segunda-feira, 26 de maio de 2014

Rescaldo dum fim-de-semana algures em Lisboa...

Neste fim-de-semana fui ao sítio onde sempre vivi, onde está a casa dos meus pais, e acho que pela primeira vez não me custou ir lá, ficar por lá e andar por lá, sem o meu pai...
Na verdade, na noite de quinta para sexta-feira, voltei a sonhar com o meu pai, como não acontecia há algum tempo... E nesse sonho o meu pai aparecia a cantar para mim... Para quem não sabe, o meu pai cantava Fado (amador) e eu sempre achei isto uma grande seca, nunca soube 'apreciar' ou dar valor ao que o meu pai fazia e cantava. Mas este meu sonho foi mudo. Vi o meu pai a cantar mas não ouvi nada...
Bom, como estava a dizer, este foi um fim-de-semana de correrias e de compras e confesso que as confusões e aglomerados de gente já me fazem imensa confusão, no Oeste não tenho nada disso, pelo que mesmo andando às compras só me apetecia era 'fugir' e sair dali para fora.
Dava por mim a pensar na bicicleta e em como estaria bem melhor a dar uma volta, a pedalar por aí, ao invés de estar enfiada num 'shopping' cheio de gente e de barulhos, argh...!
De qualquer forma, foi bom porque estive com a minha família mas desta vez parece que 'encarei' o sítio onde sempre vivi doutra forma. Achei tudo muito vazio, quase com um ar 'abandonado', as pessoas todas velhas e envelhecidas. Quem encontrei da minha idade ou lá próximo, a maioria está gordo(a), careca e com um ar de quem envelheceu assim de repente, com um ar pouco cuidado(a) e de repente lá estava eu a pensar no Oeste e nos seus ares... A brincar, já vai fazer cinco anos que nos mudámos de lá para o Oeste e a morte do meu pai foi como que um marco para me fazer desprender um pouco daquele sítio que me viu nascer e crescer...
Desta vez, apesar de ter levado os ténis e a roupa, não fui correr porque tinha a esperança de ainda chegar a horas ao Oeste para ir... pedalar... E assim foi, cheguei, votei, descarreguei tudo e todos em casa, equipei-me e fui dar uma volta. Estava muito vento e às tantas senti-me cansada, afinal, tinha passado o fim-de-semana a conduzir e em correrias mas soube-me tão bem pedalar sozinha que até parece que me renovei...
Foram 40 kms sem trilhos nem nada de especial. Foi só ir. Ver o mar, pedalar, levar com o vento de frente, ir e vir...
Parece que o tempo se escapa e que não há tempo no tempo para tudo o que se quer e se tem para fazer...
 
 

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