sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Mais do mesmo...

Por muito que me esforce, custa-me sempre mas sempre correr...
Se calhar insisto em algo que não vale a pena contrariar... Desde criança que me lembro de não gostar de correr. Era muito magra e adorava mexer-me mas correr não era comigo...
Isto dá que pensar: então por que raios aos 40 anos, uma vida inteira sem correr, o meu corpo pesadão, vivido e sofrido, havia de desatar a correr com toda a facilidade do mundo...?
Mas eu insisto...
E ontem, enquanto filhote estava numa atividade, arrastei o pai para uma corridinha lá por perto...
Mas para quê...?
As pernas pesam-me toneladas. As passadas são doridas e curtas. Arrasto-me. Dói-me o peito e a respiração. O coração. A alma.
Estava frio. Estava um vento cortante. Estava uma chuva irritante.
Penso em tudo e penso em nada.
Penso por que raios não melhoro a correr. Por que raios me custa tanto correr. Por que não sou ágil do cimo deste metro e oitenta.
Por que parece que à minha volta todos correm como se fossem gazelas e como se sempre o tivessem feito... Parece que hoje em dia toda a gente corre, mas como é que isso é possível se dói muito mais do que pedalar...?!
Será que sou anormal ou o meu corpo tem algum defeito de origem...?
Ou será que sou anormal mas é por continuar a insistir em correr...?
Vai daí que a lentidão é a palavra de ordem, como sempre...
Quase quarenta minutos volvidos e apenas se correram 5 Km...
No fim, depois de ter passado, sabe bem e fica uma sensação de bem estar mas o acto em si de correr, é doloroso e pavoroso...
Corro para quê...?




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