terça-feira, 27 de setembro de 2016

Ele há coisas... e ele há datas...

Recordo-me que no dia de anos do meu pai sempre houve lugar a algumas "coisas marcantes" como, por exemplo, saber neste dia, no longínquo ano de 1992 que tinha entrado na minha primeira opção na Faculdade. Tinha 18 anos, tão jovem e tão sonhadora...
Uns anos mais tarde, por volta de 1999, também soube nesse dia que tinha entrado num MBA que não cheguei a concluir. Tinha 25 anos, ainda jovem, ainda sonhadora mas já a trabalhar no mundo real...
Tenho ideia de outras coisas quaisquer terem acontecido neste dia mas já não me lembro exatamente do quê, apenas que o mês de setembro sempre foi o mês das novidades e da "renovação" e do reinício de algumas coisas na minha vida...
Foi em setembro que recomecei a minha vida no Oeste, tendo deixado Lisboa, tudo e todos.
E vai daí que hoje, dia de anos do meu pai só me apetece dizer isto: a 27/09/1944 nascia o meu pai, a 27/09/2016, com 42 anos, a sua filha ganhou um novo estado civil: sou agora oficialmente divorciada.
Após meses de uma separação guardada em mim - nunca me apeteceu expor este assunto aqui no blog e muito menos pelo Facebook - agora que tudo é oficial, apeteceu-me partilhá-lo aqui porque há silêncios, dores e sentimentos que, de facto, só cada um é que sabe de si, e venha o primeiro ou a primeira para julgar seja o que for.
Foram muitos anos de namoro e casamento que acabaram, tendo culminado no que mais precioso tenho na vida: o meu filho, que daqui a um mês completa 10 anos.
Durante esse namoro e casamento, muita coisa aconteceu, até aqui nos Blogs, primeiro fui a Mãedrasta, depois o Sol de Outubro e por fim, sou a Algures no Oeste que quase toda a gente sabe quem é na vida real, pois sou de carne e osso, não sou de ferro, ainda que o possa parecer por vezes.
Creio mesmo que estou apta a dizer que desde que me mudei de Lisboa para o Oeste, há sete anos atrás, aconteceram mais coisas na minha vida do que em todo o resto para trás...
Já perdi a conta às "peripécias" que aconteceram desde que vivo no Oeste, por isso, das duas uma, ou viver no Oeste é uma animação, ou é tão somente a vida e os anos a passarem.
O casamento foi um projeto que falhou, acho que quando nos casamos nunca imaginamos que um dia o divórcio nos pode bater à porta. É como uma doença ruim e silenciosa que vem e se instala nas nossas vidas, é como uma morte, é o fim de uma vida a dois que um dia já foi muito feliz...
Agora é hora de inspirar fundo, expirar, e seguir em frente.
Estou sozinha com filhote há muitos meses mas hoje foi o dia em que se concretizou no papel aquilo que já vinha a decorrer, o fim, o oficializar dum estado civil e o trabalho que dá andar a alterar o nome no cartão de cidadão, na carta de condução, no trabalho, no e-mail do trabalho e por aí fora...
Hoje fecho os olhos.
Hoje a vida segue lá fora.
Hoje o meu pai faria 72 anos e por isso pai, deixo aqui uma foto nossa dos tempos que não voltam mais e dos quais tenho muitas saudades.
Hoje precisava do teu colo pai mas eu sei, e sinto, que algures por aí, estás a olhar por e para mim... E já se sabe, se foi no teu dia de anos, é porque é o melhor para mim...


4 comentários:

Carla Santos Alves disse...

:) abracinho apertado em ti.

Algures no Oeste disse...

CARLA: Obrigada amiga...
Beijinho grande.

Cláudia Morais disse...

Vai ficar tudo bem. Um beijinho ❤

Algures no Oeste disse...

CLÁUDIA: Obrigada... um grande beijinho :-)