terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Complicómetro

Ontem à noite preparei o saco para o ginásio.
Hoje de manhã parecia uma burra de carga a caminho do carro. Filhote levou o saco do lanche mas comigo ia a mala, um saco meu com o meu lanche e uma garrafa de água de litro e meio, a mochila cheia de livros e cadernos do filhote e, por fim, o saco do ginásio.
Não só pareço uma burra de carga como, quiçá, talvez, uma equilibrista, e cheia de força, ainda por cima...!
Nos entretantos, durante a manhã, depois de ter deixado filhote na Escola e já no trabalho, começo a complicar os meus pensamentos, ou seja, liguei o meu querido complicómetro, tão fácil de ligar e tão difícil de desligar...
Mas para que vou eu a correr ao ginásio à hora de almoço... Demoro muito mais tempo na hora de almoço, vou e venho a correr, ligo e desligo o carro, tenho que me despir-vestir-despir-vestir, tomar duche, arranjar-me e andar dum lado para o outro. E depois, se calhar, ainda dizem que sou maluquinha, quem me vir, quer dizer. No meu trabalho sou a única pessoa que vai ao ginásio, pelo menos à hora de almoço...
Venho do ginásio toda vermelha e cheia de calores por causa das correrias, pareço uma tonta...
É tudo a correr...
Entretanto, consigo desligar o complicómetro e vou ao ginásio. E sabe-me bem, apesar das correrias e da transpiração evidente.
Pedalei que nem uma doidinha mas pensei que me sabia imensamente bem e que gostava de estar ali, a fazer aquilo.
Então, para quê complicar e começar com pensamentos tótós...
Ginastiquei, pedalei freneticamente, soltei as endorfinas e agora sinto-me muito mais tranquila...

4 comentários:

São disse...

As nossas cabeças são mesmo complicadas!

A Loira disse...

É melhor desligar o complicómetro.

AvoGi disse...

Essa é uma versão mãe e imaginas a versão avó?
Kis :>}

Gaja Maria disse...

é preciso é calma :)