terça-feira, 14 de julho de 2015

Querido filho e suas obervações...

Eu e filhote passámos um dia espetacular no fim de semana...
Sem o pai - ausente em serviço e sem o carro que foi arranjar, metemos-nos ao caminho para a cidade (mais próxima...) no autocarro. Para tal, tivemos que andar mais de 1 Km para apanhar o autocarro para lá, outro quilómetro para ir ter onde queríamos ir chegados à cidade (isto é mesmo conversa de quem vive no campo...), mais outro do sítio de onde estávamos até ao autocarro e depois do autocarro até casa...
Fomos logo de manhã. Filhote cortou cabelo no barbeiro onde vai desde quase bebé e mamãe delirou e deambulou por algumas lojas...
Eu queria muito, mas mesmo muito, tipo desde o ano passado, um macacão e não encontrava nenhum de que gostasse porque ora eram de um tecido mole e muito largo, ora eram de alsas, ora tinham padrões esquisitos, ora isto, ora aquilo... Pois que neste passeio com filhote entro numa loja que não conhecia e em que estava tudo em saldos e eis que vislumbro então um macacão num modelo de que gosto já que não era de alsas mas também não era com mangas e num tecido e cor de que também gostei.
Rumámos ao provador, achei que o macacão me ficava a matar e eis que o meu querido filho faz a seguinte observação (tão querido e tão fofinho...): "Oh mãe, com esse macacão parece que vais trabalhar numa oficina!".
Bom, apeteceu-me tapar-lhe a boca e reparem que o macacão nem é azul ou lá perto...
Não quis saber e trouxe-o com vista à sua estreia no dia do meu, cof-cof, 41.º aniversário... :P
Filhote e eu continuámos o passeio e foi mesmo um dia espetacular. Almoçámos no 'shopping' e fomos ao cinema e era notório o ar de felicidade de filhote... 
O filme que vimos foi o "Inside Out - Divertida-Mente" e foi uma espécie de 'lição' sobre os nossos sentimentos, memórias e emoções. Acho que também é muito útil para os adultos aprenderem ou relembrarem algumas coisas sobre si próprios...
Eu própria choraminguei na parte das memórias com os pais em criança, eu e a minha infância tão feliz... Lembrei-me do meu pai mas olhei para o lado e concentrei-me no meu filho. Inspirei e sorri porque tenho comigo o tesouro  mais precioso e o ser humano mais delicado, terno e especial que conheço...
Já não posso fazer nada pelo meu pai mas posso fazer muito pelo meu filho e é nele que tenho que me concentrar...


1 comentário:

Gaja Maria disse...

Os miúdos têm destas coisas mas nem sempre têm razão. O importante é que tu gostes e te sintas bem. Um dia em cheio portanto. Bjinhos