quarta-feira, 19 de março de 2014

Dia do pai, blá, blá, blá...

Hoje é dia do pai e blá, blá, blá, e a verdade é que acordei só a pensar no meu pai e em como já não está presente.
Eu sei que não sou a única pessoa no mundo que perdeu o pai, aliás, dentro da infelicidade, tive a felicidade de ter sido acompanhada, educada e crescido com a presença do meu pai. Perdi-o já em (muito) adulta e bem sei que é bem pior perdê-lo durante o crescimento mas... a dor está cá, é minha e para mim é muito importante...
Estou para aqui num misto de raiva, de saudade e de tristeza, do género, hoje não se metam comigo que não estou com tolerância, paciência ou vontade seja lá do que for...
Queria muito que o meu pai estivesse aqui, mas não está, nem vai estar para me dizer seja o que for.
Parece que a nossa vida passou num ápice e que no fim tudo se esfuma e se esvai. O nosso corpo é só um corpo que para aqui anda a viver, a sofrer, a lutar para no fim... se ir embora e ser reduzido a pó...
Uma vida de luta teve o meu pai, nem sei bem para quê. Tudo sempre foi difícil, nada lhe foi facilitado e para quê? Para no fim da sua vida perder as forças todas que tinha, e eram mesmo muitas, e reduzir-se a já nem conseguir andar e por fim ir-se...
Ai, que isto hoje não está bom...

4 comentários:

Dear Daisy disse...

Um beijinho querida.

Alexandra de Amorim disse...

Beijinhos :)

Vera, a Loira disse...

Um beijinho.

Time Traveller disse...

Imagino que um dia vou sentir-me exatamente igual a ti. E isso já me faz sofrer por dentro :(
Há pessoas que deviam ser eternas. Mãe, pai, avós...
Beijinho grande!