terça-feira, 14 de outubro de 2014

Decidi não mencionar o assunto...

Nas fotos que me tiraram na prova de BTT a que fui no fim de semana, colocadas no Facebook, houve quem, em género de pergunta ou recomendação, 'mencionasse' o meu braço (e ombro...).
Só que desta vez nem me apeteceu falar no assunto, 'clickei' no 'like' mas optei por não mencionar que, de facto, tinha dado um tralho na prova. Que me desequilibrei a desencaixar os pés da bicicleta num momento chuvoso e muito enlameado e que fui cair, ou seria tombar, precisamente em cima de uns arbustos amparada pelo meu ombro "manco", vulgo, 'emplacado' e aparafusado. É que parecia enguiço! Tipo, tinha tanto corpo por onde cair mas não, fui cair outra vez em cima do ombro, o mesmo, aquele que partiu e que tem mazelas para o resto da minha vida.
Nos segundos em que se deu a queda tentei controlar-me para não entrar em histeria pois conforme caí ouvi tudo a estalar cá dentro, os meus ossinhos (e placa, e parafusos...) estalaram e fizeram barulho. Provocaram dor. Inspirei, recompus-me, levantei-me, peguei na bicicleta e prossegui.
Pensei: é mais uma (queda), pronto!!!
E agora relato-o aqui, mas não no Facebook onde muitos me acham tola ou parecem estar sempre à espera que eu caia ou que me aconteça outra vez "qualquer coisa" que me faça parar, tipo cair em mim, em como sou maluquinha por ter tido o acidente que tive e continuar a pedalar, como se eu merecesse um castigo ainda maior por cometer a ousadia de continuar a fazer aquilo de que gosto, mesmo tendo para sempre ficado com uma placa e parafusos...
E posto isto, desta vez, e espero eu que nas próximas, não vou mais mencionar se caí ou deixei de cair, se foi em cima do ombro, do joelho ou da sobrancelha.
Caí, levantei-me e andei! Ou melhor, pedalei dali para fora!
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