segunda-feira, 1 de junho de 2015

E então a bicicleta por estes dias...(?)

Pois que andei numa lufa-lufa e se calhar devia ter abrandado o passo.
Às vezes sou assim, fico enfadada das coisas, principalmente quando se tornam repetitivas, rotineiras e começam a roçar a obrigação.
Se eu não passo da cepa torta no que às minhas prestações ciclísticas diz respeito, por que raios então ando sempre numa espécie de frenesim mental a tentar encaixar pedaladas nos meus horários e na minha vida de mulher que trabalha, é mãe e tem uma casa para 'gerir', como se fosse alguma atleta...
Vai daí que na sexta-feira saí do trabalho e até podia ter ido ao ginásio, mas pensei que queria aproveitar o ar livre que se revelou ventoso.
É que depois para tentar dar voltas na bicicleta é uma ginástica que não vos passa pela cabeça.
Eu saio do trabalho disparada e nalguns casos vou a correr à Escola buscar o filhote já que entretanto chega o pai a casa. Ou então eu saio disparada do trabalho, passo na paragem dos autocarros para apanhar o pai que chegou de Lisboa, fico em casa para ir mudando de roupa, e o pai vai à Escola buscar o filhote, eu ainda apanho roupa que esteja estendida, arrumo os sacos, equipo-me, pai e filho chegam da Escola. O pai tira a bicicleta do sotão. Vejo as coisas do filhote. E entretanto saio porta fora esbaforida montada na bicicleta porque entretanto anoitece e ainda que o pai ajude nas lides domésticas, eu faço parte daquele grupo que é "eu-é-que-sei-tudo-e-o-que-é-o-jantar-e-tudo-o-que-se-trata-e-passa-nesta casa!"...
E lá vou eu montadinha na bicicleta. Sozinha, of course, e à medida que me aproximo do mar, o vento aumenta. Começo a vociferar interiormente, faço uma força brutal com as pernas para pedalar contra o vento. Começo a ficar farta. Entretanto a coisa ameniza e ainda prossigo e dou uma volta generosa, 34 km, mais ou menos. Isto foi na sexta-feira ao final do dia, ok...?
No sábado, bom no sábado havia tanto para dizer... O carro não pegou, era da bateria. O pai estava fora o dia todo em serviço. O filho não tinha a atividade da manhã mas tinha a da tarde. Fomos a pé já que o carro estava morto. Passámos no supermercado. Caminhei uns 2 Km carregada que nem uma mula e pensei que devia fazer aquilo em vez de ir ao ginásio: percorrer quilómetros carregada com pesos...
O pai entretanto chegou, o carro ressuscitou, e eu fui a correr equipar-me para ir dar uma volta de bicicleta. Mais uma vez estava vento. Mais uma vez fui sozinha. Caramba, mas tanta correria para quê!
Bom, a volta foi mais ou menos igual à do dia anterior, mais uns 35 Km ventosos.
Voltei para casa e no domingo de manhã saí novamente esbaforida de casa.
Pareço doida, não pareço...?
Só que aqui... Aqui a coisa começou a piorar à medida que avançava... Comecei a sentir uma obrigação naquela volta, comecei a sentir-me forçada como se perdesse alguma coisa ou a forma por não ir pedalar religiosamente num domingo de manhã...
Pensei que gostaria de ter ficado em casa a lambuzar-me em torradas...
O vento aumentou e eu nem sabia onde ia. Fui numa direção mas voltei para trás e acabei noutro sítio. Fiz caminhos mais técnicos e não tão longos. Magoei o tornozelo. E acho que nunca me tinha sentido tão enfadada a pedalar... Foram 43 Km secantes e aborrecidos, diria mesmo chatos... Por que já era o terceiro dia a pedalar e nem 24 horas tinham passado da volta anterior, porque conheço já tudo, por ir sozinha, por me apetecer ter ficado em casa, por tudo e por nada...

3 comentários:

Sol disse...

Teimosia, é assim mesmo :)
A nortada fria por aqui também chegou com fartura.

Dulce disse...

Ó mulher, se te apetece ficar em casa, fica! Tb é bom preguiçar de vez em quando. :)

A Loira disse...

Acho que todas temos interrogações destas quando a vida se torna mais difícil.