quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Só pode ser dos nervos... Espera... Que nervos...

À hora de almoço fui à livraria Bertrand comprar (mais) um livro para o filhote, para Português.
E tal como acontece de todas as vezes que fui à Bertrand, no ato da compra, tentam sempre "impingir-nos" um livro que está ali em exposição e em  promoção e, quiçá, que acumula não sei quanto no cartão de leitor da Bertrand que sim, também tenho...
Ora, eu pelo menos, fico sempre num misto de olho para o livro e olho para o vendedor enquanto este vai debitando um resumo sobre a obra em si e sobre o autor da mesma. Se das outras vezes achei tudo "normal", hoje, não achei nada disto normal.
Ou era da pressa com que estava porque já ia a meio da hora de almoço, ou era da chuva e do dia cinzento ou porque tenho a cabeça feita em água com isto tudo da minha mãe e com tantas outras coisas, a verdade é que hoje, enquanto o vendedor me falava na história e no autor, apetecia-me que fosse como nos vídeos e fosse possível acelerar e passar à frente porque aquilo não me estava a interessar minimamente e porque, para algo realmente mau, estava a dar-me vontade de rir!
Onde já se viu, eu, uma pessoa tão "sisuda" e metida consigo própria, tão 'respeitadora' da humanidade em geral e do ser humano em particular, estar com vontade de rir do trabalho alheio e do discursar do funcionário que, muito provavelmente, é obrigado a dizer aquilo a toda a gente e que deve ganhar uma miséria, ter um ordenado da treta, uns horários lixados e, se calhar, tem um curso superior e tudo...
Portanto, isto só pode ser dos nervos ter-me dado para rir... É que ninguém imagina o que tive que me controlar para não me rir na cara do funcionário enquanto este falava sobre o autor do livro e da sua biografia, do livro e por aí fora...
E quando finalmente aquele momento acabou, ainda tive que me justificar perante o facto de ter 4€ no cartão e não comprar nenhum livro, nem sequer um dos que estão em promoção e custam para aí 10€ e não 20 ou 30 como é costume...
Parece impossível, sua forreta, sua inculta!!! (foi o que senti que teriam achado...).
Paguei.
Vim embora.
Ufa...

4 comentários:

Pedro disse...

A ti, deu-te para rir, comigo, e para que o mesmo não aconteça, nem lhes dou hipótese de começarem a debitar. O que tenho em respeito, falta-me em paciência.
Não sei qual era o livro mas fizeste bem em não comprar.
Quando queremos alguma coisa de jeito, temos de ir à procura. Se nos estão a oferecer é porque ninguém quer.
..e por falares em livro de Português, vou-te mandar uma mensagem por outra via.

Algures no Oeste disse...

PEDRO: Pois, também começo a não ter paciência porque isto acontece de todas as vezes que lá vou que até são algumas...
O livro não me interessava porque era sobre uma doença qualquer que a autora tinha tido e esse tipo de estória, não me interessa muito...
:/
Prefiro ir lá mais tarde, com mais tempo, e comprar outro livro que realmente me interesse.
:-)

Pedro disse...

"Estória" foi uma forma adoptada pelo conde de Sabugosa com o sentido de narrativa de ficção ou popular.
Recomendo o uso da grafia "história", tanto no sentido de ciência histórica, quanto no de narrativa de ficção ou conto popular.
Já basta o individuo que tem de fato um fato muito bonito mas que o sujou a atar as atas.
Já que o país não tem salvação, que ao menos se salve a língua.

Algures no Oeste disse...

PEDRO: Pois, geralmente utilizo "estória" para estórias do dia à dia, que nada têm a ver com factos históricos, por exemplo... mas percebo o que dizes...
E viva a querida língua portuguesa...
:-)