sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Montanha russa

Se penso frequentemente no meu pai, por estes dias estes pensamentos intensificam-se.
Amanhã o meu pai completaria 70 anos e eu nem acredito. Nem acredito que já não está entre nós nem acredito que fizesse já 70 anos.
Raio de vida esta que nos leva as pessoas que mais amamos. Bem sei que é o ciclo normal da vida mas se há coisas para as quais nunca estamos preparados, é perder os que nos são mais próximos.
Ainda assim, sempre imaginei que um dia não aguentaria a perda dos meus pais, e eis-me aqui,  um ano e meio depois, e depois de tanta porrada que já levei, de pé... ou a tentar...
Sempre imaginei que perderia os meus pais 'a partir' dos meus cinquenta e tal anos, não aos trinta e oito, quase trinta e nove...
Eu sinceramente, desde que me mudei para o Oeste que tenho levado imensa porrada e das duas uma, ou coincidiu pela vida em si própria ou então nem devia ter vindo para cá meter os pés...
A sério, consigo enunciar várias coisas que não correram assim tão bem desde que nos mudámos.
É claro que também consigo indicar as que correram, e correm, bem...
Ainda assim, a memória do meu pai é muito forte e amanhã nem sei como vou estar ou o que vou sentir.
Percorro fotos da minha infância feliz e não quero crer que aquele homem, que tudo fez por mim, jaz debaixo da terra...
Dureza... Ouch...

2 comentários:

rosa_chiclet disse...

força minha querida..

kisses***

Gaja Maria disse...

Como eu te entendo... também já perdi o meu...