sexta-feira, 17 de abril de 2015

Sabiam que do Campo Grande até às Picoas são apenas 3 Kms e qualquer coisa...?

Provavelmente sabiam, e no fundo, eu também, é só que quando trabalhava em Lisboa, não me dava para caminhar, e muito menos correr ou contabilizar e contar quilómetros...
Pois que ontem rumei até Lisboa onde me aguardava uma formação. Decidi ir de transportes públicos porque o local para onde tinha que ir não tinha estacionamento algum nas redondezas.
Vai daí que cheguei cedo e como estava bom tempo pensei porque não fazer uma caminhada. Aproveitava e andava e revia os sítios por onde passava diariamente aquando da minha vida na capital...
E assim fiz, pus-me ao caminho, até porque era tudo a direito e lá fui, levando com vento e sol na cara...
Vi várias pessoas, de vários "géneros" e idades, a pedalar, algo em que antes também não reparava porque não andava de bicicleta, e também porque me parece que não havia tanta gente a pedalar por Lisboa...
Com algumas ciclovias pelo meio, e em diferentes modelos de bicicletas, algumas pessoas pedalavam sem capacete, o que me fez confusão, e ziguezagueavam no meio do trânsito intenso e caótico, indo alguns até, lado a lado, com os autocarros da Carris... Dei por mim a pensar que aquilo sim, era ser 'herói' e não andar para aí a fazer BTT. Afinal, um autêntico mato parecia aquela parafernália de carros e de barulhos, uma autêntica selva pelo que não sei se eu própria teria coragem de me aventurar a pedalar por ali...
Com a caminhada que fiz, a partir do Campo Grande que é onde desembocam a maior parte dos transportes que chegam do Oeste, apercebi-me doutras coisas na cidade onde sempre vivi e trabalhei, ou talvez a calmaria do Oeste me tenham feito ver e sentir as coisas doutra forma... Achei que havia muito trânsito, muito barulho, muita gente num corropio desenfreado, quase todos agarrados aos telefones, fosse a falar ou a consultar sabe-se lá o quê, pessoas muito diferentes umas das outras, brancos, pretos, amarelos, azuis, bem vestidos, mal vestidos, em comum todos pareciam ter a pressa e a arrogância de quem se movimenta numa cidade em que não se dá cavaco a ninguém...
Não sei, sempre adorei Lisboa e sempre tive dúvidas quanto ao facto de me ter mudado para o Oeste, mas tudo me pareceu... diferente... Como se realmente fosse definitiva a ideia de que a mudança está consolidada, sendo também muito melhor e saudável para a educação e crescimento do meu filho o ambiente do Oeste...
Enfim... Ainda andei uns seis quilómetros e pouco a pé.
Achei cansativo e "maçudo" a ida e vinda de Lisboa, as viagens, os corropios e pensei como é que havia quem aguentasse aquilo todos os dias como é o caso do pai cá de casa que faz estas viagens há quase seis anos...
Enfim... é a vida...

2 comentários:

Gaja Maria disse...

Por vezes só quando nos afastamos é que damos valor ao que temos não é? Não troco a vida no Oeste por outra cidade maravilhosa qualquer. Ir a esses sítios é uma coisa, viver lá, é outra. :))

AvoGi disse...

Vizinho, presentemente o telefone faz parte integrante do corpo, mais dia meni dia, como se diz por cá, já se nasce com o telefone embutido
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