segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Só mesmo o meu filho...

Só mesmo o meu filho para "me pôr" a (sor)rir quando era a última coisa que me apetecia fazer.
Mais uma vez fomos até ao parque, e desta vez de bicicleta, e mais uma vez sentei-me no baloiço enquanto o filhote brincava noutras 'coisas'.
Com o balanço e o sol a bater-me na cara, fechei os olhos enquanto o corpo balançava e os cabelos voavam. E naquele instante lembrei-me do meu pai... Novamente as memórias da minha infância e vida felizes ao seu lado. A constatação da sua perda, a dor de não mais podermos falar, com os olhos fechados as lágrimas começaram a cair pela cara abaixo.
Nesse mesmo instante o meu filho aparece por trás do baloiço e começa a empurrar-me, tal e qual como lhe faço a ele e aí deu-me vontade de rir... Ele tão pequenino a empurrar a mãe tão grande no baloiço. E ri-me. E ele riu-se. E eu disse-lhe que muito provavelmente aquilo iria acontecer no futuro quando eu fosse velhinha e ele um homem grande e bonito. Eu sem forças nas pernas ou nas costas, e ele a empurrar-me no baloiço, para baloiçar como tanto gosto.
E entretanto ele vem e senta-se ao meu colo. E assim balançámos os dois sentados no baloiço. E foi bom. Passei do choro com saudades do meu pai para um (sor)riso de esperança no futuro do meu filho.
Avô e neto têm o mesmo nome...
E continuámos a balançar e depois prosseguimos o nosso passeio nas bicicletas...


1 comentário:

Dulce disse...

Uma ternura, este post...