domingo, 27 de outubro de 2013

Mud...(a)

Era tudo o que me apetecia hoje, estar mud(a) e calada.
E por isso, mesmo estando cansada do dia de ontem por causa da agitação do aniversário do filhote, e depois de muitas hesitações, peguei na bicicleta e fui.
A hora mudou e por isso podia ter ido pedalar muito mais cedo do que é costume já que acordei às 7h30 pela nova hora mas pela antiga seriam "já" 8h30...
Mas com tantas dúvidas entre vou ou não vou, lá fui, e ainda bem. Eram 11h00 pela nova hora o que me levou a pensar que na hora de verão seria meio dia... Contudo, apesar do Sol, a temperatura estava amena e sem estar demasiado calor... Levei um casaco mas a meio do caminho tive que o tirar e atar à cintura.
No rescaldo da chuva dos dias anteriores, o piso estava cheio de lama, nalguns sítios parecia mesmo barro mas eu nem hesitei. Precisava de mandar cá para fora a minha neura e por isso subidas longas, vertiginosas e com piso arenoso molhado, lama e quiçá barro e 'valas' nos caminhos: venham elas. E vieram. E foram todas pedaladas cheias de garra. E fiquei cheia de lama. E a bicicleta (a do pai cá de casa) também.
Era só eu, o sol, a lama, a bicicleta, o rodar os pedais, o silêncio das árvores e por fim o encontro com o mar.
Não vi quase ninguém e ainda bem. 
Precisava de estar sozinha para falar comigo mesma e tentar encontrar em mim os meus defeitos e problemas, perceber e analisar onde falho, falhei e posso vir a falhar sem dar conta. Ultimamente tento analisar-me para perceber se os meus erros afetam os outros ou se os estou a magoar ou a fazer algo de que não gostem sem que eu me aperceba.
Hoje era mesmo isto. Esvaziar a cabeça e tentar encontrar respostas. Na maior parte das vezes não encontro esclarecimentos para as minhas angústias mas enquanto pedalo sou livre. Livre de problemas e de dúvidas. Só eu, a bicicleta e o som do silêncio da natureza quase selvagem que percorro quase de forma invasiva em que tento ficar inclusiva. 
E foi isso. Quarenta quilómetros depois e 1500 calorias perdidas nesta pedalada de duas horas e pouco, pergunto-me por que raios às vezes não se entende a vida nem o que ela quer de nós...


3 comentários:

Alexandra de Amorim disse...

Beijinhos!

Todos nós falhamos, é inevitável. Faz uma introspeção mas não te leves (nem aos outros) muito a sério. :)

[da minha parte, até te cito lá no blog e tudo! ;)]

The gLiTtEr Side

Silvia de Oliveira disse...

às vezes faz falta :)

Algures no Oeste disse...

ALEXANDRA: Não dei por nada, eh!eh! Vou já ver :D

SÍLVIA: OBrigada pela visita, até breve :)

Beijocas.