quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Parecias-me tu ao longe

Parecias-me tu ao longe, pai.
Ia a andar na rua e com os reflexos do sol nos meus olhos, e a conversar com uma amiga, olhei de repente e lá ao fundo parecias-me tu, um homem grande, da tua idade. Em segundos pensei que afinal estavas ali.
Olha, está ali o meu pai.
Mas é claro que não eras tu. Foi tudo fruto da minha imaginação. Confundi. Confundi-te.
Já nem sei se era outro homem grande com uma figura parecida com a tua que estava lá ao fundo ou se imaginei ver-te e te esfumaste no meu pensamento e na minha visão toldada pela saudade.
Sinto-te a falta, pai. E muitas vezes vou na rua e penso que te vou encontrar a qualquer momento.
Mas depois fecho os olhos e sei que já não te vou ver em lado nenhum, a não ser nos meus sonhos e nas minhas visões imaginárias.
Ao fim e ao cabo, isto é tudo tão esquesito. E nem me lembrava, e enquanto escrevo este post é que estou a constatar que faz hoje mesmo nove meses que partiste, nem tinha 'reparado'...  E agora sinto ainda com mais estranheza pensar que te estava a ver hoje de manhã na rua.
Esta música ecoa na minha cabeça e faz-me lembrar ainda mais de ti. Por que gostavas de fado, do Carlos do Carmo e eras um homem da cidade, que adorava Lisboa...
 
 

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