meio do nada...
Mas o importante é fazer qualquer coisa e por isso gostava de um dia ver uma maratona de BTT cheia de mulheres, tantas ou mais do que os homens que participam para não ser ainda quase invulgar ser-se mulher e praticar BTT.
E então ainda ter também uma vida familiar, filhos e trabalhar, ainda mais ar de "ET" dá...

Female cyclists, Washington D.C., 1925.

quinta-feira, 7 de março de 2013

La travadinha...

"Dar a travadinha" é chegar até um pouco mais tarde do trabalho do que é costume, ver o dia a desvanecer-se, não ter equipamento noturno para as bicicletas e irmos pedalar quando faltava para aí uma meia hora para terminar a luz do dia...
Trilhos escondidos, subidas irrgulares por causa da chuva e da lama e por fim ver as vistas dum sítio pouco conhecido numa bela Vila muito conhecida do Oeste, percorrer as suas ruas estreitas pedalando e chegar a casa transpirada e suja de lama...
E depois lá fico eu com as minhas "confusões" de ter pensado em ir ao cycling ao fim do dia e afinal agora já dá para pedalar, nem que seja apenas meia hora... Meia hora a pedalar não é "nada" para mim mas é melhor do que mesmo nada e hoje até foi um pouco mais do que isso...
Que gozo pegar na bike e ir.
Que gozo levar com o ar da rua que hoje nem estava frio. Ao contrário dos últimos dias, semanas e meses, hoje só levei a camisola de inverno de ciclismo e uma t-shirt de ciclismo por cima da dita camisola e não senti frio nenhum, muito pelo contrário, senti calor, o vento era mais 'quente' e não enregelava a cara, o corpo e os ossos...
Pena ter sido tão pouco e bem me parecia que gostava de pedalar à "noite"... Agora faltam os equipamentos... Lá vamos nós procurar 'luzinhas' e material para vermos e ser vistos...

- fotos retiradas -


Não sabia se ia ou não ia...

Mas fui.
Estava com receio que por a aula ser mais 'calma' e por ter algumas músicas "tristes" me deixasse assim (mais) angustiada e que ainda me desse algum ataque de... choro mas... afinal não...
Também pensei que poderia não fazer as coisas tão bem por não ir ao ginásio há três semanas mas afinal acho que até fiz tudo bem, dentro do possível...
Transpirei mais do que é costume mas também tive mais calor hoje na rua do que nos outros dias...
De qualquer forma, na parte final da aula saí porque a música era realmente melancólica e como era apenas para relaxar mais um pouco e 'refletir', francamente não me apeteceu refletir sobre a minha vida senão aí é que eu desatava num pranto enorme de certeza...
Ando a pensar em mudar um pouco os treinos, não sei... Ir só a duas aulas à hora de almoço e uma vez ao fim do dia fazer cycling em vez de andar a correr todos os dias à hora de almoço, não sei bem ainda... Também me 'farto' das correrias da hora de almoço... e parece que me canso mais e que não aproveito tanto o ginásio... Bom, não sei, logo vejo...


(imagem via Pinterest)

Três semanas, tic, tac...

Pode parecer cansativo, repetitivo e maçador mas para mim é uma forma de exorcisar muita coisa que anda atrapalhada aqui por dentro.
Faz hoje três semanas que, de certa forma, a minha vida mudou e que não há volta a dar.
Ninguém precisa dizer nada, isto sou só eu a mandar cá para fora o que me intranquiliza...
Por vezes,à noite, quando todos dormem, eu choro baixinho na cama porque me lembro do meu pai, principalmente em criança, e de como era um bom homem, simples, mas honesto e honrado.
Que apesar de ter tido uma vida dura e de trabalho sempre cuidou para que nada me faltasse e para que eu tivesse uma boa educação em vários sentidos. Uma boa educação enquanto mulher e ser humano e uma boa Educação académica...
O meu pai sempre insistiu para que eu estudasse e que nada me faltasse nesse 'campo'... A ele lhe devo a ideia de 'independência', a força e o orgulho de ter trabalho e de trabalhar com gosto...
O meu pai, ainda que fosse um homem simples, sempre leu muito, sempre ouviu muitos programas de rádio com debates e opiniões, sempre adorou ouvir rádio e acho que também herdei isso dele... Às vezes quando emitia opiniões fazia-me lembrar um filósofo porque "no fim" tinha razão na maior parte das coisas que dizia...
Há três semanas por esta hora eu ainda não imaginava que o meu pai tinha partido, de madrugada, em casa... Não sabia do reboliço que se estava a passar na casa dos meus pais, entre médicos do INEM, família, vizinhos e, por fim, a nossa médica de família.
"Nossa", salvo seja, porque já não é minha desde que vim para o Oeste mas continuou a ser dos meus pais... Foi ela que foi lá a casa declarar aquilo que todos sabemos o que é mas que agora não me apetece escrever aqui...
A nossa médica não hesitou quando o meu tio a foi chamar ao centro de saúde e chorou com a minha mãe na sala da casa dos meus pais. Conhece-nos para aí há uns 24 anos e por isso as ligações eram (são) mais que muitas...
Três semanas, tic, tac...

terça-feira, 5 de março de 2013

Mais um regresso...

Também depois de quase três semanas regressei ao ginásio e foi... não sei bem... 'estranho'...
Gostei mas... deve ser normal, sinto que agora parece que me estou a readaptar a quase tudo...
E depois tenho que andar sempre a 'repetir' o que se passou porque ("vá lá...") as pessoas notaram que eu tinha 'desaparecido' e claro que perguntaram se estava tudo bem, se se tinha passado alguma coisa... E aí começo eu a dizer o que se passou e depois já nem me ouço a mim mesma e não me apetece continuar a falar mas as outras pessoas não têm culpa e por isso termino de dizer o que comecei...
Voltei com uma aula de Cycling que não me custou nada a fazer...
Transpirei e tal mas nada de 'extraordinário'...
Durante a aula sentia uma espécie de vazio qualquer, não sei explicar bem...
Não disse nada mas na minha cabeça ecoava que podia não ter ido ao ginásio durante "todo" este tempo mas que tinha pedalado fora de casa e talvez por isso não me custasse assim tanto o 'regresso' ou pedalar numa bicicleta estática...
 
 

Coisas que ainda não fiz...

Passaram quase três semanas e ainda não apaguei o número de telemóvel do meu pai da minha lista de contatos...
Também tenho fotos no meu telemóvel do meu pai... Para já não as "consigo" ver... ou apagar, não sei bem o que fazer...
Há coisas muito esquesitas que acontecem na nossa vida realmente...
Ando num misto de "não aconteceu nada" e de "não posso ter ficado sem pai tão 'cedo'"...
Ando 'tranquila', calma e... nada de raivas... Não sei se não seria preferível mandar uma espécie de qualquer raiva cá para fora, nem que fosse a pedalar muito ou a correr mas nem aí me dão esses 'ataques'... Ando tranquila e pacificamente de bicicleta... Com menos vontade de competir, é certo...

Pedalada(s) do fim de semana...

Foi um fim de semana intenso, com a casa cheia e muitas saídas com a família mas, ainda assim, houve tempo para uma escapadinha no sábado e outra mais longa no domingo, desta vez sempre no mato, nada de alcatrão...
No sábado sabia que tinha o tempo contado e que não poderia pedalar durante pouco mais do que uma hora.
E assim foi, pedalei sozinha durante uma hora e vinte minutos, uns 'escassos' 23 kms com uma altimetria de 458 mts...
No domingo, foi mais intenso e em grupo, éramos seis pessoas, algo a que não estou habituada, e foram pedalados 40 Kms de puro BTT em três horas, com uma altimetria de 870 mts... 
Claro que a melhor parte foi chegar à praia... O vento e o frio eram mais que muitos mas... "who cares"...
E eu, como 'friorenta' assumida que sou, levo sempre muita roupa... Uma t-shirt, uma camisola de inverno de ciclismo, uma t-shirt de ciclismo por cima da camisola de inverno e ainda um casaco ou um corta vento, depende...
Ah, e um gorro por baixo do capacete. Desta vez nem o tirei tal era a ventania gelada no cimo das falésias... Nem sei como não caímos por ali abaixo...
E pronto, para algo diferente, fica uma foto 'nossa' na praia, minha e da minha menina....
 
- foto retirada -

segunda-feira, 4 de março de 2013

I'm... back...?

Hoje voltei à minha vida "normal".
A parte de ir levar o filhote à Escola manteve-se durante os dias em que estive em casa, por isso, nunca dormi até tarde ou fiquei sem fazer 'nada' em casa...
Mas hoje, para além de deixar o filhote na Escola, voltei a tomar café no sítio habitual, a comprar pão logo de manhã e a pôr alguma conversa em dia...
Voltei também ao trabalho e foi bom... Tenho boas colegas e chefias realmente... Sinto que criei laços, laços fortes...
E claro que hoje é um dia mais calmo porque é quase uma 'readaptação' mas de facto precisava de voltar às minhas rotinas depois de duas semanas 'de baixa'...
Contudo, sinto-me com 'má cara'. Tenho olheiras e uns 'papos' a despontarem por baixo dos olhos...
Ainda não fui ao ginásio, fui almoçar a casa para a minha mãe não se sentir tão só 'de repente'...
Para já sinto-me... 'calma'... Às vezes acho que ainda não 'caí' bem na real...
Acho...

sexta-feira, 1 de março de 2013

Primeira vez a cores...

Pela primeira vez desde que o meu pai partiu que não vesti calças ou saia ou camisola pretas...
Vesti botas e um casaco pretos mas isso é mais que usual no meu dia à dia...
Pela primeira vez não me vesti quase toda de preto e na verdade senti isso como uma espécie de 'libertação', de 'conclusão', de 'rearrejamento' na minha mente e vida de que a minha própria vida tem que continuar...
É como se tivesse estado estes dias a fazer um luto intenso e a partir de agora, ainda que me doa muito a sua ausência e que sinta a sua falta ou que quase comece a chorar quando me lembro do meu pai em vida e, pior ainda, dos momentos em que o vi sem vida, ali prostrado e deitado, tapado, vestido, rodeado de flores e cartões, antes de partir para a terra de onde não mais voltará, hoje, ao vestir-me de azul, senti que tenho que voltar ao que era, senti esperança que era algo que não sentia há algum tempo...
Tenho que voltar ao trabalho, tenho que voltar ao ginásio, tenho que voltar às minhas rotinas do meu dia à dia...
Tenho saudades do meu trabalho, de ter a mente ocupada a resolver problemas e a dar andamento a situações urgentes.
Tenho saudades das aulas de cycling e de body balance...
Percebi que isto de "estar em casa" não dá para mim, que só me faria ainda pior se o continuasse a fazer... Que adoro andar de bicicleta mas que... preciso de ter o meu trabalho, que é dele que provém o meu rendimento e não da bicicleta... Adoro a bicicleta de paixão mas não conseguiria viver "só" dela e de treinos a pedalar... Preciso de mais para me sentir preenchida... 
É claro que estou para aqui a falar disto tudo mas tenho a noção de que ainda não estou totalmente bem, mas também, quem fica totalmente bem depois de um choque emocional negativo tão grande na sua vida...