segunda-feira, 20 de abril de 2015

A frescura dos 20 anos...

Constato agora que a perdi. E se calhar até já há bastante tempo... Por enquanto não tenho rugas, a não ser uns leves traços quando começo a rir. Cabelos brancos, já lhes perdi a conta mas também já pintava o cabelo há anos.
A frescura dos vinte foi-se, e nem sequer estou a falar da minha pele ou do meu cabelo. Refiro-me essencialmente à alma, à paciência, à leveza e à alegria e a forma como se vive essa alegria.
Nalgum ponto, perdi essa leveza. Ou foi a vida ou é das vivências, ou porque nos últimos anos não me lembro de ter grandes alegrias, não sei, foi-se a frescura...
Isto deve ser porque estou numa espécie ressaca de mais um fim de semana que passou e em que não pedalei. Bom, ressaca não será pois que, estranhamente, não me custou não pegar na bicicleta. 
Estou muito constipada, depois duma volta de bicicleta que dei na sexta-feira ao fim do dia, com um vento frio e agreste. Tinha dores no corpo e optei por não pedalar durante o fim de semana, sentia-me enjoada e a precisar duma pausa.
Frescura... foi-se...
Para além disso, estou mesmo cansada de tantas coisas menos boas que se sucedem umas atrás das outras. Apetecia-me ser como as avestruzes e enfiar a cabeça na areia, ou fugir, ou acordar e constatar que tudo não passava dum pesadelo que estava a viver intensamente. Mas não. É mesmo a vida, e os anos passam, tudo passa e a realidade que conhecia foi-se... Mas a ideia de que vou acordar e de que tudo não passou de imaginação ou de um sonho, no caso, de um pesadelo, é constante...

3 comentários:

AvoGi disse...

A frescura dos vinte...não volta, por muito que se queira
Kis :>)

AvoGi disse...

Acho que hoje já li este texto noutro sítio, ou isso ou ando a baralhar as coisas...
Kis :>)

Gaja Maria disse...

Abraço :)