E eu não sei se devo depositar grandes esperanças no ano novo que aí vem. Por um lado, quero muito acreditar que o próximo ano vai ser melhor, por outro, tenho medos e receios que não me permitem ter grandes inspirações ou expectativas.
O ano de 2013, e falta apenas um dia e meio para terminar, por isso posso 'falar' com todas as certezas, foi dos piores anos da minha vida. Aliás, não tenho ideia de um ano em que tanta coisa corresse mal, a nível físico e a nível das emoções.
O filhote esteve doente mais vezes do que é costume, caí da bicicleta, parti o ombro, estive internada mais duma semana, fui operada com anestesia geral, estive de baixa quase cinco meses por causa disso, fiz quase quarenta sessões de Fisioterapia para recuperar os movimentos do braço e ombro, e sei que me estou a repetir mas perdi o meu pai, uma das pessoas mais importantes da minha vida, tão sábio, tão "adivinho" em relação ao futuro e muitas vezes considerava-o um 'chato'... Agora compreendo tudo o que me ensinou, disse e 'previu', na vida adulta...
Este ano que está a terminar foi mesmo o pior da minha vida, constato agora. Nunca em nenhum outro ano, apesar de algumas adversidades ao longo da vida, sofri tanto em várias formas e sentidos. Muitas vezes me senti, e sinto, cansada. Quase como que a desistir de tudo, de todos e da própria vida, mas depois 'acordo' e vejo o filho maravilhoso que a vida me deu e ganho forças, e prossigo, por ele...
Queria tanto que 2014 fosse mais meigo comigo e com a minha família mas já não quero criar ânsias e expectativas de que vai correr tudo maravilhosamente bem. Sinceramente não sei. Gostava, sim, que tudo fosse melhor, mas não sei...
É claro que neste ano nem tudo foi mau, tenho o meu filho, o meu marido e a minha mãe comigo. Ah, e já agora o gato e a minha princesa canina, e alguns amigos que se revelaram verdadeiros amigos nos momentos mais difíceis. Tenho um emprego estável, com boas pessoas à minha volta, e até boas chefias, da parte laboral não me posso mesmo queixar. Estive fora quase cinco meses e quando regressei foi como se nunca tivesse estado ausente, todos me acolheram e receberam com carinho, e isso eu nunca o esquecerei. Claro que há dias stressantes, há dias mais adversos mas realmente dou graças pelo trabalho que tenho.
E é isto. Esta sou eu. A chegar ao fim do ano, com muito pouca vontade de (sor)rir ou com grandes esperanças depositadas no futuro. Sei que sairei desta visão mais escura e mais toldada, sei que voltarei a ser mais alegre e divertida e a sorrir mais mas... para já, não dá, não consigo. Este ano foi demasiado bruto para comigo, magoou-me tanto que por vezes quando me olho ao espelho pergunto-me para onde é que eu fui...