segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Pergunta do dia (de hoje e de ontem): "Como é que correu a prova?"


Ora bem, deixa cá ver..
A Prova decorreu no meu "quintal" pelo que enquanto fazia o percurso pensava que já por ali tinha passado. Digamos que eu já conhecia 90% do percurso por lá ter passado doutras vezes.
Mas voltemos ao "como correu a prova".
Tendo em conta que tinha 'singles' e partes algo técnicas e complexas, acho que até correu bem. É claro que desmontei nas duas descidas a pique, quase em espiral e extremamente apertadas e inclinadas, mas aí desmontei eu e as pessoas que seguiam à minha frente e atrás de mim, portanto, nem sequer 'liguei' ao assunto.
Não caí, não me desequilibrei, não me irritei com ninguém, a marcação era bem visível, os pontos de água e o abastecimento estavam ótimos, a organização também, e, melhor ainda, o almoço e o convívio com tantas pessoas que vou conhecendo por causa da bicicleta e das maratonas de BTT...
Na noite anterior à da prova passei o tempo a sonhar que quando tinha chegado à prova que já todos tinham partido e isso criou-me alguma ansiedade e nervosismo pelo que cheguei à partida com a pulsação extremamente acelerada...
Bom, mas se correu tudo tão bem, por que é que o meu corpo não desenvolve nem dá mais...? Parece que não há evolução possível e, desta vez, fui a última das mulheres. Ok, não fui a última da prova mas das mulheres, nem sequer fiquei a meio, fui mesmo a última... E isto deixa-me danada e não é com os outros, ou no caso as outras, é comigo mesma...! Fico irritada e pergunto-me constantemente o porquê de não pedalar mais depressa ou de não ter melhores desempenhos nas provas... Parece que fumo, que bebo, que sou obesa, que sou velha, que o meu corpo não corresponde a tudo aquilo que sei, domino e por que já passei...
Demorei imenso tempo e não havia razões para tal porque, como digo, estava no meu ambiente...
E depois fico a matutar nisto, que nem sequer tem importância, e fico num misto de irritada, triste por gostar tanto de algo que corre maioritariamente mal, e que, se calhar, o melhor é desistir disto tudo, da bicicleta, das provas, e, principalmente, deixar de dar tanta importância a algo do qual não vivo, é só um passatempo...
De repente, todos e todas me parecem grandes atletas a pedalar e a correr, e eu não passo da cepa torta, não evoluo, não progrido, não acelero, como se o meu corpo (e quiçá a minha alma...) não o deixasse e fosse um invólucro recheado dum organismo que não corresponde ao que treino, sei e faço...
Hoje, sinceramente, estou um pouco em baixo com isto tudo... Nem as fotos da prova, às quais costumo achar graça, me animam pois nem sequer lhes estou a achar... graça...

2 comentários:

Gaja Maria disse...

Então? Correu bem, chegaste ao fim, nao caiste e não desististe, o resto nem sei o que te diga, mas talvez se treinares mais ou saires da tua zona de conforto, nao sei. Porque não pedes a alguém que te faça um plano de treinos adequado a ti? Força nisso. Beijinho

Algures no Oeste disse...

GAJA MARIA: Tens razão, devia sair da minha zona de conforto mas como geralmente pedalo sozinha, isso não acontece muito...
Enfim... vamos ver agora com o regresso ao ginásio...
:D
Beijinhos.