segunda-feira, 5 de maio de 2014

Coisas que me entristecem no Dia da Mãe...

Ir com o filhote ao parque, como costumamos fazer, levar a cadela, como costumamos fazer, estarem lá quatro ou cinco crianças que não conhecemos e que, pelos vistos, não brincam nem conversam com o filhote, são um pouco mais velhos do que ele...
Vamos para outro sítio do parque, o filhote vai brincando sozinho, até que "por fim" vem ter comigo que estou sentada à sombra, a olhar para ele, senta-se ao pé de mim com um ar cabisbaixo e diz-me: "Mãe, estou farto de estar sozinho a brincar e de não ter amigos...".
E naquele momento o meu coração de mãe desfez-se em mil pedacinhos porque realmente somos sempre só nós. Não há vizinhos nem amiguinhos por perto, nem encontramos ninguém conhecido no Parque. E como somos só nós, quer dizer que não há primos, tios ou miúdos da mesma idade com quem o filhote possa brincar. O mano nem sempre vem e está noutra idade, também já não brinca propriamente no parque, é um pleno adolescente, longe vai a criança que era como é agora o meu filho...
Naquele momento no parque senti a solidão e a tristeza do meu filho porque aos sete anos parecia resignado ao deixar de brincar e ao sentar-se com um ar cabisbaixo ao pé de mim. E eu queria "dar-lhe" amigos mas não tinha de onde os 'tirar'.
Lembrei-me de mim e da minha infância. Também era só eu e os meus pais, sem mais família ou irmãos mas lembro-me que vivia bem com isso...
Conversei, tentei animá-lo, peguei nele, viémos embora e fomos comer um gelado mas... senti que continuava algo triste. E eu sem poder fazer 'nada'....
Bolas, que aquilo doeu-me muito cá dentro no meu pobre coração de mãe...

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