segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Mês desgraçado

Que raio de mês este.
Hoje faz 13 anos que decidimos juntar os trapinhos e viver debaixo do mesmo tecto, ainda sem papéis... 
Recordo-me como se fosse ontem pois nesse dia jantámos com os meus pais e depois segui para a "nossa" casa e não para a dos meus pais como fiz, habitualmente, durante quase 30 anos...
E neste domingo, dia 14, o famoso dia dos namorados, faz 3 anos que o meu pai partiu.
Para não estar a pensar "no assunto", vou a uma maratona de BTT e pedi à minha mãe para vir para cá para ficar com o neto enquanto pai e mãe pedalam por trilhos desconhecidos...
Assim é também quase "uma desculpa" para a minha mãe não estar só por estes dias...
Nunca mais sonhei com o meu pai e os pensamentos constantes sobre e com o meu pai também se desvaneceram um pouco...
Por vezes ainda penso que ele está lá com a minha mãe, que anda na rua a dar as suas voltas, que está no café com os amigos, mas não... e quando penso nisso de forma mais realista nem sequer consigo chorar, sou invadida por uma tristeza infindável e por uma angústia que nem sequer consigo explicar...
Não posso crer que já passaram 13 anos desde que iniciámos a nossa vida conjunta e que desde lá, mil e uma 'peripécias' aconteceram nas nossas vidas... 
Perdemos grande parte da nossa família, dos que nos eram mais próximos, casámos com papéis, tivemos um filho, deixámos Lisboa rumo ao Oeste e por aí fora...
Não posso crer que já passaram 3 anos desde a partida do meu pai numa quinta-feira de manhã...
Que frenesim mental que para aqui vai...

1 comentário:

Gaja Maria disse...

Os que partem ficam sempre no nosso coração, na nossa menória, mas a vida segue e temos de vivê-la o melhor possível. Aproveita esses momentos felizes, 13 anos são muitos anos de felicidade. Venham mais. Beijinho