terça-feira, 15 de outubro de 2013

Na rua a espalhar a fé

Aquelas senhoras que andam na rua com Bíblias, nem sei bem de que religião eram, entre Jeová e Protestante. Sou católica (muito pouco praticante) e nada tenho contra outras religiões.
A propósito de nada perguntam-se se eu sou a mãe daquele menino (o meu filho) ao que respondo que sim. Por estarem a falar com a minha mãe já sabiam que o meu filho tinha 6 anos, quase-quase 7...
A propósito de nada perguntam-me a minha idade. Respondo um 39 envergonhado e ainda ouço que podia ser mãe de meninos com 12 ou 13 anos (!). Ora bem, claro que sim. Pela lógica biológica até poderia ser mãe de pessoas muito mais velhas, não é verdade...? Só que eu não quis desatar a procriar só porque tinha idade para tal e namorado, mais tarde marido... Primeiro quis organizar a minha vida, viver um pouco sem filhos e realmente aos 31/32 decidi-me a ser mãe e acho que foi na altura ideal, pelo menos para a minha vida...
Mas por acaso, quando vejo pessoas da minha idade com filhos mais velhos, dou por mim a pensar que podia ser mãe já dum(a) qualquer matulão ou matulona com 13 ou 14 anos, que agora são todos grandes e se sairem à (minha) família, ainda maiores hão-de ser...
Ora esta... mas eu não me meto na vida de ninguém e aquelas senhoras desatam quase a inquirir-me e a quererem aconchegar a dor que eu e a minha mãe sentimos pela ausência do meu pai... Queriam nos fazer ver que a vida é difícil às vezes mas isso já nós sabemos, de cor e salteado... Então neste ano estamos quase doutoradas em dor, perda e sofrimento...

2 comentários:

Alexandra de Amorim disse...

Geralmente nem lhes dou hipótese para falar... :S

Carla Isabel disse...

...eu normalmente quando me abordam eu peço desculpa e avanço, exatamente para nao ouvir comentarios "enfim"!

Beijinho