quarta-feira, 31 de julho de 2013

Mudando de assunto...

É giro este verniz, não é?
Foi emprestado por uma amiga e é duma marca que não conhecia mas nota-se logo que é de boa qualidade porque só precisei de pintar as unhas uma vez...
Por acaso aqui a cor não ficou exatamente como é mas gostei muito e agora ando com esta cor :-)
 

Não sei se a nossa relação vai voltar a ser a mesma

Como sou de contrariar algumas coisas que penso e sinto, ontem ao final do dia lá me decidi a ir pedalar.
Equipei-me a custo mas como estava calor levei apenas uns calções curtos e uma blusa de manga curta de ciclismo. Estranhamente insisto nos sapatos de encaixe e depois de preparar as bebidas isotónicas, com pouca vontade e pouca confiança, peguei na bicicleta e fui. Ou melhor, fomos, porque sózinha é algo que agora não me apetece...
Partimos e sinto-me e estou tensa. Agarro a bicicleta com demasiada força. Vou demasiado contraída. Nas descidas vou extremamente devagar porque na minha cabeça ecoa que tenho 98% de hipóteses de cair novamente.
Deixei de confiar em mim que, supostamente, mando na bicicleta e, principalmente, deixei de confiar na bicicleta e não faço a mínima ideia de se alguma vez a nossa relação vai voltar a ser a mesma...
Sinto que é algo parecido como quando um grande amor ou um grande amigo ou alguém chegado nos trai de qualquer forma, nos desilude, nos faz algo com o qual não contávamos. E a partir daí, ainda que tentemos 'reatar' a nossa relação com aquela pessoa, porque queremos que as coisas resultem e porque deve haver sempre uma segunda hipótese, sente-se que as coisas já não são iguais, não é mais a mesma coisa. Que há ali algo de forçado e de 'obrigatoriedade' que retira o prazer que tínhamos e sentíamos na sua companhia...
É precisamente assim que me sinto relativamente à bicicleta. Sinto-me desgastada e desconfiada. Quero muito que as coisas resultem. Quero voltar a estar em forma e pedalar por esse mato fora. Quero voltar a ter prazer em andar de bicicleta, quero voltar a só pensar em trilhos. Quero sentir novamente aquele frenesim de estar em qualquer lado e de pensar constantemente que só me apetecia era ir pedalar, fugir com 'ela'...
É que agora... Agora não sinto nada disso. Sinto dor e desilusão. Sinto as mágoas de quem foi muito magoado e que pelo menos por enquanto não consegue ultrapassar isso e bloqueia e pedala quase só para se obrigar a isso.
Eu e tu... Tu e eu... Será que alguma vez vamos voltar a ser como éramos antes...
Visto deste momento não faço a mínima ideia...


terça-feira, 30 de julho de 2013

Queria sentir como antes

Queria sentir-me como antes que queria sair do trabalho e ir 'a correr' andar de bicicleta.
Pois claro que penso nisso mas não sinto o entusiasmo doutrora.
Continuo a gostar da e de bicicletas mas agora tenho pensamentos 'estranhos' tais como, ena, que trabalheira ir equipar-me, ou a variante, ena, ter que preparar a bebida isotónica, ou ainda a alternativa, chego a casa às oito e tal e ter ainda que mudar de roupa, tomar banho e jantar dá cá uma trabalheira...
Bom, isto pode ir passando.
Ou não...
Já agora, os punhos são mesmo encarnados. Decidi que era precisa cor na vida e também na bicicleta... Na outra foto pareciam doutra cor mas aqui vê-se bem o encarnado.
E pronto. Era só isso...
Hoje tenho tido dores, o que também não 'ajuda'... 
 

Há pessoas que realmente

Enfim, adiante que não adianta...

Uma Thurman as Poison Ivy

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Que tristeza

Pode parecer estranho mas só por estes dias vi o filme "O estranho caso de Benjamin Button". E que tristeza de filme no sentido literal de ser triste... Devo dizer que chorei no final e nalgumas partes do filme, por que não chorar, por que temos de reprimir as nossas emoções ao ver filmes...?
A atriz Cate Blanchett tem uma beleza invulgar da qual gosto muito e para além da estória do filme propriamente dita, não é que a sua personagem fica também com uma cicatriz e tem de fazer Fisioterapia, mas numa perna... Parece que este foi o momento ideal para ver este filme. Provavelmente se o tivesse visto antes de ter caído, não ligaria muito à parte da cicatriz na pele e à Fisioterapia... E depois as questões relacionadas com a auto estima, a 'pena' e por aí fora... Tudo isso é abordado ainda que de forma paralela mas está lá no filme.
Por falar nisso, hoje foi a minha vigésima sessão na Fisioterapia. E... é para continuar. As melhoras das últimas duas semanas são consideráveis mas ainda não levanto nem consigo rodar o braço...



Voltar ao ponto onde tinha ficado

Calma e quase lentamente parece que estou a regressar à minha vida 'normal', à vida que tinha antes da queda da bicicleta...
É como se desde a queda até ao dia de hoje, houvesse um fio ou uma linha que foram interrompidos, cortados, e agora se voltam a unir num nó. Não se voltam a unir em continuidade porque parece tudo diferente do que era antes e esse nó que ata e dá continuidade a essa linha, à minha vida, ficará para sempre lá a relembrar tudo por que passei.
Nos últimos dias tenho retomado a minha vida. Voltei a conduzir. Voltei a andar de bicicleta. Voltei, no fim de semana, ao sítio onde tomava café todos os dias de manhã antes de ir trabalhar pois nunca mais lá tinha ido e senti-me como que a regressar ao ponto onde tinha ficado.
E hoje foi o dia de regressar ao trabalho. E ainda bem. Estava farta de estar em casa. Às tantas dei por mim a ver programas e novelas da TVI durante o dia que quase punham em causa a minha sanidade mental...
Que engraçado, as minhas colegas acham que eu fico melhor com estes dez quilos a mais. Acham-me mais 'composta' e 'equilibrada'. Que antes estava demasiado escanzelada...
Bom, eu agradeço o carinho mas, pelo sim, pelo não, vou nos próximos meses tentar perder estes quilos a mais na mesma. Certamente que a partir de setembro, quando regressar ao ginásio, será mais 'fácil' perder o peso instalado.
É que para já não quero ir andar de bicicleta sozinha o que durante a semana impossibilita logo as pedaladas... Fiquei assim, com receios e medos de pedalar sozinha quilómetros a fio como fazia antes...
Se calhar mantenho as caminhadas e corridas com a minha amiga canina, logo vejo...
E assim sendo, a linha, o caminho, a minha vida, volta a unir-se ao ponto onde tinha ficado. A diferença no meio disto tudo sou mesmo eu e a minha visão...
Tudo por que passei fez-me pensar muito e olhar para tudo de forma diferente...
A ver vamos como será com  a passagem do tempo...

domingo, 28 de julho de 2013

Afinal... Não foi qualquer dia, foi mesmo hoje...

Afinal, depois de muito pensar, depois da emoção de ontem voltar a conduzir e de ter a 'permissão' na Fisioterapia para voltar à minha vida "normal", incluindo voltar a pedalar com as devidas limitações, não foi num qualquer dia que voltei a pedalar, foi mesmo hoje...
Tive o apoio e o suporte incondicional do pai cá de casa e por isso combinámos que seria à minha maneira, ou seja, que se em algum momento eu vacilasse, tivesse medo ou quisesse voltar para casa, que assim o faríamos.
Saí de casa meio aos zigue zagues, como se a bicicleta e a estrada fossem algo estranho para mim, como se eu estivesse embriagada... Entretanto aparece a primeira descida e foi numa descida que caí... Agarrei-me com toda a força à bicicleta e travei, ia travando para que a velocidade fosse diminuta, e foi, o que é 7/10 kms/hora numa descida... Parecia uma velhinha em cima duma bicicleta tal era o receio com que ia...
Enfim, mas lá prossegui. 
Ainda bem que depressa deixámos o alcatrão e entrámos na terra.
Contudo, senti-me muito presa, pelo medos e receios, senti que perdi parte da minha forma física pois cansei-me mais facilmente e transpirei mais do que o habitual. 
O peso a mais também contribui para que a pedalada não seja a mesma. Dez quilos a mais em cima duma bicicleta fazem toda a diferença... E nas fotos em que estou de pé, o meu olhar clínico e auto crítico detectou imediatamente aquilo que eu já sabia: a gordura instalada nas coxas e glúteos...
Em suma, foi um misto de emoções. 
Se por um lado consegui vencer este 'obstáculo' de voltar a andar de bicicleta e dois/três meses mais cedo do que esperava, imaginava e me disseram que seria possível, por outro fiquei triste com os meus receios (que são normais, tendo em conta o que me aconteceu...) e com a minha falta de força e por estar em baixa forma física...
Depois, chego a um ponto, passadas para aí umas duas horas, em que começo a ter dores e a sentir-me desconfortável na zona do ombro e do braço. 'Abano' o braço, dobro-o e paro para ver se o mau estar alivia. E alivia... E bebo água e bebidas isotónicas. E então prossigo.
Mas não sei. Senti-me muito mais racional a andar de bicicleta. Gostei, foi bom e tal, mas não me senti como me sentia antes que era geralmente 'extasiada'...
Gostei de ir nas calmas, de passear, de fazer apenas 30 kms, mas... parece que não senti aquela emoção que sentia a pedalar. Quem sabe com  o tempo isto passa...

- foto retirada -


sábado, 27 de julho de 2013

Quem sabe, qualquer dia...

- foto retirada -

Peço desculpas pelos 'posts' sobre a bicicleta mas... apeteceu-me...
Gosto muito desta fotografia, e pronto, era só isso...

Punhos novos

Punhos novos para a bicicleta. 
Não se percebe bem a cor mas são encarnados. Vermelhos. Vivos. Para dar vida. Para ver se consigo ainda agarrar a bicicleta, o 'boi', pelos 'cornos', salvo seja.
It's time.
Chegou a hora. A hora de perder os medos e voltar à minha vida.
Enfrentar receios, pavores, dores e amores.
Sim, porque a bicicleta é uma espécie de amor. Magoa-nos, faz-nos sofrer, faz-nos pensar na vida, repensar tudo e mais alguma coisa mas... não a conseguimos deixar...

Limitada nos movimentos do braço e do ombro, é certo, com dores mais que reais e frequentes, mas ao fim de quase vinte sessões de Fisioterapia estou 'liberada' para fazer (quase) tudo o que fazia antes de cair e de ser operada, de preferência sem medos...
Hoje voltei a conduzir. Conduzi poucos quilómetros e ao chegar a casa tinha dores no ombro. Mas... Ao fim de quase quatro meses, CONDUZI!!!
Pequenos grandes passos...
Chegou a hora. E a hora chegou para aí uns dois/três meses antes do esperado e inicialmente previsto. 
Tive melhoras galopantes nas últimas duas semanas, apesar das devidas limitações, e por isso na Fisioterapia 'libertaram-me'. Depois das vinte sessões continuo com mais Fisioterapia até, quiçá, conseguir levantar, rodar e ter mais força no braço. 
Até lá posso voltar a (tentar)... VIVER!!!


Voltando a hábitos 'antigos'...

"Antigamente", digamos entre a adolescência e a entrada na vida adulta, era uma consumidora acérrima de revistas femininas mensais e de algumas revistas semanais.
Entretanto 'cresci', passei a ter menos tempo disponível e parece que perdi parte da 'paciência' para este tipo de revistas e deixei de as comprar... Lembro-me de estar de férias na praia a ler e a 'consumir' tudo o que trazia brindes e afins...
Pois agora apeteceu-me voltar a ler este tipo de revistas...
Começou em parte quando estava internada no Hospital e me sobrava tempo livre. Comecei a pedir à minha mãe que me trouxesse algumas revistas para me entreter a ler e assim foi... 
Não tenho sido uma consumidora assídua e impulsiva como era aos 20 anos em que não importava a capa nem o brinde, comprava tudo... Agora estou mais selectiva, vejo as capas, os assuntos e no caso de trazerem algum brinde, vejo qual é que me pode ser realmente útil. E foi esse o caso da Vogue de Agosto. Os temas interessaram-me e traz, por mais 1€, um simpático e grande saco de praia. Há em três cores (verde, azul e rosa) e eu optei pelo rosa para ver se dá ânimo à minha vida, pelo menos quando for à praia... Até fiquei agradavelmente surpreendida quando constatei que o saco é forrado por dentro e tudo... 
Vai dar imenso jeito porque o saco que costumo levar, também comprado com uma revista, já deve ter, sem exagero, uns dez anos...
E agora também dou mais importância aos artigos e fotos de moda... 
Adorei aquele 'look' que está na foto debaixo, do lado esquerdo... Para o Inverno claro, mas acho-o mesmo sofisticado e confortável ao mesmo tempo...


sexta-feira, 26 de julho de 2013

A rádio...

Calhou a ouvirmos a rádio M80 e o meu filho perguntou que rádio era aquela.
E eu, não sei o que me passou pela cabeça, respondi que era a Rádio M 80 porque era uma rádio para pessoas com mais de 80 anos...
É mãe, a sério?
Sim, filho é.
E desatámos numa risota pegada os dois...
Como o meu filho não se esquece de nada, quando 'passamos' por esta rádio ele insiste para que a fiquemos a ouvir e relembra que é a rádio dos velhotes, para pessoas com mais de 80 anos...
:P

Não sei porquê, entrei...

Depois de tratar duns assuntos, entrei na Igreja. 
Parece que tinha acabado uma missa porque iam diversas pessoas a sair.
Entrei, sentei-me e fiquei sozinha, absorta nos meus pensamentos.
Parece que antes não entrava tanto em Igrejas, em particular naquela.
E gosto.
Sento-me.
Penso.
Ouço-me a mim mesma.
E entretanto vou embora...


Correr por gosto

Não sei o que me deu ontem. Ao fim da tarde peguei na minha amiga canina e pensei cá para comigo que ia correr. Até aqui nada de novo e nada que não tivesse feito antes. Fomos em passo rápido até ao sítio onde iríamos iniciar a nossa corrida. Ia munida com o telemóvel e os fones mais as músicas de que gosto e que 'saquei' do You Tube para MP3... Uma blusa de cavas coberta por uma blusa larga com mangas até ao cotovelo. E fomos.
Chegando ao sítio de onde iria 'desatar' a correr já estava cheia de calor e pensei que bastava da ditadura de ter que "esconder" a cicatriz. Era o fim do dia, o Sol estava pouco forte e não havia ninguém por perto. Tirei a blusa com as mangas até ao cotovelo e senti-me... livre... Livre por ir a transpirar e a levar com o vento na cara, no corpo e... na cicatriz... Senti-me livre por ir com os ombros a descoberto como fazia naturalmente 'antigamente'.... Sim, agora já posso correr, disseram-me na Fisioterapia. Está tudo bem e o ombro já não sai do sítio devido.
E corri. Corri como já tinha corrido tantas vezes antes naquele sítio só que agora estava a ter prazer com o desporto que sempre me mais custou a praticar... Continuo uma naba a correr mas não parei e gostei de correr. Eu nunca gostei de correr...
Pelo meio parei e fiz abdominais, agachamentos e... pranchas... E foi na prancha que o meu braço entortou... Em vez de estar direito, para a frente, como o braço esquerdo, o braço direito ficou 'torto', 'enviesado' com o cotovelo para o lado, ali estava a 'prova' de que ainda não está tudo bem...
Depois as dores nos músculos das pernas com os agachamentos que não fazia há muuuiiiitttooo tempo... Aliás, hoje tenho ainda bastantes dores nas pernas...
E depois alguns exercícios do Body Balance. Tentei meditar mas não consegui... Tal como não consegui levantar o braço no ar nem apoiar-me nele nalguns movimentos... Bem o levantei com a ajuda do braço esquerdo mas realmente ainda não faz isso...
E do ar livre fiz o meu ginásio.
A pouco e pouco vou tentando voltar ao que era...
Corri 5 kms e mais uns metros, coisa pouca mas muita para mim...



quinta-feira, 25 de julho de 2013

Pensei em chegar a casa

Pensei em chegar a casa e atirar-me para cima da cama mas ela ainda não estava feita, estava a 'arejar', tal e qual como a deixei quando saí de casa.
Não que esperasse que a minha mãe a fizesse, nada disso, mas parece que há sempre uma qualquer esperança de que as coisas apareçam feitas. Eu já devia saber que não é assim. A minha mãe está mais velha e mesmo ainda com o braço ao peito nunca 'me fez' a cama. Todos os dias fazia (e faço) a cama, a custo, apenas com o braço esquerdo. Agora o direito já ajuda mas custa um pouco na mesma.
Cheguei a casa vinda duma volta trivial e banal, de quem foi jogar no Euromilhões e deu dois dedos de conversa com uma amiga que nos diz na cara, porque é uma amiga verdadeira, "não te acho nada animada". E achou bem. No fundo, o que há assim para animar a minha vida...
Esta noite foi pavorosa com dores. Há muito que tal não acontecia. Foram tantas as dores, e mais uma vez depois duma sessão de Fisioterapia, que tive que tomar um comprimido para as ditas e eu não tomava medicação há mais de um mês... Sentei-me na cama, levantei-me, tentei esticar-me e as dores não passavam. Suponho que adormeci pelo cansaço e hoje as olheiras são visíveis...
Vou entretanto do Euromilhões para a Farmácia. Isto lido ou visto assim, parece mesmo 'vida de velha'... Fui à Farmácia em busca do creme para a cicatriz. É o segundo porque o primeiro durou dois meses. Todos os dias, religiosamente, coloco creme na cicatriz de manhã e à noite...
Vamos ver se dá algum resultado porque na Farmácia avisaram-me logo que não podia apanhar Sol e isso eu já sei de cor e salteado...
Como fazia uma semana que me tinha pesado, lá fui eu para cima da balança. Pensei que iria ter perdido mais peso porque entretanto fechei mais a boca mas qual não é o meu espanto quando constato que, em relação à semana passada, perdi uns míseros 150 gramas como se se tratasse de fiambre que compramos no supermercado...
Fiquei tão em baixo com os resultados... Parece que nada mais é como outrora em que subia para a balança e era ver o peso a diminuir... Agora parece estagnado neste número e só mudam os gramas... E leva-me a ter que perder os tais dez quilos para voltar ao que era... 
Penso em ir a correr para o ginásio, em ir a correr para ir correr, penso em não comer, penso em tudo irracionalmente e acabo por ir tomar um café solitário numa esplanada, debaixo duma sombra quente.
Por instantes levo as mãos à cabeça e pergunto-me em que se tornou a minha vida... Penso muito, penso em tudo, penso nas palavras da minha amiga que ecoam na minha cabeça como uma espécie de consciência: "não te acho nada animada" e prossigo pensando que não dormi nada por causa das imensas dores que tive, que tenho dez quilos a mais, que tenho receios, que, que, que, que...
Venho para casa e em vez de me atirar para cima da cama, atiro-me a fazê-la e depois ligo o computador porque a vontade de escrever era mais que muita...

quarta-feira, 24 de julho de 2013

O que (não) vestir...

Agora 'tenho' que pensar no que vou vestir e refiro-me às blusas...
Tenho que pensar se deixam ou não a cicatriz à vista e eu não a quero à vista por causa do Sol, por causa da curiosidade alheia e porque me sinto desconfortável com esta "marca"...
Tanta blusa gira que tenho e que fica de lado porque mostra mais daquele pedaço do braço do que eu gostaria... Quer dizer, no Verão eu sempre gostei de blusas de alsas, mais cavadas e com os ombros de fora... Agora parece que me sinto quase 'despida' se tiver essa parte à mostra e em muitos dias não sei mesmo o que vestir...
Chateia-me 'não poder' combinar e usar as roupas de que realmente gosto em prole de 'esconder' a cicatriz que está neste momento em tons de rosa...
Bem sei que mais dia menos dia ela irá ficar à mostra mas este ano queria realmente protegê-la do ar e do Sol. Que pena por não usar as blusas de que tanto gosto...
"Não desfazendo", esta era (ou ainda é...?) uma das partes do meu corpo de que mais gostava (ou gosto...?): os ombros, braços, pescoço e peito... Estavam bem definidos por causa da bicicleta e da força que se faz com os ditos a praticar BTT e por causa das aulas de Body Balance... Em quatro meses de pausa sinto os meus braços um pouco 'frouxos' e menos definidos ainda que o peso a mais que tenho esteja instalado nas coxas e glúteos...
Não tenho manias nem sou obcecada com o meu corpo, até porque já não tenho 20 anos, mas realmente o que faz parar e, ainda assim, mantive as caminhadas e os treinos nos rolos...
Visto daqui, imagino-me a regressar ao ginásio em setembro mas desta feita será para ir, pelo menos, duas vezes ao fim do dia às aulas de Cycling... As correrias da hora de almoço não vão dar porque não estou tão rápida e desenvolta como era e porque quero um treino organizado e não estar sempre a 'suspirar' porque ao almoço só fiz aulas curtas ou metade doutras aulas...
E ainda que tenha que esconder parte do meu braço e ombro, nem me apetece ir às compras...

terça-feira, 23 de julho de 2013

E assim o tempo vai passando

Recordo-me de ter mais ou menos a idade do meu filho quando assisti ao casamento de Diana e de Carlos em direto.
Recordo-me de aparecerem com os príncipes bebés e agora eis que um desses bebés cresceu e é agora ele também pai...
Independentemente de todas as implicações, ideologias e ideias políticas sobre o assunto, é 'engraçado' ver estas fotos e constatar que o tempo passou.
Será que quando o meu filho tiver a minha idade agora também se irá recordar destas notícias...? Pois não sei...


De volta aos cuidados com a alimentação...

Com o aumento de peso que tive devido à pausa forçada pela queda nos últimos quatro meses, tenho tentado voltar a fazer o que fazia aquando da minha perda de peso... 
Às vezes é extremamente difícil porque estou em casa e parece que as rotinas custam mais a instalar-se mas... vou tentando, mesmo quando a inércia que não existia em mim vem de mansinho e se instala e não "me deixa" ir caminhar ou treinar nos rolos, enfim...
E por causa disso voltei às bolachas integrais porque o pão (integral) nunca mais o deixei... Passou a fazer parte do meu pequeno-almoço e lanche diários. Foi algo que introduzi na alimentação no processo de emagrecimento e que nunca mais deixei...
Em relação aos iogurtes líquidos, só os consumo no Verão. Iogurtes é algo que não "aprecio" e por isso não fazem parte da minha alimentação diária. Contudo, ultimamente tem-me apetecido beber iogurtes... Vou intercalando com o meu adorado chá entre o pequeno-almoço e o lanche e por isso aproveitei a promoção que começou hoje no Pingo Doce em que duas embalagens com quatro iogurtes dos 'Corpos Danone' custam o preço de uma (2,49€). Podem ver todas as promoções desta semana aqui, não que o supermercado me patrocine mas porque acho útil e porque é o meu sítio preferido para ir às compras.
Quanto às barritas, são um 'snack' para o caso de treinar nos rolos ou de ir fazer alguma caminhada...



segunda-feira, 22 de julho de 2013

E depois é isto

Durante todo o dia não fiz "nada". Não treinei nos rolos nem fui fazer caminhadas.
Comecei com o filhote a 'repescar' a matéria dada e começou a fazer as fichas que ainda faltavam terminar, dos livros de apoio. Assim sendo, creio que não será necessário comprar mais livros com fichas porque as que tem chegam perfeitamente até ao final das férias...
Mas como estava a dizer, não me apeteceu 'treinar'. Agora fiquei assim, de quando em vez 'desce' em mim uma inércia que não consigo explicar...
Pensei cá para comigo que depois do jantar iria então dar uma voltinha com a minha amiga canina...
Pois sim, tal e qual... É que antes do jantar lá fui eu a mais uma sessão de Fisioterapia e vim de lá com dores imensas... Transpirei que me fartei a fazer os exercícios para ver se recupero na totalidade o meu braço mas depois é que foi a doer...
Doeu tanto que aqui estou a gemer baixinho com dores... Tal como acontece durante a noite. Sim, as dores amenizaram, é claro, mas continuam durante a noite. Durmo sobre o ombro partido porque custa menos do que dormir para o outro lado e ter o braço 'suspenso' na gravidade, que isso sim, dói como tudo... Durante a noite, quando acordo, se me tenho que virar largo um suspiro e não é pelo romantismo da Lua ou da noite. É mesmo porque me dói a virar dum lado para o outro.
O tempo vai passando e eu vou-me habituando a viver com estas dores mas às vezes custa mesmo um bocadinho, para não dizer um bocadão, ainda que não me queixe muito durante a Fisioterapia porque acredito que a dor que me estão a 'infligir' é para o meu bem e para que o braço recupere...
Vai daí que a ideia de ir caminhar depois do jantar ficou completamente de lado depois da estafa da Fisioterapia e do corpo dorido com que estou, no ombro e no braço obviamente...
Não me doem as pernas mas o desconforto destas dores empurra-me para ter pouca disposição e vontade para me mexer já que estou muito mais confortável e reconfortada no sofá...
Falta muito para este "filme" da minha vida acabar ou amenizar, falta...?

domingo, 21 de julho de 2013

Nunca fui pessoa dada a medos...

Desde que me lembro de mim que não me lembro de ter medo ou medos... Tenho os receios 'normais' das rotinas do dia à dia mas nunca tive medo de animais, de alturas, do escuro, de multidões, da solidão, de tentar, de ir mais além, do mar, dos aviões, dos barcos, dos carros, de conduzir, enfim, pensando bem nisto, apesar de tímida e algo insegura, nunca fui dada a desistir ou a ter receios...
Mas eis que algo marcante acontece na nossa vida e de repente as perspetivas parecem mudar em relação a muitas coisas... Não fiquei 'medrosa', não é isso mas... sinto-me, pelo menos para já, com tendência a 'proteger-me' muito mais do que era habitual... 
A minha recuperação está a correr bem, aliás, só me dizem que estou cheia de medos e muito presa e que por causa disso posso estar a 'bloquear' uma evolução ainda melhor e maior mas... a verdade é que me sinto como que a bloquear, com diversos receios...
Tenho em mim a imagem do meu corpo a saltar/largar a bicicleta como se tivesse sido empurrado por algo ou alguém num sítio perigoso, é certo, mas onde já tinha descido 'carradas' de vezes por ser a pouco mais de quilómetro e meio de casa...
Depois a perda do meu pai que, quando e vez, assola a minha mente. Vejo fotos e parece ainda que não aconteceu. Passaram cinco meses mas às vezes sinto que o meu pai está na casa dos meus pais e que apenas não temos falado ao telefone ou que não tem vindo à minha casa no Oeste. Mas como seria isto possível se a minha mãe está comigo e é a prova de que o meu pai não está mais por cá...?
Sinto também 'medos' e 'receios' em relação aos que me são mais próximos. Como se tivesse medo de os perder, o meu filho, a minha mãe e o meu marido, até a cadela e o gato, e depois todos decidiram 'ultra resguardarem-me' e isso ajuda a que me sinta assim, mais 'receosa'...
Nunca fui de me prender, de não seguir em frente e agora aqui estou eu, mais racional e ponderada, mais presa, mais 'indiferente' a certas emoções... 
Não me lembro de achar graça a nada nos últimos meses e isto é problemático quando a última coisa que nos fez rir com vontade, e deitada numa maca ainda por cima, foi o facto de na Fisioterapia estar a dar no rádio a música do António Variações - "Quando a cabeça não tem juízo o corpo é que paga" e eu dizer que aquilo devia passar em 'loop' o dia todo para os pacientes irem para casa reflectir naquilo, já que a maior parte dos 'sinistrados' está naquele estado porque a cabeça, salvo seja, não teve juízo...
Que raio de humor o meu hein...


Há dias & pensamentos em que...


sexta-feira, 19 de julho de 2013

Realmente, começam a bater as saudades...

Disto... E muito mais...
Suponho que a bicicleta seja como uma paixão arrebatadora.
Algo que nos faz sofrer tanto mas de que(m) continuamos a gostar e a sentir a falta...
A bicicleta foi a causa do meu estado. Foi dela que caí abruptamente. Mas há que pensar noutras perspetivas: poderia ter caído de uma outra maneira ou ter tido um outro qualquer acidente...
E assim é a vida...

- foto retirada -

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Devo estar a ficar pitosga...


E por isso, quando vi no folheto do LIDL este conta quilómetros para a bike, não hesitei duas vezes em pedir ao pai cá de casa que me levasse "desesperadamente" ao supermercado em busca dum para mim...
Já tive dois ou três, cada um mais sofisticado do que o outro, o último custou quase 40€ mas... por vezes falha e tem os números algo pequenos... Estou em crer que vejo bem mas na bicicleta é algo que sempre me fez confusão e prefiro ver "bem" os números na bicicleta...
Vai daí que lá fomos nós e, felizmente, ainda havia alguns exemplares e aqui está o conta quilómetros já instalado na minha bicicleta. Só falta acertar o relógio. Foi uma pechinca no preço e tem ainda mais funções do que os anteriores que já tive (este conta também as calorias e a temperatura que faz para além da velocidade, média de velocidade, distância, etc...).
Estava a dizer que só faltava acertar o relógio mas não... Falta também eu voltar a andar de bicicleta... A minha recuperação está a ser muito mais rápida do que o esperado (segundo as opiniões do meu médico e dos Fisioterapeutas porque todos esperavam que eu estivesse como estou no presente só lá para setembro/outubro...) mas faltam ainda muita "coisas" físicas e também a parte psicológica... Tenho que ter paciência para evoluir e ficar melhor e também perder todos os medos e receios que ganhei neste tempo todo da recuperação...
Vamos ver...


Fiz algo que pensei não conseguir voltar a fazer...

E devia estar contente, ou melhor, super contente e feliz com isso. No entanto, sinto-me assim uma espécie de ser semi amorfo e apesar de ter conseguido fazer algo que não conseguia fazer, parece que fiquei assim quase 'indiferente'. Estou a falar dum simples e singelo bolo, um bolo e do meu aniversário, ainda por cima. Depois de quinze sessões de Fisioterapia, decidi que o dia do meu aniversário era um bom dia para tentar cozinhar, e algo 'específico' ainda por cima. E... consegui... O bolo também não era nada de elaborado, um bolo simples de chocolate, recheado com doce de Amora e 'salpicado' com açúcar em pó. Claro que a parte de cortar o bolo 'ao meio' ficou para o pai cá de casa, que isso eu (ainda) não consigo fazer. Ainda assim, barrei o bolo com o doce e enfeitei-o com o açúcar em pó. Estava bom, a família gostou e repetiu. 
E eu consegui. A passo e passo vou conseguindo alcançar pequenas grandes coisas... Consegui fazer um bolo apesar de não ter (ainda) todos os movimentos no braço ...
As dores vão e vêem. Hoje, por exemplo, tenho tido imensas dores, no ombro e no braço. Às vezes parece que me estão a espetar facas nos ossos... Suponho que tenha de aprender a (con)viver com isso...


Passou uma semana e fui pesar-me no mesmo sítio


Passou uma semana e decidi ir pesar-me à farmácia, ao mesmo sítio portanto.
E ena, uau... Perdi... Duzentos gramas... Bom, é melhor perder do que ganhar mas... Duzentos gramas...?
Que frustrante... Mantenho os dez quilos a abater, ai perdão, a perder...
Gostava que fosse tão fácil perder peso como é ganhá-lo, isso é que era mas... infelizmente a realidade do meu corpo não é essa e portanto tenho de saber viver com isso...





quarta-feira, 17 de julho de 2013

Happy Birthday...

(post pré agendado...)
Happy Birthday to me...
É hoje. É a partir de hoje que começa a contagem decrescente para os 40... Daqui a um ano lá chegarei. Até lá vou aproveitar bem este último ano como "trintona" e espero que corra melhor do que 2013 e os últimos meses com 38 anos...
Desejos...? Saúde e que o meu braço e ombro recuperem totalmente.


terça-feira, 16 de julho de 2013

Com a aproximação do meu aniversário

Recordo que este vai ser, afinal, o meu primeiro aniversário passado sem o meu pai...
Tudo o que queria era que o meu braço estivesse normal e que tivesse os seus movimentos de volta.
E entretanto lembro-me do meu pai...
Não planeei nada. Será um aniversário 'normal' como nos outros anos, com a diferença de que não vou ter a companhia duma pessoa muito importante. De uma das pessoas que me deu a vida...
E que treta é a vida às vezes. Pelo menos 2013 está a ser uma treta até agora.
No dia dos meus anos irei à Fisioterapia. Podia ter alterado a sessão mas para quê se não vou a lado nenhum nem tenho nada de especial para fazer...
Tretas, é o que é.
E depois a idade em si. Há tanta coisa que nunca imaginei para esta idade. Não sei, sou nova mas sinto-me a ficar 'velha'.
Olho para as miúdas de vinte anos e lembro-me de mim naquela idade, tão filha, tão menina dos papás, tão livre, tão magra, tão responsável, tão tanta coisa e agora eis-me a chegar à beira dos 40, uma idade que parecia tão distante...
Que estranho ir fazer anos e estar em casa 'de baixa', a recuperar duma queda e duma operação...
De repente tanta coisa parece deixar de fazer sentido...
Só sei que o meu pai não está cá, nem estará mais e as saudades apertam e dói, e muito...
Sempre imaginei que os meus pais eram imortais e que iam viver 'para sempre' ou pelo menos até muito tarde... Antes de chegar aos 40 já perdi o meu pai e quando caí da bicicleta, por instantes de segundo, pensei que me iria juntar a ele, tal foi a brutalidade com que o meu corpo bateu no chão, no alcatrão e senti-me a perder os sentidos pela dor brutal que senti...
Vou fazer anos e acho que pela primeira vez na minha vida não estou a ligar nenhuma a isso...

Cada vez estou mais contente

De partilhar cada vez menos coisas sobre mim e a minha vida no Facebook.
Pode parecer um contra senso porque venho aqui para o blog partilhar muita coisa mas... é diferente.
Claro que às vezes é difícil nada 'dizer' mas tenho-me contido bastante como se estivesse a matar um vicio e sinto que é isso mesmo que estou a fazer...
Às vezes ainda escrevo coisas mas depois acabo por não as publicar ou então depois guardo coisas e fotos só para mim...
Às vezes apetece-me partilhar sentimentos de quando saio da Fisioterapia ou coisas que o meu filho diz e faz mas... acabo por não o fazer e aí sinto que estou a 'vencer' o facebook...
Como agora, podia partilhar que estou quase a adormecer porque o meu filho me está a pentear há quase meia hora. Foi buscar fitas, ganchos, pentes e escovas e aqui está ele a escovar-me o cabelo e sabe-me tão bem que tenho a cabeça quase no colo, caída e relaxada.
Tenho um filho doce e dado a mimar a mãe. E isto sabe-me tão bem... E não o partilhei no facebook...
Não sei se voltarei a andar de bicicleta mas, se o fizer, espero conseguir 'conter-me' e não partilhar todas as voltas que der e muito menos fotos de todas e mais alguns sítios por onde vá pedalar...
Não critico quem o faça e gosto de saber e ver mas... cansei-me de partilhar tantas voltas e fotos e só meia dúzia de pessoas é que se deu ao trabalho de 'gostar' ou comentar...
Enfim...

Simplificar

Se há coisa que esta queda me trouxe foi a simplificação.
Por motivos físicos vi-me obrigada a deixar de poder usar as malas 'normais' do dia à dia. Não as podia colocar ao ombro e como estava (estou) debilitada, sobrecarregar o ombro saudável com o peso das malas também não ia fazer bem.
Vai daí que me vi obrigada a usar apenas uma bolsa do género de caminhadas, pequena, onde cabe apenas o meu porta moedas que tem lá dentro os cartões da minha vida e das minhas rotinas. Depois cabe uma caneta, alguns papéis, o telemóvel, lenços de papel e, com um pouco de jeito, uma garrafa pequena de água.
Isto tudo levou-me a concluir que tudo o que realmente preciso, cabe nesta pequena bolsa. Eu andava sempre com malas a combinar com a roupa e o calçado que lá dentro traziam um meio mundo de carteiras e coisas. Chegaram a perguntar-me para que queria eu duas carteiras e de facto foi uma pergunta pertinente. Na altura disse que me dava jeito ter as coisas organizadas assim mas afinal não precisava...
Um mundo dentro das malas e agora um mundo dentro duma bolsa tão pequenina...
Às vezes só mesmo algo radical para nos fazer perceber e organizar a vida e o nosso mundo doutra maneira...
Tudo o que preciso cabe naquela singela bolsa...
A questão é se quando eu voltar a estar "normal" e à minha vida "normal" se vou continuar a simplificar ou se voltarei a complicar e a encher-me de malas e de tralha(s) lá dentro...

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Quilos de Quilómetros...

Hoje tenho quilos de quilómetros em cima. Eu e a minha família. Nem tudo correu bem mas nem vou falar disso senão daqui a pouco pareço "a desgraçadinha que andava no gamanço", salvo seja... Contudo, deixou-me numa 'pilha', fez-me 'tremer' e chorar com os "nervos"...
É que mesmo contado por mim, até seria difícil de acreditar o que aconteceu e o contexto e por isso, daqui a bocado, vou ao Mercado Medieval para ver se há por lá alguma bruxa honesta ou algum tratamento anti 'bruxedos' ou anti o ano de 2013 para mim ou anti o último ano da idade em que estou uma vez que estou a poucos dias do meu aniversário e de mudar de ano...
Bem, adiante...
Na verdade, o que é de salutar é que chegada a casa, consegui, pela primeira vez desde que caí, fazer um rabo de cavalo 'normal'. Quer isto dizer que, para já, tenho andado a fazer rabos de cavalo, o que por si só era já um progresso. Eram feitos de lado, é certo, junto à orelha esquerda, mas foram um avanço brutal para o meu braço direito a ajudar o braço esquerdo a apanhar o cabelo...
Não conseguia, de todo, fazer um rabo de cavalo atrás e a meio da nuca como é costume. A posição e jeito do braço direito não me o permitiam, e hoje consegui!!! Aqui estou radiante por ter o cabelo apanhado atrás "normalmente"...
A Fisioterapia está mesmo a surtir os seus efeitos, 'finalmente'... Durante as sessões até pode ser, e é, duro, custa, dói, faz transpirar, é frustrante e desesperante, mas afinal depois começam a ver-se os efeitos...
Falta ainda levar a mão ao cimo da cabeça, rodar o braço como se estivesse a nadar, abotoar o 'soutien', ter força e tantos outros movimentos tão normais e curricureiros e afinal tão importantes... Só damos conta de quão importantes são quando deixamos de os conseguir fazer. Falo por mim, nunca liguei ao facto de conseguir rodar os braços ou levar as mãos à cabeça ou lá para trás...

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Três meses...

Faz hoje três meses que fui operada.
A única operação a que tinha sido submetida foi aos 5 anos, ao nariz e à garganta.
E assim decorreu a 'minha' primeira operação, e com anestesia geral.
Há três meses a esta hora estava sonolenta e mal disposta por causa da anestesia. 
E na verdade não me lembro mesmo de nada. Só de entrar no bloco operatório e de falar com as médicas anestesistas. Tinha um almofadão meu, por causa das dores no ombro, que tinha escrito o nome do meu filho. Era a sua almofada da Creche. E as anestesistas perguntaram de quem era aquela almofada. Quando respondi que era o meu filho 'observei' um silêncio de 'consternação' e de seguida disseram que não me iam deixar sofrer mais e na verdade só me lembro de mim quando acordei no recobro.
Não me lembro de ter sonhado ou de ter visto o que quer que seja enquanto estive com a anestesia. Suponho que seja assim que é estar morto...
Não tenho consciência de mim naquelas horas. É como se houvesse um apagão. Só 'sei' que fui operada porque a cicatriz e o penso lá estavam e por causa das imensas agonias devido à anestesia.
Três meses...

Não são "mázinhas" de todo, pois não...?

É que são, nada menos, nada mais, do que as minhas primeiras sandálias/calçado compradas numa loja "de chineses"...!!!! Não tenho nada contra estas lojas mas não me entendo lá dentro e nunca lá consigo comprar nada, principalmente roupas e calçado... Mesmo as coisas mais simples parecem estragar-se num ápice e depois os senhores e senhoras destas lojas não nos entendem ou fazem por não nos entender. Já a minha mãe gosta de lá ir e foi numa dessas incursões a acompanhar a minha mãe que, estranhamente, gostei dumas sandálias, estas castanhas que estão na foto. Para além disso, havia o número 41 e depois não desgostei de as ver nos pés... O salto é para aí de 2 cms o que me dá imenso jeito e acho que servem para andar 'por aí'. O melhor de tudo...? O preço: 7,5€...
Ainda voltei para ver se havia doutras cores mas já não encontrei sandálias que me servissem... Foi mesmo um caso raro esta compra. Agora vamos lá ver é quanto tempo duram...


quinta-feira, 11 de julho de 2013

Do dia de hoje

Andei quase 5 kms. Não foi uma caminhada propositada. Tive que andar mesmo para tratar duns assuntos mas sempre em passo rápido. Acho que também conta. Será...?
Depois de ver o meu peso na farmácia, fiquei "doida" e só pensava em treinar nos rolos. Como o tempo estava mais fresco deu para treinar a meio da tarde e assim pedalei durante uma hora e dez minutos. Transpirei muito mas este tipo de treino é deveras monótono e secante... De vez em quando espreito a internet no telemóvel, ouço as músicas de que gosto mas... estar a pedalar sem sair do mesmo sítio, sem ter nada nem ninguém ao lado nem à frente, sem ser uma aula, é preciso muita persistência para não 'desistir'... Suponho que uma coisa é estar de chuva e não poder pedalar na rua e então, olha, 'bute' treinar nos rolos, agora fazê-lo praticamente todos os dias, vai lá, vai...
Uma pessoa nunca está satisfeita. Primeiro queixava-me da monotonia e da lentidão das caminhadas. Depois vieram os rolos para poder treinar em casa já que não dá para ir ao ginásio, e agora queixo-me da monotonia e de ser sempre a mesma coisa...
Agora só penso nas aulas do ginásio, no peso a mais que tenho e em pedalar na rua.
Serei eu capaz de pedalar na rua como o fazia?
Terei medo(s)...?
Serei livre novamente...?
Pois neste momento não sei. Só penso nos dez quilos a mais.
:-(

Desânimo - 'ena, mais...?'

Realmente, o melhor que tenho a fazer é fechar a boca.
Eu bem tinha dito que a semana passada tinha sido pavorosa em relação à alimentação por ter a família de férias por perto...
Hoje entrei na farmácia e pesei-me. Que desilusão. Os dois quilos que tinha perdido? Voltei a ganhá-los, sem tirar nem pôr...
De facto, mesmo com alguma contenção na alimentação e treinando nos rolos, está visto que não é suficiente... 
Que tristeza de organismo, tenho agora dez quilos para perder. 
Sinto as calças mais apertadas nas pernas e nas coxas. Tenho que usar blusas mais largas para as conseguir despir e vestir sem grandes dores ou "jeitos" ao braço...
Isto de estar em casa e deixar de ter as correrias diárias, o ginásio e a bicicleta dá nisto...
E pensar que há pessoas que emagrecem quando têm nervos, problemas ou têm pausas forçadas... A mim dá-me logo para engordar...
Dez quilos, que pesadelo...
Faço caminhadas e os rolos e não consigo perder peso. Parece-me que terei que voltar novamente à Nutricionista mas estou farta e cansada de hospitais, consultas, fisioterapia e por aí fora...
Queria fechar os olhos e acordar quando isto tudo tivesse passado...




Da(s) família(s)

Com o falecimento do meu pai voltei a falar com alguma família com a qual não tinha contacto há vários anos.
Quando penso nisto, dou conta de que houve uma parte das nossas e da minha vida que não "existiu" mutuamente.
Afastamentos destes dão-se em todas as famílias. Às vezes por nenhum motivo em especial.
Não nos 'dávamos' há uns bons 15 ou mais anos e assim sendo, estas minhas tias e o meu tio, não me viram acabar o curso nem arranjar o primeiro emprego.
Não me viram casar e muito menos estar grávida ou ter o meu filho. Aparecem agora na vida do meu filho quando ele caminha a passos largos para os 7 anos...
Dou por mim a falar telefonicamente, de forma frequente, com a tia que é irmã do meu pai, com quem sou mais parecida no feitio e no corpo. Há coisas que o tempo não apaga nem leva embora. As memórias de infância, o carinho do meu pai por esta irmã, a minha tia comigo na praia, no mar, são coisas de que me lembro como se fosse ontem...
Lembro-me da família essencialmente na minha infância. Depois a vida encarrega-se de encontrar ou de arranjar rumos diferentes para todos os intervenientes, a começar por mim mesma, passando pelos meus pais, e nas vidas dos meus tios e primos. Crescemos, e parece que a vida se torna um pouco cinzenta e nos torna a todos mais sérios e sisudos.
Ontem tínhamos dez anos e brincávamos e corríamos sem preocupações na Praia da Rocha em Portimão. Hoje, um dos primos faleceu há quase dez anos, numa morte repentina e súbita, e os outros estão à beira dos 40, somos casados, temos filhos e responsabilidades...
A infância é agora para os nossos filhos que nem se conhecem... Cada um mora em sítios distintos. Cada um tem vidas distintas.
Entendo agora tanta coisa que antes não compreendia. Talvez porque era ainda uma espécie de menina mimada que não percebia nada da vida e do mundo dos adultos...
Agora... Agora tudo mudou e ainda que me sinta algo menina e pouco cinzenta, sei que a infância está cada vez mais distante. Começou a morrer quando perdi as pessoas que cuidaram de mim em criança, foi-se um grande pedaço com a perda do meu pai e ao calcorrear o caminho da vida, sinto-a cada vez mais pequenina em mim...
Por tudo isto, não vale a pena não falarmos com as pessoas ou chatearmo-nos por coisas sem importância. Se há algo para dizer, que se diga. Que não se espere que se vá alguém que amamos para voltarmos a falar com alguém...

quarta-feira, 10 de julho de 2013

O blog é meu, posso vir aqui "gritar", posso...?

Estou farta disto tudo.
De esperar.
De ter que ter paciência.
De estar em casa.
De não ir trabalhar.
De não ir ao ginásio.
De não ter uma vida "normal".
De ter dores.
De não ter um braço normal que não se mexe 'normalmente'.
De ter que fazer Fisioterapia e ter ainda mais dores.
De ir à Fisioterapia, dia sim, dia não, como se fosse uma velha, e de me sentir ridícula ao não conseguir fazer determinados movimentos...
Queria estalar os dedos e que tudo ficasse bem novamente.
Que o meu corpo ficasse e estivesse novamente funcional e a funcionar normalmente.
Estou farta de lavar o cabelo só com uma mão.
Estou farta de por vezes olhar o meu braço e vê-lo como se fosse quase uma peça solta e robótica dependurada em mim.
Apetece-me berrar porque estou farta mas faço-o apenas interiormente até porque gritar dá cabo da cabeça dos outros.
Daqui a dois dias passaram três meses desde a operação e só me ocorre dizer que tudo isto foi e tem sido doloroso...
Farta...!!! Fartinha...!!!


Para (re)lembrar

Por que agora sim, tenho uma cicatriz e a minha relação com ela nem sempre é pacífica...


terça-feira, 9 de julho de 2013

Praia de fim de tarde...

No fim de semana, com a família por perto, lá me 'convenceram' a ir até à praia...
Como sempre, enchi-me de creme protetor factor 30 mas na zona da cicatriz coloquei o protetor do filhote, com factor 50... Ainda andei com a blusa vestida mas ao fim da tarde, o calor amenizou e não resisti em ir até à água. Depois de uns mergulhos, os primeiros do ano que me souberam imensamente bem, decidi sentar-me à beira da água com as crianças, o filhote e a tia do meu filho que é uma menina muito especial, tem Trissomia 21 e um dia destes 'falarei' disto por aqui... Nem sei porque ainda nunca o fiz... 
A tia do filhote estava a ambientar-se à praia e tentei 'tirar-lhe' os medos e receios da água e da areia e acho que, em parte, o consegui... Toda a gente ficou muito admirada por ela ficar tanto tempo sentada connosco dentro de água, a brincar com a areia e as pedrinhas.
Fiz jogos com ela e com o filhote e estavam deliciados. E por instantes de segundo dei por mim a pensar que era, ou sou (ainda não sei bem...), uma pessoa algo impaciente, e ali estava eu com a maior paciência e boa vontade a brincar com simples pedrinhas e conchinhas com duas crianças, uma delas diferente e especial... Ninguém se levantou ou chateou e estivémos naquilo uma boa meia hora. Não consigo explicar o sentimento que tive por estar a brincar com alguém 'diferente' em que era notório que estava imensamente feliz e realizada por estar ali a brincar com algo tão simples, num sítio tão "banal" como a praia... Por segundos pensei que a nossa felicidade é mesmo o que quisermos fazer dela... Que muitas vezes não damos valor ao que temos de bom junto a nós...
Eu, a impaciente, adorei estar ali na água com as crianças...
Eu, a impaciente, senti-me como que 'realizada' por estar a fazer feliz uma criança 'diferente'... A simplicidade no seu olhar e nos seus (sor)risos, a sua atenção para com as cantigas que (eu) cantava, os jogos entre os três, foi mesmo o melhor do meu dia e dos meus dias nos últimos meses...

- foto retirada -

E depois há dias

E depois há dias como o de hoje em que acordo e a inércia se apodera de mim.
Podia ter treinado nos rolos mas, até ver, não me apetece.
Podia ter ido fazer uma caminhada ou dar uma volta mas não me apeteceu.
Entretanto, com o avançar das horas, o calor aperta e isso faz com que me apeteça ainda menos fazer seja o que for.
Quase que me arrastei para ir beber um café e comprar pão e pronto, foi isso.
Por vezes quase não me reconheço nesta espécie de acomodação porque nem sei o que fazer tendo tanto tempo livre e não me apetecendo fazer quase nada...
É estranho isto, tudo isto... Parece que não há objetivos. Parece que há apenas uma coisa a fazer: esperar, ter paciência e recuperar...
Às vezes penso em tudo o que fazia ao mesmo tempo. Parece que era outra pessoa...

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Hoje consegui...

Hoje consegui, deitada na 'maca' da Fisioterapia, levar a mão ao cimo da cabeça. Foi um avanço porque até aqui não o conseguia e continuo a não conseguir fazê-lo de pé... 
Continuo a sentir-me uma espécie de "Robocop" ou um "Exterminador Implacável" que olha o seu braço hirto e direito, que não consegue encostar o cotovelo ao corpo na maior parte dos movimentos...
Sinto o braço a ganhar força mas dói demais quando encosto o cotovelo ao corpo nalguns movimentos.
Hoje tive muitas dores, foi dorido e doloroso. Para além dos movimentos, senti também 'picadas', como se me estivessem a espetar uma espécie de faca nos ossos...
Fico muito desanimada quando termino as sessões de Fisioterapia. Apodera-se de mim uma sensação de impotência, de dor dolorosa, de impaciência para a recuperação de algo que pensava ser simples apesar de toda a gente me dizer o contrário desde o momento em que caí...
Tem que ter paciência. É a frase que mais ouço ultimamente de médicos, de amigos, de Fisioterapeutas, de velhotas, de pessoas que encontro na rua e que nem conheço mas que me perguntam como estou. Contudo,  mais parece que o Universo me colocou à prova...
A minha paciência está a esgotar-se. A minha paciência está a ficar impaciente. Mesmo sabendo que há quem esteja muito pior do que eu, tenho momentos em que me apetece gritar ao mundo que estou farta...!
Paciência...

Logo de manhã...

Uma hora nos rolos.
Muita transpiração. Muito calor.
Desta vez não segui o video dos treinos. Segui a música e os graus de intensidade dos rolos.
Torna-se enfadonho mas tenho que combater a falta de vontade e a inércia e treinar. A semana que passou foi uma desgraça em termos alimentares por ter a família por cá de férias e agora tenho que voltar à normalidade... Não me pesei entretanto mas as pernas e coxas estão volumosas, mais volumosas do que era costume e do que gostaria...
Enfim...


Vício bom...

Adoro. Que perdição... E são tão frescas e suculentas...



domingo, 7 de julho de 2013

Aos poucos "ela" vai saindo à rua...

Aos poucos vou deixando-a 'a descoberto'... Tudo bem que só vesti esta blusa porque era de noite, estava (muito) quente e com a família a passar uns dias de férias perto de nós, quase que me 'arrastavam' para um bar calmo porque a vontade de sair de casa não era muita...
Ali está ela um bocadinho a descoberto...
Também já esteve na praia ao fim do dia de ontem. Mas acho que ninguém reparou 'nela'... Levou, e levei eu, o primeiro banho de mar do ano e que bem que soube... Estava um bafo atipicamente morno aqui pelo Oeste e aquele breve sol e água do fim do dia estavam realmente muito bons...
"Ela" até nem está 'mal', começa ali no braço e vai 'até lá acima' ao ombro... Tenho mesmo que mandar para trás das costas se é bonita ou feia e pensar que para o ano usarei as blusas que tenho de alsas e mais cavadas... Este ano não convém mesmo por causa do Sol mas para o ano... vai ter que ser...
Parece que nem me gosto de ver em fotos...

- foto retirada -

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Três meses

Faz hoje três meses que caí e que toda a minha vida mudou radicalmente...
Já nem sei bem que mais escrever pois todos os meses tenho assinalado a data da queda e da operação.
Tanta coisa aconteceu desde então. 
Tantas mudanças que se deram no corpo e na mente.
Foi uma pausa brusca e forçada, como se o destino se tivesse encarregado de me fazer parar e realmente eu só pararia com algo tão violento que me fizesse realmente parar...
Três meses depois da queda, quase três meses depois da operação e dez sessões depois de Fisioterapia, ainda não ganhei os meus movimentos de volta...
E é isso. Nem me apetece escrever mais nada...


That's it...


quarta-feira, 3 de julho de 2013

Até onde se aguenta a dor...

Acho que não sou uma 'má paciente' no sentido de não me queixar muito.
Desde que caí que todo este processo tem sido doloroso no verdadeiro sentido do termo. Nunca antes na minha vida tinha passado por tantas dores e por isso parece que a dor em si mesma se tornou relativa.
Muitas vezes parece que já não sei o que está a doer. E isto acontece muito na Fisioterapia que é deveras dolorosa. Muitos dos exercícios doem-me mais que muito mas interiorizo-os, não me queixo e nada digo. Penso que tem que ser assim para recuperar convenientemente e por isso sinto dores, muitas, mas só no limite me começo a 'contorcer' e a dizer que realmente me está a doer muito.
Constantemente perguntam-me se está a doer, se me estão a magoar, que eu tenho que o dizer, queixar-me, e quase de forma passiva e 'apagada' respondo que "tem que ser" ou que dói mas aguenta-se ou que já passei por tanto que só no limite é que acho que não aguento...
Isto deixa-me a pensar que se calhar também tenho sido assim na minha vida, nunca fui de me queixar muito,  interiorizo e absorvo as coisas e depois é quase como se andasse consumida por não as exteriorizar...
Neste caso as dores são físicas, são dos ossos, são dos músculos, mas cá no fundo também me dói a alma. Ao ponto a que cheguei, onde me fui meter, são pensamentos recorrentes para além do estou semi inválida, sinto-me quase inútil e por aí fora.
Saio das sessões de Fisioterapia cheia de calores e de dores, como se tivesse levado uma espécie de tareia... Comparo isto ao ginásio mas no ginásio eu podia lá estar duas horas que saía de lá a sorrir e fazia tudo de forma ágil e leve... Agora... Agora tenho que pensar antes de levantar o braço ou de fazer qualquer movimento que implique mais força...
Em casa tenho também movimentos para fazer, colocar gelo em diversos sítios várias vezes ao dia e não parar...
Sinto-me tão contida que às vezes parece que vou explodir...
Quase ninguém entenderá isto mas precisava de estar só, estar sozinha, só eu comigo mesma por alguns momentos....   


Alguns dos exercícios que faço...

terça-feira, 2 de julho de 2013

Finalmente estou a 'conseguir'...

Finalmente estou a conseguir desligar-me do facebook...
Entrei 'nele' quando me mudei de Lisboa para o Oeste mas afinal passei a "interagir" mais com as pessoas do meu dia à dia do que com as pessoas que deixei de ver e falar todos os dias...
Para além disso, o 'vício' de partilhar imensas fotos e situações fez-me perceber que existe uma coscuvilhice imensa aliada a alguma inveja ou parvoíce.
Há muito tempo que desejo não ligar tanto ao facebook e agora parece que finalmente estou a conseguir... Só lá vou quase para jogar um único jogo e fico farta com tantas informações... "Longe" vai o tempo em que  colocava muita coisa mas apercebi-me também que a maior parte das pessoas lê e vê mas nem se manifesta...
Tinha (ou ainda tenho...) tantos grupos e 'amigo(a)s' que também pedalam e ninguém se manifestou aquando da minha queda e internamento... À conta disso já apaguei uma série de gente do facebook, estou cada vez mais seletiva...
Tenho "pena" porque há coisas e pessoas de quem fui gostando pelo facebook e que partilham tanto ou mais do que eu mas... decidi resguardar-me mais... Dantes qualquer volta que desse de bicicleta, pumba, facebook com ela... 
Melhorias da queda, fisioterapia, caminhadas e até o treino dos rolos... Lá ia tudo para o Facebook...
Pois agora vem tudo para o blog, é completamente diferente...
Há meses que não partilho caminhadas e agora muito menos o treino nos rolos...
A vida vai-nos ensinando e tudo isto por que estou a passar em 2013 tem-me mostrado que o melhor é guardarmos a melhor parte de nós fora do Facebook...
O meu desejo maior é mesmo acabar com a conta... Isso é que era coragem...
Isso é que era...



segunda-feira, 1 de julho de 2013

Parece que voltei afinal a... perder peso...

No início de junho pesei-me e fiquei 'histérica' porque entre essa data e a data em que tinha tido alta do hospital (um mês e meio antes), tinha aumentado 4 quilos, o que dava um total de 10 quilos a mais para o peso que 'gosto' e a que tinha chegado com o emagrecimento...
Decidi entretanto que estava na hora de fazer algo em relação a isso, de voltar a ter controlo sobre a minha boca, não querendo dizer com isso que ia deixar de comer, nada disso. Perdi peso a comer, não passei fome, e agora teria (terá) que ser igual. A diferença é que aprendi a comer com conta, peso e medida e deixei de comer o que não faz falta. O mesmo se passou agora pois tinha caído novamente no vício do pão no molho, do pão com chouriço, pão com queijo, gelados, pastéis de nata com o café, sobremesas nos restaurantes e comer fora de horas, tudo isto faz com que eu ganhe peso e eu sei disso.
Pois bem, desde o início de junho que deixei de comer os "extras", aquilo de que não preciso e que não faz falta ao meu organismo, principalmente o pão branco com os molhos, queijos & chouriços & companhia (i)limitada...
Entretanto comecei também a fazer exercício físico mais intenso, com o treino nos Rolos e parece que tudo junto deu resultado... Hoje tive uma consulta e pesei-me e... perdi 2,5 Kgs...!
Que belo incentivo. Era mesmo o que precisava para continuar na perda destes 'míseros' quilos. Acho que lhes posso chamar 'míseros' comparativamente com os 26 quilos que perdi... Neste momento faltam-me apenas 8 quilos para voltar ao 'normal' em mim e não sentir as calças de verão justas nas coxas e pernas que é logo onde se acumula a gordura indesejada...
Realmente, temos mesmo que ter controlo sobre nós mesmos e sobre aquilo que comemos e fazemos...


2013 realmente... Falta muito para acabar...?