terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

A 10 de fevereiro de 2013

Era um domingo. O dia acordou cinzento e foi piorando ao longo do dia. A ideia era ir até Fátima à Benção dos Ciclistas mas acabou por ser quase uma odisseia com tantos percalços pelo caminho. Fomos por trilhos, e não por estrada, e o nosso grupo chegou enregelado, quase em hipotermia, a Fátima.
Eu ia cheia de fé. Eu ia sempre a pensar no meu pai que já estava muito doente e por isso aguentei tudo o que de menos bom aconteceu pelo caminho com esperança e um sorriso nos lábios.
Infelizmente, uns dias depois ficaria sem esse sorriso nos lábios com a partida do meu pai. Foi-se a minha fé. Instalou-se a raiva.

Tudo passa. O tempo passa.
Dizem.

Passa, sim, mas as saudades e a dor custam a passar, e às vezes a raiva também...

O que escrevi no Facebook sobre esta foto:
Porque às vezes a vida é tão ou mais difícil e dura do que uma subida infindável, cheia de pedras, ao frio e à chuva gelados, muitos quilómetros depois de partir e muitos quilómetros antes de chegar ao destino...

4 comentários:

A Loira disse...

Mas esta nossa paixão torna a vida mais fácil um bocadinho, mesmo quando algo corre mal. Um beijinho.

Gaja Maria disse...

Abraço! :)

L. Barraca disse...

Asseguro-te que a dor não passa mas adormece...
Também perdi o meu pai, subitamente, à 5 anos. A minha dor ainda não passou, e acho que nunca irá passar, mas já adormeceu um pouco.
Temos de aceitar. Não há outra maneira.
Força.

Algures no Oeste disse...

L. BARRACA: Lamento muito. Obrigada pelas palavras.

Um beijinho às três: Loira, Gaja Maria e L. Barraca.