quarta-feira, 3 de julho de 2013

Até onde se aguenta a dor...

Acho que não sou uma 'má paciente' no sentido de não me queixar muito.
Desde que caí que todo este processo tem sido doloroso no verdadeiro sentido do termo. Nunca antes na minha vida tinha passado por tantas dores e por isso parece que a dor em si mesma se tornou relativa.
Muitas vezes parece que já não sei o que está a doer. E isto acontece muito na Fisioterapia que é deveras dolorosa. Muitos dos exercícios doem-me mais que muito mas interiorizo-os, não me queixo e nada digo. Penso que tem que ser assim para recuperar convenientemente e por isso sinto dores, muitas, mas só no limite me começo a 'contorcer' e a dizer que realmente me está a doer muito.
Constantemente perguntam-me se está a doer, se me estão a magoar, que eu tenho que o dizer, queixar-me, e quase de forma passiva e 'apagada' respondo que "tem que ser" ou que dói mas aguenta-se ou que já passei por tanto que só no limite é que acho que não aguento...
Isto deixa-me a pensar que se calhar também tenho sido assim na minha vida, nunca fui de me queixar muito,  interiorizo e absorvo as coisas e depois é quase como se andasse consumida por não as exteriorizar...
Neste caso as dores são físicas, são dos ossos, são dos músculos, mas cá no fundo também me dói a alma. Ao ponto a que cheguei, onde me fui meter, são pensamentos recorrentes para além do estou semi inválida, sinto-me quase inútil e por aí fora.
Saio das sessões de Fisioterapia cheia de calores e de dores, como se tivesse levado uma espécie de tareia... Comparo isto ao ginásio mas no ginásio eu podia lá estar duas horas que saía de lá a sorrir e fazia tudo de forma ágil e leve... Agora... Agora tenho que pensar antes de levantar o braço ou de fazer qualquer movimento que implique mais força...
Em casa tenho também movimentos para fazer, colocar gelo em diversos sítios várias vezes ao dia e não parar...
Sinto-me tão contida que às vezes parece que vou explodir...
Quase ninguém entenderá isto mas precisava de estar só, estar sozinha, só eu comigo mesma por alguns momentos....   


Alguns dos exercícios que faço...

1 comentário:

Alexandra de Amorim disse...

Mais uma semelhança que temos. Também sou assim, quer nas dores psicológicas, quer nas físicas. Faz parte, I guess. Mas quero acreditar que esta característica também está associada a persistência e a coragem! Deve ser por isso que não tenho muita paciência para pessoas 'lengrinhas'! lol

Pensa que há de passar. É só uma etapa. Custa mas vai passar :)

Beijinhos

THE GLITTER SIDE