quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Aproveitar o tempo...

Aproveitar o tempo é chegarmos a casa, depois de apanhar filhote na Escola, dar uma arrumadela nas nossas tralhas, deixar a mesa posta porque o jantar (felizmente) estava feito, mudarmos os dois de roupa e sairmos esbaforidos de casa rumo a uma das atividades de filhote.
Sim, mudámos os dois de roupa porque no caso da atividade do filhote tal é necessário e eu porque... porque me apeteceu ir... correr...
Como estávamos sozinhos, com o pai ausente em serviço, tive (tinha) que fazer tudo sozinha e por isso fiz 'render' o tempo da maneira que podia e conseguia...
Assim, enquanto filhote estava em sua atividade, mamãe, depois de estacionado o carro, largou em correr e nem foi às voltas, foi mesmo à volta do espaço em que nos encontrávamos e em que era possível correr.
Como sempre, a rapidez não foi muita mas... nunca parei, mesmo nas subidas, a não ser para tirar umas fotos...
Transpirei que me fartei, como sempre, e custa-me tanto correr. Pareço um disco riscado mas é a verdade... Correr dói-me no corpo e na alma...
Corri em alcatrão e em terra batida, ia intercalando os caminhos mas sem música e sem parar e o suor escorria pela cara abaixo...
Entretanto escureceu e eu regressei "à base", vulgo, o sítio onde tinha o carro estacionado e decorria a atividade de filhote. 
Ao chegar pensei que, talvez, os pais e mães que lá se encontravam a ver os filhos na sua atividade, que pensariam que eu era maluquinha dos cornos...
Tudo ali parado, enconstado, na galhofa, na conversa, e eu, a anti social, a correr, e que chegou toda vermelha e suada...
Fiz os alongamentos "atrás" do carro e esperei que filhote terminasse sua atividade para voltarmos para casa, tomarmos banho, jantar e preparar tudo para o dia seguinte...
Um dia... um dia isto das corridas tem que melhorar... a não ser que eu tenha alguma espécie de problema no meu corpo que desconheça e que me faça sentir assim tão desconfortável a correr.
Um dia... talvez deixe de sentir as minhas entranhas, a minha caixa torácica, os pulmões e o coração a trabalharem, como se se tratasse duma máquina em esforço violento...
Um dia... talvez deixe de me ouvir respirar, de tossir (a pedalar não tusso...), de pensar na minha respiração e em como tenho que a controlar e saber quando devo inspirar pelo nariz e expirar tudo pela boca...
Quem sabe... um dia... um dia eu deixo de me sentir um animal selvagem em sofrimento a correr e passo a fazê-lo com naturalidade...

Corrida 19/100

1 comentário:

Gaja Maria disse...

Continua que vais conseguir :)