terça-feira, 24 de março de 2015

O cacto

Tinha acabado de chegar ao trabalho e estávamos apenas a falar de plantas, no caso um cacto que não apanhava muito sol.
E de repente foi uma bola de neve. Dei por mim a contar que na casa que tinha, perto de Lisboa, que um dos lados da casa tinha Sol durante quase todo o dia e que, por isso, a casa aquecia e os cactos eram as plantas que melhor 'se davam' por lá.
Enquanto proferia estas palavras, a minha alma, o meu eu interior, ficaram imensamente tristes. Eu sei que já não devia ligar e que me repito ao parecer aprisionada a um passado que já lá vai, mas é como se acendesse um fósforo de cada vez que há algo que me faz relembrar do sítio e da casa onde morávamos, antes de nos mudarmos para o Oeste...
Lembrei-me que a casa era imensamente iluminada e que foi lá que acolhi o meu filho aquando do seu nascimento. Foi lá que lhe fiz o ninho para o receber aquando do seu nascimento com tanto mimo e amor, com tantas coisas, com tanto carinho.
E por isso comecei a ficar angustiada e com saudades daquela casa e do meu filho bebé e do que por lá vivi. Eram mesmo outros tempos e não gosto nada deste sentimento repentino de nostalgia e saudade de tudo o que por lá se viveu...
Estava tão bem e agora de repente isto... Bate a tristeza e a saudade, como se quase tudo se resumisse a quase nada...
Tudo por causa de um cacto, que dói, que magoa, mas que floresce...

2 comentários:

Gaja Maria disse...

Olha para trás com carinho sim, mas foca-te no presente, nao tarda nada o tempo passa... :)

A Loira disse...

As saudades são normais, é respirar fundo e olhar em frente, sempre com o coração cheio pelo que passou.