segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Já paravas um bocadinho, não...?

É que com esta coisa de afogar as mágoas, a neura ou seja o que for por se estar a aproximar o dia em que fará dois anos que o  meu pai se foi, mexo-me até mais não para não ter que pensar no 'assunto', fora as lides domésticas do costume...
Pois que na sexta-feira ao fim do dia rumei ao ginásio. Fiz duas aulas intensas, sendo uma delas o Cycling, "what else...". A aula correu mesmo bem, foi muito intensa e puxada, estava cheia de gente e eu no meu cantinho do costume dei o litro e senti toda aquela intensidade como se de repente estivesse num qualquer culto ou seita. Ali estávamos todos a pedalar e a transpirar ao ritmo da música e por isso foi bom, muito bom mesmo...
No sábado de manhã fomos (eu, filhote e pai) dar uma caminhada que acabou por ser algo 'complicada' tendo em conta as subidas, as descidas e a lama escorregadia. Estava a ver que caía mas pronto, não caí...
À tarde pisguei-me para uma pequena volta na bike e pedalei tão somente 28 quilómetros, mas queria era pedalar e apanhar sol...
No domingo... No domingo estava sozinha com o filhote porque o pai tinha compromissos mas à tarde o próprio filhote tinha compromissos de uma das suas atividades pelo que acabei por ficar sozinha... E claro, sozinha em casa, um Sol maravilhoso na rua, um vento fresquinho não tão maravilhoso... Hum... Devia era ir passar a ferro mas... não me apeteceu... Equipei-me e fui pedalar, alcatrão fora porque àquela hora não me ia enfiar sozinha por trilhos e no meio do mato. Eu e a minha cavalona, porque não tenho bicicleta de estrada, rumámos à praia, e foi... bom... Houve alturas em que me sentia cheia de energia e apanhando o balanço, em estradas direitas, nem a subir, nem a descer, pedalei eu com as minhas ricas perninhas (ou serão pernonas tendo em conta as minhas coxas...) a 40 kms/hora e foi algo de espetacular que me soube imensamente bem. Parecia o culminar de qualquer coisa, o esforço que imputei às pernas, o tronco curvado na tentativa de me embalar e ganhar velocidade, a transpiração apesar do vento gélido, o coração a pulsar, naqueles poucos minutos aconteceu uma explosão qualquer dentro de mim e entre mim e a bicicleta pesadona e com as mudanças também pesadas. Ui, muito bom!
E assim pedalei 41 quilómetros de forma intensa que me fizeram desejar querer mais mas... tinha que ir passar a ferro pois a pilha de roupa amontoava-se e se eu não a passasse, não seriam certamente o gato ou a cadela que tratariam dela (da roupa...).
Entretanto filhote chegou, pai chegou e fez o jantar... 
E eu senti que não parei todo o fim-de-semana pelo que se calhar a ideia, de logo quando sair do trabalho, de ir correr, é melhor ficar mas é quieta senão o meu corpo pode começar a reclamar, ou talvez não, sendo que a minha alma até agradeceria...



2 comentários:

Sol disse...

Sou um pouquinho diferente de ti. Apesar de ter passado por muitas situações dolorosas na minha vida aprendi a aceitá-las e não me enraivecer nem com nada nem com ninguém pois a única pessoa que prejudicamos é a nossa pessoa e eu gosto de me sentir em paz. Sinto a raiva do momento mas depois passa e não é com o exercício que a vou desgastando, muitas vezes é com o desabafo quer oral quer escrito.

Ontem também fui à praia mas de carro :) (Também não me custaria muito ir na bike, é tão perto...)

Beijinho grande para ti.

Algures no Oeste disse...

Sol, nos últimos anos aconteceram coisas marcantes, pouco positivas, por enquanto é difícil aceitar e gerir.
Beijinhos :-)