sexta-feira, 7 de outubro de 2016

As Ratas de Sacristia

As Ratas de Sacristia existem e andam por aí.
Limpam a Igreja, vão lá bater com a mão no peito, ouvem a missa, são muito Católicas, dizem Avé Maria ao Senhor Padre mas depois têm uma língua viperina muito pouco condizente com a sua "condição" de falsas beatas...
Todas têm algo na sua vida para onde olhar, todos nós temos, mas o que elas gostam mesmo é de se meter na vida dos outros, dar à língua e falar daquilo que não sabem nem conhecem.
É pena que a língua não solte veneno pelos seus corpos tal como solta e destila veneno quando dão conta da vida dos outros ao falar, comentar e criticar aquilo de que nem sabem do que estão a falar.
As Ratas de Sacristia são, tal como o nome indica, parentes das ratazanas e por isso, baixam a cabeça quando confrontadas com um simples olhar ou uma simples fala.
As Ratas de Sacristia benzem-se e são senhoras cheias de virtudes. Têm imensas virtudes, principalmente para falar na vida dos outros. É pena que não provem do seu próprio veneno e que não mordam a própria língua, estas pobres mulheres amarguradas, cínicas e velhacas.
Coitadas. Metem-me pena. E dó.

4 comentários:

Pedro disse...

Também lhes chamo “Ratas de Sacristia” mas é um eufemismo.
O que elas são mesmo é velhas mal fecundadas e secas.
Uma espécie de meretrizes oriundas dos Borgia.
Não fosse a falta de classe e de status e todas se poderiam chamar Lucrécia mas, hélas, até para ser puta fina ou femme fatale é preciso ter nível. De fatal, acredito mesmo que só o mau hálito oriundo das suas fétidas cloacas.
Uma espécie de abutres da vida alheia, sempre à espera que alguém fique cadáver para irem bicar na carcaça.
Comigo sempre tiveram azar. Tenho a vantagem de as únicas senhoras que lavavam escadas e caca alheia que conheci terem sido a criadagem dos meus avós. Essas eram boa gente. Os tempos eram outros.
De mim, podem falar o que quiserem uma vez que o que poderão eventualmente dizer terá forçosamente que ser inventado, já que da minha vida apenas poderão ter a presunção de que a conhecem.
Ao contrário de me deixar irritar por essa gente, tenho o dom de os conseguir irritar porque vão percebendo que estou com a maior das naturalidades e com toda a sinceridade, verdadeiramente a defecar-me para o que tão reles e excrementícios seres, praticamente acéfalos, opinam.
Como na série Upstairs, Downstairs, se reparaste, por muito que andassem cima, abaixo, mesmo que apenas para servir, à noite, invariavelmente, acabavam sempre na subcave.
Um local que está pejado de excrementos com pernas desse mesmo género é o Pinheiral de Oppidum :p
Bom fim-de-semana!

Algures no Oeste disse...

PEDRO: Pois, disseste tudo e mais alguma coisa.
São mesmo uns abutres sem vida própria e sem espelhos em casa. Metem dó e pena de tão execráveis que tais seres humanos são...
E o melhor é que todas têm tanto por onde cuidar nas suas vidas mas teimam em cuidar das vidas alheias.
Coitadas... ou não...

Mãe Maria disse...

não conhecia essa expressão mas encaixa que é uma beleza. Odeia essas beatas...blhacc

Algures no Oeste disse...

MÃE MARIA: Eu ouço esta expressão desde criança mas só agora percebi realmente o que quer dizer... Sempre a aprender...
Obrigada pela visita :-)