segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Adeus tristeza, até depois

Sempre que volto ao sítio onde sempre morei, antes de me mudar para o Oeste, principalmente desde que perdi o meu pai, que fico algo triste e angustiada.
Regressar ao sítio e à casa que me viu crescer, tornar mulher e constatar que agora parte de tudo isso são apenas memórias, dói, auch... E por isso ontem fomos 'apenas' levar a minha mãe de volta e acho que nem duas horas lá ficámos. Nem fui visitar familiares nem vi ninguém porque a dor que estava a sentir estava a empurrar-me para me ir embora de volta ao Oeste, como que a fugir de toda a felicidade que ali vivi...
Custa-me deixar a minha mãe sozinha a tantos quilómetros de distância mas assim é a vida...
Voltar à casa dos meus pais traz todas as memórias e mais algumas à tona e faz-me ter saudades da minha meninice, da minha infância, do meu crescimento, em que era tão feliz, tão protegida, tão despreocupada...
Num ápice vimos embora e assim que entramos na A8 as lágrimas caem-me pela cara enquanto olho a paisagem, numa espécie de infinito, para que o meu filho não veja nem sinta o sofrimento da mãe que deixa a sua mãe "para trás"... Percorremos quilómetros em que a água salgada percorre a minha face num choro silencioso de quem tem saudades de tantas coisas, duma vida que já foi, do pai e de tantas coisas mais.
Num ápice estou à beira dos 40 anos mas parece que foi ontem que era a menina dos papás e que estudava na Faculdade.
O que é que se perdeu aqui, ou por aqui...
Auch... Está a ser (muito) difícil dar a volta e ter ânimo neste novo ano, o ano que me vai ver entrar, para não sair mais, dos "enta"...
 

1 comentário:

Carla Isabel disse...

acho que chorar faz bem querida...tenho-te lido em silêncio...

Beijinho doce