segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Mas sim, deu para dar uma voltita...

Neste fim-de-semana não estava a contar ir pedalar. Era o fim-de-semana do pai pedalar e no meio de tantos afazeres, achei que não ia dar para dar uma volta. Afinal o pai não foi dar a sua volta pelo que lá fui eu. Confesso que a vontade não era muita. Ainda vacilei mas depois pensei que me ia 'arrepender' de não ter ido e lá fui, com muito vento e frio. O chão estava maioritariamente cheio de lama, mole e irregular o que prejudicava a pedalada e respetiva velocidade. Fiz umas tantas subidas e algumas descidas e sentia-me gelada, principalmente nos pés. Na cabeça levava o lenço que tapava as orelhas e uma espécie de cachecol ciclístico que dá para tapar o pescoço e a boca e o nariz se necessário.
Mantive, contudo, a pressa, e não me queria mesmo demorar. Já saí tarde de casa, eram quase 11h00, pelo que se desse uma volta longa chegaria a casa lá para as 15h00 e, sinceramente, queria era estar em família, a almoçar, depois de um banho quentinho...
Assim sendo, tomei apenas um café a meio mas nem me sentei. Estava toda suja de lama e não queria que as cadeiras da esplanada vazia ficassem também elas enlameadas e assim juntou-se o útil ao agradável: a pressa com a vontade de não sujar os equipamentos alheios. Sim, eu penso nestes detalhes... Quando tenho os sapatos de encaixe todos sujos, não entro nos cafés a deixar um rasto de terra e lama, e peço da porta o que quero...
Vai daí que foram tão somente 38 quilómetros e assim despachei-me a tempo de não apanhar a chuvada que se seguiu e depressa tomei um banho a ferver que quase me estalou os ossos dos pés, tal era o frio que sentia...


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