quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Assim não preciso de ventoínhas

Saímos do carro com a mochila e o saco do lanche. Estava tanto vento que depressa deixei de 'conseguir' ver bem com os cabelos todos à volta da cara.
Démos as mãos e seguimos para a Escola de mão dada.
Eu e o filhote vamos sempre a conversar e eu tento sempre que as manhã corram bem neste bocadinho para ele ficar bem disposto na Escola.
O vento soprava cada vez mais forte e o meu cabelo voava e rodopiava cada vez mais, tanto que disse ao filhote que assim não precisava de ventoínhas para fazerem efeitos especiais no meu cabelo como se estivesse num videoclip da Beyoncé.
E ainda que o filhote fale muitas vezes como um adulto e saiba muitas coisas, assim de repente ele não sabe quem é a Beyoncé nem o que é o 'conceito' de cabelos ao vento, algo que muitas de nós mulheres, que têm cabelos mais para o comprido, gostariam que as acompanhasse. Como se fosse possível uma dose de glamour por os cabelos voarem, porque na vida real eles voam mas ficam embaraçados à volta da cabeça, instalam-se na boca quando falamos e deixam-nos as orelhas de fora, com tanto frio...
Lá se vai o glamour dum qualquer videoclip ou anúncio de perfume.
E o filhote ria, ria-se tanto que naquele instante todos os meus problemas também voaram da minha cabeça, tal como os cabelos, e pensei que tenho um filho maravilhoso e único...

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