sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Divórcio, Doenças e Morte (não necessariamente por esta ordem...).

Por tudo o que tenho passado nos últimos tempos, com a separação que culminou em Divórcio, há coisas que se sentem e que se notam e que, se calhar, só quem passou pelo mesmo é que entende, compreende e pode ter também sentido o mesmo.
Aquando da separação, senti um pouco de tudo na pele por parte das pessoas que me rodeiam. Ou rodeavam...
Houve quem me apoiasse incondicionalmente.
Havia aquelas pessoas que pareciam ter medo se se tocasse no assunto.
Dei conta de pessoas a "fugirem" de mim no supermercado, em que notei que me viram mas que fizeram "vista grossa" e foram por outro corredor, não fôssemos nós esbarrar uns nos outros.
Houve pessoas que eu mal conhecia e que me deram os seus números de telefone caso eu precisasse de alguma ajuda ou apoio.
Houve pessoas que me passaram a mal me falarem por serem amigas 'do outro lado'.
E houve pessoas que, pura e simplesmente, pensava eu que eram minhas amigas, desapareceram do mapa. Nem uma mensagem pela merda do Facebook, nem uma sms, nem um telefonema, nada... Nunca perguntaram ou deixaram de perguntar se eu precisava de alguma coisa.
E, por fim, houve pessoas que me apoiaram e que têm estado cá incondicionalmente para mim. Essas pessoas têm-me aturado ao longo destes meses ao me ouvirem, ao estarem presentes, ao enviar mensagens nem que seja para dizer olá, ao nunca me deixarem... sozinha...
Entre essas pessoas está um grupo de colegas, de amigas, que ao longo destes meses sempre me apoiou.
Iam correr comigo, fizemos almoçaradas e jantares, demos passeios, ouviram-me sem me julgar e, muito importante, não desapareceram da minha vida só porque a minha condição conjugal passou a ser outra.
Podia estar aqui a escrever um enorme texto sobre este assunto, mas deixo a versão resumida.
E porquê o título deste post? Por que tenho comparado as separações e os divórcios a uma doença ou a uma morte pois quando isto acontece, conseguimos perceber quem são os nossos verdadeiros amigos, quem nos ampara e mima, quem não se afasta e desaparece das nossas vidas como se tivéssemos uma doença contagiosa.  
"O que não nos mata, torna-nos mais fortes" e não é que é mesmo verdade...?
Aprendi que a única pessoa com quem posso contar, para além de muito poucas pessoas à minha volta das quais já nem espero (quase) nada para não ter mais desilusões, sou eu mesma e o meu filho...
Estamos sozinhos nesta vida e nesta 'luta' e com todo este processo aprendi que, definitivamente, não se pode nem se deve esperar quase nada de ninguém e que o melhor que fazemos é seguir com a nossa vida, inspirar, fechar os olhos e acreditar que melhores dias virão.
Nunca na vida me senti tão forte e tão autónoma como agora...
E os amigos... Esses... os que ficaram e estão na minha vida, creio que irão ficar para sempre pois são as pessoas que não me desampararam nem fugiram quando mais precisei.
Quanto aos outros que por aí andam, o tempo e a vida o dirá... 

4 comentários:

Anónimo disse...

Olá! Há imenso tempo que não passava aqui, e hoje vim por acaso, e dou com esta noticia. A única coisa que não há solução na vida é a morte. Se, és mais feliz assim, continua com o teu filhote. Bjs. Sofia(Dinis)

Carla Santos Alves disse...

:) exactamente!

Gaja Maria disse...

Nunca passei por isso mas pelo que vejo acontece esse tipo de coisas a todos os que se divorciam, até porque muitos dos amigos do casal não sabem como proceder nem querem tomar partido e acabam por se afastar. Mas tu estás bem e tens amigos que ajudam e isso é que importa, os outros, os que se foram, que se lixem. O caminho é para a frente. Beijinho

Algures no Oeste disse...

SOFIA: Sim, é isso mesmo, só para a morte não há solução...
:-) Beijinhos.

CARLA: Pois, tu entendes-me... ;-)
Beijinho grande.

GAJA MARIA: Custa ver pessoas que pensávamos serem nossas amigas, pura e simplesmente desaparecerem do mapa...
E por isso mesmo, há que contar com quem se manteve presente... Enfim...
Beijinhos :-)