sábado, 5 de abril de 2014

Hoje já...

Hoje já fui e já vim de Lisboa,
Hoje já tomei café, passiei um pouco e estive com uma tia, irmã do meu pai, com quem não me relacionei durante uns vinte anos e foi "preciso" o meu pai morrer para voltarmos a falar e a ter contacto como se nunca tivéssemos deixado de falar.
Esta minha tia faz parte da minha infância e da minha adolescência, era muito querida do meu pai, apesar de alguns desentendimentos que existiram - coisas das famílias... - e talvez por isso sinto-me em sintonia com esta minha tia. Entendemos-nos e conversamos com uma grande cumplicidade. Para além do feitio, sempre fomos parecidas fisicamente e tenho pena que agora haja esta distância geográfica entre nós.
A este propósito hoje foi também um dia de dúvidas. Terei feito bem em ter deixado Lisboa e ter-me mudado para o Oeste...?
Regressar ao sítio onde sempre vivi e cresci aguça-me as memórias e as lembranças de onde sempre fui tão feliz. Claramente que essas memórias estão intrínsecas na casa dos meus pais, a lembrança do meu pai, a minha vida enquanto filha, o meu crescimento, tudo tão feliz...
E por instantes questiono esta mudança para o Oeste, afinal nem sequer foi em busca de trabalho, esse já o tinha, e num sítio que adorava, em Lisboa... Consegui mudar de trabalho, na mesma área, e ficar no Oeste a dez minutos de casa, um privilégio realmente, mas as memórias e os sítios de Lisboa dizem-me tanto.
Será que este sentimento vai mudar algum dia...?
Acho estranho que estas dúvidas se abatam sobre mim de cada vez que vou a Lisboa ou à casa dos meus pais... Terei, teremos feito 'bem' em ter saído dali...? Isto assola-me a mente porque agora estamos já também demasiado 'envolvidos' na nossa vida no Oeste, do ponto de vista social, das amizades, do meu trabalho, do filhote e da sua Escola, das suas atividades, dos seus amigos...
Mas não sei... Se não tivesse dúvidas, não pensaria nestas coisas todas quando saio do Oeste, não é...
Mas pronto.
Inspira e expira que já estamos de regresso ao Oeste e entretanto isto passa.
Ou talvez não...

Sem comentários: