quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Derreada, parte II


Acordei como se tivesse levado uma tareia em todos os sentidos.
Ainda no rescaldo da birra gigantesca de ontem, acordei como que exausta, a pensar que isto da maternidade tem momentos em que nos dá cabo da cabeça... Ralhamos, educamos mas depois parece que se fica com uma espécie de sentimento de culpa precisamente por se ter... ralhado... chamado a atenção, levantado a voz, ter dado uma palmada no rabo...
Olho para o meu filho ainda a dormir e pergunto-me se estou a fazer o melhor, o melhor que posso e sei, se poderia mudar algo, se isto se deveu a alguma saturação das férias, da falta de hábitos e rotinas, dos mimos quase 'deseducativos' da avó, enfim...
O que vale é que para a semana tudo volta ao "normal", com a Escola... 

E depois as outras dores. De facto, desta vez parece mesmo que levei um tareão no ginásio, algo que não acontecia há muito tempo. Este regresso após um mês de ausência está a ser mais doloroso, talvez porque também entretanto fiz outra aula que mexe mesmo muito mais com todas as partes do corpo do que 'apenas' pedalar...
Isto foi na segunda-feira, hoje é quarta-feira e continuo cheia de dores e com uma espécie de andar diferente. Custa-me a sair do carro, a levantar e a sentar, a agachar-me, a levantar os braços. Pareço estar cheia de 'reumático', e mesmo sentada sinto dores nas pernas, tantas que mal as consigo cruzar... Pareço uma velha mas há que insistir para obter resultados e por isso, ainda durante esta semana, vou fazer a mesma aula outra vez... 

1 comentário:

Luísa disse...

Estamos todos a fazer o nosso melhor. Pode não ser o melhor, mas é o melhor que sabemos e podemos!
Questionarmo-nos é o mais importante... assim podemos sempre mudar o que compreendemos não estar bem :-)
Ser mãe é a mais complexa profissão do mundo, mas também a mais compensadora :-D
beijo grande