terça-feira, 12 de julho de 2016

Não se ama alguém que não ouve a mesma canção, disse-me ela...

"Não se ama alguém que não ouve a mesma canção", disse-me a minha amiga quase em tom musical ao reproduzir as palavras que constam n' "A Paixão" de Rui Veloso.
Fiquei a olhar para ela sem perceber bem o que me estava a querer dizer mas rapidamente entendi tudo.
A minha amiga precisava de partilhar com alguém, no caso eu, que, de facto, gostar de alguém, e descobrir que esse alguém gosta e conhece uma música de que ela tanto gosta e que nem sequer é muito 'conhecida', fez com que, nesse dia, se sentisse como há muito não sentia, em plena sintonia com aquela pessoa que começou a cantarolar a 'tal' música...
Naquele instante, diz ela, sentiu uma espécie de magia e encanto ainda maior por aquela pessoa que já a fazia tão feliz...
Deixo a música causadora de tanta felicidade alheia, a 'Cantiga d' Amor' dos Rádio Macau.
E porque estou eu a falar na vida alheia...? Por que achei tanta graça a esta... 'estória' que me apeteceu partilhá-la aqui, ainda que a "dona" não faça ideia de que o estou a fazer ou de que tenho um blog, mas, ainda assim, acho que não se iria importar...
;-)




Preferias que cantasse noutro tom
Que te pintasse o mundo de outra cor
Que te pusesse aos pés um mundo bom
Que te jurasse amor, o eterno amor

Querias que roubasse ao sete estrelo
A luz que te iluminasse o olhar
Embalar-te nas ondas com desvelo
Levar-te até à lua para dançar

Que a lua está longe e mesmo assim
Dançar podemos sempre, se quiseres
Ou então, se preferires, fica aí
Que ninguém há-de saber o que disseres

Talvez até pudesse dar-te mais
Que tudo o que tu possas desejar
Não te debruces tanto que ainda cais
Não sei se me estás a acompanhar

Que a lua está longe e mesmo assim
Dançar podemos sempre, se quiseres
Ou então, se preferires, fica aí
Que ninguém há-de saber o que disseres

Podia, se quisesses, explicar-te
Sem pressa, tranquila, devagar
E pondo, claro está, modéstia à parte
Uma ou duas coisas, se calhar

Que a lua está longe e mesmo assim
Dançar podemos sempre, se quiseres
Ou então, se preferires, fica aí
Que ninguém há-de saber o que disseres

2 comentários:

Gaja Maria disse...

Uma estória de amor é sempre bonita de contar :)

Algures no Oeste disse...

GAJA MARIA: É mesmo... :-)